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segunda-feira, 14 de abril de 2025

TOP3 : Vlaada Chvátil


Tava sumido (e desanimado pra escrever) mas com a notícia de que o grande Vlaada Chvátil é um dos convidados para a edição desse ano do Diversão Offline resolvi dar as caras e escrever um TOP3 do cara.

Por ser um autor super versátil resolvi trazer nesse TOP um jogo leve, um médio e um pesado que são os meus preferidos e já vou avisando que Through the Ages apesar de ser quase uma preferência unânime dele, não vai estar na minha lista (inclusive ele tá na minha lista de jogos que eu deveria jogar mas não consigo — link).

Na categoria "peso leve" vou colocar o Condenames, um jogo para grupos grandes onde dois times precisam baseados nas dicas que um orador vai passando, adivinhar a posição das cartas da sua cor dentre as 25 que ficam dispostas na mesa.

Mas existe um twist bacana nesse jogo, uma das 25 cartas pode acabar com o jogo imediatamente dando a vitória ao time adversário, então as vezes as dicas precisam ser passadas de forma muito cuidadosa para não corrermos o risco de dar a vitória de mão beijada aos outros jogadores.

No "peso médio" entra um dos jogos que eu mais joguei do Vlaada e um dos que ainda me diverte muito até hoje (volta e meia jogo no iPad) que é o Galaxy Trucker.

Nesse jogo somos pilotos que precisam levar cargas entre planetas, mas a maior graça do jogo está na primeira parte dele onde montamos a nossa nave com as peças que ficam disponíveis na mesa numa grande "bagunça" para que tudo esteja encaixado direitinho dando espaço pra carga, nos protegendo de acidentes (que são muitos) para então fazermos nossas viagens.


Fazer sua nave é a parte mais legal do Galaxy Trucker.
 
O Galaxy Trucker já teve algumas expansões que acrescentam coisas mais divertidas, o manual dele é um dos meus preferidos de ler com uma arte muito legal e um texto claro e descontraído (o que costuma ser uma marca registrada do Vlaada).

Agora no "peso pesado" um jogo que está há anos no meu TOP5 de todos os tempos o excelente Dungeon Petz.

Aqui somos donos de pet shops mas com um diferencial, nossos "bichinhos" são criados e vendidos para donos de masmorras, então as criaturinhas fofinhas vão acabar crescendo e se tornando monstros terríveis, mas para isso precisam ser muito bem cuidados.

Isso passa por uma alimentação balanceada, gaiolas sempre limpinhas e claro distrações para que os bichinhos não fiquem tristes nem doentes.


Fácil um dos jogos mais bacanas que eu já joguei em todos os sentidos.

Dungeon Petz quando saiu explodiu minha cabeça, a seleção de ações dele é brilhante e era muito diferente pra época e até hoje acho todo o processo de escolha de ações, arrumação e manutenção dos bichinhos e até o processo de venda deles uma coisa muito legal.

Todos os três chegaram no Brasil em algum momento (embora as expansões nunca tenham vindo para os mais pesadinhos) e ficam aí as dicas para quem quiser conhecer um pouco do trabalho super versátil desse que é um dos meus autores preferidos.


Quem não iria querer tem bichos tão fofinhos na sua masmorra??
 

quarta-feira, 5 de março de 2025

TOP3 Carnaval

Hoje termina no Brasil mais um Carnaval, essa que é uma das festas mais conhecidas lá fora e que é uma das representações culturais mais brasileiras com diversas atrações país com suas peculiaridades em cada estado mas que apesar disso tudo foi pouquíssimas vezes contada no tabuleiro.

Desde que eu comecei no hobby alguns autores até tentaram passar para a mesa a sensação de estar no comando de uma escola de samba, lembro do Ziriguidum do amigo Leandro Pires que teve alguns protótipos mas não foi pra frente.


Ziriguidum tinha bastante potencial, pena que não vingou.

Mas ainda assim consegui (meio que dando uma roubada) três jogos que tem o tema samba e carnaval para homenagear esse que é uma das festas mais inclusivas do país, que leva todas as classes sociais a esquecerem um pouco da vida e brincarem nesses quatro dias.

A primeira citação é bem roubada, trata-se do Zombicide : Rio Z Janeiro, criado por uma galera brasileira que trabalha na CMON traz uma campanha de 10 cenários que começa exatamente durante o carnaval no Rio de Janeiro e tem personagens e localidades que são bem típicos dessa festa.

O segundo jogo já tem uma pegada bem mais consistente com o tema, em Roda de Samba do amigo Valter Bispo temos esses encontros de sambistas que são tão típicos do Rio de Janeiro, aqui vamos encontrar personagens que fazem parte da história do samba nacional.

O mais legal do Roda de Samba é que além de ser um jogo muito bacana tem uma pegada educacional muito interessante sendo o primeiro projeto que foi à financiamento coletivo onde você prioritariamente contribuía não para que o jogo chegasse para você, mas que fosse distribuído em escolas e centros culturais.


Roda de Samba : Um projeto maneiríssimo de um jogo super temático.

Mas precisou um canadense de alma brasileira para fazer o melhor jogo sobre o tema, Carnavalesco do amigo Ron Halliday traz para a mesa de forma lúdica as disputas na avenida, os jogadores vão correr atrás de dadinhos coloridos para assim montarem suas escolas de samba e serem a grande campeã dos desfiles.

Com mecânica de seleção de dados, arte super caprichada e jogabilidade excelente já disse e repito novamente, pra mim é um jogo com o mesmo feeling mas superior ao badalado Sagrada e talvez não tenha feito mais sucesso por ser jogo "brasileiro".

Essa foi minha listinha, fica ainda a citação ao amigo Fel Barros que apesar de ter batizado sua editora da Samba Estúdios ainda não lançou nenhum jogo com o tema, mas estamos aqui de olho para cobrar e quem sabe em breve teremos muitos mais jogos de um tema que dá samba.


Carnavalesco : O melhor jogo sobre o tema (até agora).

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

TOP3 : Terror da Coleção


Eu poderia fazer um TOP de jogos assustadores para o seu halloween, mas se você procurar bem pelo blog já fiz isso algumas vezes, então esse ano eu resolvi assustar você de verdade e criei um TOP3 de coisas que você pode passar com a sua coleção é que deixarão você de cabelo em pé!

Mas não se preocupem que eu também darei dicas para que dentro do possível você possa evitar tomar esses sustos, então prepare seu coração e vamos lá.

Acho que a primeira coisa que certamente assusta os colecionadores é abrir um jogo e perceber que ele está com algum componente faltando, seja porque você não guardou direito ou seja porque o cachorro comeu e você não viu mas certamente é uma sensação horrível.

Para esse tipo de situação a prevenção é relativamente fácil, você pode optar por organizadores (eu recomendo sempre os da Bucaneiros), ziplocks e principalmente ao final das partidas guardar seus jogos com muito cuidado para não tomar esse tipo de susto.


O segundo susto com certeza você já deve ter visto por aí (se é que já não aconteceu com você), o mofo!

Imagine abrir um jogo que está na estante a algum tempo e perceber que está mofado! Pois é, deixar seus jogos em lugares úmidos ou que não sejam bem arejados podem causar essa desgraceira no seu querido joguinho.

A prevenção aqui é deixar a coleção em lugar arejado de preferência longe de paredes úmidas, colocar saquinhos de silica dentro da caixa também ajuda e caso algum jogo já tenha sido contaminado um bom tratamento com Sanol ajuda a salvar a situação (tem um tutorial bem legal aqui).

 

Agora a pior coisa que eu já vi acontecer na coleção e essa não tem volta é sua casa ser assolada por uma turba furiosa de cupins.

É angustiante ver como fica o jogo depois de atacado e você fica sem ter o que fazer pois uma vez que eles atacam a caixa não sobra praticamente nada, só as peças plásticas, o restante vai ser comido e não tem volta.


Aqui a prevenção é mais complicada, você precisa ficar atento aos sinais de que essas pragas estão chegando na sua casa, aquelas "bolinhas" pretinhas são um sinal claro ou caminho que eles fazem nas paredes, aí é descobrir onde estão e fazer uma descupinização e abrir caixa por caixa pra ver se nada já foi atacado, com sorte você não vai ser pego de surpresa.

É isso, espero não ter disparado nenhum gatilho nos amiguinhos,  mas ficam aí os avisos para que nada terrível aconteça com a sua coleção.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023

  

Mais um ano acabando e como tem sido costume aqui no blog, muita coisa aconteceu, muitos jogos foram jogados e amigos foram reencontrados e a gente fez aquele apanhado de informações para vocês anotarem no seus caderninhos tudo de bom (e as decepções) de 2023.

Primeiro falar de uma das iniciativas mais maneiras que eu acompanhei esse ano que foi o coletivo dos amigos Sergio Halaban, Igor Knop, André Teruya e Robert Coelho que foi o projeto Fiat Ludens, onde os quatro se desafiaram a criar um jogo que coubesse numa caixa de fósforos.

Os joguinhos ficaram lindinhos e super funcionaram e para coroar eles foram um sucesso durante o Diveersão Offline onde tivemos filas enormes do pessoal que queria garantir a sua cópia.


Muito maneira a ideia e o desenvolvimento do projeto Fiat Ludens.

E falando de Diversão Offline esse ano foi a edição mais épica do evento, não fosse apenas pelo recorde de público o que já seria algo a se comemorar ainda tivemos duas participações especialíssimas, a primeira do grande Mr. Reiner Knizia que não só prestigiou o evento como também era figurinha fácil pelos corredores para quem quisesse parar e tirar foto, um gentleman.

A segunda participação especial foi do Tom Vassel, dono de um dos (senão o maior) canais de jogos de tabuleiro do mundo, o Dice Tower, e que estava maravilhado não só com o evento mas com a Ludus e com os jogos nacionais, inclusive colocando o World Wonders como o seu TOP3 do ano no vídeo mais recente deles.


Quando que iríamos imaginar Mr, Knizia em um evento no Brasil??

Já que abrimos o papo sobre TOP3 esse ano eu estou orgulhoso de mim mesmo, no início do ano criei um excel onde fui colocando os jogos e dando notas então ficou muito mais fácil criar meus TOP's desse ano e entre os jogados em 2023 o grande destaque foi o Hegemony, um jogaço que teve uma resenha daquelas aqui no blog, completando o podium temos o Nucleum e o Anachrony.

Entre os jogos nacionais eu vou ter que concordar com o Tom e pra mim World Wonders é o TOP1 brazuca, ele realmente ficou nota 10 tanto em jogo quanto em produção, parabéns ao Zé Mendes que pelo segundo ano seguido encabeça a minha lista que é completada pela delicioso ZAG do amigo Luish Coelho e o Isso é Meu! do querido Sergio Halaban.

Mas nem sempre os jogos atendem as nossas expectativas e alguns esse ano foram bem decepcionantes, não que sejam jogos ruins, só não foram aquilo que eu realmente esperava que fossem e por isso estão no TOP3 de decepções.

Encabeçando a lista o Eleven, eu tinha muita expectativa em cima de um jogo de gerenciamento de futebol mas ele é burocrático demais e longo demais e não funcionou, uma pena.

Completando a lista o Champions! que eu achei que poderia ser uma experiência muito legal, mas não foi e o Turing Machine que parece um dever de casa que a gente é obrigado a fazer e que não tem vontade nenhuma de fazê-lo.

A nota triste desse ano foi o falecimento do, pra mim, grande responsável por trazer os jogos de tabuleiro de volta ao hobby muita gente, em abril o Mr. Klaus Teuber foi colonizar novas terras lá no céu, o cara simplesmente é o criador do Catan e graças a esse jogo os tabuleiros pelo mundo nunca mais foram os mesmos.


Não poderia encerrar essa retrospectiva sem comentar sobre o Kriativos On Board, o primeiro cruzeiro de jogos de tabuleiro do Brasil que foi organizado pela querida Karen e pelo "meu marido" o grande Thiago e contou com a participação mais do que especial do grande Vital Lacerda.

O projeto foi um sucesso e que já tem sua edição de 2024 garantida (e quase lotada), ideia super maneira e "kriativa" (pena ser no mar, que eu morro de medo).

É isso, o "ano fiscal" lúdico está completo, agora vamos nos preparar para o que 2024 vai trazer de legal pra gente.


Karen (a bicuda loira da foto) e "meu marido" (de boca aberta) responsáveis por mais uma iniciativa IRADA.
 

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

TOP3 Zombicide


Com o anúncio da próxima campanha de financiamento baseada nos personagens da DC Comics (o Deceased) e mais uma caixinha baseada em cidades do mundo (a Pariz) o Zombicide mais uma vez mostra ser uma das franquias mais produtivas (e lucrativas) nos jogos de tabuleiro modernos.

Pra mim, no mesmo patamar que o Catan, Zombicide é um divisor de águas dentro do mercado mudando todo o patamar de financiamentos coletivos e dando um salto de qualidade nas miniaturas que desde o lançamento da Season 1 lá em 2012 só foram melhorando.


A família vai aumentar com o novo financiamento do DCeased e a caixa do Pariz.

Uma curiosidade que talvez muitos não saibam é que hoje, dentro da CMON a equipe responsável pelos nossos queridos zumbis é capitaneada por brasileiros, liderados pelo amigo Fel Barros o time conta com Rodrigo Sonnesso, Toi von Glehn e Henrique Garrigós (e até pouco tempo atrás ainda com o grande Fabio Tola) que foram responsáveis pelas mais recentes criações.

Aqui no Brasil sendo lançado pela Galápagos Jogos a franquia está firme e forte sempre com lançamentos sendo trazidos quase simultâneos aos lá de fora e por isso eu resolvi deixar aqui meu TOP3 para você que está querendo embarcar nos joguinhos de zumbi.

Black Plague foi o primeiro spinoff e trouxe o elemento da fantasia medieval para o jogo, com aquela cara de "dungeons & dragons" adicionou magias, foi a primeira caixa a ter o tabuleiro do jogador de plástico muito mais fácil de arrumar com o espaço para os itens e tals.

Essa franquia tem três "core sets", o já citado Black Plague e também o Green Horde e o White Death e obviamente uma penca de expansões e add-ons que foram conseguidos durante as campanhas super bem sucedidas de Kick Starter.

 

Uma das caixas mais novas o Marvel Zombies mexeu comigo fortemente por vários motivos, primeiro por ser baseado nos quadrinhos que eu sou fã demais, segundo por colocar os jogadores na pele dos zumbis que dessa vez são os protagonistas tendo que atacar e se alimentar dos inimigos.

Nesse spinoff tem a versão "normal" do jogo que é a caixa Heroes Resistence, que inclusive acabou sendo uma versão mais acessível com os zumbis cartonados e tals para dar uma baixada no preço final e trazer mais gente pra mesa. 


Colossal a "miniatura" do Galactus da série Marvel Zombies.

A campanha trouxe além de vários personagens uma escultura colossal do Galactus em suas versões "vivo e morto" como peça jogável lindo demais, mas eu ainda sou "old school" e a versão 2.0 do jogo é a minha preferida.

O Zombicide 2ª Ed. trouxe todas as melhorias que foram aprendidas durante os anos de mercado da primeira edição e também coisas que foram introduzidas nos spinoffs e que funcionaram bem fazendo com que a caixa base funcione redondinha.

Além disso a equipe tem lançado as caixas temáticas das cidades com a cereja do bolo sendo a Rio Z Janeiro que mexe total comigo por todas as referências colocadas nela e por trazer um modo campanha muito bem sacado.


O Zombicide tem todos os seus elementos que fazem dele um jogo tão popular.

Fica ainda a menção honrosa ao divertido (e difícil) Zombicide Gear Up, uma versão "flip and write" do jogo que também foi desenvolvido por brasileiros (a dupla Marco Portugal e Jordy Adan) e mostra a versatilidade do tema e que dá pra usar a franquia de várias formas.

Por todos esses motivos que, embora contraditório, Zombicide encontra-se mais vivo do que nunca, espera-se que a nova campanha da DC bata lá seus milhões de dólares e traga muita coisa legal para o jogo e com uma equipe criativa afiada vamos sempre esperar coisas legais que ainda vão vir.


O Zombicide Gear Up, uma nova forma de jogar.
 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

TOP3 : Jogos Tipo "Tétris"


Eu sou fã dos jogos com peças "tipo tétris" desde antes mesmo de conhecer o Tétris, jogos como Contra-Ataque (82) já usavam os poliminós e segundo uma rápida pesquisa no Board Game Geek o primeiro a usar essas peças com formatos diferentes foi o Pentominoes (53).

Mas o curioso é que de uns anos para cá muitos jogos tem usado o artifício dos poliminós em seus componentes e em especial o Uwe Rosenberg, parece que ficou apaixonado por eles e lançou um monte de jogos com pecinhas "tipo tétris", alguns excelentes outros nem tanto.

Fato é que eu me incluo nessa turma que quando vê um jogo com os poliminós fica instigado a testar e por isso resolvi dedicar essa semana à eles, na segunda-feira falei do New York Zoo e hoje tem o TOP3 (sexta-feira tem mais).

Criado pela dupla Wolfgang Kramer e Richard Ulrich o Princes of Florence é um jogo que usa os poliminós para os prédios que são comprados durante o jogo e formam a composição do seu território.

Esse é um euro bem bacana e muito punitivo que usa bem as pecinhas "tipo tétris" mas que tem muita coisa além envolvida.

Os prédios do Florence, servem para pontuação.

O melhor colocado na lista do BGG em Um Banquete a Odin do já citado Uwe Rosenberg, aqui os poliminós servem para irmos marcando no nosso tabuleiro a progressão de conquistas dos nossos vikings durante a partida.

A forma com que o Uwe usou as peças no seu jogo é brilhante e somado a alocação de trabalhadores e todo o entorno do jogo que é excelente fazem com que o Odin seja uma daquelas experiências que todo fã de jogos pesados deve ter.

Em Odin as peças dão pontos, mas também
marcam o avanço no jogo.

Mas pra mim até hoje o melhor jogo com peças "tipo tétris" é o Antiquity, uma criação da dupla   Jeroen Doumen e Joris Wiersinga, que além de designers são responsáveis pela editora Splotter Spellen.

Os poliminós em Antiquity são os prédios que serão usados para a alocação dos nosso trabalhadores e também responsáveis por ações dentro do jogo e dos três jogos citados é o que tem o espaço mais apertado para a construção deles, forçando geralmente ao jogador fundar uma nova cidade para poder expandir seus prédios.

Os prédios do Antiquity servem para alocação
dos trabalhadores e ações dentro do jogo.

Esse é um daqueles jogos que quem não conhece, precisa conhecer, é um dos meus TOP5 da vida e apesar de ser um dos jogos mais cruéis que eu já joguei, ainda assim tô sempre com vontade de jogá-lo.

Como menção honrosa eu coloco o Cartógrafos do amigo Jordy Adan, que usa os poliminós de uma forma diferente, uma vez que você precisa desenhá-los no seu tabuleiro para assim conseguir cumprir as pontuações mostradas no jogo e hoje é com certeza o jogo nacional (merecidamente) mais bem cotado no BGG.

O representante brazuca é o Cartógrafos, um dos
melhores "roll and write" do mercado.
 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

TOP 3 : Carcassonne


Chegando em breve no Brasil a versão de 20 anos, Carcassonne vem através dos anos se firmando como um dos maiores jogos de tabuleiro de todos os tempos, e como praticamente todos os jogos de grande sucesso acabam ganhando versões diferentes com o tempo.

O Carcassonne hoje tem versões que vão desde jogos para os mais novinhos (Carcassonne Júnior) até as versões baseadas em franquias de sucesso (Carcassonne : Star Wars) e hoje eu vou elencar o meu TOP3 com as versões mais bacanas que eu já joguei.

Lançada em 2016 lá fora e chegando no Brasil no final de 2020 o Carcassonne : Amazonas traz umas novidades interessantes ao jogo, mas a passagem do Rio Amazonas cortando todo o jogo para mim é o grande diferencial dele.

O jogo tem uns tiles maiores com o rio, onde vamos avançando com os barquinhos dos jogadores, e essa "corridinha" vai rendendo pontos aos jogadores e faz com que a gente fique sempre ligado e tentando ganhar pontinhos por ali.

O Rio Amazonas passando pelo meio do jogo.

O segundo mais legal foi lançado em 2002 e foi o primeiro spin-off da franquia, o Carcassonne : Caçadores e Coletores é até hoje uma das versões mais legais e competitivas do jogo.

Nessa versão passada nos tempos das cavernas, os jogadores tem além dos tiles que são sorteados normalmente, tiles especiais que são ganhos ao se completar as florestas, além disso a disputa pelos rios e os animais ao final do jogo, torna o Caçadores e Coletores um jogo de muita marcação e muito mais apertado do que a versão original.


Um Carcassonne pré-histórico, bem disputado.

Mas o melhor Carcassonne entre todos é o The Castle, lançado em 2003 e infelizmente sem ter tido uma versão brasileira, esse é um jogo exclusivamente para dois e tem como coautor o grande Reiner Knizia.

Além do diferencial já citado de ser um jogo exclusivo para dois, ele ainda tem os muros do castelo que limitam a área de colocação dos tiles, além de tiles bônus que ficam na trilha de pontuação e que só são ganhos pelo primeiro que passar por lá gerando uma corrida de pontos maior do que nas outras versões.

O espaço limitado e a corridinha pelos bônus deixam
o The Castle mais competitivo.

Carcassonne é um jogo com um potencial gigante, tanto que volta e meia saem novas versões e expansões para o jogo base, e mesmo depois de mais de 20 anos de estrada ainda é um dos grandes jogos para se apresentar aos novos jogadores ou para desafiar os mais experientes.