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terça-feira, 12 de março de 2024

The White Castle

Em White Castle os jogadores serão líderes de clãs durante o Japão feudal tentando ascender socialmente mandando seus cortesãos, guerreiros e jardineiros para tentar cair nas graças do Daimio Sakai Tadakiyo.

O jogo tem um tabuleiro central onde ficam as áreas importantes do jogo além das três pontes onde serão colocados os dadinhos que são são a alma do jogo, cada jogador tem seu tabuleiro pessoal onde ficam seus cortesãos, guerreiros e jardineiros para serem mandados pro tabuleiro principal.

White Castle tem exatamente três rodadas e você terá três ações em cada uma delas, então basicamente é isso, você terá 9 ações para fazer durante toda partida.


Os dadinhos na ponte são o que definem pra onde vão suas ações.

Na sua vez você vai escolher um dos dados disponíveis para alocar nos tabuleiros, seja o principal ou o seu pessoal, você pode escolher sempre o dado de valor mais alto ou o mais baixo nas pontes, escolher o de menor valor dará um bônus que são as recompensas da lanterna.

Ao alocar o dado você precisa prestar atenção ao valor impresso no tabuleiro, se você colocar um valor maior ao impresso (ou ao dado anterior) ganha a diferença em dinheiro e caso seja um valor menor paga.

As ações vão te permitir ganhar recursos para conseguir enviar seus meeples aos espaços do tabuleiro mas a grande sacadinha que vai te ajudar a tentar otimizar suas jogadas são as ações que podem se "desdobrar".

Outra coisa legal é que as ações do castelo não serão fixas durante a partida, assim como as ações do seu tabuleiro pessoal.


No castelo seus cortesãos vão ascendendo socialmente e vão te dando novas ações.

Quando você começa a mandar cortesãos para o castelo ao chegar aos espaços depois do portão você pega a cartinha de ação que estava lá e substitui no seu tabuleiro pessoal fazendo com que a carta anterior vire uma recompensa de lanterna.

Ao final de cada uma da duas primeiras rodadas nos jardins onde sobraram dadinhos você ainda pode conseguir uma ação extra caso tenha algum jardineiro por lá e terminada a terceira rodada o jogo termina uma pontuação por recursos e posição de prestígio é feita e quem tiver mais pontos ganha.

Eu curto muito joguinhos de "cobertor curto" e White Castle bem isso, 9 ações que você pode dar um boost mas precisa dar uma entendida no melhor caminho a seguir pra pontuar, por isso ele é um daqueles jogos que você vai querer jogar mais vezes pra sacar melhor e como ele não é um jogo demorado essa impressão que será um jogo que vai ver mesa com alguma frequência e cada partida vai ser mais legal.


No seu tabuleiro você contabiliza recursos e libera seus meeples.
 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

3 Ring Circus


Em 3 Ring Circus somos mestres de cerimônia de um pequeno circo itinerante procurando ter notoriedade passeando pelos Estados Unidos durante o século XIX, mas a concorrência vem junto.

No jogo temos um grande mapa que mostra parte da costa leste dos Estados Unidos, várias cidades aparecem no mapa, são cidades pequenas, médias e grandes e cada uma tem sua peculiaridade na hora de receber os circos, além disso cada jogador tem seu tabuleiro pessoal onde vamos colocar as nossas atrações.

No seu turno o jogador pode escolher fazer uma entre duas opções de ação, a primeira é baixar atrações para o seu circo ficar mais interessante ao público e a outra é mover com sua caravana para se apresentar nas cidades do mapa.


Você vai contratando atrações para o seu circo ficar mais interessante.

O jogo tem dois tipos de cartas, nas básicas ela serve tanto como atrações para o circo quanto como dinheiro para pagar atrações mais boladonas que vem nas cartas de bilhete (como são chamadas).

Você vai colocar as atrações no seu circo com o valor das cartas em ordem crescente, isso é legal pois você tem um "desconto" do valor da sua maior carta em uma das três linhas de atrações, então se você investir logo em uma atração cara as outras virão de graça.

Mas o seu circo vive das apresentações pelos cidades e como falei anteriormente cada uma tem sua peculiaridade, as cidades pequenas aceitam qualquer diversão e se você escolher cidades que ainda não viram circos pelas vizinhanças consegue ganhar ainda mais dinheiro.


Conforme você vai se apresentando vai ver as cidades mais exigentes.

Nas cidades médias você se apresenta pensando em conseguir as atrações mais boladonas para então se preparar para as cidades grandes que são aonde você vai buscar os pontos de vitória.

Outra coisa que os jogadores precisam observar é com a caravana do Circo Barnum, ele segue pelos Estados Unidos no sentido oposto a sua caravana e sempre que para em alguma cidade grande o jogo dá uma parada e é realizada uma pontuação tipo "controle de área" baseado nas tendas de cada jogador e essa é uma pontuação que rende legal e não pode ser deixada de lado.

Quando o Circo Barnum voltar a cidade de onde ele começou o jogo a partida termina, pontinhos são ganhos pelas atrações boladonas e cartinhas de pontuação final que você consiga jogar e o circo com a maior pontuação é o vencedor.

3 Ring Circus é um jogo bem bacana, com o tema funcionando bem com uma arte e produção muito legais ele é muito gostoso de jogar, tem interação em relação as apresentações dos circos e a corridinha pro controle de área antes da pontuação do Barnum torna o jogo bem disputado.


A produção do jogo tá muito lindinha, o tabuleiro fica muito legal com as tendinhas.
 

segunda-feira, 29 de maio de 2023

My City : Roll & Write


Em My City : Roll & Write os jogadores vão competir entre si para conseguirem planejar a sua cidade de forma a aproveitar bem as árvores e tirar as pedras do caminho isso tudo numa crescente que faz cada partida ter um tempero diferente.

O jogo é composto de 12 cenários divididos em 4 capítulos que fazem com que cada partida ganhe elementos novos que vão acrescendo o nível de dificuldade e também a diversão do jogo.

Inicialmente a gente aprende o básico do jogo que é na rodada lançar os três dados de construção, combinar os dois azuis pelo semi círculo deles para fazer a forma que vai ser desenhada no tabuleiro dos jogadores e o dado branco que indica um dos três preenchimentos das construções.


Você une os dados azuis para formar o padrão a ser desenhado e o branco qual o preenchimento.
 
 
Você é livre pra construir seu primeiro prédio em qualquer lugar do tabuleiro (exceto rios e montanhas) mas os prédios posteriores só poderão ser construídos adjacentes a construções anteriores.

Na folhinha de construção os jogadores encontram árvores e pedras que darão pontos positivos se permanecerem visíveis até o final do jogo (as árvores) ou lhes tirarão pontos (as pedras).

Conforme o jogo avança você começa a ficar com dificuldades para encaixar novos prédios então você tem a possibilidade de encerrar o jogo ou marcar os espaços que contam as vezes que você "passou" sem marcar nenhum prédio no jogo.


Quando você não conseguir construir pode "passar" ou terminar a partida.

Se você optar por encerrar a partida então contabiliza os pontos conforme a pontuação do cenário, mas basicamente você ganha pontos por árvores, perde pontos por pedras, vezes que passou e espaços não preenchidos, então marca esses pontos para somar aos dos próximos cenários até fechar o capítulo quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Conforme os capítulos avançam novos desafios entram, como as igrejas que são uns prédios pré-definidos, começar o jogo por determinado ponto do tabuleiro, recolher as sacolas de dinheiro ou tomar conta dos bandidos.

My City Roll & Write é muito gostoso de jogar, muito rapidinho e mais um jogo bem bacana do mestre Reiner Knizia que inclusive vai estar na edição desse ano do Diversão Offline passando também no estande da Devir.


Ao final de dos Cenários você contabiliza a pontuação do Capítulo.
 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

RIP Klaus Teuber


Ontem ficamos todos da comunidade dos jogos de tabuleiro muito tristes ao sabermos do falecimento, no dia 1º de abril, de um dos grandes designers de jogos modernos o senhor Klaus Teuber que dentre vários jogos premiados foi responsável por trazer ao mundo os Colonizadores de Catan.

Nascido em 1952 na Alemanha ele criou seu primeiro jogo em 1988, o Barbarossa, ganhando o primeiro dos seus quatro Spiel des Jahres mas foi em 1995 que ele escreveria seu nome para sempre no mundo dos jogos ao lançar a primeira edição dos Colonizadores de Catan.

Considerado por muitos como o jogo que mudou totalmente a visão sobre os jogos de tabuleiro ele tem pra mim um significado gigantesco pois ao saber da existência de um jogo onde colonizaríamos uma ilha coletando recursos que poderia ser trocados entre os jogadores onde o tabuleiro pode ser diferente a cada partida entre outros elementos que jamais havíamos visto nos jogos, fui praticamente obrigado a ter uma versão dele para entender essa mágica.


Meu primeiro Catan, feito em casa e guardado com carinho até hoje.

Minha primeira "cópia" do Catan é basicamente um exercício de recorte e colagem feito lá em 2002 catando elementos dentro do Board Game Geek e ao ser guardado numa caixa de sapatos acabou sendo "carinhosamente" apelidado pelos amigos de Sapateiros de Catan.

Essa cópia deve ter visto fácil mais de 100 partidas, numa época em que eu nem tinha ideia de outros jogadores pelo Brasil, foi inclusive através de um site de Catan online que eu conheci um pessoal de Portugal que me indicou o grupo do Yahoo que me fez conhecer a "turma do Camilo" em 2004 e por conta desse contato que eu fui me apaixonando pelo hobby e acabei criando esse blog em há 15 anos atrás.


Sim, eu sou fã da franquia mais do que qualquer outra.

Aliás, graças ao Catan e ter entrado no mundo dos tabuleiros que eu acabei por conhecer pessoas maravilhosas que fazem parte da minha vida não só pelos jogos mas também são amigos de chopp, de bate-papo, de conversas e zoações, pessoas de áreas e hábitos tão diferentes que talvez eu nunca esbarrasse não fossem os jogos de tabuleiro.

É curioso você ficar realmente triste pela passagem de uma pessoa que você nunca teve a oportunidade de conhecer, mas nesse caso os jogos do Sr. Teuber estiveram por tantos e tantos anos na minha vida que a figura simpática daquele senhorzinho com seu inconfundível bigode acaba fazendo com que ele faça parte da sua história.

Fica aqui então essa singela homenagem ao sr. Klaus Teuber e ao seu trabalho que será eterno como grandes obras de arte ou peças de música, pois aonde estiver alguém tentando trocar uma ovelha por barro pelas mesas do mundo ele estará presente plantando a sementinha de redescobrir o prazer dos jogos de tabuleiro.


Obrigado por tudo! RIP

Outros jogos que merecem destaque :
Domaine
, Starferers of Catan, Elasund, Drunter und Drüber, Barbarossa, Rivals of Catan

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Lacrimosa


O grande Wolfgang Amadeus Mozart em seu leito morte começou a compor o que seria seu Requiem em Ré Menor, após seu falecimento sua viúva Constanze resolveu procurar mecenas que pudessem junto a outros compositores possam completar essa obra.

Em Lacrimosa seremos então esses mecenas que faremos de tudo para entrarmos na história ajudando a bancar essa obra tão importante.

O jogo tem um grande tabuleiro central dividido em três áreas distintas, o topo onde entrarão cartas que serão adicionadas ao baralho dos jogadores, a área central que são as viagens de Mozart pela Europa encenando suas grandes obras e na parte debaixo fica a partitura do Requiem onde os jogadores bancarão dois compositores para terminar a obra do mestre.


No tabuleiro principal vamos comprar cartas, andar com Mozart e participar do seu requiem.

Lacrimosa tem exatamente 5 rodadas onde os jogadores se revezarão para usar 8 das 9 cartas que ele terá disponível para jogar, essas cartas são a alma do jogo, elas tem duas formas de serem usadas pelo jogador, na sua metade de cima ela vai indicar as ações que você poderá fazer no seu turno e na metade debaixo indica quais serão os seus recebimentos para a próxima rodada.

Tudo gira em torno de apenas cinco ações possíveis, que são "documentar memórias" que faz com que o jogador consiga ir melhorando com as nove cartas iniciais, "encomendar um opus" onde você pode compra obras do Mozart para encenar ou vender mais tarde na ação de "apresentar ou vender uma música", a ação de "viajar" que usa a parte central do tabuleiro e serve para ter mais maleabilidade de ações e finalmente a "requiem" onde pagaremos para fazer parte da última obra desse consagrado mestre.


As cartas são o coração do jogo e ajudam aos jogadores de duas formas distintas.

Como todo grande euro as ações aqui são apertadas, você tem 4 recursos disponíveis para usar no jogo (talento, viajem, composição e ducados) e se você não souber administrar bem os recebimentos e gastos não vai conseguir fazer as ações ou então vai acabar pegar cartas piores, então precisa ficar muito ligado.

Outra coisa que não pode ser deixada pra muito tarde são as participações no requiem, além delas darem imediatamente bons benefícios são super importantes para a pontuação final, dificilmente você vai entrar no páreo para vitória se não investir lá (o que tematicamente faz todo sentido, mas é sempre bom ficar ligado pois não é uma coisa tão intuitiva).

Lacrimosa tem também uma parada que eu achei brilhante que foi a forma de renovar as cartas. Você começa com 9 cartas que englobam todas as ações possíveis, mas no display do tabuleiro central novas cartas são disponibilizadas para você renovar sua mão, só que você precisa ter muito cuidado pois ao descartar uma carta para receber uma nova você pode acabar abdicando de determinada ação e se você não ficar ligado pode não conseguir mais fazê-la (só talvez através de bônus ou de viagens).


No tabuleiro individual preparamos as ações turno a turno.

Ao final das cinco rodadas você receberá pontos finais pelas fichas de objetivos conseguidas nas viagens, pela sua posição no requiem e pontos de narrativa e ducados, o mecenas com a maior pontuação será lembrado para a posteridade.

Lacrimosa é um daqueles jogos com um tema diferente do habitual, com mecânicas muito bem aplicadas e que te deixa com aquela sensação de que você poderá fazer mais na próxima partida sabendo alguns detalhes do jogo e já é um sério candidato na briga de melhor do ano.


Ao final do jogo os pontos conseguidos na participação do requiem podem fazer a diferença.
 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Red Cathedral : Contractors


Red Cathedral foi um dos grandes jogos de 2021 pra mim, uma caixinha pequena mas com um jogo brilhante trazido pela Devir Brasil, quando eu soube da expansão Contractors fiquei de orelha em pé e ao colocá-la na mesa percebi que o jogo poderia ficar ainda melhor do que já era.

Nessa nova caixinha trazemos um módulo de jogo adicional que são os Empreiteiros, que recebem um tabuleiro especial que fica ao lado do tabuleiro principal e um anexo ao tabuleiro dos jogadores onde colocaremos os nossos meeples dos empreiteiros e também os marcadores de licença.

Dentro do jogo temos a adição de mais um dado (o dado preto de especialista) e a quarta ação possível no turno do jogador que é a Contratar.


No tabuleiro dos Empreiteiros, tiles de ação bônus e uma corridinha pra ganhar pontos.

Ao escolher essa nova ação vamos levar os nossos empreiteiros até o novo tabuleiro (que representa várias cidades da Rússia) onde vamos pagar por tiles que tem ações bônus que podem ser ativadas com a utilização do dado de especialista e também contam pontinhos importantes como "set-collection" no final da partida.

Além disso cada cidade tem um tile com seu nome em cima das colunas que estão sendo construídas na Catedral, assim que a coluna é terminada aquele tile volta pra cidade e temos uma pontuação para os empreiteiros dos jogadores que estão nela multiplicada pelos estandartes que foram usados por ele na construção.


O "puxadinho" no tabuleiro dos jogadores onde ficam os empreiteiros.

Acaba sendo uma corridinha interessante para completar uma coluna que esteja te beneficiando muito e também dar uma segurada na construção de outra em que você ainda precise melhorar sua situação.

Outra novidade muito legal da expansão Contractors são as novas guildas, são 10 novas (cada uma com 3 cartas) que substituem a guilda do Clero no jogo base e trazem novidades bem interessantes ao jogo.

Como a guilda dos Ourives que vem com um recurso novo (os diamantes) que servem como recurso coringa nas construções ou a guilda dos Capatazes que traz o capataz que fica observando a construção dando ponto extra para quem faz a obra corretamente mas pune aqueles que estão atrasados.


As novas guildas adicionam coisas muito legais ainda aumentam absurdamente a rejogabilidade.

A maioria das novas guildas podem ser usadas somente com o jogo base mas o módulo do Empreiteiro é tão legal que eu não me vejo mais jogando sem ele nas próximas partidas.

Red Cathedral : Contractors entra para a seleta lista de expansões que valem muito à pena ter na coleção, agregam demais ao jogo base sem fazer com que ele fique inchado e/ou fique mais arrastado. 


A guilda do Capataz : "Vigiar e Punir, gostoso demais".
 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Get on Board : New York & London


Em Get on Board os jogadores serão motoristas de ônibus cumprindo suas rotas da melhor forma possível passando por pontos turísticos, levando estudantes, atendendo ao público sem se perder pelo caminho.

Esse é um jogo de "flip and write" que além da folha de rabiscos usual tem um tabuleiro central onde os jogadores vão fazer as rotas do ônibus, serão exatamente 12 rodadas e precisamos nelas ficar atentos ao nosso percurso para tirar o melhor proveito dele.

No início da partida cada jogador receberá a folha de marcação, uma carta com uma grande rota a ser cumprida, são abertos dois objetivos comuns a todos os jogadores e então a partida está pronta para ser inciada.


Cada ônibus tem um ponto de partida, o lance é tentar otimizar o seu caminho.

Cada uma das 12 rodadas tem 4 fases, na primeira é revelada uma das 12 cartas de tíquete de ônibus que vai dizer aos jogadores quantos marcadores de rota eles irão usar no tabuleiro principal, na segunda fase os jogadores na ordem do turno posicionam suas rotas e pegam os passageiros por onde passarem, a terceira checamos se algum jogador cumpriu um dos dois objetivos públicos e na última mudamos o inspetor (o jogador inicial).

As folhas do Get on Board tem pequenas mudanças de uma para outra para que as cartas de tíquete deem aos jogadores diferentes configurações de rotas, mas o lance aqui é tentar otimizar as suas rotas da melhor forma para pegar os 4 tipos de passageiros e passar por prédios importantes.

Os passageiros vão render pontos ao final do jogo de formas diferentes : os idosos pela quantidade (quanto mais idosos pegar, mais pontos), os estudantes são multiplicados pela quantidade de escolas que você passar, os empresários precisam chegar aos prédios comerciais e os turistas aos pontos turísticos.


Conforme vai pegando passageiros, vai marcando na folha para pontuar ao final.

Outra coisa bem legal do jogo é que conforme ele vai avançando você acaba chegando a lugares onde outro ônibus já passou, isso gera engarrafamento e você vai marcando na sua folha e quanto mais tráfego você pegou, maior é a quantidade de pontos perdidos.

Ao final das 12 rodadas os jogadores vão fazer o somatório dos pontos pelos passageiros, objetivos comuns conquistados, se conseguiu completar a sua rota passando pelos pontos exigidos, perde alguns pontinhos por tráfego e por usar a "quebra" de rota e quem tiver o melhor somatório vence.

Com essa onda de "whatever and write" que assola o mercado o Get on Board pelo menos traz alguma coisa nova ao estilo com esse tabuleiro central, o jogo tem uma arte muito bonitinha e dois mapas distintos (para o número de jogadores) o que é bem legal, eu curti bastante.


Conforme o jogo avança fica difícil de evitar o tráfego que tira pontos.
 

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Holi


Inspirado no tradicional festival de cores que acontece anualmente na Índia, em Holi o seu objetivo e espalhar cores pelos três andares de tabuleiros ganhando assim pontos de alegria.

Cada jogador começa no primeiro dos três andares do festival, temos uma quantidade limitada de peças coloridas e um deck de 13 cartas que indicam o posicionamento das pecinhas que serão jogadas.

Na sua rodada o jogador obrigatoriamente tem que usar uma das cartas da mão (você tem sempre três disponíveis) para arremessar suas peças coloridas, além disso você pode opcionalmente andar e/ou subir um nível da plataforma.

Você começa o jogo no primeiro andar, mas quanto mais alto, mais pontos.

O lance aqui é que quanto mais alto você conseguir lançar suas peças coloridas, mais pontos de alegria você vai conseguir, mas não é uma tarefa muito simples, pois para a sua peça ficar fixa nos andares superiores é preciso que haja uma peça (sua ou de algum oponente) no andar inferior.

Além disso você pode pintar os coleguinhas, jogando peças de cor na cabeça deles, isso faz com que você avance na trilha de pontos de alegria e ainda deixa uma dessas suas peças com ele, o que te dará mais pontinhos ao final da partida.

A movimentação do jogo em um andar é bastante livre, apenas é preciso respeitar a posição onde estão os outros jogadores, mas para subir para outro pavimento você precisa ir para um espaço que esteja rodeado de peças coloridas.

Você vai deixando o tabuleiro cada vez mais colorido com suas peças.

Já para espalhar cor pelo tabuleiro você depende das cartas onde algumas você consegue soltar duas peças e em outras consegue soltar três, mas você nunca pode soltar peças em cima de outras que já estejam no tabuleiro, então conforme o jogo avança as vezes você precisa pensar bem a jogada.

O jogo termina quando alguém ficar sem peças de cor para lançar ou se o deck de cartas acabar, fecha-se a rodada e contam-se pontos baseados nas peças de cor (no tabuleiro ou com outros jogadores), cartas de objetivo abertas e pontos de guloseimas (que são pegas durante a partida) e que tiver mais pontos de alegria vence.

Holi é um jogo extremamente lindo, com um tabuleiro em três andares super chamativo visualmente mas que é bem mais que um rostinho bonito, tem grandes possibilidades estratégicas e pode inclusive gerar algum "ap" com a partida mais avançada. Gostei muito.

Mas o lance é ir o mais alto possível com a suas cores!
 

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Bitoku


Numa época ancestral já esquecida pelos homens vivia um Grande Espírito da Floresta e ele era responsável por manter o equilíbrio das coisas e manter a paz entre as coisas fofinhas e lindas, mas ele estava já pronto para transcender e apenas o mais valoroso ser da floresta poderá ocupar o seu lugar, e essa é a historinha de Bitoku que apesar de lindinha é só "fluff" então vamos falar desse jogaço!

Bitoku usar um tabuleiro enorme que comporta até 4 jogadores, nele temos os espaços para alocação de dados e todas as áreas onde vamos pegar os prédios que serão construídos, cartas para nosso deck, os cristais que ajudam no decorrer da partida entre outras coisas.

Cada jogador tem também seu tabuleiro pessoal que é muito importante pois é um dos vários lugares do jogo que lhe garantirão pontos, principalmente os de final de jogo, então não subestime os pontinhos dele.

O tabuleiro principal e sua tênue linha entre o lindo demais e o poluído demais (eu achei lindo).

O jogo roda em exatamente 4 rodadas (ou anos) e em cada uma dessas rodadas teremos 4 fases (as estações) onde a mais importante é o verão, onde todas as ações serão executadas pelos jogadores.

Cada jogador começa com um deck que vai aumentando durante a partida, três dados, alguns peregrinos (por aqui carinhosamente apelidado de Pedrinho) e os prédios.

Na sua vez de jogar você tem quatro opções possíveis, você pode jogar uma carta da sua mão em um dos três espaços do seu tabuleiro pessoal (e assim liberar um dado preso), levar um dado desbloqueado para o tabuleiro principal e realizar sua ação, atravessar o rio com um dado já no tabuleiro principal ou passar.

Você usa cartas para liberar os dados para fazer as ações para ganhar pontos. Ufa!

As cartas do jogo tem ações similares as encontradas no tabuleiro, a diferença é que conforme o deck vai melhorando elas vão se tornando mais poderosas e você ainda pode ganhar uns pontinhos importantes com elas ao eliminá-las do jogo.

Já os dados tem funções bem importantes dentro da partida, você só terá três deles para sempre (não tem dado extra como em alguns jogos) e ao levá-lo para o tabuleiro principal o valor dele é determinante para ação que você quer realizar e mais, você só consegue realizar essa ação se no local onde ele for alocado o valor for igual ou maior aos dados já alocados por lá, mas não arregale o olho agora, tem muitas maneiras de ganhar tokens para aumentar o valor do dado.

Finalmente a ação de atravessar o rio consiste em pegar um dos dados já alocados e colocar em espaços que vão te dar cartas de caminho Bitoku, cartas de ação, objetivos de final de jogo ou outros bônus interessantes.

Você primeiro coloca os dados na floresta para depois atravessar o rio.

Já falei algumas vezes aqui sobre os pontos do jogo, pois bem, muitas coisas vão te dar pontos durante o jogo, aliás praticamente tudo que você faça na partida vai te dar ponto seja automaticamente ou para o final do jogo, focar em determinada forma de pontuar pode não ser uma boa estratégia, mas diversificar muito também não, então Bitoku acaba sendo um daqueles jogos que quanto mais partidas, mais claro fica as melhores combinações para chegar a vitória.

Ao final da quarta rodada o jogo acaba e temos uma conferência pelas pontuações de final de jogo (que são muitas) e quem tiver a maior pontuação é nomeado o novo Grande Espírito da floresta.

Achei o jogo fantástico, tem coisas muito bacanas como os peregrinos (os Pedrinhos) que estão adormecidos e precisam ser acordados para começaram suas caminhadas, o caminho de cartas Bitokus que podem ser uma excelente fonte de pontos (e recursos), a trilha dos kodanas (ou "cebolinhas") que tem uma corridinha legal ali, enfim é um daqueles jogo que você sai com vontade de jogar novamente para explorá-lo mais.


Os "Pedrinhos" peregrinam para conseguir pontos que são importantes também no tabuleiro pessoal.
 
 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

As Ruínas Perdidas de Arnak


Em As Ruínas Perdidas de Arnak os jogadores são exploradores atrás de valiosos tesouros nessa lendária ilha cheio de maravilhas e claro muitos perigos usando como mecânicas principais a alocação de trabalhadores e o deck building.

Colocamos na mesa um tabuleirão que mostra inicialmente a ilha com apenas 5 espaços para os exploradores e uma grande coluna onde iremos avançar nosso marcador de investigação garantindo ajudantes e pontos e cada jogador recebe o seu acampamento e uma mão inicial de 6 cartas e dois exploradores.

Uma partida de Arnak tem exatamente 5 rodadas e em cada uma delas vamos realizar uma série de ações até que todos os jogadores passem e uma nova rodada seja iniciada.

No seu acampamento ficam recursos, exploradores e os ajudantes.

Cada jogador no seu turno pode realizar uma dentre sete ações possíveis que são escavar um local, descobrir um novo local, vencer um guardião, comprar uma carta, usar uma carta, investigar e finalmente passar.

Ao ir escavar um local você pega o seu explorador e usa um "meio de transporte" para chegar ao local, no jogo temos locais de fácil acesso usando botas mas as vezes precisamos usar barcos e/ou carro (essa é uma das formas de usar as cartas da sua mão) e ao chegar ao local desejado você vai receber os recursos que estão mostrados lá.

Como disse lá no início, o jogo começa com apenas 5 espaços descobertos então durante a partida vocês vai usar a ação de descobrir novos locais para ter acesso a novos lugares para colocar o seu explorador, só que as coisas não são tão simples.

Você precisa escavar e explorar a ilha para conseguir recursos.

Ao descobrir novos lugares vemos que eles estão protegidos por guardiões que precisam ser derrotados para que o espaço fique realmente disponível para ser escavado nas rodadas seguintes e para derrotar esse guardião você vai usar os recursos que são conseguidos durante a partida.

A coluna de investigação é avançada com dois marcadores, um indica o seu estudo e o outro as anotações que são feitas, então com o primeiro marcador você ganha recursos e bônus e já com o segundo (que nunca pode avançar na frente do primeiro) você vai receber ajudantes que vão potencializar a sua rodada.

Mas novos locais são protegidos por guardiões que precisam ser derrotados.

Como todo bom jogo de deck building as cartas aqui são muito importantes, não só para ajudar a chegar aos locais de escavação mas também para trazer benefícios que serão usados quando você baixa essa carta.

O deck inicial tem funções simples mas você pode ir comprando cartas de itens melhores que vão para o se deck e que vão melhorar o seu desempenho durante a rodada e além dos itens temos as cartas de artefatos que são ainda melhores, mas tem custos para serem usadas (depois da primeira vez).

Em cada rodada em Arnak você sente que o jogo vai ganhando forma, as primeiras são rápidas e parece que você tem pouquíssimas opções de ação (e é bem por aí), mas conforme o jogo vai se aproximando do final você vai conseguindo transformar uma ação em outra e seu jogo vai ficando cada vez com mais opções, mesmo que as vezes não sejam suficientes para as suas pretensões.

Você precisa prestar bastante atenção na coluna de investigação.

Ao final da quinta rodada então o jogo acaba e vamos somar pontos de diversas formas, pela coluna de investigação, pelas peças de tesouro, ídolos, monstros derrotados e cartas e o jogador com o maior somatório é o vencedor.

As Ruínas Perdidas de Arnak é até o momento o meu jogo preferido de 2021, tem muitos caminhos que precisam ser percorridos e você não pode deixar de dar atenção a eles ou certamente fará uma pontuação abaixo dos coleguinhas mais atentos, além disso ele tem uma produção maravilhosa e o reflexo desse sucesso é que ele está sendo um sucesso de vendas na Devir.

Como em todo bom deck building as cartas são importantíssimas.