quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Notinhas de final de tarde

— A Fantasy Flight disponibilizou as regras da expansão do Runewars, a Banners of War que pode ser baixada clicando aqui.



— Conhece o KickStarter? Ainda não. Pois é atualmente a forma que os autores tem encontrado para meter alguns jogos no mercado, muita coisa boa já saiu dessa forma e tem muita coisa ainda por alí, para dar um confere nas opções em games é só ir no site.

— Já está no ar a 9ª edição da nossa revista lúdica digital, a Ludo Brasil Magazine vem novamente com bastante coisa e vale o download e a leitura. Divirtam-se.


Resenha : Dungeon Petz


Continuando a semana de resenhas do blog, hoje apresentamos Dungeon Petz do grande Vlaada Chvátil (autor do Through the Ages e do Galaxy Trucker).

Nesse somos imps que após um trabalho frustrado nos dungeons da vida resolvem voltar a sua cidade natal e começar o maravilhoso negócio de Pet-shop... para monstrinhos.


Tabuleiro de cada jogador e seus imps.

No jogo temos duas mecânicas bem fortes, a seleção simultânea de ações e as de work-placement. Em cada rodada primeiramente separamos os imps em grupos no nosso tabuleiro, feito isso eles vão ao mercado.

No mercado podemos comprar gaiolas novas, melhorias para as gaiolas, comida para os animais, contratar nossos familiares vindos do exterior, pegar ítens especiais, deixar um imp pronto para vender os bichinhos e obviamente, comprar os bichinhos.


Tabuleiro central com o mercado e suas funções.

Depois disso temos que atender as necessidades dos nossos pets, e eles exigem muito dos pobres imps. Eles fazem coco nas jaulas, estão sempre com fome, querem brincar e as vezes ficam fulos da vida e precisam ser segurados (isso quando não desenvolvem algum tentáculo vindo do nada).

Se resolvermos bem essas pendengas fica tudo legal, se não, os bichinhos começam a ficar tristes e podem fugir, desaparecer e o pior, podem até morrer, e isso não é bom.


Visão geral do jogo, arte e componentes caprichados.

Passado tudo isso, aí sim nosso esforço é recompensado, os bichinhos são expostos (à partir da segunda rodada) e depois vendidos para os colecionadores (à partir da terceira rodada), e no final o jogador que tiver a maior reputação entre os donos de pet-shop é o grande vencedor.

Apesar do tema, o jogo não tem nada de bobinho e é bem "eurozão" com mecânicas interessantes e boa dose de estratégia e interação (principalmente nas escolhas das ações). Dungeon Petz acaba sendo um jogo bem interessante, bastante temático e divertido, um dos grandes lançamentos em Essen com certeza.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Resenha : The Manhattan Project



Criado por Brando Tibbetts em The Manhattan Project os jogadores são nações começando a corrida para terem suas próprias bombas atômicas, e quanto mais poderosas elas forem mas pontos vão render.

Essa é a premissa de uma grata surpresa que a Minion Games está lançando, que inicialmente era vendido apenas nos arquivos em PDF e agora graças ao apoio dado via Kickstarter conseguiu ser apresntado em Essen e deve chegar em dezembro as lojas.


Tabuleiro central da versão print-and-play do jogo.

A mecânica básica no Manhattan Project é a tão usada atualmente dos work-placement, mas nele temos algumas variantes bem interessantes.

Na nossa jogada podemos enviar os workers para o tabuleiro central e/ou para o tabuleiro de cada jogador ou trazer todos de volta para o pool. Uma vez que os trabalhadores estão "em campo" os espaços ficam sem poder ser utilizados pelos outros jogadores, mas em contrapartida você fica sem seus trabalhadores para outras ações.


Esse é o tabuleiro de cada nação e seus prédios exclusivos.

Outro fator interessante do jogo são os prédios construídos nos tabuleiros de cada nação e que só ela pode utilizar, a não ser que se recorra ao espaço do espião no tabuleiro central, ou então esses prédios sejam bombardeados pelas nações adversárias.

Além dessas ações temos as pesquisas das bombas, que nada mais é do que utilizar recursos e workers para a manufatura delas. Existem no jogo dois tipos de bombas, as de plutônio (menos pontos) e as de urânio enriquecido (mais difícil de fazer, mas que rendem mais pontos).


Todos os workers montadinhos no papel paraná.

No final a nação que chegar a um número de pontos pré-definido pelo números de jogadores é a vencedora.

The Manhattan Project acaba sendo um jogo muito interessante, e mesmo se utilizando de mecânicas já um pouco batidas, consegue ser bom de jogar num tempo bastante razoável dando a ele chances em várias mesas mais exigentes.

Resenha : Trajan



Hoje vamos dar uma pincelada no novo (e excelente) jogo do autor sensação, Stefan Feld, o Trajan.

Ambientando na Roma antiga, esse é um jogo de gerenciamento de ações e desenvolvimento, onde os jogadores tem como objetivo crescer as diversas áreas de atuação do jogo.


Tabuleiro central com as ações e seus benefícios.

A mecânica central do Trajan é um rondel que utiliza de forma inovadora o mesmo sistema do Mancala. Nesse rondel temos 6 casas que inicialmente contém 2 recursos cada, para realizar as ações você escolhe uma dessas casas e anda a quantidade de espaços igual a quantidade de recursos, "pingando" os recuros nas casas que você passar e realizando a ação da última casa que você parar.

As ações são o senado (pegando tiles para o final do jogo), o forum (pegando tiles para mais ações), Trajan (que pega tiles para o seu tabuleiro), comércio (mandar bens e pegar mais bens), construção (um set-colection que pode dar muitos pontos no final) e a ação militar (que dá tiles para mais ações).


Tabuleiro de cada jogador com o rondel na posição inicial.

Todas as 6 ações possíveis ganham ponto, o grande lance do jogo é saber em qual ação focar e qual o melhor momento de tentar uma estratégia mais agressiva ou ficar marcando os adversários.

Dos últimos lançamentos do Stefan Feld, particularmente achei esse o melhor título. Cheio de decisões, várias formas de ganhar e como é costume nos jogos dele fica difícil definir o vencedor até a última pontuação do jogo. Novamente ele acertou na mosca!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Resenha : YN



Como prometido vou começar a semana de resenhas pelo lançamento da Hidra Games, o YN.

Criação do designer Vince Vader é o segundo jogo na série dos Elementos, representando a terra os jogadores terão que arrumar suas cadeia de montanhas (dados) da melhor forma possível numa terra em formação.

O jogo funciona com os jogadores inicialmente criando um setup de dados que variam de 4 seguidos até apenas um dado, e cada um também recebe uma série de pequenas pedras que servem como forma de atrapalhar a colocação dos dados no tabuleiro.


Tabuleiro do YN durante o jogo. Foto BGG.

Em cada rodada um dos jogadores colocam uma das suas cordilheiras no tabuleiro à partir de uma previamente colocada, e após isso colocam uma das pedrinhas.

O jogo prossegue até que um dos jogadores coloque todos os seus dados no tabuleiro ou até que nenhum dos dois consiga mais colocar. Na primeira hipótese se o segundo jogador também conseguir colocar seus últimos dados os dois partilham a vitória, e no segundo caso quem tiver a menor quantidade de dados não colocados ganha.


Evento de lançamento na Ludus em SP. Foto BGG.

YN é um jogo inteligente, rápido (cada partida dura em média uns 20 minutos), com alta rejogabilidade e que vai agradar tanto aos jogadores mais pesados quanto ao povo que está começando no hobby.

Castelo das Peças de outubro


Não preciso nem falar que o evento estava cheio.

Sem aparecer no evento desde julho, esse sábado dei um pulo para rever os amigos e prestigiar o Castelo das Peças, capitaneado pelo Shamou.

Ao chegar percebi que o forte desse sábado foram as novidades recém chegadas de Essen. Tínhamos mesa com Small World Tunnels, Vanuatu, Last Will, Drum Roll, Trajan e obviamente as mesas de sempre com Catan, Stone Age e 7 Wonders.


Uma das novidades vindas de Essen, o Last Will.

O evento contou com a presença de mais de 60 pessoas durante todo o dia e mesmo coincidindo com o dia no Nhoque da Fortuna do Spoleto, ninguém sofreu com faltas de mesas.

Eu aproveitei para jogar uma das novidades, o excelente Dungeon Petz, e como estou em falta com resenhas prometo que essa vai ser uma semana especial, com uma resenha por dia dentre elas o do Petz, mas já adianto que o jogo é mais legal que o seu co-irmão Dungeon Lords.


O mercado central do Dungeon Petz.

Ainda deu tempo de jogar uma partidinha do Diamant para matar a saudade, mas depois disso tive que ir. Como sempre o Castelo contou com sorteios de jogos gentilmente cedidos pela GROW e com o apoio do Spoleto que atualmente é o Premier Sponsor dos eventos cariocas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quinta com novidades em casa

Ontem a casa tava cheia, presença dos amigos Warny e Rogério qua não apareciam a um tempão, e dos figurinhas fácil Fel, Groo, Rômulo, Márcio e Zé.

Começamos a noite ainda em três jogando um Asara. Joguinho divertido e rápido foi bom pra começar a noite. Final da partida Rômulo e Rogério empataram em primeiro e eu fiquei sozinho em último.


O tabuleiro centra do Asara, jogo bonito e divertido.

Depois disso com o quorum quase completo puxamos um divertido Fist of Dragonstones. Esse é um joguinho antigo de leilão e que a muito tempo não via mesa. Outra partida boa, nessa eu ganhei e os outros não (heheheh).

Todo mundo já por lá, tivemos que dividir as mesas. Márcio, Zé e Groo ficaram no Merchants of Middle Ages e eu, Fel e Warny jogamos a primeira novidade da noite, o Trajan.


O excelente Trajan ainda no início dos trabalhos.

Não vou me alongar muito no Trajan agora por que semana que vem tem resenha mais detalhada, mas vale dizer que o jogo é fantástico com mecânicas bacanas e cheio das decisões para tomar e planejamentos para fazer as coisas na ordem que você quer.

Partida onde não deu pra ver quem ia ganhar até a pontuação final onde o Fel ganhou por um ponto de diferença pro Warny e eu fiquei bem atrás em terceiro.


Muitos dados para alocar no YN.

Depois disso deu tempo de uma partida do YN com o Fel. Outra novidade que agradou, o jogo tem uma mecânica bacana, é rapidinho (não dura mais de 20 minutos) e tem uma rejogabilidade bem alta, que é um ponto positivo para os abstratos. Nessa partida eu ganhei.

Sábado tem Castelo das Peças (serviço do evento nesse link) e devem rolar outras mesas do Trajan e do YN pro povo conhecer, fora as outras novidades vindas de Essen.