quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Cidades Submersas


A terra não tem mais espaço físico para abrigar toda a sua população, ir para outros planetas ainda é um sonho distante, nossa única alternativa é partir para onde começamos e voltar para o mar, e essa é a premissa do Cidades Submersas, jogo lançado pela Meeple BR no Brasil.

Em Cidades Submersas os jogadores serão nações que partindo de uma única cidade, precisam se mostrar competentes para expandir, colher recursos, ligar as cidades às metrópoles acima do mar e assim se destacar nessa nova empreitada da humanidade.

Cada jogador começa com um tabuleiro pessoal onde já existe a primeira cidade, além disso o jogo utiliza cartas para as ações, então temos uma mão de três cartas (inicialmente selecionadas à partir de seis) que servirão como "trabalhadores" durante o nosso turno.

 As cartas servem como os trabalhadores,
e saber usá-las junto com o tabuleiro é importante.

No tabuleiro central temos vários espaços de ação, com três cores distintas (verde, vermelho e amarelo) que tem seu paralelo nas cartas.

No seu turno o jogador escolhe uma das suas cartas e coloca seu marcador de ação em uma das áreas do jogo, caso a cor da carta seja igual ao local da ação escolhida, o jogador realizará a ação do tabuleiro e a ação da carta, se forem diferentes só funciona a ação do tabuleiro.

As cartas tem várias funções, elas podem ter ação instantâneas ou então você pode reivindicá-la colocando-a perto do seu tabuleiro pessoal para que seja usada posteriormente, seja com ações, seja com efeitos permanentes ou como pontuação de fim de jogo.

 Você começa com uma cidade, mas precisa ir construindo
mais para ganhar pontos e ter recursos.

Mas Cidade Submersas é um jogo de expansão, então você vai precisar crescer sua nação, e você faz isso através da criação de novas cidades, túneis para ligá-las e construções que vão te ajudar a ter recursos para aumentar cada vez mais sua produção.

Vale aqui um elogio aos componentes do jogo, os domos das cidades são muito legais, assim como as fichinhas de construção, que deixam o tabuleiro dos jogadores visualmente muito bonitos.

Os jogadores terão três ações por rodada, uma vez que elas acabem o marcador de rodada avança em direção do fim das eras, que são três no total, e em cada passagem de era temos uma fase de produção onde conseguimos recursos e pontos, e precisamos alimentas as nossas cidades, sob pena de perdemos uma pontuação pesada caso não se consiga.

Quando você consegue parear a cor da carta
com o tabuleiro, faz mais ações.

Ao final da terceira era temos uma pontuação final baseada nas nossas cidades, cartas de pontuação e recursos excedentes, e o jogador que tiver mais à frente da trilha de pontos é o vencedor.

Cidades Submersas é um euro médio daqueles de 'cobertor curto' muito bacana, gostei da forma com que a combinação cartas/tabuleiro funciona e de como você fica com vontade de fazer várias coisas e precisa pensar bem pois nem sempre dá pra fazer tudo em um turno só.

O jogo que já é bonito, fica mais legal com as peças
da Acessórios BG, confere no site!

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Looterz : Rigor Mortis


Em Looterz : Rigor Mortis, as criaturas do Mestre das Trevas precisam tomar conta seu tesouro, que está sendo roubado constantemente por uma raça magicamente modificada de gatos e aproveitando-se dessa desculpa, também vão pegando uma moeda aqui outra ali.

Criado pela dupla Fel Barros e Marco Portugal, esse é um jogo de cartas onde cada jogador terá uma mão de cartas e precisará ganhar uma quantidade de moedas (dependendo do número de jogadores) antes que o Mestre das Trevas retorne (as quatro cartas da foto dele sejam reveladas).

Cada rodada é formada por quatro fases, na primeira fase o jogador recruta um servo, a segunda fase vamos à masmorra seguida por uma outra fase de recrutamento e finalmente a fase de sacrifício.

 Você tem as criaturas na mão para baixá-las
e tentar roubar o tesouro do Mestre das Trevas.

Nas fases de recrutamento você vai colocar seus looterz no jogo, e essa é uma ação super simples, você escolhe uma das cartas da sua mão, coloca na sua frente, pega os corações referentes a vida da sua criatura e ela fica disponível para ser usada.

Ao invés disso, você pode não baixar criatura nenhuma da mão e pegar uma do baralho para aumentar as possibilidades mais para frente.

Na fase da masmorra é onde o jogo tem seu brilho, aqui você pode roubar moedas, atacar outros looterz ou usar as habilidades especiais das suas criaturas.

O grande barato do Looterz : Rigor Mortis são essas criaturinhas, todas providas de habilidades divertidas e caóticas que deixam o jogo uma bagunça (boa).

Mas o jogo é para pegar as moedinhas, e então como fazer isso? É simples, nessa fase aqui você usa os seus looterz para tentar pegá-las, e pra isso usa uma quantidade de dados igual ao número de corações da sua criatura e tirar valores abaixo iguais ou inferiores à sua força.

 As criaturas tem artes iradas e habilidades divertidas.

Uma vez que a fase da masmorra acabou, você tem uma nova fase de recrutamento e finalmente a fase de sacrifício, onde se você já tiver mais de três looterz baixados vai precisar se desfazer de um deles.

O termina imediatamente quando um jogador consegue a quantidade de moedas definida no início da partida (aí o vencedor é quem conseguiu pegar a moeda que encerrou o jogo), ou se a quarta parte da foto do Rigor Mortis apareça (aí ganha quem tiver mais moedas).

Looterz : Rigor Mortis é um jogo rapidinho, divertido, com uma arte muito bacana e que eu tive a oportunidade de jogar desde a fase embrionária e é muito legal ver que ele saiu em vários países abrindo portas para os designers brasileiros começarem a aparecerem lá fora.

Quando a quarta carta do Mestre aparece, a bagunça acaba.

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Ilha dos Dinossauros


Em Ilha dos Dinossauros, os jogadores administram parques que trazem de volta à vida essas criaturas tão fascinantes (e perigosas) para o mundo real através de pesquisas científicas, para que o público possa apreciá-los, mas todo cuidado é pouco e as vezes um ou outro espectador pode se transformar em comida.

O jogo requer um cuidado desde a preparação incial, onde arrumamos a área de pesquisa (com os dados de DNA), a área de compra de receitas de dinossauros, a área de compra de upgrades, as reviravoltas e os objetivos dos jogadores, além disso, cada jogador vai receber a sua área do parque e seu tabuleiro individual de ações.

Logo de cara temos uma coisa muita legal no Ilha dos Dinossauros, as cartas de "reviravoltas" que são dois aspectos que serão mudados nas regras apenas para aquela partida. Uma vez definidas essas reviravoltas, e apresentados os objetivos dos jogadores, começamos a partida.

 Na Fase 1 pegamos os dados de DNA e as "receitas"
para os dinossauros do parque.

As partidas funcionam numa série de rodadas que contam com quatro Fases distintas, cada uma com mecânicas bem diferentes que vão desde seleção de dados, passando por escolha de elementos, alocação de trabalhadores e arrumação de tiles.

Na primeira fase, os jogadores vão com seus três cientistas atrás de DNA para a "construção" dos dinossauros do parque, isso vem através de seleção de dados, e temos aqui DNA's comuns e raros, que vão ser importantes mais para a frente.

Outra coisa importante nessa Fase 1 é você selecionar "receitas" para os dinossauros do seu parque, que inicialmente conta apenas com uma jaula, mas que no decorrer do jogo vai precisar de mais atrações para chamar mais público.

 Os especialistas e upgrades do laboratórios, os jogadores
conseguem indo ao mercado na Fase 2.

Depois disso na Fase 2 os jogadores vão ao mercado atrás de upgrades tanto para o seu laboratório, quanto para o seu parque, com atrações menores (como montanha-russa e lanchonetes) como com especialistas e novas áreas de ação para a Fase 3.

Nessa terceira fase usamos os nossos trabalhadores para conseguir as mais diversas ações, como construir dinossauros, aumentar o nível de segurança do parque (que vai ficando mais perigoso a cada novo dinossauro), transformamos DNA's comuns em raros, entre outras atividades para finalmente podermos abrir o nosso parque!

Na Fase 4 os jogadores finalmente vão levar o público para as dependências do seus parques, primeiro os jogadores sorteiam o público em um saquinho de acordo com o entusiasmo gerado pelo seu parque, e é aqui que temos uma coisa muito divertida do jogo, os malditos hooligans.

Os hooligans são visitantes que não pagam ingresso, não contam para os pontos de vitória e ainda assim são sempre os primeiros a chegaram às atrações, além de serem os mais espertinhos para se livrarem dos dinossauros quando o nível de perigo fica acima da segurança.

A Fase 3 é para mandar os trabalhadores
para o seu tabuleiro para realizarem ações.

Quando uma coisa terrível dessas acontece, bem, os visitantes pagam com suas vidas a imprudência do dono do parque, e para cada ponto de diferença à mais entre o nível de perigo em relação ao de segurança, um visitante é comido (e você não ganha o ponto de vitória dele).

Conforme o jogo avança rodada à rodada, os jogadores vão reivindicando as cartas de objetivos, e quando sobra apenas uma, a rodada é terminada e passamos para uma pontuação final onde contamos as cartas de objetivo cumpridos, pontos por dinheiro e os jogadores perdem pontos caso tenham jaulas vazias e quem tiver mais pontos é o vencedor.

Eu tinha muito "pé atrás" em relação ao Ilha dos Dinossauros por achar ele feio demais (as cores neon me incomodam MUITO), mas ao sentar e jogar eu fui surpreendido muito positivamente por um jogo muito gostoso de jogar, com uma salada de mecânicas que funciona super bem, e de uma fusão entre tema e mecânicas perfeita, que fazem dele um dos jogos que você, que curte euros inteligentes, precisa conhecer.

A Fase 4 é para levar o público ao parque, mas cuidado
como os hooligans e com os dinossauros famintos.

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Cuzco


Lançado em 2018 pela Super Meeple e chegando ao mercado nacional pela Conclave no ano seguinte, Cuzco é uma reimplementação do Java, jogo que encerra a "trilogia das máscaras" criado pelos mestres Wolfgang Kramer (El Grande) e Michael Kiesling (Azul).

Usando basicamente a mesma mecânica de pontos de ação dos outros dois jogos da série (o Tikal e o Mexica), nesse aqui temos o diferencial do jogo em níveis diferentes de terreno como vou explicar um pouco.

Inicialmente cada jogador recebe um grupo de tiles de 1 e 2 hexágonos, além dos seus incas, cartas para o festival e três discos de ações extras.

 Saber usar as suas peças na hora certa, é muito importante
mais para o final do jogo.

O jogo tem um tabuleiro principal que representa a região de Cuzco, como área comum a todos os jogadores, tenho um baralho de cartas para o festival, uma pilha de tiles de 3 hexágonos, alguns tiles de lagos e as lindas peças que vão formar os templos.

Durante a rodada, cada jogador tem seis pontos de ação para usar, inicialmente sempre gastar o primeiro deles para colocar um dos tiles de terreno, seja do estoque comum ou das suas próprias peças.

Os tiles geralmente tem espaços de cultura e espaços de vilas, o lance do jogo é transformar esses espaços de vilas em cidades, e você faz isso construindo templos nelas, e assim ir ganhando pontos no decorrer da partida.

Seus pontos de ação podem ser gastos de várias maneiras como colocando novos tiles, colocando seus incas em jogo e movendo eles pelos espaços, construindo e expandindo os templos e comprando cartas de festival.

No decorrer do jogo, está na posição mais alta da vila
te ajuda na hora de construir e aumentar os templos.

Dois aspectos do jogo aqui são muito importantes, o primeiro dele é em relação aos templos. Como falei anteriormente o jogo tem níveis de terrenos, você vai aumentando eles colocando tiles uns por cima dos outros, e isso é uma das coisas mais importantes a serem observadas no jogo, pois apenas o jogador que tiver o inca mais alto numa vila pode colocar a primeira peça de templo e ganhar seus pontos, e mais à frente para expandir o templo o mesmo pré-requisito deve ser observado.

Então a altura do terreno e o posicionamento do seu inca no jogo é crucial para você conseguir desenvolver seu jogo e pontuar bem durante a partida e no final dela.

Outro aspecto super importante são os tiles de lago de irrigação. Toda vez que você coloca um tile de lago e cerca ele com outros tiles de terreno, você dá pontos para os incas que estiverem no lugar mais alto margeando esse lago, mais uma vez é muito importante ficar de olho na hora de deixar espaços no tabuleiro ou saber a hora certa de gastar os pontos de ação numa investida em lagos.

 Quanto mais alto o templo, mais pontos ele vai valer,
então fique ligado pra não perder o lugar mais alto!

Depois de gastar todos os seus pontos de ação, como uma última ação gratuita, o jogador pode sugerir um festival pelas cidades, essa é outra forma bem interessante de ganhar pontos pois todos os jogadores que tiverem pelo menos um inca na cidade podem participar colocando suas oferendas (cartas) tentando subjugar a do amiguinho, quem conseguir doar a oferenda mais volumosa, ganha pontos por isso.

O jogo vai seguindo nessa pegada até que todos os tiles triplos do estoque comum se esgotem, aí o jogador que colocou o último faz sua jogada e sua pontuação final, baseado na presença no lugar mais alto e na segunda colocação de cada cidade, os outros jogadores tem a oportunidade de fazerem o mesmo e o jogo acaba.

Cuzco é um jogo de muita observação, por tem um tabuleiro em elevação e você ter a necessidade de estar por cima para conseguir as melhores pontuações, você precisa ficar sempre ligado pra não deixar brechas para os seus adversários conseguirem melhores colocações de tile, e por esse aspecto visual Cuzco acaba sendo também o jogo da trilogia que fica mais lindo na mesa depois da partida terminada.

O jogo fica lindão com o tabuleiro todo cheio de andares.

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