segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

10 anos... A partida mais longa!!!


Hoje a postagem é especial, o blog está comemorando 10 ANOS!!! Isso mesmo amiguinhos, 10 anos de postagens com muito bate-papo, resenhas, entrevistas, divulgação e tudo que a gente pode falar sobre os jogos de mesa, sejam eles de cartas, dados, tabuleiros, cubos, miniaturas.

Nesse tempo todo vimos o crescimento da indústria, do mercado, dos jogadores, dos designers, muita gente boa que tentou na hora errada não vingou, projetos que vingaram aos 48 do segundo tempo, outros que foram sucessos instantâneos, designers que estavam na luta desde "quando tudo aqui era mato" e começaram a receber o merecido destaque, amigos que começaram no "esse é tipo WAR?" e agora são experts em jogos modernos.

Sempre com o amigo Shamou no Castelo das Peças.

Muita coisa ainda tá na luta com a gente, como o Castelo das Peças, a Ludus Luderia, a JogaSampa, entre outros, mas hoje fica até difícil ficar nomeando todo mundo, tantos são os destaques e as pessoas que fazem o hobby crescer a cada ano.

Mesmo com a enxurrada de bons canais de vídeo (e que a grande maioria do público prefere), ainda continuamos com o trabalho em texto, tentando passar para vocês através de palavras o nosso sentimento em relação a pessoas, eventos e principalmente, sobre os jogos.

 Durante a ABRIN de 2011 celebrando o Catan chegando no Brasil!

Nesses 10 anos fizemos tantos amigos quanto compramos jogos para a coleção, e hoje o carinho que recebemos pessoalmente ou nos bate-papos virtuais é muito legal, e nos faz perceber que o que plantamos lá atrás floresceu, e podemos colher agora e transformar em pontos de vitória.

Agora a nossa meta é pegar tudo que aprendemos nesse caminho, e melhorar, transformar essa fonte de informação num canal cada vez mais presente, com mais colaboração (principalmente fora do Rio) e trazendo a informação cada vez mais rápido para quem nos acompanha pelas mídias sociais.

Na Ludus Luderia com a querida Lucy.

Sabemos que todas as vezes que você clica num link do E aí, tem Jogo? espera receber um material de qualidade, embasado, feito por uma galera que tem alguma experiência no que está escrevendo, e isso a gente faz com o maior carinho e respeito a você.

Então é isso galera, obrigado por estarem nos acompanhando por tanto tempo, esperamos continuarmos merecendo a sua companhia e que os próximos 10 anos sejam ainda mais divertidos, com mais jogos sendo lançados, mais eventos e mais designers brasileiros fazendo sucesso aqui e lá fora.

Com os amigos da Mansão das Peças no Diversão Offline.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Dreamwell


Em Dreamwell os jogadores são crianças tentando encontrar seus amigos imaginários em um poço de sonhos, para isso eles precisam passar por locais mágicos para encontrar criaturas maravilhosas.... Viajandão né? Pois o clima desse joguinho com uma arte lindona, é esse mesmo.

Durante o setup criamos um grid 4x4 de tiles e um display de cartas que podem ser compradas durante as rodadas.

Na nossa rodada cada jogador tem três ações para gastar entre cinco possíveis, que são : comprar uma carta, colocar novas cartas no display, rotacionar um tile, jogar uma carta de amiguinho ou mover-se entre os tiles.

Os balões procurando as criaturas nos sonhos.

O lance do jogo é que você precisa baixar as cartas de amiguinho, e para conseguir isso, você precisa estar com seus dois balões (os peões do jogo) em determinados símbolos, e ao baixar essas cartinhas de amiguinhos você vai conseguindo corações que te darão pontos no final do jogo.

No grid, cada tile tem porta que te levam a outros tiles, então você precisa ficar bem atento na hora de andar, pois as vezes um tile que está do lado onde você está vai te custar muitos pontos de movimento ao passo que se ambos os tiles tiverem portas dos dois lados você ganha movimentos adicionais.

Pensando nesses tipos de situações, a ação de rotacionar os tiles também é muito usada, pois, como você tem apenas três ações por rodada, saber otimizá-las vai fazer com que sua partida seja melhor e por consequência, você ganhe mais pontos.

Na nossa mão, os amiguinhos que precisamos baixar.

Vamos rodando turno a turno, até que o primeiro jogador consiga baixar sete amiguinhos de sonhos, nesse momento cada jogador tem direito a mais um turno e o jogo acaba, contam-se as pontuações e quem conseguir a maior pontuação ganha o jogo.

Dreamwell, apesar de chamar bastante atenção pela beleza, não é só uma carinha bonita, tem um jogo bem redondinho ali, com turnos apertados, aquela sensação de "cobertor curto" que prende o jogador.

Ele chegou via Kickstarter ao mercado conseguindo mais de 69 mil dólares e vale a atenção por ser um joguinho pequeno mas ainda assim bastante interessante.

Apesar da cara fofinha, Dreamwell pode ser bem sinistrinho.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

The Resistance

Demorei para conhecer o The Resistance pois sabia que ele lembrava jogos como Werewolf, e confesso que não sou tão fã desse tipo de jogo, mas tive a oportunidade de jogá-lo recentemente e ele me surpreendeu de forma positiva.

Em The Resistance os jogadores são agentes da Resistência a um governo autoritário e estão realizando missões para tentar derrubar esse governo, mas alguns espiões estão infiltrados e seu objetivo é sabotar as missões e manter tudo como está.

 Espiões e membros da Resistência.

No início da partida, cada jogador recebe o seu papel, como agente da resistência ou espião, nos mesmos moldes do Werewolf, os espiões se conhecem (o esquema de "fecha os olhos, abre os olhos espiões, todo mundo abre os olhos") e a resistência precisa fazer 5 missões bem sucedidas para ganharem o jogo.

A cada início de missão, o líder da rodada escolhe os jogadores para participarem, então acontece uma votação para saber se todos concordam com aqueles indicados.

Caso os jogadores decidam que aquele grupo não deve ser o escolhido para a missão, outros jogadores são escolhidos e uma nova votação acontece, até que um time seja aceito ou até que 5 votações sejam realizadas sem sucesso (nesse caso, os espiões ganham o jogo).

 Você decide se a missão vai ser um sucesso, ou se será sabotada.

Se o time for escolhido, então passamos para a missão, quando o líder da rodada entrega um par de cartas (sucesso e fracasso) ao jogadores do time, que escolhem secretamente qual carta usar.

Depois de escolhidas eles são embaralhadas e abertas. Caso todas as cartas sejam de sucesso, a missão tem êxito e a resistência ganha um ponto, caso haja uma carta de fracasso a missão falha e os espiões ganham um ponto.

O jogo termina com o sucesso de 3 missões (Resistência ganha) ou com 3 missões sabotadas (Espiões ganham).

 No final, quem completar 3 missões primeiro, ganha!

No modo básico de jogo, a tendência é que os espiões acabem ganhando mais partidas que a resistência, mas a caixa vem com algumas variantes que equilibram melhor essa balança.

The Resistance tem a pegada de jogos de farra, com todo mundo se acusando, tentando empurrar o título de "traíra" para o outro coleguinha e como é um jogo que pega bastante gente na mesa (de 5 a 10 jogadores) ele tende a render partidas bem divertidas.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

2017 : Um apanhado de TOP's 3 para os leitores

Teseu : Um dos destaques de 2017

Último mês do ano e minha intenção em dezembro é tentar apenas jogar novamente alguns jogos (nada de novidades), então baseado nesse objetivo, já vou tentar fazer uma retrospectiva dos grandes jogos desse ano, os que não convenceram (ainda) e algumas decepções.

2017 foi um ano super produtivo, foram mais de 130 postagens no blog, quase 300 partidas registradas e conheci mais de 100 novos jogos. Foi um ano em que Essen trouxe um monte de grandes jogos, que os designers brasileiros apareceram com uma safra bem interessante e que o mercado trouxe para o Brasil lançamentos excelentes.

Mas como nem tudo são flores, vamos começar por algumas decepções e om eu TOP3 de decepções em 2017 são o Mysterium, o Imperial Settlers e o Imhotep.

Imperial Settlers : Esperava mais, ainda assim é legal.

Imhotep e Imperial Settlers foram dois jogos que eu fui com a expectativa alta, um por ter uma ideia interessante de utilização dos cubos e do transporte, mas que no final mostrou ser um jogo com pouco controle e frustrante, já o outro é um card-game gostoso, mas que parecia ser mais pesado do que realmente é, não que eu não tenha gostado dele, só ficou abaixo do que eu esperava.

Já o Mysterium tinha uma premissa interessante, um jogo de dedução usando cartas tipo Dixit, mas no final acaba sendo um jogo arrastado em que você passa mais tempo querendo que ele acabe do que se divertindo, decepção total com ele.

Já o Mysterium, esse decepcionou totalmente.

Já os designers brasileiros tem aparecido com ideias muito boas e esse ano joguei muita coisa de qualidade feita por essa galera e destaco aqui meu TOP3 de autores nacionais em 2017.

Na minha opinião os dois maiores destaques foram Os Incríveis Parques de Miss Liz e o Teseu.

Miss Liz tem mecânicas sólidas em um jogo fluido, bonito, com uma temática legal e foi um sucesso instantâneo no financiamento coletivo (que ainda está rolando), tendo alcançado sua meta em menos de 24h.

Incríveis Parques de Miss Liz : pra mim,
o melhor entre os designers nacionais.

Já o Teseu foi uma surpresa que apareceu no Diversão Offline, um jogo todo artesanal, bacana, inteligente e que ainda hoje tá causando um barulho legal por onde passa (e merece ter uma produção grande).

Agora, pra completar o terceiro lugar foi complicado, pra não ficar injusto, vou fechar um "empate técnico" com Maracanã, Vinyl, Labyrinx e Cangaço, todos jogos prontos, ideias ótimas e os que ainda não tem nenhuma editora por trás, fica a dica, corram atrás deles (e fiquem de olho nos designers envolvidos).

Maracanã : Doido pra ver ele nas lojas.

Nos lançamentos das editoras, a coisa pegou fogo, se foi difícil um TOP3 de autores nacionais, um TOP3 de lançamentos no Brasil fica ainda mais difícil, então vou tentar por relevância e não por achar melhor ou pior.

Terraforming Mars, Clans of Caledonia e Great Western Trail foram jogos super "hypados" e trouxeram um pouco desse hype fresquinho lá de fora, quase que simultaneamente para o Brasil, no caso mais recente do Caledonia então, o jogo foi praticamente entregue ao mesmo tempo aqui no Brasil e para os compradores dele (via KS) lá fora.

Mas como eu falei, esses três foram só uma amostrinha em um ano de tantos lançamentos relevantes, tivemos Kingdomino (Spiel des Jahers desse ano), San Juan, Saboteur e Bohnanza (três card-games essenciais que demoraram a dar as caras por aqui), Mansions of Madness com seu app totalmente em português, entre outros.

Mansions of Madness : Produção caprichada para o
mercado nacional com o app todo traduzido.

E para finalizar esse papo (eu ouvi um "aaaaahhhh"??) meu TOP3 agora sim com os que eu achei os melhores jogos desse ano.

Não vou me estender muito, mas Mombasa, A Feast of Odin (que ficou no TOP3 desde janeiro) e Twilight Imperium 4th Ed. foram jogos que fizeram minha cabeça explodir.

Mombasa tem duas mecânicas que eu amo, usadas de formas um pouco diferentes, que são deck-building e controle de área, que nele tem aplicações bem interessantes que fogem do padrão.

Mombasa : Bom demais!

A Feast of Odin é um euro daqueles de te deixar grudado na mesa pensando em tudo que pode ser feito e em como você não vai conseguir fazer tudo que quer, ainda é o jogo do Uwe com a melhor aplicação das pecinhas "tipo Tetris" que ele está com mania de usar de uns tempos pra cá.

E o Twilight Imperium 4th Ed. conseguiu pegar uma obra-prima (que é o 3th Ed.) e retirar umas arestas, dar uma embelezada nas pecinhas (que já eram lindas), e transformar essa experiência em um jogo mais enxuto, com um manual mais palatável (lembro de como me assustou o manual do 3th Ed.) sem perder a alma e os contornos de saga que o jogo tinha.

Basicamente é isso, 2018 promete ser um ano bem interessante com eventos de nível nacional, jogos importantes sendo anunciados, designers cada vez mais produtivos, então é separar aquele tempinho precioso para jogar e vamos que vamos que esse hobby ainda tem muito que crescer!

Twilight Imperium 4th Ed.: "O" jogo de 2017!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Clans of Caledonia

Século XIX, e Escócia faz sua transição de país agrícola para industrializado, com o aumento da população, a produção de alimentos e roupas também aumenta, e por conta de uma praga que contaminou a produção de vinho e brandy na Europa, o whisky escocês também estava sendo exportado em grandes quantidades, e os clãs estão disputando o seu espaço em meio a esse cenário.

Com essa premissa chega ao mercado brasileiro, Clans of Caledonia, trazido pelo Brasil pela Meeple BR ao mesmo tempo que está sendo entregue lá fora, ele foi sucesso via Financiamento Coletivo chegando a receber mais de 390 mil libras.

Como disse anteriormente, no jogo somos clãs crescendo territorialmente, aumentando nossa produção de bens básicos e manufaturados para cumprir demandas e terminarmos como o Clã com mais pontos de Glória.

Visão geral da mesa (na partida solo).

No setup inicial os jogadores escolhem seus clãs e com quais primeiros produtos vão começar o jogo, além disso são sorteados 5 tiles de pontuação para cada uma das 5 rodadas do jogo, então baseado nisso cada jogador já começa a traçar suas estratégias.

Cada uma das rodadas é dividida em quatro fases : preparação, ação, produção e pontuação.

A fase de ações é onde tudo acontece, cada jogador pode realizar uma série de ações até o momento em que escolhe passar (isso define a ordem do próximo turno, passa primeiro, joga antes).

No tabuleiro de cada clã, todas as pecinhas.

As ações são as mais diversas possíveis, negociar com o mercado, pegar um dos contratos disponíveis, se expandir pelo mapa, aumentar tecnologia e frota mercante, contratar um mercador e cumprir um contrato que você já tenha (além de passar).

Duas das ações são as mais bacanas em matéria de mecânica, a negociação com o mercado e a expansão pelo território.

Cada clã começa com dois mercadores, então a princípio você pode ir apenas duas vezes ao mercado para vender ou comprar produtos. Uma vez indo lá, se você compra ajusta o preço pra cima, se vende pra baixo, então os preços vão flutuando durante o jogo, achei muito legal.

Os contratos a serem cumpridos e as pontuações
de cada rodada para ficar de olho.

Já a expansão territorial lembra muito o Terra Mystica, você começa em um ponto do tabuleiro e pode ir se expandindo sempre adjacente a alguma outra peça sua no tabuleiro, e cada peça desempenha um papel na fase de produção.

Temos os mineradores e lenhadores que dão dinheiro, o gado que produz leite ou lã (e pode ser abatido para dar carne em alguma demanda), a plantação de trigo e os prédios que transformam esses bens primários em queijo, pão e whisky.

E assim o jogo segue pelas cinco rodadas, sempre com uma pontuação ao final de cada uma, até a rodada final onde temos pontuações especiais pelos povoados, bens recebidos nos contratos, e pelo clã que mais exportou, e no final quem tem mais Glória, ganha.

Com mais gente, ao encontrar outro clã pelo caminho
você pode comprar ou vender mercadorias.

Clans of Caledonia é daqueles jogos tranquilos de aprender e difíceis de saber jogar bem. O que investir, quando plantar ou passar para os prédios de manufatura, a melhor hora de ir ao mercado, tudo é muito custoso, você vai precisar de dinheiro e não vai ter, cara, o jogo é BRILHANTE.

Já joguei uma partida solo (que é bem divertida) e com mais gente, e as experiências foram muito legais e diferentes a cada partida, o jogo tem uma curva de aprendizado absurda e apesar de ser um euro que vaga ali entre o médio e o pesado a duração dele é  bem menor do que a maioria da mesma categoria, dando pra jogar mais de uma partida por sessão de boas (e você vai sentir vontade).

Ele entrou no meu HOT10 de 2017 e apesar de não ter virado meu preferido da safra apresentada em Essen desse ano (ainda acho o Rajas of the Ganges melhor) ele tá ali figurando entre os jogos mais legais do ano.

O mercado flutuante do jogo, muito inteligente.
Foto http://www.polyhedroncollider.com/


https://www.comdado.com.br/

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Kingdomino e Queendomino

Lançado pelo grande Bruno Cathala, Kingdomino chegou arrasando sendo o vencedor do Spiel des Jahres de 2017 (e recentemente lançado no Brasil pela Paper Games), já o Queendomino é uma continuação/expansão/stand alone que segue basicamente as mesmas mecâncias com algumas coisinhas à mais.

Os dois jogos tem na sua mecânica principal, alocação de tiles em uma grade padrão de no máximo  5x5 e cada tile tem dois tipos de terrenos (as vezes iguais) que devem, como no dominó, se conectar com algum tile previamente colocado no seu reino ou com o seu castelo (que serve como coringa).

Tanto no King quanto no Queen, a escolha de tiles é igual.

O jogo tem uma mecânica de seleção de tiles interessante, são a quantidade de tiles igual a quantidade de jogadores, esses tiles são dispostos em uma ordem numérica, cada jogador escolhe um dos tiles, e a ordem de escolha para a próxima rodada se baseia na escolha anterior (quem escolheu o tile de valor mais baixo, escolhe primeiro na rodada seguinte).

As diferenças do Queendomino para o seu antecessor começam em um novo tipo de terreno, o terreno vermelho, que ao ser colocado no seu jogo, te dá o direito de comprar um dos prédios expostos e colocá-lo sobre o território e esse vai te dar benefícios.

No Queen temos a algumas coisinhas à mais, como os prédios.

Os benefícios são vários, temos os cavaleiros, a Rainha, temos as torres (que são a forma de pegar a Rainha para o seu reino), novas formas de pontuar, mas os prédios tem custos (conforme sua posição no display) que vão variando conforme são comprados anteriores e o display "desliza".

O jogo vai indo rodada por rodada, até que todos os tiles de terreno são utilizados e então o jogo termina e são computados os pontos.

A grade de 5x5 do seu reino do Kingdomino.

Tanto no Kingdomino quanto no Queendomino, os jogadores vão pontuar pela quantidade de terrenos de uma determinada cor, multiplicado pela quantidade de coroas que existem numa sequência de tiles iguais (ex. 3 tiles amarelos, um deles tem 2 coroas, 3x2=6).

Já no Queendomino além dessa pontuação, temos os pontos da Rainha (que conta como uma coroa à mais no seu maior terreno) e pontos dos prédios.

Um pouco mais cheia de elementos no Queendomino.

Os dois são jogos leves, tranquilos de ensinar e jogar e rapidinhos, boas pedidas para famílias e para jogar em eventos.

O Kingdomino já está nas nossas prateleiras e chegou com um preço bem legal, já o Queendomino tem grandes chances de vir também (só depende das vendas do King).

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Campanha Imperial Assault - 4ª Sessão


Depois de uma missão em que fomos detonados pelo Império, nada melhor do que ir à campo de novo para tentar se redimir, e um grande amigo veio nos pedir auxílio para uma missão simples, roubar um carregamento de "spice" de dentro de um depósito dos Hutts e protegido por troopers e caçadores de recompensas.

A missão era mais simples que a anterior, tínhamos 5 rodadas para roubar do Império 6 tonéis de "spice", mas o terreno do depósito era muito ruim, e como era de se esperar bem guardado por dois trandoshans, um droide de reconhecimento e a criatura mais chata do Imperial Assault, um nexu.


Como nem tudo é coisa ruim para os Rebeldes, nessa missão temos a ajuda do Chewbacca, que além de ser mais um personagem, ele tem uma série de benefícios super úteis, como já garantir uma defesa para quem tiver adjacente a ele, e ele é muito forte com ataque à distância.

Inicialmente tínhamos que atacar os dois lagartos e o droide, pois em um dos três estaria a chave para acessarmos a sala onde estariam a maioria dos tonéis de "spice" (apenas dois eram visíveis).

Tensão, na hora que abrimos a sala, blaster em cima da galera!

O droide foi tranquilo, mas os lagartos deram uma dificuldade na brincadeira, somado ao nexu pulando pra lá e pra cá fazendo um estrago, principalmente nos dois wookies, e para completar começaram a aparecer uns troopers para perturbar o bom andamento da missão.

Com o caminho livre, mas ficando cada vez com menos tempo, abrimos a sala e fomos surpreendidos por um blaster que ficou perturbando o nosso caminho.

Mas agora temos um aliado de peso!

Lutando mais contra o tempo do que contra os Imperiais, nos concentramos em não deixar o Chewie ficar ferido e em coletar todos os tonéis a tempo.

No final, sucesso para empreitada Rebelde. Roubamos os seis tonéis de "spice" e com isso ganhamos o Chewbacca, que à partir de agora pode entrar como aliado nas nossas missões, isso até garante uns pontinhos à mais para o Império na hora de colocar pecinhas, mas para os Rebeldes foi uma adição fundamental para as missões que tendem a ser cada vez mais sinistras.


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Rajas of the Ganges

Uma das surpresas de Essen nesse ano, em Rajas of the Ganges somos marajás lutando por poder durante o século XVI, e para isso temos que agradar os membros do palácio, fazer comercio nas mesquitas, cruzar o rio Ganges e fazer melhorias na nossa província.

Criado pelos designers Inka e Markus Brand (mesmo casal do Village) durante uma série de rodadas nós colocamos nossos trabalhadores pelos espaços do tabuleiro para conseguirmos os benefícios deles e com isso irmos aumentando as trilhas de dinheiro e de fama.

Na sua vez de jogar, você pega um dos seus trabalhadores e aloca nos diversos espaços disponíveis do tabuleiro central, esses espaços vão te dando recursos (que aqui são dados em quatro cores diferentes), dinheiro, pontos, prédios para colocar na sua província entre outras coisas.

O tabuleiro principal e seus muitos espaços.

Uma coisa bastante legal que eu achei no Ganges, é a utilização dos dados como recursos. Toda vez que você recebe um dado você rola, e o guarda o resultado (em uma das mãos da estátua de Kali) e ao utilizar determinados espaços você precisa "queimar" um ou mais desses dados para chegar aos valores necessários, achei bem engenhoso e você tem várias formas de mitigar a sorte dos resultados.

Outro detalhe que deixa o jogo muito apertado, é que você começa com apenas 3 trabalhadores, o que limita pra caramba a quantidade de ações por rodada, mas você conforme vai avançando nas trilhas principais e no rio Ganges, pode pegar mais um trabalhador em cada uma delas e quem for conseguindo isso antes dos outros tem enorme vantagem em um jogo de "cobertor curto".

Destaque também para a província de cada jogador. Nós temos um espaço onde vamos colocando tiles, bem ao estilo Carcassonne, que vão levando a bônus que são dados se você consegue ligar o caminho desde o seu palácio até a borda desses.

Na sua província, espaço para brincar de Carcassonne.

Além dos bônus, os tiles são essenciais para quando você colocar trabalhadores nos espaços de mercado consiga avançar bem na trilha de dinheiro e também tem prédios que ajudam no avanço da trilha de fama.

O jogo avança sem uma quantidade de rodadas definido, o que dispara o final do Rajas of the Ganges é o momento onde a trilha de fama e a trilha de dinheiro que correm em direção contrária uma da outra e também tem avanços diferenciados e aparentemente bem equilibradas.

Ao se encontrarem termina a fase de alocação corrente termina e o jogador que conseguir a maior diferença entre as trilhas de dinheiro e fama é o vencedor.

Kali e os espaços para alocação dos dados de recurso.

Fiquei realmente surpreso com o Rajas of the Ganges, tinha a impressão de ser um jogo bacana, mas ele foi muito mais legal do que eu esperava, muito inteligente, com uma pegada de "maquininha" para fazer as coisas acontecerem e conseguir equilibrar bem os ganhos de fama e dinheiro, com alguma marcação entre os jogadores e "cobertor curto" (que é uma coisa que eu gosto nos jogos).

Ele foi, até agora, o jogo de Essen 2017 que eu mais gostei e apesar de graficamente confuso, depois que você se entende com o tabuleiro ele flui muito bem e é um euro bastante agradável.

O marcador de jogador inicial, o simpático elefante.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Overdrive



Em Overdrive os jogadores são bandas numa disputa interplanetária para saber qual é a mais bacana de todo o multiverso.

O jogo foi criado pela Bianca Melyna e pelo Moisés Pacheco de Souza, e tem como mecânica principal alocação de dados com uma pitada de set-collection.

Cada banda tem características próprias e é formada por 4 membros (dados) e em cada rodada o jogador rola seus quatro dados e pode alocá-los no tabuleiro principal, ou nas cartas de Hits, que também são espaços disponíveis.

No tabuleiro central, as "bandas" vão atrás de recursos.

Nos espaços do tabuleiro central podemos realizar diversas ações como mudar faces do dado, aumentar nossos níveis de grana, fama, orverdrive e fãs, além de conseguir contratar mais músicos (dados) para sua banda.

O jogador na sua vez, pega os seus dados e usa todos de uma vez para realizar as ações, e receber os benefícios dela, além das ações com os dados, existem algumas ações livres que você realiza usando grana, que são comprar hits, comprar novos músicos, rerrolar ou escolher a face dos dados e subir algum dos atributos.

Uma vez que você termina, passa para o outro jogador e assim vai até chegarmos nas Batalhas de Bandas, que acontecem ao final da terceira, sexta e oitava rodada.

Cada banda tem poderes especiais diferentes.

Nessas batalhas, os membros principais de cada uma delas (os quatro dados iniciais) vão disputar para receberem benefícios, então são rolados, e há uma disputa por cada símbolo.

O jogador inicial, escolhe dentre as faces que ele tiver superioridade para eliminar o dado de alguma outra banda, e passa para o próximo e por aí vai até que cada banda tenha feito isso duas vezes (são os dois Atos da Batalha).

Ao final, as faces restantes de cada banda vão conferir benefícios nas trilhas de atributos, a na Batalha final (da oitava rodada) os símbolos vão ser usados para os set-collections de final de jogo.

Além dos espaços fixos, os hits dão
diferentes áreas de alocação.

O jogo termina ao final dessa última Batalha e cada banda pega seus pontos de fama das trilhas de fama, fãs e overdrive, além das cartas de hits que foram compradas, do disco (bronze, prata, ouro e platina) que a banda conseguir e dos set-collections, e que tiver mais pontos é a melhor banda do multi-verso.

Os autores mandaram o protótipo com a variante das Cartas de Distorção, que também são bem bacanas e dão uma apimentada no jogo e estão como metas estendidas da campanha.

Eu achei o Overdrive um jogo leve, bem bacaninha, as bandas estão com homenagens legais e eu como sou particularmente fã de jogos de alocação de dados, acho que ele pode ser uma boa adição para quem curte essa mecânica.

Jogo bacana, leve, bom pra jogar com todo mundo.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

The Palace of Mad King Ludwig


The Palace of Mad King Ludwig é um jogo onde estamos construindo cômodos em um grande palácio, e queremos ser a pessoa que mais contribui na construção.

O jogo é basicamente um tile-placement em que durante uma série de rodadas, temos a opção de colocar novos quartos no palácio ou colocar corredores, escadas para irmos aumentando o palácio.

Os novos cômodos tem vários tipos diferentes, e toda vez que posicionamos aumentamos um ponto daquele tipo em nossa planta, e isso ajuda na pontuação e a ganhar nossos cisnes (que são o recurso do jogo).

Vamos colocando cômodo por cômodo do palácio.

Como no seu irmão mais pesado (o Castles of Mad King Ludwig), sempre que fechamos todas as saídas de um tile, ganhamos um benefício, que vão desde peças especiais (como objetivos secretos) a pontos no final do jogo.

O tabuleiro onde compramos os tiles/quartos do palácio tem uma série de pilhas, a partir do momento em que a primeira se exaurir, os jogadores começam também a colocar peças de fosso que vão circundando e delimitando o espaço do castelo, além de serem um dos fatores que disparam o final do jogo.

Na entrada do palácio, tudo o que precisamos.

O barato do Palace of Mad King começa exatamente quando os primeiros tiles de fosso são colocados, você ir limitando o avanço do seu coleguinha, impedindo que ele feche aposentos ou precise ter que fechar tiles seus dá um toque estratégico bem bacana ao jogo.

O jogo vai avançando nessa colocação de cômodos até que o final dele seja disparado, ou por não conseguirmos mais colocar peças de fosso, ou se elas acabarem ou ainda se todas as pilhas de tiles de quarto se exaurirem.

Cada jogador tem uma planta, para marcarmos os avanços.

Aí somam-se as pontuações de avanços em cada um dos 8 tipos de quarto na sua planta, escadas para o subterrâneo (dando ponto para cada 3 tiles), set-collection de cisnes, objetivos secretos e abertos, algumas pontuações de quartos específicos, e quem tiver o maior somatório ganha.

Palace of Mad King Ludwig é o terceiro jogo de tile-placement do Ted Alspach (os outros dois são o Suburbia e o Castles of Mad King Ludwig) e apesar de ser o mais leve dos três, ainda assim é bem interessante, estratégico e com uma pegada de ir fechando o coleguinha que eu achei bacana.

E no final um palácio cercado por um lindo fosso.