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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Canal 3 Rio - Evento de Computadores e Vídeo Games Clássicos


Esse fim de semana aconteceu aqui no Rio o Canal 3 Rio, evento que reúne colecionadores e fãs dos microcomputadores e vídeo games clássicos, aqueles que fizeram a cabeça de quem passou pelas décadas de 80 em diante.

Sendo um versão reduzida do Canal 3 Expo que acontece em São Paulo, a versão carioca esse ano aconteceu na Tijuca na Casa dos Açores e encheu a quadra do local com aficionados das máquinas e joguinhos clássicos.


A quadra da Casa dos Açores ficou bem cheia de entusiastas.

Fui com a minha filhota que curte minha coleção e principalmente os jogos mais nostálgicos dessas plataformas e foi legal ver que tinha bastante coisa para a mulecada, muitas máquinas com joguinhos rodando de várias plataformas além de bancas com memorabilia e coisinhas legais como as cartinhas Pokémon e alguns mangás.

Outra coisa muito legal foi ver alguns desenvolvedores como o pessoal da Odissey Brasil que estava apresentando o seu Dança dos Pratos e a Game Select com o HERO 2 para o Atari 2600.

Além dos estandes de colecionadores mostrando uns consoles muito diferentes e raros tínhamos também muitos estandes de vendas de periféricos, cabos, controles e muito mais coisas para quem quisesse entrar nesse mundinho ou até dar uma bombada nas coisas que tem em casa e os preços estavam mais acessíveis do que as vezes você encontra pelos "mercados livres" da vida.


Muito legal apreciar uns consoles diferentões, como esse Colecovison com cara de PC.

De negativo acabou sendo a escolha do lugar que apesar de ser muito amplo não tinha refrigeração e achei que a iluminação não era muito boa também, acredito que mais para o final da tarde a quadra deva ter ficado bem escura, mas é um detalhe que pode ser arrumado para as próximas edições.

O saldo foi super positivo, minha filhota se amarrou em ver os consoles diferentões e jogos que ela ainda não conhecia, saiu com algumas lembrancinhas e o pai também curtiu bastante, consegui manter minha carteira no bolso (mas não por falta de vontade) e já estou esperando pela próxima edição.


Filhota se divertiu muitão no evento e ainda saiu com umas lembrancinhas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Tabuleiro Virtual : Marvel Snap


Continuando a falar da Marvel essa semana eu me rendi ao Marvel Snap, indicado pelo Fel Barros (o viciado em cardgames da galera) esse joguinho digital foi criado em junho desse ano e virou uma febre entre os amiguinhos.

Em Marvel Snap os jogadores tem um deck de 12 cartas que são personagens da Marvel com poderes únicos e força que serão somadas para tentarem ter a maioria em pelo menos dois dos três territórios de batalha, esses que também tem poderes que influenciam a partida.

O jogo tem muito do feeling do Smash Up e por ser muito simples e de partidas rapidinhas acaba sendo viciante ainda mais com o lance de você ir subindo de nível, ganhando novas cartas, montando novos decks e dando boost estético nas cartinhas.


Os territórios de batalha e os personagens tem poderes especiais.

Como já falei as partidas são muito rapidinhas, a partida tem 6 rodadas, você começa com 1 ponto para usar para recrutar uma das suas cartas da mão, a cada nova rodada esses pontos de recrutamento vão aumentando de um em um até que na última rodada cada jogador terá 6 pontos para utilizar.

Você pode baixar quantas cartas puder desde que tenha pontos de recrutamento e ao colocar em um dos três campos de batalha alguns poderes podem ser ativados.

Ao final das 6 rodadas cada território é contabilizado e o jogador que conseguir vencer em dois deles vence a batalha e ganha pontinhos para ir subindo de nível.


Você encontra adversários online e conforme vai vencendo aumenta seu nível.

O grande barato do Marvel Snap, como em praticamente todos os jogos colecionáveis, é na criação dos decks para ver as melhores sinergias e como isso afeta nas partidas e também em ver as cartinhas novas que vão aparecendo nos pacotes dos passes de batalha.

Esse é com certeza um daqueles joguinhos que você vai instalar no seu celular (Android ou IOS) ou PC (via Steam) e vai achar que gastou algum tempinho em cima jogando e quando perceber já foram hora de Marvel Snap no seu dia.


Os decks são formados por 12 personagens e você que precisa arrumar a sinergia deles.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

TOP5 : Jogos de Esportes


Ainda contaminado pelo espírito olímpico (que desperta o melhor em nós) resolvi fazer um TOP5 de jogos de esportes que tiveram relevância na minha vida gamer.

Se pararmos para pensar, os jogos de esportes estiveram presentes em todas as gerações de video games, afinal o Pong nada mais é que duas "raquetes" rebatendo uma "bolinha" e como já bem simboliza seu nome, simula uma partida de ping-pong.


E e sempre que um novo console é lançado, temos jogos que marcam e durante meus anos todos do Atari 2600 até o PS4, alguns deles entraram na galeria de jogos inesquecíveis, não necessariamente os melhores já feitos, mas com certeza os que mais me divertiram.

Se você é da época do Atari 2600 com certeza já deve ter estragado algum dos seus joysticks jogando o Decathlon.

Lançado em 1983 pela Activision, o jogo vinha com 10 provas esportivas em que você ia juntando pontos a cada prova e no final tinha um somatório para disputar com seus amiguinhos, mas o grande lance é que você precisava castigar o controle pra fazer seu bonequinho correr, o que geralmente fazia com que ele quebrasse e você tomasse uma bronca.

 
Outro grande jogo esportivo da geração do Atari 2600 foi o divertido Boxing, lançado em 1980 e mesmo assim tem uma jogabilidade bem boa e era muito divertido.

Com o ringue visto de cima e você tinha um noção boa de uma luta de boxe e mesmo com as limitações técnicas da época, era um jogo que dava para fazer altas disputas e onde o grande lance era tentar levar o adversário pro canto e deixar ele travado nos soquinhos POSSESSO com você.

A Konami hoje tem uma reputação e tanto nos jogos de futebol, mas o que talvez você não saiba é que o primeiro jogo de futebol lançado por eles foi o divertidíssimo Konami's Soccer para o MSX em 1986.

No Soccer do MSX os jogadores comandavam seus times em uma visão lateral e tendo uma jogabilidade bem boa para época você podia passar e trocar jogadores em partidas muito boas disputadas, fora que era muito engraço os jogadores com seus bigodinhos.

Eu adorava ir ao fliperama quando era muleque, e ficava fascinado com os esquemas que o pessoal fazia para jogar o Track and Fields, quando eu descobri que para o MSX tinha uma versão parecida chamada Hyper Olympic, foi a deixa pra perturbar a família para comprar o computador pra mim.

No jogo temos 6 provas, 100m rasos, salto em distância, lançamento de dardo,  110m com barreiras, lançamento de peso e salto em altura, mas diferente do Decathlon do Atari, aqui você só passa para a próxima prova caso tenho conseguido se qualificar na anterior, deixando o jogo mais difícil.

Mas como fã de futebol o meu primeiro lugar vai pro Winning Eleven do PS1, a primeira vez que eu vi esse jogo pensei que nada poderia ser tão perfeito em matéria de futebol.

Consolidando a Konami como uma das grandes empresas a trazer jogos de esporte para os consoles, o Winning Eleven trazia uma jogabilidade excelente e o maravilhoso Bomba Patch que colocava os times do Brasil para serem jogados.


Duvido que você não tenha gastado horas da sua vida jogando com os amigos, tentando esconder o controle para bater um pênalti ou ficando com raiva de apertar o botão de passe ao invés do chute estando dentro da grande área de cara pro goleiro.

Obviamente existem milhares de outros jogos de esporte, muitas vezes melhores que esses citados, mas como eu disse esse foi um compilado dos mais importantes para mim e ainda hoje a cada atualização do PES ou do FIFA eu fico impressionado de como as coisas ainda podem ficar cada vez mais "reais" com esses tipos de jogos.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

RetroGames : Tony Hawk's Pro Skater


Ainda extasiado pelas medalhas de prata do Kelvin Hoefler e da fofíssima Rayssa "Fadinha" Leal resolvi revisitar aquele que foi o ponto de partida de muitos skatistas da geração dos anos 90, o divertido Tony Hawk's Pro Skater que saiu originalmente para o Playstation 1.

No jogo assumimos a identidade de um skatista tentando fazer as manobras mais radicais para conseguir as pontuações mais altas e assim se tornar o melhor.

O lance é tentar fazer as manobras e ir
juntando pontinhos.

O jogo tem vários modos, mas os mais divertidos certamente são o modo carreira, onde precisamos juntar cinco objetivos em cada fase de dois minutos e o modo multiplayer em que você compete com seu amiguinho (aqui ainda sem modo online) podendo dar aquela zoada.

Tony Hawk's Pro Skater contava também com uma trilha sonora irada com bandas bem conhecidas da cena como Suicidal Tendencies e Dead Kennedys.

O jogo teve várias versões desde a lançada em 1999 tendo sempre boa receptividade entre os jogadores e contando com várias participações especiais de skatistas famosos e algumas curiosas "celebridades" como as Tartarugas Ninjas (no Pro Skater 5 do PS4 de 2015).

Para skatistas frustrados (como eu), era
a forma de conseguir dar as manobras.

A Neversoft foi responsável pelos primeiros anos de sucesso do jogo, que estampou o nome da desenvolvedora em 1999 até 2008 quando passou para as mãos da Robomodo e ficou lá até 2015, hoje a Vicarious Visions tem a franquia e lançou recentemente o remake do Pro Skater 1+2 para a geração atual de consoles com gráficos muito melhores e atingindo mais de um milhão de cópias vendidas nas primeiras semana de lançamento.

Tony Hawk's Pro Skater foi um divertido jogo que trouxe para as casas o mundo do skate, fazendo que a mulecada ficasse interessada pelo esporte e fazendo crescer ainda mais a paixão por ele que finalmente se transformou em esporte olímpico e trouxe medalhas para o Brasil em Tóquio.

Para a geração atual de consoles,
o remake está lindão.
 



segunda-feira, 12 de julho de 2021

The Legend of Zelda : Ocarina of Time


Lançado para o Nintendo 64 em 1998, The Legend of Zelda : Ocarina of Time é até hoje considerado por muitos um dos melhores jogos de videogames já feitos e certamente o melhor da franquia Zelda.

Nessa aventura acompanhamos o pequeno Link que precisa sair de sua pacata Hyrule e viajar no tempo para conseguir despertar os Sete Sábios e assim parar o terrível Ganondorf de pegar a Triforce, um objeto mágico que concede desejos a quem o possuir.

Acompanhamos o pequeno Link em sua
jornada pelo tempo.

Primeiro jogo da franquia a utilidade gráficos 3D graças ao poderoso processador 64-bits do Nintendo, o jogo realmente impressiona pelos cenários mas principalmente pela jogabilidade e pela história que acompanhamos com atenção nos detalhes.

Personagem de destaque no jogo, a ocarina é essencial durante a aventura do Link e nela podemos tocar 13 canções que são aprendidas e que servem para diversas coisas como nos teleportar.

Uma das coisas mais legais do jogo,
tocar a sua ocarina.

Escrito e produzido pelo lendário Shigeru Miyamoto, o jogo foi desenvolvido ao mesmo tempo de outro grande clássico do console, o Super Mario 64 e curiosamente algumas ideias que seriam usadas em um jogo foram parar no outro e vice-versa o jogo tornou-se um dos maiores sucessos de venda da Nindendo e à época do seu aniversário de 20 anos (em 2018) tinha contabilizado mais de 7,5M de cartuchos vendidos no mundo.

Em 2000 o jogo recebeu uma continuação, o Majora's Mask e depois portabilidades para o Nintendo 3DS, Wii e Game Cube, mas a versão para o N64 ainda é a mais lembrada e cultuada pelos jogadores que o transformaram num clássico atemporal.

Zelda e Link, dois dos personagens mais
amados dos video games.
 

terça-feira, 29 de junho de 2021

RetroGames : Spider-Man, uma RetroSpectiva


Criado em 1962 por Stan Lee e Steve Ditko, o Homem-Aranha é um dos personagens mais icônicos e queridos da Marvel e muitas coisas já levaram a sua marca e claro que os jogos eletrônicos não ficariam de fora do alcance do "amigão da vizinhança".

Desde a sua primeira aparição para o Atari 2600 em 1982 até o mais recente título para PS4/PS5 com o Marvel's Spider-Man : Miles Morales em 2020 já são mais de 30 jogos ou participações em jogos de franqueados da Marvel e com certeza alguns dos seus títulos são inesquecíveis.

O já citado para o Atari 2600 foi o primeiro com personagens da Marvel a ganhar um jogo de video-game e mesmo com as limitações do console ele era bem divertido para época e lembro que era um dos títulos que eu aluguei algumas vezes na locadora.

Questprobe featuring Spider-Man (1984) um curioso
adventure game do "cabeça de teia".

Em 1984 os consoles Apple II e Commodore 64 receberam o Questprobe featuring Spider-Man, uma versão em adventure de texto, muito comum para essas plataformas, onde a aventura era estática e tudo se desenvolvia através de linhas de comando para tentar resolver os enigmas do jogo.

Conforme as plataformas foram melhorando o desempenho, os jogos também começaram a ganhar mais qualidade, mas uma coisa que ficou marcada para os jogos do teioso nas gerações do SNES e Mega Drive foram os jogos com uma pegada mais de bater os inimigos.

Dessa geração o jogo com maior destaque ficou por conta do divertido Spider-Man and Venom: Maximum Carnage para o SNES onde os dois personagens rodam por Nova Iorque atrás dos vilões comandados pelo Carnificina.

As versões para SNES/Mega Drive sempre no
estilo beat'em up.

Mas é com a chegada do Playstation que o "cabeça de teia" começa a ter jogos memoráveis. O Spider-Man (2000) foi a sua primeira versão em 64bits e aquela visualização em terceira pessoa, além de ter um enredo muito bom, puzzles para serem resolvidos e uns chefões de fase bem legais.

Nos anos (e gerações) seguintes o Homem-Aranha recebeu adaptações dos filmes e alguns jogos interessantes como o Shattered Dimensions (2010) para o PS3/Wii/XBox360 onde o jogador passa por várias fases do personagem no quadrinho como a versão Noir e a versão 2099.

Mas foi em 2018 com o jogo para o PS4 que "com grandes poderes trazem grandes responsabilidades" e o console mais poderoso da geração colocou exclusivo para ele o melhor jogo do Homem-Aranha já criado até agora.

A versão para Playstation de 2000 é sem dúvida
TOP3 entre as quase 40 participações do "teioso".

Em Marvel's Spider-Man além de seguir o roteiro do jogo, eu duvido que você não gaste algum tempo só balançando pra lá e pra cá numa Nova Iorque visualmente perfeita, fora que a jogabilidade aqui é de cair o queixo.

Nesses quase 40 anos de vida do Homem-Aranha ele já esteve em mais de 15 consoles diferentes, desde os portáteis e celulares até os Arcades, fato é que o "teioso" é um daqueles personagens que mesmo não sendo o foco principal (como em alguns jogos tipo LEGO) ele acaba sendo um dos preferidos sempre, o que faz com que as desenvolvedoras sempre voltem à ele e a gente pode ter certeza que não importa a geração o "amigão da vizinhança" dará as caras para mais um joguinho divertido.

Em Marvel's Spider Man de 2018 o personagem atingiu
outro patamar em um jogo perfeito.
 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

RetroGames : MediEvil


Estamos em 1826 e o temível mago Zarok quer dominar o reino de Gallowmere com sua horda de guerreiros mortos-vivos e as lendas contam que Sir Daniel Fortesque liderará as tropas do Rei até a vitória quando cairá morto para se tornar um herói, mas ele morre logo na primeira flechada em seu olho.

100 anos depois da batalha onde Sir Daniel tomba Zarok retorna lançando uma magia que deixará Gallowmere em uma noite eterna, mas ao reviver sua horda de mortos-vivos acaba também revivendo nosso pretenso herói que finalmente terá a oportunidade de mostrar que a lenda sobre seu nome não era só historinha.

Sir Daniel na luta contra a horda criada
pelo mago Zarok.

MediEvil foi lançado para o primeiro Playstation em 1998 e nele vamos nos aventurar com Sir Daniel que depois de 100 anos morto agora é uma pilha de ossos, e com ele nos aventuramos pelos cenários em Gallowmere para encontrar e derrotar Zarok e devolver a paz ao reino.

Um dos grandes baratos do jogo já começa pelo protagonista, um herói esqueleto que quando não tem uma arma apropriada retira o próprio braço para usar como defesa.

O jogo usa visão em terceira pessoa e tem cenários e situações muito divertidas que lembram muito a estética dos filmes do Tim Burton, inclusive na trilha sonora criada pela dupla Bob & Barn com nítidas influências do grande Danny Elfman (parceiro constante do Burton).

Em MediEvil II o jogo avança 500 anos
mas Sir Daniel não envelheceu nada.

Apesar de gostar muito de jogar eu nunca tive muita paciência para zerar os jogos, mas o MediEvil foi um dos que eu fiz questão de ir até o final, foi o jogo que me fez fã do Playstation e fez com que eu assumisse o console da Sony como meu preferido nos anos seguintes (já estou no PS4 tendo passado por todas as gerações deles).

MediEvil teve uma continuação em 2000 onde 500 anos depois do seu merecido descanso Sir Daniel seja revivido em uma Londres Vitoriana para tentar derrotar os planos de Lord Palethorn e do terrível Jack, o Estripador de reviver os mortos.

Nessa segunda aventura além do personagem principal temos a ajuda da múmia Kyia por quem Sir Daniel acaba se apaixonando e o grande barato desse jogo é que podemos "andar" com a mãozinha herói, que vai ser útil para entrar em lugares apertados e resolver alguns probleminhas durante o jogo.

O remaster de 2019 para o PS4, apesar de não
trazer muita novidade está com os gráficos lindos.

Em 2019 o jogo recebeu um remake caprichado para o PS4 com gráficos muito melhorados e algumas atualizações em relação ao original, mas a crítica não recebeu ele muito bem por achar sua jogabilidade datada mas apesar disso tudo para os fãs (como eu) foi muito legal reencontrar Sir Daniel com gráficos melhorados.


segunda-feira, 7 de junho de 2021

RetroGames : Knightmare


Quando eu era moleque, já possuidor de um TK-2000 na época, um dia fui a casa de um amiguinho e vi pela primeira vez um MSX, e foi paixão a primeira vista, lembro que quando eu cheguei estava rolando o cartucho do Hyper Olympic, mas o que realmente ganhou meu coração foi quando ele colocou o cartucho com Knightmare.

Neste jogo acompanhamos a saga de Popolon que tem sua amada Afrodite raptada e levada para o Castelo dos Pesadelos do Demônio dos Subterrâneos e precisamos percorrer um longo caminho cheio de perigos e monstros terríveis para resgatá-la.

Knightmare foi lançado em 1986 pela Konami e é basicamente um jogo de tiro rolando verticalmente e como é de costume nesse tipo de jogo conforme vamos avançando conseguimos novas armas e poderes especiais que nos ajudam na hora de enfrentarmos os chefões de fase.

Você vai avançando pela fase com o herói
Popolon ganhando poderes.

Vale dizer que os chefões do jogo são muito legais, são 8 no total que começa pela terrível Medusa e termina com Hudnos (uma espécie de monstro de muitos olhos) e todos tem suas peculiaridades para derrotá-los.

Outro destaque do jogo são suas musiquinhas, mas isso é uma das características dos jogos da Konami para o MSX (e outras plataformas), até a musiquinha do "game over" é legal e todas foram compostas por Miki Higashino.

Apesar do sucesso do jogo no MSX, ele não foi portado para nenhum videogame da geração 8bits, ficando apenas disponível para os computadores dessa família.

Durante as fases você tem que enfrentar umas
criaturas bem chatinhas.

Posteriormente o Knightmare teve duas outras continuações, a Maze of Galious (que chegou a ser portado para o Nintendinho) e a Shalom, mas ambos são bem diferentes do jogo original que acabou ganhando uma versão "gold" criada por programadores brasileiros que deram uma arrumada bem legal nos gráficos e principalmente na música.

Esse é um daqueles clássicos que mesmo depois de décadas, ainda é um dos primeiros que você lembra quando pega um emulador ou está numa conversa sobre os bons tempos dos joguinhos antigos.

Mas são os chefões que vão dar realmente

trabalho durante o jogo.