quarta-feira, 21 de novembro de 2018

TOP3 : Abstratos


De uns anos para cá, tenho visto um aumento bacana de jogos abstratos chegando ao mercado lá de fora, e é muito legal ver que alguns deles estão tendo reconhecimento e ganhando prêmios importantes, com o é o caso do Azul.

Mais legal ainda é vê-los chegando ao mercado brasileiro, que já tinha versões do Abalone e Ubongo, mas que agora vem recebendo Sagrada e The Climbers com uma receptividade ótima, que ajuda bastante às editoras a pensarem em trazer outros títulos.

Para dar uma ajudada na galera que ainda não conhece muito desses jogos, fiz um "TOP3" (bem roubado, diga-se de passagem) dos jogos jogos abstratos que eu mais gosto, pois sou bem fã desse tipo de jogo e acho que todos deveriam dar uma chance para eles também.

Criado pela dupla Michael Kiesling e Wolfgang Kramer, Pueblo é um daqueles jogos que quase ninguém fala, mas que quando você joga fica passado de como esse jogo pode ser tão bacana.

Nele os jogadores vão criando uma  grande estrutura com blocos da sua cor e blocos neutros, ao final do seu turno, o mestre de obras anda e observa a coluna à frente dele, penalizando os blocos coloridos que ele enxergar.

Pueblo é um jogo muito bacana, onde você pode dar pernadas nos amigos ao posicionar o mestre de obras e além disso, ele é visualmente lindo, fazendo dele um dos abstratos mais bacanas que eu já joguei.

Começando a "roubar" no TOP3, meu segundo lugar vem em dupla, pois ainda não consigo realmente dizer se eu gosto mais do Azul ou do Azul de Sintra.

Ambos criados pelo já citado Michael Kiesling são jogos abstratos dessa nova safra (o primeiro de 2017 e o outro de 2018), sendo que o Azul não para de receber prêmios, dentre eles o Spiel des Jahres e o Origin Awards.

 Azul de Sintra : Mais estratégico e com peças
que dão vontade de comer.

Cada um com uma característica diferente de jogo, ambos tem em comum a forma de comprar as peças, mas diferem em muito na colocação delas e na forma de pontuar, e a grande graça deles é justamente essa, pois o autor conseguiu com um mesmo princípio básico (pegar a cor e alocar no tabuleiro) fazer dois jogos bem distintos.

Enquanto o primeiro Azul traz um jogo mais fluido e simples, o Azul de Sintra, é uma versão mais estratégica e mais "gamer" por assim dizer, sendo duas ótimas opções de abstratos para se ter na coleção (por enquanto apenas um deles já disponível no Brasil).

Agora meu primeiro lugar na verdade são sete. Criado pelo designer Kris Burm entre 97 e 2007, com um "filho" temporão chegando em 2017, o Projeto GIPF, traz uma série de jogos abstratos para dois jogadores com regras simples, nomes estranhos, mas que são extremamente estratégicos e inteligentes.

São jogos visualmente lindos, as peças marmorizadas e os tabuleiros simplistas são um atrativo para fãs de design, e suas regras de fácil compreensão mas que você precisa de muitas partidas para ter o domínio do jogo, fazem dessa série item obrigatório na coleção de quem curte jogos abstratos.

 Além dos jogos serem excelente, ainda são lindos.

Todos os jogos trazem em suas regras, elementos que vão nos remeter à clássicos como damas, othelo, Lig4 entre outros, mas que trabalhando juntos, fazem com que o Projeto GIPF seja bastante original, ainda mais com sua linha de "potentials" que são peças de expansões que podem fazer com que você precise mudar de um jogo para outro, tipo parar uma partida de TAZAAR para jogar uma de DVONN para ativar o poder dessas peças.

Em 2017 a editora Huch! relançou todos os seis primeiros jogos, e trouxe ao mercado o novo LYNGK (único que eu ainda não joguei) que tem a mesma pegada e visual dos outros, mas trouxe de volta ao mercado o autor que desde 2007 não lançava nada de novo.

Aqui no Brasil temos poucas pessoas trabalhando em jogos genuinamente abstratos, autores com o amigo Vince Mastrocola, tem sua série de jogos baseada nos dados comumente usados em RPG (d4, d6, d8, d10, d12 e d20) com destaque para o Dominaedro (que usa d12) e para o mais recente o Húsz (que usa d20).

Dominaedro : Abstrato nacional de qualidade.

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