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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

"Session Reports" de volta

Como comentei na Retrospectiva de 2024, eu tenho voltado a jogar mais dos jogos que estavam pegando poeira na prateleira e tem sido muito gostoso revisitar grandes clássicos ou simplesmente perceber que alguns envelheceram mal e podemos esquecê-los.

Mas e como eu posso ajudar aos novos jogadores com esses jogos que eu já resenhei? Bem, de tempos em tempos eu vou fazer um Session Reports falando dos clássicos que viram mesa e deixando minha opinião atualizada e também o link caso eu já tenha escrito alguma coisa sobre eles, espero que vocês gostem.

El Grande : Quem é rei, nunca perde a majestade

De dezembro até a jogatina de ontem já viram mesa alguns jogos que estavam meio perdidos nas prateleiras dos amigos, dois jogos do mestre Wolfgang Kramer se destacaram, o El Grande (1995) que esse ano completa 30 anos e pra mim nunca perde a majestade e o Tikal (1999) outra obra-prima no quesito controle de área.

Não posso deixar da falar da partida de Brass (2007) que rolou também, esse é outro dos jogos perfeitos que estão em outro patamar de design e as versões que a Conclave chegou a trazer pra cá são lindas demais e se você tiver oportunidade de pegar qualquer uma das duas, não bobeie.


Endeavor : Um daqueles grandes jogos para mesa cheia.

Um que é uma ótima opção para mais de 4 jogadores sem perder o brilho (e sem ser muito longo) é o Endeavor que originalmente saiu em 2009 mas que recebeu uma versão linda demais em 2018 e que chegou a ser vendida no Brasil (pela Ludofy).

Outros que continuam divertidos mas que não são pra jogar toda hora são o Starfarers of Catan (1999) (ou carinhosamente apelidado de "Punheteiros" de Catan devido a inusitada forma de descobrir a quantidade de movimento da sua nave) e o Tribune (2007).

Não que sejam mal jogos, muito pelo contrário, mas é porquê percebe-se que hoje eles tem elementos que já estão batidos e fazem o jogo acabar demorando demais (ou de menos).


Starfarers : Um Catan diferenciado, ainda divertido (mas um pouco ultrapassado).

Dessa leva de jogos revisitados teve também o "fecha sessão" que é o Fist of Dragonstones (2002),  de 2002 de dois autores que eu gosto que são o Bruno Faidutti e o Michael Schacht e que um cardgame de leilão cheio de cartinhas marotas e que é uma pena nunca ter vindo para o Brasil.

De decepção o Age of Mythology (2003), aqui apelidado de "Egito, Egito" que eu lembrava ser chato, mas cara, ele é muuuuuito mais chato do que eu lembrava na realidade, mas da turma eu acho que não sou unanimidade em não gostar dele e também no reveillon rolou uma partida de Dixit Odissey (2011) em 10 pessoas que deu uma reafirmada o quanto eu não curto muito esse jogo.

É isso, aqui embaixo vou deixar os links de alguma coisa que eu já tenha escrito sobre os jogos citados caso vocês tenham interesse em conhecer mais sobre eles.


Age of Mythology : Não se deixe levar pela carinha bonita, é um jogo que envelheceu mal.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Seven Bridges


Em Seven Bridges, somos levados a cidade histórica de Königsberg, na antiga Prússia, onde precisamos criar o melhor roteiro de visita para aproveitar ao máximo a cidade, conhecendo seus prédios históricos, suas lindas árvores e claro, suas famosas sete pontes.

Usando a mecânica de "roll and write" cada jogador vai inicialmente receber uma planta da cidade, marcamos o lugar onde todos os jogadores começarão sua jornada e o jogador inicial rola seis dados.

Cada um desses dados tem faces com tipos de marcação de linhas que poderemos fazer no nosso mapa, uma vez que são rolados a rodada é super simples, o jogador da vez escolhe um dado para ele e marca no seu mapinha.

 Os dados tem faces com os caminhos
que serão usados no mapa.

Algumas regras simples precisam ser observadas, ao marcar um caminho você necessariamente precisa partir de alguma marcação previamente feita no mapa, então você tem que ficar bem ligado para não se prender de alguma forma deixando sempre o máximo de opções possíveis de jogada.

No mapa temos onze pontos turísticos onde ao passar você dispara uns "dados" bônus, que serão super úteis durante a partida e também para a pontuação final, além disso temos vários prédios, as árvores até as saídas do mapa serão importantes para a pontuação.

Mas o grande sacada do jogo é passar pelas sete pontes, o jogo gira em torno disso, então existem duas pontuações importantes do Seven Bridges baseadas nelas, a primeira é você fazer um "loop" de passeio que quanto mais lugares você passar e quanto mais pontes você passar, mais pontos vai gerar e a segunda vai afetar no final do jogo.

 Os caminhos passam por pontos turísticos que
liberam bônus a serem usados.

Os jogadores vão se revezando na escolha de dados e marcação no tabuleiro até que todos tenham usado exatamente 30 dados, nesse momento o jogo termina e é feita a pontuação.

Como já mencionei, você vai ganhar pontos de sete formas diferentes, só que aqui entra o grande barato no Seven Bridges, você vai descartar as menores pontuações para cada ponte que não tiver visitado, então o jogo realmente te força a tentar visitar o máximo de pontes possíveis.

Seven Bridges é um excelente jogo de rabiscar, tem um modo solo super desafiador e para quem curte esse tipo de jogo vale muito à pena ter. Ele está em financiamento pelo Kickstarter e a FunBox Editora está dando uma facilitada para o envio pro Brasil fazendo com que o jogo chegue com frete grátis (para algumas cidades).

A versão solo é super difícil e desafiadora.

https://www.nerdoffline.com.br/

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

12 anos de Castelo das Peças


No último sábado de setembro aconteceu aqui no Rio de Janeiro a edição de 12º aniversário desse que é um dos eventos de jogos de tabuleiro moderno mais antigos do Brasil, o Castelo das Peças.

Como tem acontecido a algumas edições, mais uma vez eles usaram o excelente espaço do pessoal da Game of Boards, contando com a monitoria da galera do SeJoga e a casa tava cheia com muita coisa legal rolando.

Tive a oportunidade de rever os amigos, jogar uns jogos legais, mas o mais bacana foi a presença dos pessoal da TGM apresentando vários jogos que sairão pelo selo, teve o lançamento do jogo Quero-Quero das meninas da Curió Jogos e também uma mesa da galera da Mundus apresentando o protótipo do Brazil - Mundus Imperial, que já está quase pronto para ir para financiamento (provavelmente no primeiro semestre de 2020).

QUERO-QUERO
Isabel Butcher / Tânia Zaverucha

Segundo jogo das meninas, no Quero-Quero os jogadores precisam juntar cartas com desenhos de animais, cores e números para pontuar.

O jogo tem uma coisa muito legal que são regras que contemplam desde a mulecada mais novinha, com mecânicas simples, até os mais velhos, mas sempre mirando o público infanto-juvenil e famílias.

A produção está super caprichadinha e o jogo é uma excelente opção de presente para o Dia das Crianças que está chegando.

SIRVAM O REI
Joshua Kritz

Na mesa da TGM tive a oportunidade de jogar o Sirvam o Rei, nele os jogadores precisam juntar pratos caprichados para atender o gosto super exigente dos Reis.

Serão três rodadas, e em cada uma delas um Rei diferente demanda pratos diferentes.

Cada rodada é composta por vários turnos, onde compramos uma carta, vemos se colocamos aquela iguaria no nosso cardápio ou jogamos fora, e quando algum jogador decidir que está atendendo corretamente a demanda, anuncia que servirá ao Rei e escolhemos uma das três cartas de pontuação da mão, então a rodada termina e o jogador que melhor atender ao Rei tem direito de ficar com a melhor carta de pontuação.

BRAZIL : MUNDUS IMPERIAL
José Roberto Mendes

Esse eu já tinha jogado ano passado durante a versão paulista do Diversão Offline e curtido muito, a versão que o Zé Roberto trouxe para passear pelos eventos do Rio já está quase finalizada em termos de mecânicas e regras.

No jogo somos monarcas tentando se transformar no Imperador do Brasil, e para isso vai explorar o território e desenvolver sua economia, mas sempre de olho no que os outros monarcas estão fazendo, então é bem possível que algum confronto acabe acontecendo.

Brazil é um euro bem bacana, com mecânicas de alocação de trabalhadores mas com algum controle de área envolvido, e em que você precisa ir conquistando objetivos para avançar nas Eras do jogo e conseguir uma pontuação cada vez melhor.

Com uma pesquisa histórica muito bem feita, o Zé Roberto tem um produto muito interessante nas mãos e eu torço muito para que o projeto dê certo.

É sempre divertido ir ao Castelo pra encontrar
os amigos e jogar uns joguinhos.

https://www.acessoriosbg.com.br/

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Mansão Convida - 7ª Edição


Esse sábado foi dia de matar a saudade de um evento que eu gosto muito, o Mansão Convida, voltado aos protótipos foi um dos pioneiros em eventos voltados exclusivamente à apresentar ao público novos jogos e novos autores.

Tirando as edições que acontecem dentro do Diversão Offline, não tenho ido muito, acho que a última vez que apareci em alguma foi no início do ano passado, então tava na hora de dar as caras para ver o que tava rolando de novo.

Já é a segunda vez que o Mansão Convida acontece dentro da Game of Boards, que tem um espaço excelente, mas ficou complicado mensurar quem estava lá para o Mansão, ou para o campeonato de Projeto Gaia, ou para o aniversário ou simplesmente porque está lá sempre, e isso é ruim, nas outras edições exclusivas o foco realmente são os jogos, e dá para se ter uma noção melhor do interesse.

Quantos aos jogos, eram 11 jogos sendo apresentados, tínhamos de tudo um pouco, desde jogos pesadões, até jogos bem família, e como nesse sábado eu estava com meu filhote e companheiro de mesa, foquei nos jogos mais leves e rapidinhos e vou dar um panorama deles.

 FAST & FOOD
Rio PUC Games

Nesse jogo estamos numa competição entre food trucks, e temos desafios a serem vencidos para ver que é o melhor chapeiro das redondezas, e o grande barato aqui é que você precisa realmente usar a sua espátula para fazer o melhor hambúrguer.

São quatro (ou cinco) modos de jogo, mas basicamente você tem a sua espátula, e precisa ir com ela colocando os ingredientes solicitados no hambúrguer, as vezes de forma rápida, outra com cuidado e até mesmo cooperando para que um chapeiro desastrado dê os pontos para os outros.

Fast & Food é divertidíssimo, o pessoal da Rio PUC Games mandou super bem no jogo e apesar dele precisar de uma produção final muito boa para ter um produto ideal, a editora que pegar esse jogo está com um produto e tanto nas mãos.

 PAPER DUNGEONS
Leandro Pires

Esse eu já conhecia de outros "carnavais", tenho jogado as versões preliminares dele desde que ainda era uma versão "roll and write" do Rock'n'Roll Manager e agora muito perto da sua versão final dá para perceber o quanto o jogo evoluiu tanto em mecânicas quanto em jogabilidade.

Nesse jogo cada jogador comanda um grupo de aspirantes a heróis que precisam enfrentas uma masmorra cheia de perigos e tesouros, e para isso temos uma mecânica de "roll and write".

Rolamos seis dados a cada uma das nove rodadas do jogo, todos os jogadores usam a mesma rolagem, e com ela nós evoluímos o nosso grupo, enfrentamos perigos, compramos itens até o momento de lutarmos com os chefões.

 MOUSE MAZE
Rodrigo Rego e Leandro Pires

Mais um jogo de "rabiscar" do evento, nesse aqui somos cientistas de laboratório construindo um labirinto para os nossos ratinhos, o lance aqui é fazer com que eles façam o maior circuito possível, de preferência passando pelas rodinhas e evitando as ratoeiras.

Aqui a mecânica tem semelhanças com o Avenue, você abre uma cartinha, e todos precisam desenhar as paredes indicadas, mas aqui o jogo vai rolar até que todas as cartas acabem, então passamos o labirinto para o jogador a esquerda, que vai usar o menor percurso (e possivelmente o mais perigoso), para chegar com o ratinho até a saída.

Achei o jogo uma delícia, muito divertido, com boa dose de decisões e com um tema diferente do que temos visto por aí (e com uma produção super simples para as editoras que se interessarem).

 ALPHA CHARLIE TANGO
Sabrina do Valle e Jorge Luís Rocha

Terminando meu passeio lúdico de sábado, joguei o card-game de dedução dos amigos Joca e Sabrina, e mais uma vez eles não me decepcionaram no seus jogos.

Nesse cada jogador recebe um código de quatro cartas, e os outros jogadores precisam tentar ser o último na mesa a ser descoberto, para isso na sua vez você escolhe três (de cinco) cartas para saber se os outros jogadores tem no seu código, caso tenham eles indicam quais tem, mas sem abrir a carta.

Conforme você vai tentando guardar as combinações, pode acusar determinada carta, se for a acusação correta, aquela carta é aberta, caso esteja errada, você é obrigado a abrir uma das suas e o jogador que for o último a ter todas as cartas descobertas é o vencedor.

Fiquei muito abaixo do aproveitamento de outras edições que eu fui, mas deu pra ver que o pessoal ainda está criando muito e que mesmo com a concorrência das outras atrações da Game of Boards, as mesas ainda tiveram público, que curte dar uma moral para os autores.

https://www.acessoriosbg.com.br/

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Campanha Memoir'44 : FEB na Segunda Guerra - Cenário 2


No segundo cenário da campanha dos nossos Pracinhas em terras italianas, as tropas aliadas depois de vitórias nas tomadas de Massarosa, Camaiore e Monte Prano são enviada para tomar o vilarejo de Borgo a Mozano, utilizando o Rio Serchio para não precisar passar pela temida Linha Gótica.

A Linha Gótica foi o recuo das defesas do Eixo que se posicionaram de forma firme com ninhos de metralhadoras e casamatas muito bem fortificadas que evitavam ao máximo o avanço aliado.

Utilizando a rodovia SP-2 e avançando paralelo ao rio, o avanço foi relativamente tranquilo uma vez que as tropas alemãs tinha recuado a sua linha defensiva, mas ao cruzar o rio a FEB encontrou uma fábrica de munição em Fornaci que os alemães queriam retomar mas foram rechaçados e de lá os aliados avançaram para liberar Gallicano e Barga.

Esse cenário do Memoir'44 se concentra nas batalhas para retomada da fábrica de munição em Fornaci que é uma medalha temporária para o Eixo e pode ser destruída pelos aliados e na nossa partida realmente foi o foco.

 Posições iniciais do tabuleiro, dessa vez
visualmente com vantagem aliada.

Os aliados expulsaram as forças alemãs por duas vezes da fábrica, mas não conseguiram o rolamento necessário para destruir a fábrica, então sempre perdiam a posição de volta.

A não utilização os blindados para dar suporte nas investidas à fábrica também fizeram com que o eixo conseguisse causar muitas baixas aos aliados, e assim a partida foi vencida por 5x0 para o exército fascista.

Se você quiser mais informações sobre esse cenário, dê uma olhada na postagem dos amigos do Jogada Histórica.

Por mais que tentassem, os aliados não conseguiram sabotar
a fábrica de munições em Fornaci.

Ao chegar à europa as tropas brasileiras estavam tão despreparadas para o cenário de guerra que os pracinhas não tinham nem o básico, chegaram à Itália sem armamentos, sem barracas para os soldados e com treinamento precário, todo o material viria a ser fornecido pelo exército americano que lá estava e posteriormente recolhido pelo governo Vargas, quando os pracinhas voltaram para casa.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Campanha Memoir'44 : FEB na Segunda Guerra - Cenário 1


Esse ano celebra-se os 75 anos da entrada da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, participação essa que ao lado do exército americano foi de fundamental importância dentro do teatro de operação na Itália.

Os fãs de história e jogadores de Memoir'44, Icles Rodrigues e Vinicius Fedel, compilaram 8 cenários reencenando algumas batalhas onde a FEB esteve presente (você pode baixar nesse link) e como forma de tributo, nós do E aí, tem Jogo? e os amigos do Jogada Histórica faremos uma passagem por eles e faremos postagens deles com curiosidades sobre o conflito e claro, sobre o jogo.

Nesse primeiro cenário cobrimos a investida aliada as localidades de Massarosa e Camaiore, terreno montanhoso ao norte de Pisa que fornecia um importante trajeto para suprimentos e armas, devido às suas estradas e ferrovias.

Os exércitos pertencentes ao Eixo eram formados por alemães e pelos italianos fascistas que conheciam bem as melhores posições e faziam disso um trunfo para receberem os exércitos Aliados.

 No mapa, as posições do eixo são melhores, mas
precisam se manter nelas para garantir vantagem.

Nesse cenário as forças representantes do Eixo tem posição melhor por estarem em terreno que cobre a linha de tiro, ou ficam em território elevado que para quem ataca "de baixo" tem penalidade.

Como vantagem os aliados tem três grupos de blindados, que podem se utilizar bem do deslocamento pela estrada, além de serem bastante efetivos nos combates de perto.

 Uma forte ofensiva aliada para tomar a medalha
na estação de trem de Massarosa.

Na nossa partida o Eixo não conseguiu segurar a medalha temporária na estação de trem de Massarosa e ao tentar se deslocar em campo aberto acabou sendo alvo fácil e numa partida rápida de menos de uma hora os aliados tinha vencido por cinco medalhas a uma.

Você vai encontrar uma outra visão sobre os cenários e mais curiosidades nas postagens feitas simultaneamente pelos amigos do Jogada Histórica, confiram nesse link

Apesar de efetivamente entrarmos na guerra em 44, as hostilidade entre alemães e brasileiros começaram anos antes em 42 com uma série de ataques à navios na costa do Brasil sendo torpedeados por submarinos alemães, este foi o estopim que junto ao convencimento dos americanos ao então presidente Getúlio Vargas, que fez que em Agosto de 1942 fosse assinado a declaração de beligerância entre as duas nações.

https://www.gorilla3d.com.br/

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Descubra Catan


O pessoal da Devir Brasil está com uma campanha via hashtag — #descubracatan — para as pessoas gravarem vídeos falando da sua experiência como jogador de Catan e quanto você gosta desse jogo.

Bem, como vocês já sabem, eu não sou muito bom com vídeos, então resolvi escrever essa postagem para explicar o quanto esse jogo é importante e a influência que ele teve nos últimos 15 anos da minha vida, trazendo não só diversão para minha mesa, como amigos que hoje são quase irmãos.

Por volta de 2000 e uns quebrados, um grande amigo meu me disse que tinha ouvido falar de um jogo novo revolucionário chamado Catan, ele me indicou o site Board Game Geek para que eu visse as regras e as peças e fizesse uma versão caseira dele.

 Meu Sapateiros de Catan, tenho essa versão até hoje.

Feita a versão, jogamos Catan tantas vezes quanto era possível, o jogo virou uma febre e jogávamos 3 ou 4 partidas seguidas, em todas as viagens lá estava o meu Catan na caixa de sapatos (depois "carinhosamente" apelidado Sapateiros de Catan).

Por conta do "vício" descobrimos uns sites onde era possível jogar online, e foi lá que eu descobri o grupo do Yahoo de jogadores aqui do Rio, que são o meu grupo dentro do tabuleiro mais antigo, e são pessoas hoje tão queridas.

Mas não para aí, por conta do Catan eu criei o meu site em 2007 e dele foi a primeira resenha, ainda engatinhando com pouco mais de um parágrafo.

 Durante a ABRIN com o lançamento oficial pela Grow.

Estive na ABRIN de 2011 quando a Grow anunciou o lançamento da versão nacional do jogo, fui Campeão Carioca do jogo em 2012 e fui para a final do Campeonato Brasileiro em São Paulo, num evento muito bacana organizado ainda por essa editora.

Joguei praticamente tudo que o Klaus Teuber lançou desde que eu conheci o cara, um autor maravilhoso de jogos como Domaine e Barbarossa, fora as diversas formas de explorar a marca Catan, que renderem (e rendem ainda) excelentes jogos, como pude citar num TOP 3 de Derivados de Catan feito recentemente.

Catan ainda é hoje o jogo que mais joguei na vida, contando as partidas presenciais e as virtuais com certeza foram pra mais de 500 vezes em que me vi precisando barganhar barro por ovelha.

Hoje, minha coleção de Catans está assim.

Hoje nas mãos da Devir, creio que o jogo vai ter a atenção que merece, e já vimos a versão do Game of Thrones chegando ao mercado e espero que a Starfarers e a Star Strek (além das diversas expansões do jogo base) cheguem logo para completar a família.

Acho que é isso, falar que Catan é responsável pelo renascimento dos jogos de tabuleiro no mundo, não é exagero, e por causa dele e da galera que lá atrás capinou um terreno fértil, mas maltratado, hoje conseguimos receber os jogos mais badalados do mundo com diferença de poucos meses.

Catan SEMPRE foi um amigo por perto!

https://www.acessoriosbg.com.br/

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Campeonato Carioca de Vampire : The Eternal Struggle


Aconteceu no sábado, dia 22, o Campeonato Carioca de Vampire : The Eternal Struggle, essa foi a primeira edição desde o anúncio do jogo pela Conclave, e teve a participação de 25 jogadores, incluindo a galera da Crusada de São Paulo e jogadores vindos de Juiz de Fora.

Dando uma pincelada nas regras, o campeonato teve como formato três rodadas, com mesas com 4 ou 5 jogadores e tempo máximo de duas horas por rodada, com a final acontecendo com cinco jogadores com o tempo de três horas.

 Na segunda mesa com o Alex, William, André e Mano Gago.

Um pouco sobre a minha participação, eu fui com um deck de vampiros de baixo custo (os famigerados weenies) focados em subir eles rápido e transforma-los em Príncipes usando as Praxis, a ideia boa, mas na prática vai depender muito no seu lugar na mesa e se as cartas que você precisa vem logo no início.

Na minha primeira mesa as cartas não vieram, deu só pra ficar perturbando minha presa e segurando a onda do meu predador, a partida foi até o final do tempo, com oito vampiros em torpor e um de pool e assim conseguir 0,5 VP (meu primeiro em competições de Vampire).

 A organização caprichou nas premiações.

Parada para o almoço, depois uns sorteios de brindes, na segunda mesa as cartas vieram na hora certa, mas a mesa não estava nada favorável.

Como presa eu tinha um outro deck weenie de votação (Sabbat dessa vez, pelo menos não ficamos contestando vampiros), e como predador dei o azar de ter um deck de stealth/bleed, como eu não tinha ações de interceptar, meu sofrimento durou pouco.

Não consegui jogar o restante do campeonato, mas a mesa final chegou com Itamar Gonçalves Junior (RJ), Ricardo Molina (SP), Wiliam Fonseca (RJ), Raphael Santos (RJ) e Marcelo Farias (RJ) com o Molina sendo o vencedor depois de um dia inteiro de competição.

 Na mesa final Molina, William, Raphael, Marcelo e Itamar.

Foi muito legal ver o campeonato sendo realizado na Loja RED, com a presença do Kleber da Conclave e com a organização do Fernando Cesar que fez com que tudo corresse super bem, uma pena eu não ter conseguido participar das três rodadas, gostaria de jogar mais com meu deck pra ver se ele se sairia melhor, agora é aguardar 2020, dessa vez já com o material saindo no Brasil e com mais jogadores chegando, quem sabe não dobramos o quórum desse ano?

Molina recebendo seus prêmios das mãos
do Fernando, o organizador da "bagunça".
http://hamburgueriabeb.com.br/

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Os jogos no Diversão Offline


O Diversão Offline é hoje o maior evento de jogos da América Latina, a quantidade de jogos apresentados nos seus dois dias de feira esse ano, com certeza bateu todos os recordes, desde os protótipos até os lançamentos bombásticos, foram dois dias de surpresas super interessantes e eu vou tentar dar um panorama geral do que rolou.

Logo de cara, a área de protótipos, que sempre foi uma das vedetes do evento, esse ano teve que dividir em dois dias as apresentações de jogos, tantos eram autores e títulos apresentados.

 Todos os estandes com mesas para jogar e muitas novidades.

Capitaneado pela Orgutal de Brasília e pela Mansão das Peças do Rio de Janeiro, a qualidade dos jogos apresentados era de saltar aos olhos, esse ano eu optei por não jogar nada de lá, pois acho sempre que é uma injustiça tentar escolher esse ou aquele jogo dentre tantas ótimas opções e entre tantos amigos envolvidos, mas novamente pude notar que as mesas ficaram ocupadas praticamente o evento todo.

Aliás, por incrível que pareça, o Diversão Offline acaba sendo um dos eventos de jogos em que eu menos jogo efetivamente, são tantas as opções e tão pouco tempo que a gente fica perdido e acaba jogando muito menos do que gostaria.

Em relação às editoras, a quantidade de lançamentos foi enorme e com alguns jogos bombásticos chegando ao Brasil.

 Na Galápagos, workshop do Keyforge.

A Galápagos Jogos foi quem mais anunciou coisas, ao chegar no seu estande você conseguir ver nas paredes coisas que tinha já anunciadas, mas também algumas surpresas como o Blue Moon City e o Fury of Dracula, mas a grande surpresa foi o anuncio do Gloom Haven, que deixou todo mundo em polvorosa.

Mas as outras editoras não ficaram atrás, a Meeple BR estava com mesas do Ilha dos Dinossauros e apresentando o Pre History, que eu tive a oportunidade de ouvir a regra e fiquei muito empolgado com o jogo, a Bucaneiros com o anuncio do Forum Trajanum, a Papergames com a aguardada expansão do Oh! my Goods e o inusitado Planet, a Calamity com o Skylands a Conclave com o Western Legens e a nova versão do divertido Cleopatra.

 O curioso Planet, em breve pela Papergames.

Ainda tem mais, com a fusão entre a Mandala e a Ludofy (que agora é a Grok) o catálogo de licenças deles aumentou consideravelmente, e assim como foi com o Fotossíntese ano passado, a novidade que estava para vender lá, e esgotou o estoque, foi o Cartógrafos, que saiu lá fora mas é criação do brazuca Jordy Aidan com arte do parceiro Lucas Ribeiro, e está com uma produção linda e todo mundo ficou encantado com o jogo.

Legal foi ver a Funbox Editora de volta a ativa, trazendo uma reedição do seu maior sucesso, o jogo Pablo, que ganhou cara nova, uma caixa mais pomposa e tava fazendo um sucesso danado nas vendas, e além dele eles trouxeram para a feira A Lebre e a Tartaruga, jogo que faz parte de uma série muito fofa baseada em contos infantis, e que eu espero que venha toda par ao Brasil.

A novata Imagine Jogos, com um dos mascotes mais fofos entre as editoras, anunciou o seu Bode of War, uma releitura do divertidíssimo Ziegen Kriegen e que foi totalmente redesenhado para uma edição exclusiva no Brasil. Esse eu tive oportunidade de jogar e falarei dele em breve.

Você tinha oportunidade de jogar com autores
internacionais, com o Roberto Fraga.

Um lugar que é sempre interessante de parar é o estande da Ludens Spirit, esse ano eles estavam abrigando vários autores apresentando seus jogos, e duas surpresas foram os jogos do Eduardo Caetano, o Saco de Ossos e o Senda Zen que trazem velhas ideias usadas de forma nova, cara, uma delícia, também falarei deles em breve.

As editoras pequenas também se fizeram presente, a Dijon estava entregando seu Heróis de San Villano, além de apresentar a arte nova para o Maracanã (que possivelmente vai ganhar outro nome, uma pena), a Geeks'n Orcs sempre presente também estava com uma mesa irada do Futboard com narração e tudo.

Como vocês podem ver, era muita coisa e pouco tempo, acho inclusive que a Geek Carioca poderia estudar um terceiro dia, fechado ao público, para que a imprensa e designers consigam jogar mais coisas, pois "só" com dois dias de feira.

Dois dias intensos na área de protótipos com muita
coisa sendo apresentada.

https://www.bucaneirosjogos.com.br/boardgames?utm_campaign=eaitemjogo_bannerlateral&utm_source=eaitemjogo&fbclid=IwAR3CY_QfbVZsOFS3lJbIQOo3pmdMUFdQrHhydn__sEZgaB5NQoCF53JGJQg