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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

"Session Reports" de volta

Como comentei na Retrospectiva de 2024, eu tenho voltado a jogar mais dos jogos que estavam pegando poeira na prateleira e tem sido muito gostoso revisitar grandes clássicos ou simplesmente perceber que alguns envelheceram mal e podemos esquecê-los.

Mas e como eu posso ajudar aos novos jogadores com esses jogos que eu já resenhei? Bem, de tempos em tempos eu vou fazer um Session Reports falando dos clássicos que viram mesa e deixando minha opinião atualizada e também o link caso eu já tenha escrito alguma coisa sobre eles, espero que vocês gostem.

El Grande : Quem é rei, nunca perde a majestade

De dezembro até a jogatina de ontem já viram mesa alguns jogos que estavam meio perdidos nas prateleiras dos amigos, dois jogos do mestre Wolfgang Kramer se destacaram, o El Grande (1995) que esse ano completa 30 anos e pra mim nunca perde a majestade e o Tikal (1999) outra obra-prima no quesito controle de área.

Não posso deixar da falar da partida de Brass (2007) que rolou também, esse é outro dos jogos perfeitos que estão em outro patamar de design e as versões que a Conclave chegou a trazer pra cá são lindas demais e se você tiver oportunidade de pegar qualquer uma das duas, não bobeie.


Endeavor : Um daqueles grandes jogos para mesa cheia.

Um que é uma ótima opção para mais de 4 jogadores sem perder o brilho (e sem ser muito longo) é o Endeavor que originalmente saiu em 2009 mas que recebeu uma versão linda demais em 2018 e que chegou a ser vendida no Brasil (pela Ludofy).

Outros que continuam divertidos mas que não são pra jogar toda hora são o Starfarers of Catan (1999) (ou carinhosamente apelidado de "Punheteiros" de Catan devido a inusitada forma de descobrir a quantidade de movimento da sua nave) e o Tribune (2007).

Não que sejam mal jogos, muito pelo contrário, mas é porquê percebe-se que hoje eles tem elementos que já estão batidos e fazem o jogo acabar demorando demais (ou de menos).


Starfarers : Um Catan diferenciado, ainda divertido (mas um pouco ultrapassado).

Dessa leva de jogos revisitados teve também o "fecha sessão" que é o Fist of Dragonstones (2002),  de 2002 de dois autores que eu gosto que são o Bruno Faidutti e o Michael Schacht e que um cardgame de leilão cheio de cartinhas marotas e que é uma pena nunca ter vindo para o Brasil.

De decepção o Age of Mythology (2003), aqui apelidado de "Egito, Egito" que eu lembrava ser chato, mas cara, ele é muuuuuito mais chato do que eu lembrava na realidade, mas da turma eu acho que não sou unanimidade em não gostar dele e também no reveillon rolou uma partida de Dixit Odissey (2011) em 10 pessoas que deu uma reafirmada o quanto eu não curto muito esse jogo.

É isso, aqui embaixo vou deixar os links de alguma coisa que eu já tenha escrito sobre os jogos citados caso vocês tenham interesse em conhecer mais sobre eles.


Age of Mythology : Não se deixe levar pela carinha bonita, é um jogo que envelheceu mal.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

TOP3 : Jogos de Pegar e Entregar


Eu tenho uma série de mecânicas preferidas, uma das primeiras que eu conheci lá atrás, com um jogo chamado Hansa, foi a de pegar e entregar coisas (ou "pick up and delivery" para quem prefere).

Nesse tipo de mecânica o lance é levar coisas de um ponto A para um ponto B e assim ganhar pontos ou grana ou reputação, dependendo do que o jogo oferece.

Engraçado que ao preparar o TOP3 descobri que na verdade em cada posição existem 2 jogos extremamente similares e que eu não poderia escolher um entre eles, então como de costume por aqui, vai um TOP3 roubado, mas acho que vocês vão curtir as indicações.

A dupla Brass (Birmingham e Lancashire) não são considerados jogos de pegar e entregar pelo BGG, mas eles tem muito disso no jogo, aqui você precisa criar rotas para entregar ferro, carvão, cerveja pela Inglaterra.

O jogo tem uma pegada econômica muito mais forte, e talvez por isso a parte de pegar e entregar coisas fique relegada a um segundo plano. mas se você já jogou, sabe o quanto é importante esse elemento dentro do jogo e das estratégias de vitória.

XIA : Legends of a Drift System e Merchant of Venus são dois jogos espaciais de pegar e entregar que levam esse conceito à outro nível, aqui além de simplesmente levar coisas do ponto A para o ponto B ainda estamos descobrindo novos planetas, temos que lutar contra piratas espaciais, fazemos upgrades importantes em nossas naves e o feeling em ambos é muito imersivo.

Embora tenham sido lançados com quase 30 anos de diferença de um para o outro, são jogos muito similares e que me são muito queridos por trazerem a experiência de um jogo do MSX que eu gosto tanto, o Elite.

 Visitar os planetas em Merchant of Venus, descobrindo
suas raças e o que eles querem é muito legal.

Agora, pra mim nada representa mais o conceito de pegar e entregar do que a dupla Age of Steam e Steam, ambos do mesmo autor da dupla Brass, o grande Martin Wallace, esses dois jogos trazem com brilhantismo todo o processo de construir as vias, prestar atenção na hora de levar os cubos certos, saber o momento de colocar novos cubos nas cidades.

A dupla Steam tem muito o lado econômico pesado também (principalmente no Age), mas ao contrário do Brass, aqui ele serve diretamente ao propósito de melhorar seus trens para as entregas.

Uma pena que aqui no Brasil, tirando o Brass, ainda não tenhamos nenhum dos outros indicados, mas temos no mercado alguns jogos que ficaram de fora por pouco, como o Merchants & Marauders e o Whistle Stop que são jogos bem legais com essa mecânica e que merecem atenção também.

A dupla Steam é daqueles jogos que tudo funciona
e que fazem você ver o quão brilhante são os jogos modernos.

https://www.acessoriosbg.com.br/&utm_source=eaitemjogo