segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Gùgōng: A Cidade Proibida


Em Gùgōng: A Cidade Proibida, os jogadores são tradicionais famílias chinesas que tentam ganhar influência dentro do império subornando com presentes os oficiais para conseguirem tentar uma audiência com o Imperador, pois caso não consigam todos seus esforços serão em vão.

Durante quatro rodadas (dias) os jogadores vão se revezar em diversas fases para realizar ações que lhes renderão pontos de vitória no final do jogo, para isso usarão cartas para acessar os lugares do tabuleiro.

A grande sacada aqui é a utilização das cartas como "trabalhadores", no setup inicial cada localidade começa já com uma cartinha de valores que variam de 1 a 9 e para conseguir acessar esses lugares o jogador na sua vez precisa baixar uma carta maior do que o valor do local e devolver para nossa mão a carta que estava lá para usarmos na rodada posterior.

 No tabuleiro, várias áreas a serem percorridas.

Se por acaso o local desejado tiver uma carta 9, você reinicia o ciclo de contagem colocando uma de número 1, podendo assim realizar a ação bônus descrita na carta e obviamente a ação na localidade desejada.

Para realizar as ações precisamos de servos (cubos) que são extremamente importantes, pois sem eles ficamos bastante travados nas ações e eles também servem para o caso de você não ter cartas de valor maior que os da localidade.

Nesse caso específico, você pode descartar servos ou usar uma carta menor ou igual, descartando outra da mão, para conseguir realizar as ações, se você não tiver servos ou não tiver outra carta para descartar, simplesmente troca as cartas, mas não consegue realizar ação nenhum, o que é uma coisa bem ruim.

As cartas são os seus "trabalhadores", para entrar nos
espaços, você precisa saber administrar bem a sua mão.

Os locais tem os mais diversos tipos de ações, temos a área de viagem e o canal, onde andamos com um cavaleiro e com barcos para ao pararmos pegamos tokens ou ações de bônus, temos a grande muralha, que é um "controle de área" que ao fechar uma determinada quantidade de tijolos dispara uma pontuação, a trilha de intriga, o oficial de jade, os decretos e o Palácio da Pureza Celestial, onde tentamos nos encontrar com o Imperador.

O lance aqui com o Imperador é de extrema importância dentro do jogo, é uma trilha que temos que ir avançando durante as rodadas e que precisamos chegar até o final dela ou então simplesmente não estamos aptos a termos nossa pontuação válida ao final da partida, simples assim.

 Quem não conseguir avançar na Praça da Pureza Celestial
não tem seus pontos válidos.

Ao final de cada rodada, temos a fase noturna onde comparamos as cartas que temos na mão (aquela que trocamos durante a rodada) com os dados do destino, para conseguirmos uns pontinhos e mais servos para o nosso estoque pessoal e começamos uma nova rodada até o final da quarta rodada quando o jogo termina.

Para todos os jogadores que conseguiram uma audiência com o Imperador, somamos os pontos da sua ordem de chegada, os pontos dos decretos, e das coleções de jade e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Gùgōng é um euro bem inteligente, essa sacada da troca de cartas é muito bacana, e ele precisa de bastante planejamento durante a partida, para fãs de jogos "cabeçudos" com certeza é um joguinho que chega bem, pelas mãos da Kronos Games, na sua coleção.

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