terça-feira, 16 de julho de 2019

Liberté


Situado durante a Revolução Francesa (de 1789 a 1799). Liberté foi lançado em 2001 e um dos primeiros jogos do grande Martin Wallace que viria a ser um dos maiores designers do mundo com jogos como Brass e Steam no currículo.

Em Liberté os jogadores comandam as facções que estão na luta pela tomada do poder na França, dentre monarquistas, radicais e o moderados, os jogadores terão quatro rodadas para definir os rumos da história francesa.

O jogo tem como mecânica principal o gerenciamento de mão e o controle de área, em cada rodada, os jogadores terão diversos turnos para escolherem uma, dentre três ações para realizar.

 Cada região tem diversas províncias à
serem influenciadas.

As ações mais comuns são comprar ou usar cartas, além disso o jogador pode passar, mas isso não o impede de voltar a jogar na mesma rodada, então essa pode ser uma opção estratégica.

As cartas que temos para serem usadas servem principalmente para colocar influência nas províncias e assim conseguir votos para um dos três poderes que estão na disputa, mas além disso, as cartas tem ícones que fazem com que você coloque seus discos na caixa de batalha e cartas também com poderes especiais.

Ao usar uma carta o jogador vai ter uma região do mapa a ser escolhida, vai pegar de um a três marcadores (conforme indicado na carta) e distribuir pelas províncias daquela região.

Fazendo isso o jogador coloca um marcador seu para indicar que você que colocou aquela influência lá, pois outros jogadores também podem ter influência do mesmo partido na mesma província.

 As cartas são a alma do jogo, com elas você influencia
as províncias e pode mudar os rumos das votações.

Além disso o jogador que usou a carta, se ele for de influência, ele pode escolher se descarta ela, ou se coloca na sua frente, essa decisão é muito importante, pois essas cartas servem para uma série de desempates durante a partida e as cartas que ficam na sua frente voltam para sua mão na próxima rodada.

Quando uma das três cores de blocos se esgota, então a rodada acaba e temos algumas definições à serem feitas, a primeira se refere às guerras, todos os jogadores que tenham marcadores no Battle Box entram em conflito, mas para isso precisam ter nas suas cartas baixadas pelo menos um general, quem ganha o conflito, recebe pontos, se o conflito termina empatado, um bloco dos monarquistas é colocado de lado.

Depois temos a contagem de votos de todas as províncias, aí conta-se a caso a caso, com empates sendo mais uma vez definidos nas cartas, e a cada voto, um dos três partidos vai avançando até definirmos o partido vencedor da rodada e damos pontos para quem mais deu influência a ele e a quem mais deu influência ao partido de oposição (o segundo colocado).

 Figuras históricas como um jovem Napoleão
aparecem nas cartas do jogo.

O jogo segue assim por quatro rodadas, mas existem duas formas de fazerem o jogo ficar mais curto, a primeira é se em qualquer votação os radicais tiverem mais de 17 votos, eles ganham e o jogador que tiver o maior somatório de influência e cartas deles é o vencedor, e a outra forma é que em qualquer momento à partir da terceira rodada se os monarquistas estiverem no controle de 7 províncias marcadas com uma flor-de-lis, eles ganham e o os mesmos critérios dos radicais é usado para definir o jogador vencedor.

Liberté é um daqueles jogos brilhantes em quem você na sua primeira partida fica meio sem noção do que está fazendo, mas quando dá o estalo percebe o quão estratégico e inteligente ele pode ser e como cada partida pode ser uma experiência tensa e diferente.

http://hamburgueriabeb.com.br/

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Carcassonne : Safari


Lançado recentemente no Brasil pela Devir, Carcassonne : Safari leva os jogadores para as savanas africanas onde vamos construir caminhos, pesquisar florestas e descansar à sombra dos baobás além de juntar os animais em charcos.

Para quem conhece o jogo base, a primeira diferença vem logo na peça inicial, que é uma junção de três tiles, além disso colocamos dois jipes que ficam fora dos tiles iniciais e são uma nova forma de colocação como veremos.

A regra básica continua a mesma, o jogador da vez pega um dos tiles e precisa colocá-lo junto aos demais que já estão no tabuleiro, mas já nesse momento já temos uma das primeiras diferenças, no Safari você pode colocar adjacente aos tiles ou no lugar onde um dos jipes está posicionado para depois ganhar uns pontinhos com isso.

Agora temos animais, baobás e jipes.

Colocado o tile aí vem algumas mudanças significativas. Agora você pode colocar o seu meeple no tile recém adicionado, ou mover o jipe ou ainda começar um charco.

O charco é uma nova aquisição interessante ao jogo, ele é basicamente um quarto de círculo com o desenho de um dos cinco animais presentes no jogo, ao começar um charco você ganha uma quantidade de pontinhos que vão aumentando até que você feche o círculo e pegue seu meeple de volta.

Esses tiles de charco também ajudam na pontuação do jogo, que aqui no Safari é bem diferente, você agora não ganha mais pontos pela quantidade de tiles fechados, seja de estrada ou floresta, e sim pela quantidade de animais diferentes que ela englobar, então quanto maior a variedade de bichos, mais pontos você ganha, e nesse momento você pode gastar tiles de charco para ter uma variedade maior.

 Os novos elementos são muito legais e trazem uma
nova perspectiva ao jogo.

Mas como você ganha esses tiles de charco? No início de cada partida os jogadores começam já com um, mas nos tiles de baobá (que substituem o monastério aqui) ao colocar seu meeple descansando à sua sombra, você recebe dois tiles de charco e ao cercar o baobá, você pega seu meeple de volta e mais dois tiles.

Essas novas formas de pontuar, fazem com que o jogo fique mais dinâmico e você precisa ficar muito mais ligado na forma de colocar o seu tile, inclusive se vale a pena deixar de colocar um meeple para mover o jipe e preparar um "bote" pra mais tarde, deixando as partidas bem estratégicas.

Uma das franquias de jogos de tabuleiro mais famosa no mundo todo, Carcassonne tenta sempre se inovar sem perder a sua essência, e com o novo Carcassonne : Safari ele traz essas formas novas de pontuar mas mantendo a mesma experiência fazendo com que os fãs do jogo queiram ter mais essa versão do jogo na sua coleção.

O charco é legal e você consegue os tiles
estando à sombra dos baobás.

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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Rory's Story Cubes


Hoje vamos falar não de jogo, pelo menos não da forma como estamos acostumados, Rory's Story Cubes está mais para uma experiência lúdica, e a Galápagos acerta em trazê-lo para o Brasil.

Rory's Story Cubes é uma série de caixinhas que trazem 9 dados personalizados, o lance aqui é rolar esses dados e à partir do que apareceu em suas faces, criar uma história contínua com os elementos apresentados.


Com as faces que saírem, os jogadores precisam
criar uma história.

O "jogo" se desenvolve com os participantes tentando juntos formarem essa história coesa e o mais divertida possível, ninguém vai ganhar ou perder pontos por isso, a ideia aqui é liberar a imaginação dos participantes.

A Galápagos trouxe as três primeiras caixinhas para o nosso mercado, nela temos a caixa laranja com temas genéricos, a caixinha verde sobre viagens e a azul com temas de ação.

Eu já brinquei algumas vezes com a minha filhota de 6 anos junto com meu filho de 11 e a minha esposa e o resultado foi sempre histórias divertidíssimas, as vezes com "plot twists" absurdos, mas sempre trazendo ótimos momentos.

A produção do jogo é lindinha e dá pra levar para
"jogar" em qualquer lugar.

Lá fora o Story Cubes temos umas edições temáticas como a do Batman ou a do Scooby-Doo, que bem poderiam cair por aqui, ou até mesmo uma edição da Turma da Mônica hein??

Fica a dica então, apesar de não ser um jogo, Rory's Story Cubes traz uma forma lúdica para a mesa, pode ser jogado praticamente em qualquer lugar e garante boas histórias.

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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Hanabi


Corrigindo uma falha lúdica, finalmente tive a oportunidade de jogar o premiado Hanabi, e entender o porquê dele ter ganho (merecidamente) o Spiel des Jahres de 2013.

Em Hanabi cooperam para fazer o mais grandioso espetáculo de fogos de artifício, para isso usamos cartas que variam em número e cores que precisamos baixar na ordem correta para que no final possamos pontuar o maior valor de cada uma das cinco cores.

 Você não sabe as suas cartas, e precisa
ajudar aos outros jogadores a conhecerem as deles.

Mas aí que entra a grande sacada do jogo, os jogadores só conseguem ver as cartas dos outros jogadores, nunca as suas, então na sua vez você tem três opções de jogada, ou dá uma dica para um dos jogadores avisando o número ou a cor de determinadas cartas, ou então você pode baixar uma das cartas da sua mão e colocá-la no espetáculo ou descartar uma carta para ter direito a devolver uma dica.

O jogo é apertado justamente nesse ponto, as dicas não são infinitas, e a cada vez que você precisa dar uma dica para outro jogador, gasta uma carta, então saber gerenciar as cartas de dicas para não tomar penalidade no final é muito legal.

O jogo vai rodando dessa forma até que a partida pode acabar de três formas : com a terceira carta de penalidade sendo recebida, quando o baralho acabar ou se os jogadores conseguirem fazer os 25 pontos das cinco cores no máximo.

 Você tem as cartas de cores e números para fazer
seu espetáculo, além das dicas e penalidades.

No caso de não conseguirem a pontuação máxima, conta-se a maior carta em cada uma das cinco cores e essa é a pontuação final do jogo com uma tabelinha divertida no manual dizendo como foi o desempenho dos jogadores.

Hanabi tem aquele "algo à mais" dos jogos brilhantes, a mecânica é super simples ainda assim desafiadora e divertida ao mesmo tempo, é uma excelente opção de jogo principalmente com a mesa cheia.

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Tiny Towns


No coração das florestas existem pequenas cidades habitadas por criaturinhas, e você é o prefeito de uma delas tentando construir os melhores prédios no divertido Tiny Towns.

Cada jogador começa com um tabuleiro individual que representa a sua cidade e é composto por um grid de 4x4, além disso são abertos 7 cartas com a configuração para prédios únicos, e cada jogador recebe ainda uma carta com um prédio que só ele pode construir.

 Os prédios tem padrões de recursos a serem seguidos
para serem construídos.

A rodada então funciona da seguinte forma, o jogador da vez escolhe um dos 5 recursos do jogo, e todos os jogadores devem colocar aquele recurso em um dos espaços disponíveis da suas cidade, para tentar assim formar um dos padrões dos prédios abertos (ou do seu pessoal).

Ao completar um dos padrões você substitui na sua cidade os recursos por um dos prédios, o bacana é que cada prédio tem uma forma de pontuar ao final do jogo, então a grande sacada aqui é saber a melhor forma da sua cidade pontuar mais.

O lance aqui do Tiny Towns é que o tabuleiro vai ficando meio apertado, então ele tem aquele misto de jogo e quebra-cabeça bem bacana.

Uma vez que os recursos são dispostos,
o prédio é colocado no tabuleiro.

O jogo vai avançando até que os jogadores não consigam mais construir ou colocar novos recursos no seu tabuleiro, então é feita a pontuação baseada nos prédios construidos e os jogadores deduzem pontos dos espaços vazios da sua cidade e quem tiver a maior pontuação vence.

Tiny Towns é um jogo muito bonzinho de se jogar, ele é rápido, inteligente e tem uma variedade enorme de prédios com formas diferentes de pontuar a cada partida, gostei muito dele e espero que alguém traga para o Brasil em breve.