quinta-feira, 2 de julho de 2020

Estamos ativos... Mas devagar!


Como vocês já devem ter reparado, as coisas aqui no site tem andado devagar, quase parando, e isso obviamente se deve por conta da pandemia do Corona Vírus que assola o mundo.

Mesmo tendo a sorte de ter um "grupo de jogo" aqui em casa com meus filhos e minha esposa, não dá pra puxar jogos muito pesados (eles tem 7 e 13 anos), e isso está afetando diretamente a produção de conteúdo, mas não podemos parar.

Para tentarmos amenizar esses efeitos, o que tentamos fazer nesses últimos três meses foi compartilhar o máximo que der de material liberado pelas editoras, companheiros produtores, participando de parcerias, enfim, não estamos parados.

Tem sempre coisa pintando do Insta e no Face.

Hoje nossos canais mais ativos tem sido o Instagram e o Facebook, então se você ainda não está inscrito por lá, inscreva-se pois nesses dois lugares tem saído alguma coisinha todo o dia, para não ficarmos totalmente estagnados, até porque o mundo não está tão parado assim.

Mas não pensem que ficaremos sem resenhas novas ou matérias inéditas por aqui também, pois nos próximos dias teremos novidades, não no ritmo que você que nos conhece está acostumado, mas com certeza com a mesma qualidade que nos credenciaram com o melhor canal de mídia escrita pelos últimos dois anos.
Então, fiquem em casa, nos sigam
no Instagram e Facebook e GAME ON!

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terça-feira, 9 de junho de 2020

A Ilha do Tesouro


Em A Ilha do Tesouro, os jogadores participarão de uma caça ao tesouro, "guiados" pelo nada confiável Long John Silver, que vai tentar atrasar ao máximo a concorrência para que quando ele consiga fugir da sua prisão consiga chegar ao ouro antes dos outros piratas.

O jogo que chega ao Brasil pela Conclave Editora, já surpreender logo na abertura da caixa, os componentes deles, com canetinhas, réguas, bússolas e um compasso maneiríssimo, já são por si só uma atração, mas poderia ser só pra disfarçar um jogo fraco, não é o que acontece aqui.

Inicialmente um dos jogadores escolhe ser o Long John Silver e pega para si seus componentes, os outros jogadores serão piratas que vão, através das pistas dadas, tentar chegar ao tesouro ESCONDIDO antes do Long John.

 Você como Long John vai escolher um lugar para o tesouro.

No setup, secretamente o Long John Silver escolhe um lugar no seu mapa pessoal para enterrar o tesouro, feito isso ele separa a ficha de distrito onde o tesouro está, embaralha as restantes dando uma para cada jogador, essa ficha dá uma dica valiosa para os outros jogadores de onde o tesouro não se encontra.

Feito isso, o jogo vai funcionar em turnos, que são como um calendário, o jogador que controla o Long John usa os marcadores de turno para avançar o pirata que vai agir naquele turno, existem datas do calendário disparam um evento, isso é resolvido antes da rodada do jogador.

Uma vez que o Long John resolve sua parte, o jogador da vez tem uma ou duas ações a serem feitas (depende do dia), e essas podem ser ações simples como andar no mapa e procurar o tesouro, ou ações especiais, que aí variam entre algumas que são comum a todos os jogadores e outras que são especiais de cada pirata específico.

 Vai passando as rodadas, como um calendário.

O grande barato do Ilha do Tesouro é que praticamente tudo é resolvido desenhando no mapa central ou nos mapinhas escondidos de cada jogador, as pistas que o Long John vai mostrando durante a partida (que podem ser verdadeiras ou apenas para despistar), a movimentação dos jogadores, a ação de busca, tudo fica "rabiscado" no tabuleiro.

Inicialmente isso pode dar uma assustada nos jogadores mais tensos, mas no decorrer da partida fica muito divertido ver o mapa todo escrito, cheio de anotações, parecendo realmente aqueles mapas que estamos acostumados em ver nos filmes.

 Você vai desenhando as coisas no tabuleiro!

O jogo vai prosseguindo alternando os jogadores tentando achar o tesouro, caso algum pirata consiga o jogo acaba, mas quando chega o momento no calendário onde finalmente Long John Silver consegue fugir, então ele também está na caça, aí vira uma corrida!

Long John Silver só pode usar a ação de se mover, enquanto os outros piratas terão sempre direito a duas ações para tentar chegar antes ao tesouro ESCONDIDO, e quem conseguir fazer isso primeiro é o vencedor.

A Ilha do Tesouro é uma delícia de jogo, é muito divertido jogar de Long John tentando iludir os "amiguinhos", mas também como piratas rabiscando tudo tentando realmente chegar ao tesouro, e como disse inicialmente o jogo além de bom é de uma produção impecável.

Quem chegar ao tesouro primeiro vence!
 
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terça-feira, 2 de junho de 2020

TOP Print and Play da Pandemia


Desde o início da convocação para quarentena em meados de março, que editoras e designers tem se prontificado a municiar os jogadores com presentinhos para que fiquemos em casa em segurança e aproveitando (de alguma forma) esse tempo para jogar.

Com versões solo, regras inéditas e até jogos totalmente novos, temos um monte de boas opções para os que tem impressoras disponíveis em casa.

Eu estava para fazer esta postagem já há algum tempo, mas fui deixando passar e acabou que o Rafael Arruda do canal Batendo de KINA (do Ludopedia) fez dois compilados excelentes, que eu vou deixar o link no final da postagem.

Versão solo do Miss Liz.

Então para não perder a viagem, vou fazer um TOP com o material que eu já imprimi e que realmente valem à pena se você tem uma impressora, papel e possivelmente os jogos base necessários.

ATOL
Jordy Adan


Esse foi um dos primeiros que eu vi saírem, é a foto que ilustra a nossa chamada, e é um flip-and-write muito divertido do mesmo autor do consagrado Cartógrafos, e tem a vantagem de ser um jogo "stand alone", então você não precisa de mais nada além do material impresso.

OS INCRÍVEIS PARQUES DE MISS LIZ - SOLO
Diego de Moraes

Para a versão solo do Miss Liz você vai precisar imprimir uma páginazinha frente e verso só, mas obviamente precisará do jogo base, mas tendo esses componentes, ele ficou uma versão muito gostosinha de jogar e vale a impressão (para dar aquela valorizada no produto brazuca).

Esse é surpreendente! 7 Wonders Solo.

7 WONDERS DU... OPS, SOLO
Bruno Cathala / Antoine Bauza

Outra versão solo surpreendente é essa do 7 Wonders utilizando o Duel como base.

Aqui temos uma disputa contra líderes que já vem com algumas vantagens, tem custo de compra zerado, e a forma com que o AI do jogo vai comprando as cartas é brilhante, é impressionante como esses dois autores conseguem de forma simples fazer uma versão irada do jogo.

CATAN #FICA EM CASA
Klaus e Benjamin Teuber

Nesse print and play você vai ter dois novos tiles de terreno que substituirão o deserto e o terreno onde cair o valor 12 no setup, e durante o jogo não temos mais o ladrão como estamos acostumados, numa "vibe" de todos se ajudando, quando o 7 é rolado todos vão ganhar produtos por estarem perto dos novos hexágonos.

Dois novos hexágonos para o Catan.

ROLLING REALMS
Jamey Stegmaier

Por último um roll and write do designer consagrado de jogos como Scythe e Euphoria, nesse temos vários "mundos" que serão preenchidos com as rolagens feitas por dois dados, cada um dos mundos tem uma forma diferente de ser preenchido e o mais legal aqui é perceber que todos tem nomes dos jogos da Stonemaier Games e a forma que vamos preencher esses mundinhos remete ao jogo em questão.

Como falei anteriormente, esses foram só alguns exemplos das coisas que eu já imprimi, mas aconselho irem nos links do Batendo de Kina (Lista 1 e Lista 2), pois lá tem muito mais coisa (coisas que eu ainda nem tinha visto) e que podem interessar muito aos jogadores.

E enquanto não podemos voltar a nos encontrar (e não se enganem, ainda não podemos), vão imprimindo, e lembrem-se FIQUEM SEGUROS EM CASA!

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terça-feira, 19 de maio de 2020

Dissecando o Tribune


Lançado em 2007 pela Fantasy Flight e criado pelo designer alemão Karl-Heinz Schmiel, Tribune é um euro de alocação de trabalhadores onde somos patrícios de renomadas famílias de Roma e trabalhamos para conseguir mais influência.

No jogo base, que comporta de 2 a 5 jogadores, temos um tabuleiro central com sete espaços onde serão colocadas cartas e onde iremos com nossos trabalhadores para consegui-las.

Essas cartas são a alma do jogo, são usadas para influenciar o Senado, a Plebe, os Pretórios entre outros, e são requisitos para vencermos o jogo além de darem vantagens durante a partida.

As cartas são super importante, e para conseguí-las
vocês precisa usar sua família.

O jogo funciona em trêss fases distintas, na primeira os jogadores vão alocar seus trabalhadores nos espaços do tabuleiro, alguns espaços deixam as cartas oferecidas abertas e você só precisa pagar para pegá-las, em outros há uma disputa entre os trabalhadores e também espaços onde a carta será "surpresa".

Além dos espaços para pegar as cartas, os jogadores também podem (e devem) colocar trabalhadores na disputa do controle das sete casas de influência do jogo, nesses espaços existem sempre lugar para dois jogadores.

Uma vez que todos os jogadores não tem mais trabalhadores, vamos resolvendo cada um dos espaços numerados, com os trabalhadores voltando para a mão dos seus donos, com as devidas recompensas de acordo com o que o espaço oferece.

Você precisa ir com os trabalhadores para
tentar influenciar as facções.

Uma vez que isso é resolvido, começa a disputa pela influência, aqui o bicho pega, pois é nesse momento que as cartas são usadas.

Cada espaço tem seu conjunto de cartas numeradas, para conseguir o controle daquele espaço você precisa colocar uma quantidade em valor de cartas, e para pegar o controle posteriormente de um outro jogador você precisa superar esse valor ou superar a quantidade de cartas utilizadas.

Nesses espaços nós conseguimos uma série de benefícios que vão ajudar na resolução dos objetivos do jogo. Conseguimos lauréis, favores dos deuses, legiões e assim que um determinado jogador cumprir uma quantidade de objetivos, o jogo acaba.

A expansão traz um novo tabuleiro, novos desafios e
uma forma de jogar diferente dos outros jogadores.

Em 2008, a editora investiu em uma expansão, que trazia a casa Brutus, onde um sexto jogador fazia seu jogo de forma totalmente diferente dos demais, além de trazer um novo tabuleiro anexo para o jogo base com novos objetivos e uma dinâmica diferente com a inclusão dos escravos, e que deixava o jogo que já era excelente ainda melhor.

Tribune é um jogo de observação, gerenciamento e pernadas muito inteligente e dinâmico, já falei dele aqui no site em alguns momentos, pois é um daqueles jogos que pouca gente conhece mas merece um destaque.

Ele ficou fora de catálogo por anos, sendo totalmente esquecido pela Fantasy Flight, mas agora voltou repaginado, com nova arte, por nova editora numa versão completa.

Esse novo Tribune está em campanha pelo Kickstarter conseguindo ser financiando antes da primeira hora de campanha, e já vem completinho com o jogo base e expansões antigas além de regras revisadas, o preço é um pouco salgado para nós, ainda mais com o frete, mas se você tiver condições, é um excelente jogo.
A nova versão chega pra trazer de volta esse jogaço.

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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Ludoteca Básica : Pega em 6!


Lançado originalmente em 1994, em Pega em 6! você precisa ir colocando cartas da sua mão em linhas mas tomando cuidado para não estourar essa linha e pegar as famigeradas "vaquinhas" e acabar com uma pontuação bizarra. Parece simples, mas ele te dá mais pernadas do que você imagina.

O jogo tem um baralho que vai do número 1 ao 104 com quantidade de "vaquinhas" que são os pontos negativos, podem caber até 10 pessoas jogando e inicialmente você separa quatro cartas para serem as linhas do jogo e distribui 10 cartas para cada jogador.

Uma vez que o setup está preparado a rodada funciona da seguinte forma, os jogadores olhas suas cartas e separam uma secretamente para colocar nas linhas, quando todos tiverem separado suas cartas, elas são abertas e colocadas nas linhas.

 As linhas crescem numericamente e você
precisa ficar ligado pra não colocar a sexta carta.

A regra de colocação é bem simples, elas são avaliadas da menor para a maior, e precisam ser colocadas em ordem crescente junto ao valor mais próximo das cartas previamente colocadas, sendo assim corre o risco de uma das linhas estar com um 29 e ir direto para um 62, dependendo das cartas colocadas pelos jogadores.

Além disso, se o jogador coloca uma carta inferior a qualquer uma previamente jogada, ele é obrigado a comprar uma das linhas, o que pode ser uma jogada estratégica para pegar poucas vaquinhas ou uma tremenda cagada.

O grande lance do Pega em 6! é que, como diz o nome, quando a linha recebe a sexta cartinha, essa carta vira a primeira da fila e o jogador que a colocou na rodada leva as outras cinco para si, e elas vão contar negativamente no final.

 As vezes você precisa ficar segurando cartas até o
último momento, para não ficar cheio de "vaquinhas".

Quando as 10 cartas forem jogadas, os jogadores somam as suas vaquinhas, se por acaso alguém estourou 66 vaquinhas o jogo acaba e quem tiver a menor quantidade de vaquinhas é o vencedor, caso ainda não tenha estourado esse valor, embaralha-se tudo, 10 cartas novas são distribuídas e uma nova rodada se inicia.

Pega em 6! é daqueles jogos pequenos obrigatórios na sua coleção, ele já teve uma versão brasileira que saiu pela Copag, mas essa versão da Paper Games é a que você precisa, pois como eles trouxeram a edição comemorativa de 25 anos, além do jogo básico ela vem com um monte de pequenos extras para dar uma apimentada num jogo que purinho já é excelente.

A versão da Paper Games veio caprichada.
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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Prêmio Ludopedia 2019


Durante a semana passada, conhecemos os vencedores da edição de 2019 do Prêmio Ludopedia, firmando-se como a premiação mais importante dentro do mercado nacional, chegamos a sua sexta edição e já podemos além de parabenizar os vencedores, começarmos a fazer uma retrospectiva para falarmos de quem "papa tudo".

Esse ano tivemos o Cartógrafos como grande destaque levando três prêmios, o de Melhor Jogo Família Geral (voto do público e do juri) e Designer Nacional (voto do juri), além dele quem também levou dois prêmios foram o Brass : Birmingham e o God of War.

Os outros jogos laureados em 2019 foram A Lebre e a Tartaruga, Agarra Dino, Quero-Quero, Bandido e Dobble à Prova D'água.

O grande "papa tudo" de 2019, o excelente
Cartógrafos, do Jordy Adan.

Com esses pódios, temos um autor já em destaque, o amigo Fel Barros agora chega aos seus quatro prêmios, dois recebidos pelo God of War (2019) e dois pelo Space Cantina (2016), mas ele que se cuide pois na cola dele vem o Daniel Alves com três prêmios e o estreante Jordy Adan também com três.

Já entre as editoras, com os prêmios desse ano, Conclave e Galápagos empataram com 8 premiações cada, seguidos pela Funbox e Histeria Games com 4 prêmios e um empate triplo logo depois entre Ludofy, Paper Games e Mandala com 3 prêmios.

Além dos prêmios para os jogos, os criadores de conteúdo também tem sido prestigiados desde 2016, e esse ano tivemos mais uma vez o domínio dos amigos do Covil dos Jogos que levaram dois prêmios, e já somam seis na sua galeria, seguidos pelo Meeple Maniacs com três premiações.

A turma de desenvolvedores do God War,
na frente o Fel, maior vencedor do Ludopedia.

Nós aqui do site, ficamos muito felizes de pela segunda vez termos sido escolhidos como o Melhor Canal de Mídia Escrita, para nós é motivo de muito orgulho, mostra que vocês gostam do trabalho que fazemos e nos motiva a querer melhorar sempre.

Uma pena que por conta da pandemia a premiação não pode ter sido ao vivo, como nos dois último anos, dentro do Diversão Offline, é muito legal ver a reação dos vencedores, mas ano que vem estaremos por lá de novo e teremos muito o que comemorar juntos.

Esse ano não teve premiação "ao vivo", mas ano
que vem estaremos juntos de novo!

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Veneno


Criado em 2005 pelo mestre Reiner Knizia e chegando agora no Brasil pela novata editora O Capturador, Veneno é um jogo de cartas muito legal onde precisamos fazer poções mágicas mas evitando colocar aquele veneninho indigesto na receita.

No meio da mesa ficam os três caldeirões onde serão feitas as poções, as cartas são divididas entre todos os jogadores, e variam em três cores diferentes e valores que vão de 1 a 7 além das cartas de veneno (que tem 4 de valor).

 Você precisa ficar de olho na hora de colocar
os ingredientes.

No seu turno o jogador da vez precisa baixar uma das cartas da mão em um dos três caldeirões, cada caldeirão recebe uma das cores, a única carta que pode ser colocada independente da cor é o veneno.

Uma vez que a carta é colocada, somam-se os valores do caldeirão, com o somatório de até 13, tudo bem, mas se por acaso o valor estourar, a carta que fez estourar permanece no caldeirão e o jogador que fez estourar leva todas as outras para si.

O jogo segue desse forma até que todos tenham jogado todas as suas cartas da mão nos caldeirões, então vamos a contagem de pontos, e como em boa parte dos jogos do Knizia não é só somar valores.

 Quando o caldeirão ultrapassa os 13 pontos
o jogador leva as cartas (menos a última).

Antes de mais nada, os jogadores conferem quem tem a maior quantidade de uma determinada cor, quem tiver a maioria descarta todas as elas da sua contagem, então para cada carta de poção restante você soma um ponto, e para cada veneno soma dois, ao final da quantidade de rodadas igual ao número de jogadores, quem tiver o menor valor de pontos leva.

Veneno é daqueles jogos de caixinha pequena que você precisa ter na coleção, é rapidinho, fácil de ensinar, bom de levar para todos os lugares e que tem a assinatura de um dos maiores designers de todos os tempos.

Aquele card-game rapidinho e gostoso de ter na coleção.

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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Primeiras Impressões : Valknut


Valknut é o próximo lançamento do designer brasileiro Luis Brueh, autor de jogos bacanas como a série Dwar7s (Inverno e Outono) e o Covil, nesse jogo para dois jogadores, temos facções assimétricas que lutam em um campo de batalha para eliminar os adversários.

No modelo básico de jogo, serão duas facções em luta, inicialmente cada jogador escolhe uma facção, pega suas peças e sua carta de emboscada e coloca na sua frente, usando cartas para formar um tabuleiro modular, uma delas é sorteada e colocada no meio da mesa para ser o primeiro espaço e outras três ficam abertas ao lado do baralho de compras.

Na sua vez o jogador compra uma das cartas expostas e coloca adjacente a alguma já previamente posta na mesa. Essa carta além dos espaços vem também com uma numeração, que será a quantidade de ações de movimento que o jogador da vez terá naquela rodada.

 São várias facções assimétricas, que dão a graça
a um jogo bem estratégico.

Além dessa informação a carta também pode vir com o símbolo do valknut, se por acaso o jogador da vez tiver perdido alguma das suas unidades em algum momento do jogo, pode voltar para o tabuleiro através dessa runa.

O lance do jogo é eliminar o adversário, e você consegue abater uma unidade inimiga flanqueando ela com peças suas, ou com uma peça sua e um espaço intransponível do tabuleiro (montanha, floresta ou rio), quem conseguir eliminar todas as peças do adversário primeiro vence, ou se acabaram as cartas para serem compradas, quem tiver o maior somatório das peças fora do tile inicial é o vencedor.

 Conforme o jogo vai passando, o tabuleiro vai se formando
e você precisa flanquear os inimigos para derrotá-los.

O básico do jogo é isso, mas o legal dele vem da assimetria das facções, são a principio 9 tipos diferentes que podem ser utilizados, então você tem criaturas que podem atravessar os espaços intransponíveis, facção que consegue "flanquear" a distância, facção com uma peça só mas que esmaga o adversário, enfim, o grande barato aqui é esse, ver como uma tipo consegue vantagem em cima do outro durante a partida.

As partidas de Valknut duram no máximo uns 15 minutos, o jogo é super estratégico, você precisa estar sempre ligado onde colocar a sua carta de terreno pra ter o melhor aproveitamento das ações de movimento, sem deixar suas peças expostas para um contra-ataque.

Mais uma vez o Luis Brueh traz um jogo inteligente, fácil de aprender e jogar, com a arte (do próprio Luis) que pra mim é sempre um atrativo à mais nos seus jogos, e com a campanha já financiada lá fora pelo Kickstarter, é esperar para ver qual editora vai trazê-lo para o Brasil, pois chegando por aqui é certo que vale tê-lo na coleção.

As cartas tem os espaços claros por onde andar,
os espaços intransponíveis e a quantidade de ações possíveis.

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quarta-feira, 22 de abril de 2020

ERA : Idade Medieval


Em ERA : Idade Medieval, os jogadores são Lordes que estão construindo e fortificando seus territórios, para isso utilizam da mão de obra do povo, pedem ajuda aos clérigos e procuram aproximação junto aos burgueses e nobres para assim prosperarem, mas os desastres estarão sempre a espreita.

Inicialmente separam-se todos os componentes do jogo em pilhas do mesmo tipo, cada jogador então recebe o seu terreno, seus marcadores de recurso, e alguns prédios iniciais junto com seus primeiros quatro dados (três camponeses e um nobre).

As rodadas em ERA são simultâneas, e a ordem do turno só vai servir para a hora de escolha dos prédios ou para algum efeito. Em cada rodada temos seis fases distintas onde rolamos os dados, colhemos os recursos, alimentamos o povo, resolvemos algum desastre, construímos prédios e finalmente extorquimos os adversários mais fracos.

Cada dadinho representa um cidadão que
trabalha para você e também precisa ser alimentado.

O coração do jogo é a sua fase de rolagem, existem quatro tipos diferentes de dados, os mais comuns são os dados dos camponeses que vão ajudar com os recursos básicos, os dados dos clérigos ajudam com rerrolagens, os nobres servem como força e os burgueses vem com suas mercadorias.

O esquema de rolagem é bem similar à jogos como Yathzee e King of Tokyo, você rola todos seus dados, separa e rola novamente por mais duas vezes.

Aqui temos os dados com o símbolo de destruição (uma caveira), esses sempre que aparecem fazem com que aquele dado fique travado e não possa ser rolado novamente.

 Você vai construir prédios que vão te ajudar durante o jogo.
E a Acessórios BG fez um playermat bem legal pra ajudar.

Uma vez que todos estejam satisfeitos ou que tenham terminado a quantidade de rolagens o jogo passa para a fase seguinte onde marcamos os recursos conseguidos, no jogo temo quatro recursos para gastar que são comida, mercadoria, pedra e madeira.

Depois passamos para a fase de alimentação do nosso povo, onde para cada dado que temos no nosso pool, precisaremos gastar um ponto de comida, ou começamos a perder pontos na trilha de desastre, e isso não é nada bom no final do jogo.

A fase mais tensa vem à seguir, onde vamos contabilizar as desgraças que apareceram na nossa rolagem e apesar do nome, pode ser que as desgraças na sua rolagem sejam ruins só para os outros, e para isso temos uma tabela onde conferimos o número de caveiras e o que vai acontecer, aí então vem a fase divertida, a de construção.

 Conforme você vai construindo seus domínios os
prédios vão te dando benefícios especiais.

Em ERA a produção dos componentes é algo caprichadíssimo, temos vários tipos de prédios diferentes e todos eles tem esculturas diferentes e muito bonitas que ao serem colocadas no seu território deixam o jogo lindo.

Apesar da beleza estética, eles servem para trazer algum benefício diferente para o seu território, alguns ajudam com novos cidadãos (dados), outros para minimizar algum desastre, outros para fortificar, enfim, são muitos prédios que vão auxiliar você durante o jogo.

Finalmente verificamos os jogadores que tenham a maior quantidade de espadas nos seus dados de nobres, e os mais fortes podem extorquir recursos dos mais fracos terminando assim a rodada do jogo.

 No final, ter um domínio completamente cercado
vai te render alguns pontos.

O jogo segue durante várias rodadas até que uma quantidade (definida pelo número de jogadores) de prédios acabe, dando assim fim à partida, aí então é feita a pontuação por cada prédio construído, pontos de cultura, por área cercada são perdidos pontos da trilha de desastre e o jogador com a maior pontuação é o vencedor.

ERA : Idade Medieval, é um jogo que está ali entre leve e médio, bem divertido, gostoso de jogar com componentes absurdamente lindos, e que agrada bastante, mas a sua maior virtude é também o seu maior problema, pelo excesso de cuidado com os componentes, o jogo acaba sendo muito mais caro do que deveria para um jogo leve/médio.

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segunda-feira, 20 de abril de 2020

TOP3 : Jogos de Pegar e Entregar


Eu tenho uma série de mecânicas preferidas, uma das primeiras que eu conheci lá atrás, com um jogo chamado Hansa, foi a de pegar e entregar coisas (ou "pick up and delivery" para quem prefere).

Nesse tipo de mecânica o lance é levar coisas de um ponto A para um ponto B e assim ganhar pontos ou grana ou reputação, dependendo do que o jogo oferece.

Engraçado que ao preparar o TOP3 descobri que na verdade em cada posição existem 2 jogos extremamente similares e que eu não poderia escolher um entre eles, então como de costume por aqui, vai um TOP3 roubado, mas acho que vocês vão curtir as indicações.

A dupla Brass (Birmingham e Lancashire) não são considerados jogos de pegar e entregar pelo BGG, mas eles tem muito disso no jogo, aqui você precisa criar rotas para entregar ferro, carvão, cerveja pela Inglaterra.

O jogo tem uma pegada econômica muito mais forte, e talvez por isso a parte de pegar e entregar coisas fique relegada a um segundo plano. mas se você já jogou, sabe o quanto é importante esse elemento dentro do jogo e das estratégias de vitória.

XIA : Legends of a Drift System e Merchant of Venus são dois jogos espaciais de pegar e entregar que levam esse conceito à outro nível, aqui além de simplesmente levar coisas do ponto A para o ponto B ainda estamos descobrindo novos planetas, temos que lutar contra piratas espaciais, fazemos upgrades importantes em nossas naves e o feeling em amos é muito imersivo.

Embora tenham sido lançados com quase 30 anos de diferença de um para o outro, são jogos muito similares e que me são muito queridos por trazerem a experiência de um jogo do MSX que eu gosto tanto, o Elite.

 Visitar os planetas em Merchant of Venus, descobrindo
suas raças e o que eles querem é muito legal.

Agora, pra mim nada representa mais o conceito de pegar e entregar do que a dupla Age of Steam e Steam, ambos do mesmo autor da dupla Brass, o grande Martin Wallace, esses dois jogos trazem com brilhantismo todo o processo de construir as vias, prestar atenção na hora de levar os cubos certos, saber o momento de colocar novos cubos nas cidades.

A dupla Steam tem muito o lado econômico pesado também (principalmente no Age), mas ao contrário do Brass, aqui ele serve diretamente ao propósito de melhorar seus trens para as entregas.

Uma pena que aqui no Brasil, tirando o Brass, ainda não tenhamos nenhum dos outros indicados, mas temos no mercado alguns jogos que ficaram de fora por pouco, como o Merchants & Marauders e o Whistle Stop que são jogos bem legais com essa mecânica e que merecem atenção também.

A dupla Steam é daqueles jogos que tudo funciona
e que fazem você ver o quão brilhante são os jogos modernos.

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