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terça-feira, 10 de setembro de 2024

Destinos


Destinos
é um jogo de tabuleiro onde os jogares são personagens que dentro de um cenário procuram cumprir um entre dois objetivos, para isso precisam usar um aplicativo digital que traz informações de pessoas, lugares e objetos que vamos encontrando pelo caminho tudo isso com um clima de RPG.

Inicialmente os jogadores escolhem um dos cenários, na caixa base existem um cenário introdutório e uma campanha com 4 cenários interligados.

Depois de escolhermos o cenário o aplicativo indica os personagens que escolheremos para jogar, uma vez escolhido recebemos sua ficha onde estão descritos os dois destinos dele e durante a partida os eventos nos levarão a ver qual o melhor caminho para vitória.


O aplicativo vai te orientar durante toda a partida, sem ele você não joga.

Além disso eu já usei também a mini-expansão Traços de Personagens que confere uma habilidade especial que serão muito úteis para você durante a aventura.

Uma vez que os jogares já estão prontos a aventura começa, um texto introdutório nos põe à par do que está acontecendo e o aplicativo já pede para que a gente comece a arrumar os tiles do mapa com possíveis NPC's e pontos de interesse a serem explorados.

O turno é muito tranquilo, você clica num ponto de interesse de algum tile já explorado ou vai explorar novos caminhos, feito isso o aplicativo te dá várias opções de interação com o tile.


Seu personagem tem dois destinos, um dela deve ser cumprido.

Uma coisa legal do Destinos é a função "scan&play" do jogo. Basicamente todas as cartas tem QR-Codes que serão lidos e te dão informações sobre eles, além de serem utilizados para definir se tal item pode te ajudar ou não em alguma situação do jogo.

Os personagens tem 3 atributos básicos que são inteligência, destreza e poder que vamos utilizar para diversas interações durante a partida e elas pode ir melhorando ou piorando dependendo das suas ações durante o jogo.

Numa partida solo você está no comando da brincadeira não precisando se preocupar muito com alguém pegar algum objeto ou ir em algum lugar que você precisa, mas com mais jogadores as interações no mapa podem te atrapalhar (ou ajudar) então é mais uma coisa a ficar ligado uma vez que o jogo não é cooperativo.


O mapa vai crescendo durante a partida e novos pontos de interesse vão aparecendo.

O desenrolar da história vai fazer com que seu destino fique cada vez mais perto, uma vez que você esteja pronto para realizar um dos dois do seu personagem o aplicativo então te avisa que está na hora de começar o desfecho da sua aventura e suas ações vão definir se você será bem sucedido ou não nela.

Destinos tem muito a vibe dos RPG's digitais mas com o diferencial de você ir montando o cenário, pra mim ele parece mais um "digital com tabuleiro" do que o inverso, eu curti o cenário introdutório mas confesso que diferente do que eu estou acostumado a partida solo funcionou melhor que a com mais jogadores.

Vale destacar também a produção do jogo que tem umas "mini" miniaturas muito bacanas e o aplicativo que está muito bem traduzido (não encontrei problema de texto) e tem um som que deixa a ambientação bem bacana.


O sistema "scan&play" e os textos no aplicativos são recursos e implementações bem bacanas.
 

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Slay the Spire


Baseado no jogo eletrônico de mesmo nome em Slay the Spire os jogadores trilharão juntos caminhos com batalhas que vão dando experiência (e novas cartinhas) aos jogadores para que juntos possam chegar no chefão do Ato e tentar derrotá-lo.

Em um jogo de montagem de baralho e no "rogue system", ou seja morreu volta tudo, o "feeling" do jogo é muito parecido com o do digital, inclusive traz as mesmas artes e iconografia pra trazer pro tabuleiro quem já é fã do jogo digital.

Inicialmente vamos escolher o chefão do Ato a ser jogado, cada jogador escolhe então seu personagem e pega seu baralho inicial e suas cartas de recompensa, vale aqui ressaltar que essas recompensas são exclusivas de cada personagem não podendo misturar as cartas.


Você começa com enfrentamentos simples que vão ficando mais difíceis.

Uma vez que o setup está prontinho vamos começar a nossa campanha com um encontro inicial, aí as mecânicas são bem simples de entender.

Você tem cinco cartas na mão e três pontos de energia para gastar, cada carta tem um custo e você vai tentar otimizar seu turno para tentar dar a maior quantidade de dano possível no inimigo da vez ou então ao ver o que o inimigo vai fazer no turno, tentar se defender para não ficar tão ferrado.

Uma vez que você gasta seus pontos de energia é a vez do inimigo fazer a ação que foi sorteada para ele no turno, depois repomos nossa mão e voltamos a 3 energias para ações e mais um turno começa até que o inimigo seja derrotado e você receba as recompensas.


O jogo é baseado no seu deck e como você pode tirar maior proveito dele.

Aí os jogadores escolhem seu caminho que pode ter novos encontros normais ou de elite com monstros mais boladões, uma evento que você escolhe uma ação (geralmente boa) para o seu personagem, vendedores de relíquias e poções, tesouros e o acampamento.

O acampamento é legal porquê nele você consegue descansar para curar pontos de vida mas tem a ação mais legal que é aprimorar uma carta.

No Slay the Spire a caixa já traz um montão de sleeves personalizados para as cartas pois elas tem dois lados, o lado básico mais fraco e o lado aprimorado com a ação dela mais bombada, é principalmente no acampamento que você consegue dar esse boost nas cartinhas e elas vão fazer com que cartas importantes que você vai ganhando durante a partida e até mesmo as iniciais fiquem cada vez melhores.


O seu personagem tem poderes especiais para ajudar na caminhada.

Uma vez que você consegue superar todos os obstáculos do caminho e no processo melhorar seu deck com cartas novas e aprimoramentos você chega ao chefão em condições de enferntá-lo e aí ganhando você muda o Ato, perdendo começa tudo outra vez.

Como disse lá em cima o feeling do jogo é igual do jogo digital, ele na minha opinião é um jogo que funciona muito bem solo, o lance de aprimorar as cartas é legal, mas é um jogo que não me pegou muito, achei que pela experiência fico no digital mesmo (e suas animaçõezinhas), mas a produção veio caprichadíssima então se você curte o jogo digital pode curtir bem a versão de tabuleiro.


No final o chefão do Ato que todos batem juntos!
 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Tabuleiro Virtual : Marvel Snap


Continuando a falar da Marvel essa semana eu me rendi ao Marvel Snap, indicado pelo Fel Barros (o viciado em cardgames da galera) esse joguinho digital foi criado em junho desse ano e virou uma febre entre os amiguinhos.

Em Marvel Snap os jogadores tem um deck de 12 cartas que são personagens da Marvel com poderes únicos e força que serão somadas para tentarem ter a maioria em pelo menos dois dos três territórios de batalha, esses que também tem poderes que influenciam a partida.

O jogo tem muito do feeling do Smash Up e por ser muito simples e de partidas rapidinhas acaba sendo viciante ainda mais com o lance de você ir subindo de nível, ganhando novas cartas, montando novos decks e dando boost estético nas cartinhas.


Os territórios de batalha e os personagens tem poderes especiais.

Como já falei as partidas são muito rapidinhas, a partida tem 6 rodadas, você começa com 1 ponto para usar para recrutar uma das suas cartas da mão, a cada nova rodada esses pontos de recrutamento vão aumentando de um em um até que na última rodada cada jogador terá 6 pontos para utilizar.

Você pode baixar quantas cartas puder desde que tenha pontos de recrutamento e ao colocar em um dos três campos de batalha alguns poderes podem ser ativados.

Ao final das 6 rodadas cada território é contabilizado e o jogador que conseguir vencer em dois deles vence a batalha e ganha pontinhos para ir subindo de nível.


Você encontra adversários online e conforme vai vencendo aumenta seu nível.

O grande barato do Marvel Snap, como em praticamente todos os jogos colecionáveis, é na criação dos decks para ver as melhores sinergias e como isso afeta nas partidas e também em ver as cartinhas novas que vão aparecendo nos pacotes dos passes de batalha.

Esse é com certeza um daqueles joguinhos que você vai instalar no seu celular (Android ou IOS) ou PC (via Steam) e vai achar que gastou algum tempinho em cima jogando e quando perceber já foram hora de Marvel Snap no seu dia.


Os decks são formados por 12 personagens e você que precisa arrumar a sinergia deles.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Impressões sobre a SPIEL.digital


Aconteceu nos dias 22 a 25 de outubro a SPIEL.digital, que foi a versão "pandêmica" da maior feira de jogos de tabuleiro do mundo, a SPIEL em Essen, e como aconteceu na GenCON desse ano, os organizadores precisaram dar uns pulos para fazer a feira acontecer, e apesar da cara organizada, o resultado ficou aquém do esperado.

Quando recebi o convite para participar como criador de conteúdo, o material que me foi enviado era de encher os olhos, a feira ficou dividida em "mundos", que eram basicamente a área de interesse dos jogos, então havia a área para jogos família, jogos de cartas, jogos expert entre outros.

Mais uma vez a Business 2 Board conseguiu junto à organização alemã, um espaço brasileiro ENORME, que ficou chamado de SPIEL Brazilian Pavilion e estava em todos esses mundos, o que teoricamente daria uma visibilidade muito grande para nós.

 A feira era divida em "mundos" e
Brazilian Pavilion estava em todos eles.

As editoras nacionais também estavam presentes com estandes e eventos de apresentação dos seus lançamentos, para tentar alcançar parcerias com as editoras no resto do mundo e também os autores independes entraram com seus protótipos, e bem, aqui começamos a esbarrar em problemas.

A plataforma criada para "business" dentro da feira era muito confusa, e apesar do alto custo de inscrição para o visitante leigo, era quase impossível chegar nesses protótipos, e mesmo para as editoras, era complicado, tanto que os autores se viram precisando criar formas alternativas de conseguir fazer com que sua apresentação chegasse a quem eles desejavam.

De positivo tivemos a parceria do Tabletopia que liberou a assinatura "premium" para todos os visitantes, que puderam criar mesas e conhecer os jogos mesmo sem a apresentação "formal" das editoras, e isso vai se estender até o final do ano, então ainda dá pra testar em jogos pela plataforma (caso você tenha uma conta por lá).


As palestras dentro do Educator's Day foram em sua

maioria feita por brasileiros.

Na participação brazuca, como reflexo da GenCON, tivemos palestras super interessantes sobre Eduação e Representatividade, dentro do Educator's Day, que foi um dia dedicado e que segundo o Arnaldo Carvalho (um dos organizadores dessa parte), das 29 atividades 18 foram apresentadas dentro do Brazilian Pavilion.

Mas dentro de uma feira de jogos, o que esperamos é conhecê-los, nesse intuito tentei dar uma passeada tanto pelo que estava sendo apresentado lá fora, quanto com o que estava chegando no Brasil.

O Board Game Geek mais uma vez pra mim foi o destaque com o seu canal no twitch apresentando os jogos como eles geralmente fazem na feira física, com hora certinha, um overview bem explicado e com transmissões quase que no decorrer do dia todo, foi como sempre, o lugar mais organizado para se encontrar os lançamentos. 

Como sempre o "espaço" do Board Game Geek foi 
o mais interessante a ser visitado.

Por aqui muita coisa foi apresentada de jogos de autores brasileiros para tentar beliscar o mercado lá de fora, os destaques para mim ficaram principalmente pela parceria da Marvel com a Bucaneiros, na expansão do Gnomópolis da Conclave, e nos anúncios do Brazil: Mundus Imperialis e do 1890 (o primeiro 18XX brazuca) que sairão pela Meeple BR.

Mas editoras como Mitra, Galbs Games, TGM e Funbox também trouxeram jogos interessantes de autores brazucas mostrando que temos já muito coisa boa à caminho sendo trabalhada e finalizada.

O grande lance é que depois de uma GenCON muito mais participativa, o saldo da SPIEL.digital foi inferior (para mim pelo menos), mesmo com uma cara mais organizada, tudo era muito difícil de ser encontrado, apesar dos esforços do Brazilian Pavilion, quem criou conteúdo exclusivo, ficou com o material "jogado" num repositório onde é muito difícil para encontrar as coisas e os critérios de busca deles é horrível.

 O Tabletopia foi a ferramenta mais utilizada para
apresentação dos jogos.

Em se valendo do fato dessa ter sido a primeira edição online e de tudo ter precisado ser pensando em muito pouco tempo, o resultado acho que não foi muito o esperado, para nós que com um pavilhão em todos os "mundos" poderíamos ter uma grande visibilidade, acho que no final ficou sendo algo que as pessoas de fora passavam e não entendiam muito o que estava acontecendo e saiam sem "consumir" nada que era apresentado.

Não deixou de ser um pontapé inicial numa participação mais forte nos próximos anos, e isso se deve muito ao empenho da Business 2 Board em levar a "marca" Brasil para a feira, além é claro das editoras e autores que correram atrás para mostrar ao mundo que o mercado de jogos de tabuleiro por aqui está crescendo e que pode ser muito explorado.


A experiência não foi o que se esperava,
 
mas foi um primeiro passo.
 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Tabuleiro Virtual : Magic Arena


Um dos maiores fenômenos entre os jogos analógicos de todos os tempos, o Magic : The Gathering foi criado em 1993 pelo designer Richard Garfield e ganhou o mundo recrutando "planeswalkers" de todas as idades.

Durante o final dos anos 90 até 2001/2002 eu joguei Magic, tendo cartinhas de edições que iam da Revised Ed. até a 7th Ed. e participando de (alguns) campeonatos indo mal, pois sou mais jogador casual do que aqueles que pesquisam à fundo (e gastam grana) para construírem decks campeões.

Isso, associado a descoberta dos jogos de tabuleiros modernos, me fez vender tudo que eu tinha de cartinha e nunca mais jogar, nem me interessar, mais pelo Magic.

 O jogo é bem didático, sempre explicando os diversos
poderes das cartas.

Até semana passada quando instalei aqui em casa o Magic Arena, que é a versão digital, muito bem implementada, desse grande sucesso.

No Arena temos logo de cara um tutorial muito bem feito, onde você passa por etapas importantes de aprendizado do jogo, depois de passar por ele começa a parte divertida, que são os desafios das cinco cores do jogo que vão te garantir baralhos para você começar a jogar.

Uma vez que você está familiarizado com os conceitos básicos do aplicativo é que o bicho começa a pegar, pois você vai precisar começar a juntar os recursos básicos do jogo, que são as moedas e as gemas, que servem para comprar boosters e entrar nos torneios.

E é aí que o você tem o flashback do porquê que você, jogador casual, abandonou o jogo físico.

 
Você vai ganhando decks nos desafios, e conforem 
ganha novas cartas, pode ir se aventurando em criar.

Para realizar os desafios diários e ganhar cartinhas, recursos e outros decks, é tranquilo você jogar com baralhos simples ou até se aventurar em criar alguma coisa diferentinha, mas à partir do momento em que você quiser se aventurar nos torneios, você vai precisar acompanhar o "meta" do jogo, e aí amigo, começa o esquema de gastar dinheiro pra conseguir boosters e assim as "wild cards".

Esse é o grande lance do Magic Arena que não existe no mundo físico do jogo, as "wild cards", que são cartas coringa que você pode transformar em qualquer carta dentro do jogo, o que facilita na construção de decks que acompanhem o "meta jogo".

O Magic Arena funcionou pra mim pra matar a saudade de um jogo que é muito bacana, apesar do desequilíbrio entre os jogadores casuais e "cascudos", e o lance dos desafios, de abrir os boosters virtuais, as animações (que são lindas) fazem dele um jogo legal de se ter instalado.

As ilustrações e animações são muito bacanas,
mas também deixam o jogo muito pesado.
 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Tabuleiro Virtual : Le Havre - The Inland Port


Entrou recentemente em promoção na Steam o jogo Le Havre - The Inland Port, que é a versão para duas pessoas de um dos grandes sucessos do meu autor preferido, o Uwe Rosenberg.

Nesse jogo vamos, durante doze rodadas, construir prédios que serão usados pelos jogadores para produzir bens, vendê-los e assim ganhar dinheiro para ao final do jogo quem tiver mais grana ser o vencedor.

A versão física dele utiliza um rondel, que a cada rodada avança fazendo com que os prédios produzam mais, uma vez que você ou o seu oponente utilizam o prédio, ele volta lá para o início do rondel no 0, já essa versão digital, não temos o rondel, mas ele emula bem essa passagem do tempo com uma trilha onde os prédios vão avançando.

 Eu achei o tutorial confuso, apesar de graficamente ser
bem completo.

Você precisa ficar muito ligado nesse avanço, pois se o prédio chegar no último espaço e você não puder usá-lo, você é obrigado a vendê-lo pela metade do preço de compra, o que é ruim, embora às vezes você tenha a necessidade caso fique apertado de dinheiro.

O lance do jogo é você tentar criar a sua "engine" de recursos/pontos usando seus prédios, pois sempre que você precisa usar um prédio do oponente, deve pagar uma moeda à ele, então a sacada é pegar sempre o que for útil para você antes do coleguinha e sempre que possível ainda pegar prédios que te rendam um troquinho ao serem usados por ele.

Outra grande sacada do jogo é o seu mercado, os prédios não dizem se você vai ganhar um ou dois recursos, e sim a quantidade de avanços para os lados e diagonais, então a posição que você está com determinado produto nessa tabela, faz com que você ganhe mais ou não consiga avançar todo o necessário.

 
O grande lance do jogo é o foco nos prédios, 
a cada avanço eles produzem mais.

Além disso, o pagamento também se utiliza desse método, pagando 1 (indo para o lado), 3 (indo para baixo) ou 4 (na diagonal), então você também precisa ficar ligado para fazer a melhor combinação na hora de usar seus recursos para não gastar demais.

O Le Havre grandão é um jogo pesadão que dá uma canseira mental, eu realmente fico esgotado jogando ele (tanto que ele não é um dos meus preferidos), mas essa versão para dois arrisco dizer ser melhor que a Agricola : All Creatures Big and Small e a do Caverna : Cave vs. Cave.

O tutorial do Le Havre - The Inland Port é meio confuso, eu precisei baixar o manual e lê-lo para ficar tudo mais claro, mas ele tem gráficos muito claros e não é pesadão, ele é mais uma adaptação de jogos do Uwe feita pela Digidiced, que já tem no seu portfólio o Patchwork e o Agricola e funciona tanto local (contra AI ou pass-and-play) e online e vale o investimento, tanto para os fãs do autor quanto para quem gosta de bons jogos.

O mercado de recursos é muito legal e você precisar ficar
ligado para não desperdiçar produtos.
 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Chronicles of a Crime


Quando o Kick Starter do Chronicles of Crime apareceu em 2018 eu fiquei super empolgado com a ideia do jogo, uma releitura modernizada dos jogos de detetives mas com um apelo tecnológico que vai desde as pistas sendo coletadas através de QR codes até a vistoria das cenas dos crimes utilizando realidade virtual e o sucesso do projeto lá fora alcançando quase 800k dólares mostra bem que o pessoal comprou a ideia.

Aqui no Brasil precisamos esperar mais um pouco, mas em novembro do ano passado a Galápagos Jogos trouxe para o mercado a caixa básica do jogo e o aplicativo em português para dar apoio nas nossas investigações.

Você prepara o setup, escolhe o caso
e começa a aventura.

O Chronicles of Crime é baseado em casos, você escolhe um dos casos no aplicativo, prepara todo o setup do jogo, com um tabuleiro central onde vamos colocando as pistas que vão aparecendo, as cartas de locais, o baralho de suspeitos e pessoas à serem interrogados e, caso você tenha, um óculos de VR (eu peguei o de papelão da Google pra brincar).

O jogo em si tem poucas regras, tudo vai mais da dedução e coleta de dados. Você vai precisar escanear o QR code dos locais, pessoas e pistas e através desses elementos tentar resolver o que o caso propõe.

O tutorial ajuda bastante para pegarmos a manha do jogo, com um caso simples e rapidinho de resolver, mas é só um aperitivo, quando você pegar casos mais complexos e aí que o jogo realmente mostra todo o seu potencial.


Conforme você vai jogando, lugares e pessoas
vão aparecer para serem investigadas.

Por ser um jogo que usa o aplicativo o tempo todo, ele pode se dar ao luxo de "temporizar" a partida, então tem casos onde se você demorar muito tempo, novos elementos entram em cena, através de um chamado da Scotland Yard, ou aparecendo novas pessoas durante seu caminho.

Mas o grande barato aqui é você tentar juntar as peças do quebra-cabeça proposto pelo caso e ao final responder corretamente ao questionário final e ver se você se saiu bem na investigação ou não.

O grande diferencial é a investigação nos locais através da realidade virtual, aqui você pode usar o óculos ou não, mas fazendo com o "gadget" a experiência é muito mais legal, mesmo com meu celular de tela pequena e o óculos de papelão é impressionante você ficar olhando para todas as direções atrás de pistas para tentar resolver os casos.


A investigação dos locais, via realidade virtual,
é um dos destaques do jogo. Foto KS.

O jogo base vem com quatro casos (sendo que um dele se desdobra em 3), mas você vai querer mais rapidinho, e aí entra outra coisa bem legal, apesar de termos casos sendo vendidos separadamente (no app tem mais 5 casos extras), existe uma forma da comunidade criar novos casos, e no Board Game Geek já temos mais de 20 casos criados por fãs (aqui a geek list com eles).

Mas cuidado, ele é um jogo que requer atenção aos detalhes, a experiência pode ser muito ruim se você estiver em um ambiente com muita gente ou com uma turma dispersa, ele é um jogo para se jogar em casa, focado na brincadeira, dessa forma você vai extrair ao máximo tudo que ele te proporciona.

Chronicles of Crime tem o feeling do antigo Scotland Yeard, mais moderno e encorpado, e você entra no mundinho legal anotando pistas, discutindo opções com as pessoas jogando com você, correndo contra o tempo para tentar resolver o caso com a maior pontuação possível.


Conforme o jogo vai se aproximando do
final, a mesa (no meu caso a cama) fica cheia.
 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Cosmos

Em Cosmos, próximo lançamento da Dijon Jogos, os jogadores são protoplanetas orbitando da grande Beta Eva, e nesse processo coletamos os elementos necessários para que possamos. no decorrer de bilhões de anos, nos transformar em um planeta de verdade.

No setup, cada jogador recebe um tabuleiro individual onde estão as informações do seu planeta em formação, uma cartinha de micro organismo (que indica quais elementos você começa) e o principal, um deck de ações que vem com 5 cartas comum a todos os jogadores e uma específica de cada planeta.

Além disso temos o grande (e lindo) tabuleiro central onde ficam a Beta Eva ao meio, e os planetinhas orbitando a grande estrela, quatro decks de compra são dispostos nesse tabuleiro, três entram em todas as partidas, um dos espaços tem decks diferentes para você escolher na hora da partida e é claro, todos os elementos que são os recursos que os jogadores usam no jogo.

Tudo no jogo gira em torno (literalmente) da
estrela Beta Eva e seus elementos.

A partida de Cosmos dura 7 bilhões de anos (ou rodadas, não se assuste), cada rodada é composta de 5 fases, onde temos a fase de manutenção, fase dos jogadores, fase estelar, fase de translação e a fase de mudança de temperatura.

A fase onde tudo acontece é a fase dos jogadores, nela o jogador na sua vez, escolhe uma das cartas da sua mão, baixa e realiza a ação indicada e se quiser, pode comprar uma das cartas do tabuleiro central para ter mais opções no decorrer do jogo.

O grande lance aqui é saber usar bem as cartas, pois você ao usar as cartas deixa ela fora de jogo, até que use a "Novo Ciclo" que traz todas as usadas de volta para a mão, então já aqui é necessário uma boa visão do jogo para saber o momento certo ter disponível todas as opções de ação novamente.

Nosso planetinha lutando pela galáxia para
virar um "planetão".

Outra coisa que você precisa ficar super atento, é que inicialmente você só terá três ações por rodada, e acredite, o jogo é muito de cobertor curto, então conseguir mais ações pode ser uma coisa imprescindível durante a partida.

E você consegue ajustar isso no seu planetinha, o tabuleiro individual tem áreas como força gravitacional (que interfere em quantas casas de distância você consegue pegar elementos), rotação (que interfere no número de ações por rodada), atmosfera (pontos importantes durante o jogo) e temperatura (que precisa ficar equilibrado).

Uma vez que todos os jogadores tenham usados suas ações, passamos pra fase estelar onde os elementos vão sendo puxados em direção à Beta Eva, depois a translação onde os planetinhas vão orbitar (e recolher elementos que estiverem pelo caminho) e finalmente alterar sua temperatura e ativar o efeito da cartinha dessa fase, dando pontos ou tirando.

O legal da trilha de pontuação é que ela tem "travas" que são desbloqueadas pela atmosfera, então você pode ganhar pontos durante a partida e não conseguir recebê-los por ainda estar em um nível de atmosfera inferior.

As cartas são a alma do jogo, com elas você faz
as ações necessárias para evoluir seu planeta.

O jogo segue até o final da sétima rodada, aí os pontos do tabuleiro individual são computados, além dos pontos pelas cartas adquiridas (as inicias não dão ponto algum) e o planeta com a maior pontuação é o vencedor.

Tudo nele está lindão, a arte foi muito bem tratada, os textos estão claros, as cartas todas remetem a alguma ação do universo na criação dos planetas, e você termina a partida com vontade de jogar de novo para explorar mais as possibilidades do jogo.

Cosmos é um jogo super inteligente, o Diego de Moeraes teve um trabalho de pesquisa super maneiro e trouxe para o tabuleiro uma experiência que remete muito aos programas sobre astronomia que víamos na TV, além dos nossos passeios pelo planetário (se você nunca foi, procure o mais próximo da sua casa e vá, é muito legal) e entra agora no dia 19 de agosto em financiamento coletivo pelo Catarse e se você curte um euro médio gostoso de jogar, é compra certa.

Tudo no jogo está lindão, fiquem de olho que o financiamento
chega ainda esse mês.


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Marvel Battlegrounds

Criado pelos designers Thiago Castro e Led Bacciotti em Marvel Battlegrounds você é um dos grande heróis do planeta está formando uma equipe para para proteger as cidades do mundo dos mais perversos vilões do universo Marvel, e sob a sua liderança ter o time mais bem sucedido.

Usando um tabuleiro central com seis cidades, você distribui um vilão para cada uma delas, além disso, alguns heróis foram aprisionados por esses vilões, então você também coloca cartas de heróis que serão salvo.

Feito isso cada jogador escolhe um dos líderes, aqui temos o Capitão América, Capitã Marvel, Homem de Ferro, Viúva Negra e Pantera Negra, cada um com um poder diferente para ser usado na versão avançada do jogo e onde eles terão a tarefa de recrutar seu time.

Você vai precisar usar o seu líder para formar
o melhor time na luta contra os mais fortes vilões.

O jogo é dividido em fases, na primeira os jogadores vão se alternando para usar pontos de influência (o dinheiro do jogo) para escolherem seus aliados.

Existem uma trilha onde estão sempre dispostos 8 cartas de heróis que podem ser convencidos a unir forças com você para combater os vilões do jogo e uma vez que você usa sua influência, pega aquela carta para a sua mão e ela passa a fazer parte do seu time.

Você pode ir fazendo esse recrutamento enquanto tiver recursos disponíveis, uma vez que não tenha mais recursos ou que deseje parar, você passa e assume o primeiro lugar vago na trilha de resolução dos conflitos e quando todos os jogadores passarem começamos a fase onde iremos às cidades para enfrentar os vilões.

Você vai precisar escolher bem o seu time, e cada herói
vai te ajudar de alguma forma no combate.

À partir do primeiro jogador, todos vão se revezar para usar seus discos de ação, inicialmente cada um terá direito a três ações, e na sua vez você pega um dos seus discos e vai até uma das cidades com uma das cartas de herói da sua mão.

Vale aqui abrir um parêntese pra falar um pouco de como os combates funcionam, cada vilão tem uma força, e para derrotá-lo você precisa ultrapassar essa força com o somatório de vários heróis, mas além disso, cada vilão também tem um requisito que diz quantos líderes precisam ir ao seu encalço, então apesar de ser um jogo onde você está atrás de pontos você também vai precisar da ajuda dos outros grupos de heróis para conseguir derrotar um inimigo em comum.

Uma vez que todas as ações são usadas, partimos para a fase onde vamos analisar cada cidade para ver se o vilão foi derrotado ou se ele ficará ainda mais forte.

As cidades estão dominadas por um vilão que tomou
de refém heróis que podem ir para a equipe vencedora.

 
Somam-se as forças de todos os heróis presentes na cidade confrontando a força do vilão, caso ele tenha sido derrotado, o líder que mais ajudou naquele combate leva o troféu de campeão cidade e consegue para as suas fileiras o herói que estava aprisionado (caso haja mais de um, o segundo colocado também fica com um deles), mas existem prêmios para todos aqueles que estiveram presentes ali, que são tokens daquela cidade em questão e que renderá pontos ao final do jogo.

Mas no caso do vilão não ter sido derrotado, ele fica ainda mais perigoso, ganhando um token que aumenta sua força para a rodada seguinte.

Uma última fase acontece na rodada onde novos vilões entram nas cidades vazias, mais prestígio é distribuído entre os jogadores e a partida segue para as rodadas seguintes.

O tabuleiro ficou muito maneiro, com as 6 cidades ameaçadas.
 
Ao final da terceira rodada o jogo acaba e contam-se pontos baseados nos tokens de cidade, e aqui temos uma coisa legal, quanto mais a cidade for atacada, mais tokens são distribuídos e menos pontos ela valerá no final, além disso temos pontos que são ganhos durante a partida e os pontos de prestígio não usados e o jogador com a maior pontuação é o vencedor.

Marvel Battlegrounds é um jogo muito legal, ele lembra um pouco a pegada do Smash Up, mas bem melhor e menos farra, para fãs de histórias em quadrinhos (como eu) é um deleite, o apelo de ver seus heróis preferidos em grandes combates num jogo interessante e inteligente é o tipo de sacada que faz com que a carteira pule do bolso.