sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

TOP 2018 : Destaques do ano que se encerra


Última sexta-feira do ano, última postagem fechando 2018 que foi um ano no mínimo esquisito em alguns aspectos pessoais, mas nos tabuleiros acabou sendo um dos anos mais bacanas, pois tivemos um monte de lançamentos, dois eventos espetaculares e muita coisa acontecendo nos bastidores, então vamos tentar fazer um apanhando no que eu achei mais legal (ou não) nessa "rodada" que está terminando.

Esse ano cheguei a 295 partidas batendo 155 jogos, dentre novidades, (re)descobertas e protótipos foram horas e horas de muita diversão com amigos queridos e para conseguir guardar isso tudo, conheci o aplicativo BG-STATS, que é uma ferramenta muito boa para quem gosta de ser organizado nas suas jogatinas e curte estatísticas, e o melhor de tudo, ele puxa o seu histórico no BoardGameGeek (caso você já marcasse suas partidas por lá).

Dentre os jogos importados jogados esse ano, meu TOP3 ficou para o Newton (em breve pela MeepleBR), em terceiro lugar, o XIA : Legends of a Drift System (com expansão), em segundo e o grande destaque foi o Rising Sun (da Galápagos Jogos).

Rising Sun chegou para mostrar que é mais que uma carinha (muito) bonita, a seleção de ações, o controle de área a parte do combate, tudo nele me deixou realmente impressionado.

Eu joguei a versão KS com a expansão Kami Unbound e ela adiciona mais estratégia e deixa o jogo ainda mais interessante, vale muito à pena.

Entre os jogos de autores nacionais, os meus destaques ficaram com três jogos que tiveram campanhas de Financiamento Coletivo de sucesso e que foram muito bem trabalhados se são ótimos de jogar.

Em terceiro New Eden Project dos amigos Samantha e Kevin Talarico, um card-game lindo e com mecânicas bacanas, no segundo lugar o Triora do amigo Michael Alves, um jogo de gerenciamento de recursos, bastante temático e que ficou com uma produção (a cargo do pessoal da Meeple BR) caprichadíssima.

Mas o primeiro lugar (que não ficou só no cheirinho) foi o Grasse, da dupla Bianca Melyna e Moisés Pacheco. Eu cheguei a ter em mãos uma versão mais antiga do protótipo, mas só consegui jogar a versão praticamente pronta e caramba, o jogo não deve em nada aos lançamentos importados, seja em qualidade, seja em mecânicas e até o tema do jogo, bastante original, ajudam ao Grasse a se destacar, eu ainda não tive em mãos a versão que já foi entregue aos financiadores, mas os amigos que receberam são só elogios.

Além desses vale destacar o competente trabalho do Pélaghos, que deve ter sido a campanha que entregou o jogo mais rápido, o Dead & Breakfast, que saiu lá fora mas tem autor brazuca, o Covil : Mestre das Trevas que ficou lindinho, o Macacos me Mordam jogo de qualidade feito pros pequenos entre outros que fora a luta e estão aí batalhando pelo seu espaço.

Não posso deixar de citar, mas fiquei super decepcionado em não conseguir entregar o Die die DIE no prazo estipulado na campanha, uma série de fatores foram transformando um atrasinho em um ano de atraso (o novo prazo é março de 2019), como autor do jogo e principalmente como criador de conteúdo, não podia deixar passar em branco esse vacilo e queria pedir desculpas a todos e dizer que estamos fazendo o melhor para o jogo chegar com a qualidade que vocês merecem.

 Atração internacional do DOff RJ, Roberto Fraga (camisa azul)
foi só elogios ao evento e ao público brasileiro

2018 foi também o ano em que o Diversão Offline se consolidou como o maior evento de jogos de tabuleiro da América Latina, com duas edições (uma no Rio e outra em São Paulo) onde tivemos presença de autores consagrados, lançamentos exclusivos, painéis de editoras, a entrega do prêmio Ludopedia ao vivo, enfim, foi o grande destaque em matéria de eventos esse ano.

Esse eventos fizeram com que as editoras ficassem cada vez mais próximos dos criadores de conteúdo, e com isso eles estão cada vez ajudando mais para que vocês possam ter a informação o mais rápido possível e possam ter sempre opiniões fresquinhas que ajudem na hora de escolher em qual jogo investir seu rico dinheirinho.

Outras destaques foram a compra da Galápagos pela Asmodée, que fez com que a editora ficasse ainda mais forte e trouxe para ela uma carta de títulos que vão fazer com que cada vez mais eles se firmem como a grande força dentro do país.

Chris Santos : Um grande amigo que nos foi tirado
em 2018, vai deixar saudade.

A fusão da Mandala com a Ludofy também nos pegou de surpresa e precisamos prestar atenção aos desdobramentos para ver se foi uma coisa positiva, mas eu particularmente acredito que seja bastante bom para ambas que agora tem a chance de crescer.

Enfim, apesar de tantas coisas boas, também foi um ano em que perdi um grande amigo de forma idiota para a violência carioca. O Christiano Santos era um entusiasta dos jogos, estava sempre nos eventos, dava uma força danada pro cenário carioca, fã de Star Wars jogava o card-game, o X-Wing, e sempre organizava suas Caravanas Surreais para os eventos fora do Rio, foi uma perda muito sentida por todos que o conheciam e eu não podia deixar de citá-lo da forma mais carinhosa possível.

Então foi isso pessoal, 2018 está acabando, 2019 está batendo a porta e eu espero que seja um ano super bacana para todos e que possamos estar sempre em volta das mesas pelo Brasil à fora, cercado de amigos jogando uns bons tabuleiros.

Estar com os amigos nas mesas, isso é o que faz toda a diferença.
Aqui com Rodrigo Deus e a esposa e o Alan Farias.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Abstratus


Criado pelo trio Thelma Löbel, Auber Bettinelli e Alberto Duvivier e lançado pelas competentes mãos do pessoal da Ludens Spirit em parceria com a Zebra 5, Abstratus é um family game onde os jogadores munidos de um kit de peças, precisa representar palavras para que os outros jogadores consigam reconhecer e assim você faça pontos.

Cada jogador recebe no início da partida, seu kit contendo 18 peças dos mais variados tipos, como círculos, varetas, cubos entre outros, além disso recebe a sua régua de votação.

Existem quatro níveis de cartas, e em cada rodada os jogadores recebem uma carta do nível da vez, começando pelo Construtor de Paisagens (mais fácil) até o Arquiteto do Impossível (mais difícil).

 Com essas peças, os jogadores precisam representar
as palavras sorteadas a cada rodada.

A rodada vai funcionar da seguinte maneira, o jogador lê sua carta e tem aproximadamente 2 minutos para tentar representar o que está sendo pedido nela.

Essa representação pode ser feita das mais diversas formas, mas sempre tendo em vista que os outros jogadores precisam reconhecer a sua escultura para que você possa pontuar.

Ao final do tempo determinado, um dos jogadores recolhe as cartas, e adiciona mais duas do baralho central, embaralhando e abrindo as seis no centro da mesa de forma que todos possam ver, mas ninguém saiba de quem é quem (ainda).

Aqui, vemos a clara representação de um CINEMA,
mas vai representar EXUBERANTE.

Agora vem a parte da votação, os jogadores vão marcar na régua, a posição da sua escultura na linha de cartas abertas, e quais ele atribui a cada um dos outros jogadores. Assim que todos tiverem feito suas escolhas, as réguas são abertas e acontece a pontuação.

O jogador ganha um ponto para cada acerto e um ponto cada vez que outro jogador acertou sua escultura, além disso se o jogador acertar todas as esculturas dos outros jogadores e/ou todos os outros jogadores acertarem a sua escultura, ele tem os pontos da rodada dobrados.

Os pontos são devidamente marcados e uma nova rodada se inicia e ao final da quarta rodada, o jogador com a maior pontuação é o vencedor.

Depois, os jogadores precisam identificar
sua escultura e você as deles.

Abstratus é um jogo extremamente inteligente e desafiador, nas primeiras categorias, algumas palavras são tranquilas de dar formas, mas você tentar dar forma a PODER ou IMPROVÁVEL pode ser algo que te faça queimar um bocado de neurônios.

Vale destacar aqui também como a produção do jogo está caprichada, desde a arte "clean" da capa, até a acomodação dos componentes na caixa, tudo foi planejado e executado de uma forma que dá gosto ter o produto em mãos.

O jogo base vai até quatro jogadores, mas com a expansão sobe até seis, e eu particularmente acho que uma partida com mais jogadores deve realmente ser muito bacana e divertida, pois ver o resultado do que os jogadores imaginam para determinada palavra é o que faz do Abstratus um jogo tão cativante, e merecedor de todo o barulho que causou durante o Diversão Offline do Rio.

A qualidade dos componentes, é um destaque à parte.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Quix!


Primeiro jogo da Game Maker agora como editora (agora TGM Editora), Quix! tranforma a experiência da famosa adedanha em um jogo de mais dinâmico, divertido e moderno.

Adaptado por Marco Aurélio Tayt-Son, o jogo segue uma série de rodadas onde o jogador da vez abre a letra a ser usada, e rola um dado que vai definir o modo de jogo da rodada.

Existem quatro tipos de modo, o individual, onde o jogador da vez abre a carta com o assunto da vez e com a letra previamente tirada, o duelo, que o jogador da vez escolhe um outro jogador, quem ganhar rouba os pontos do outros, o que todos jogam, onde cada um tira um tema e precisa responder e os eventos.

 Você sorteia a letra a ser usada, e dependendo do dado
tira a categoria e o modo da rodada.

Os eventos são bem legais, são ao todo cinco tipos diferentes e dão uma dinâmica bem legal a rodada, podendo dar muitos pontos (como o Tudo ou Nada que o jogador precisa responder 3 categorias) ou tira pontos (a mais legal é a Começo do Fim que um jogador responde e o jogador seguinte precisa seguir na mesma categoria usando a última letra da palavra anterior).

Tudo isso correndo contra o tempo, o jogo pede para que cada rodada dure no máximo trinta segundos, então nos eventos o tempo fica bastante apertado, e dependendo do tema (tipo, Nomes de Novela) você vai ficar em maus lençóis para terminar a tempo e pontuar.

Outra coisa divertida do Quix! é que em algumas categorias, você pode usar um dos seus marcadores de cérebro para responder antes do jogador da vez e dar uma pernada no amiguinho, mas isso só acontece uma vez por jogador, então não dá pra um jogador espertalhão estragar a experiência dos outros.

 O eventos dão uma mexida na forma com que
a rodada se desenvolve.

Mas a dinâmica de ganhar e perder pontos, pode fazer com que a partida fique arrastada, isso dá uma quebrada na graça do jogo e pode prejudicar a sua experiência, então se você sentir que a mesa tá levando isso de boa, segue o baile, mas se perceber que o pessoal tá começando a ficar de saco cheio, termina o jogo quando algum dos decks (o de letra ou o de tema) acabar.

EDIT : Nós recebemos a versão ainda pré-finalizada, o pessoal da TGM avisou que a versão final tem regras para evitar as situações onde o jogo poderia ficar arrastado. Ponto para a TGM!

O jogo normal termina quando um dos jogadores chega a 25 pontos.

Quix! é um joguinho muito bacana, a produção da TGM ficou caprichada e realmente foi uma excelente sacada do Marco de pegar um jogo que todo mundo conhece e dar uma cara moderna para ele.

Muito bacana a produção do primeiro
jogo da TGM Editora.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

7 Wonders : Armada


Eu não costumo falar muito de expansões, mas essa além de ser do meu card-game preferido (confere o TOP 3 aqui), ainda é uma daquelas que dão uma transformada legal no jogo base, eu tô falando da 7 Wonders : Armada.

Essa já é a quarta expansão lançada para o jogo, a Leaders e a Cities são muito boas e dão uma mexida legal no jogo, mas alterando pouco a estrutura principal do jogo, colocando apenas novas cartas, já a Babel (que é uma expansão bem fraca) já introduz tabuleiros novos e dá uma mexida, mas ela não funciona bem.

A Armada veio para colocar um tabuleiro novo no jogo, batalhas marítimas, um conceito novo de mercado e ilhas que vão sendo descobertas.

 Bastante coisa interessante na caixinha da expansão. Foto BGG.

No setup inicial do jogo, cada um recebe um dos oito tabuleiros de avanço marítimo, que apesar de terem as cores de colunas iguais, diferem no custo de cada avanço e em qual coluna é vinculada as etapas de construção das maravilhas.

Além disso, temos algumas novas cartas, e agora ao invés de usarmos sete cartas à cada Era, usamos oito, e o porquê desse aumento? Bem, agora ao construirmos a carta escolhida a cada turno ela dispara a possibilidade de termos avanços nas colunas marítimas.

 O tabuleiro funciona ao lado da nossa maravilha
e apesar de terem as mesmas cores, os custos diferem.

As cartas militares (vermelhas), comércio (amarelas), pontuação (azuis) e de conhecimento (verdes) te dão a chance de pagar pelo avanço no navio da cor escolhida.

Na coluna militar, agora temos valores para as batalhas marítimas, que vão ocorrer ao final de cada Era, mas ao contrário das batalhas terrestres onde só precisamos tomar cuidado com vizinhos diretos, agora os valores de todos os jogadores são checados, dando uma penalidade para o jogador mais fraco entre todos e bônus para os mais fortes.

A coluna de comércio te ajuda dando dinheiro, aumentando seu valor em comércio e fazendo com que os outros jogadores paguem impostos.

As ilhas dão uma dinâmica nova às partidas. Foto BGG.

A coluna azul só dá pontos mesmo e a coluna verde vai liberar a descoberta de até três ilhas, que são geralmente muito boas ajudando de várias formas dentro do jogo.

7 Wonders : Armada é realmente uma expansão muito boa, dá uma mexida bem interessante no jogo, e apesar do preço salgado que saiu lá fora, esperamos que ela chegue no mercado brasileiro, pois junto com o material já lançado no Brasil continua a manter o 7 Wonders como um dos melhores card-games de todos os tempos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Santa Maria


No período dos grandes descobrimentos exploradores iam para as novas terras para colonizá-las e tentar se desenvolver mais que as outras para chamar mais atenção do Velho Continente, em Santa Maria os jogadores são esses colonizadores conseguindo recursos para construções para no final o jogador com mais pontos de felicidade ser o vencedor.

No setup inicial cada jogador vai receber um tabuleiro individual e um dado azul algum recurso e dinheiro, no tabuleiro central rolamos três dados brancos para cada jogador, dispomos prédios que serão acessados pelos eruditos e pelos bispos (e darão pontos de felicidade).

O jogo roda durante três rodadas, cada rodada terão vários turnos onde os jogadores vão realizar uma série de ações para construção e ativação de prédios até que todos os jogadores passem, nesse momento rola uma pontuação de final de rodada e um novo se inicia.

 No tabuleiro central, muita informação
mas de fácil acesso.

A forma de realizar ações no Santa Maria é um dos destaques do jogo. No tabuleiro de cada jogador temos linhas (de cor azul) e colunas (de cor branca) com valores de um a seis que representam as faces dos dados, no seu turno o jogador escolhe um dos dados disponíveis para todos, ou do estoque pessoal e ativa as ações de todos os prédios da linha ou coluna escolhida parando com o dado no último prédio que você ativou deixando ele sem uso até a próxima rodada.

Isso quer dizer que você, com algum planejamento, pode ativar prédios de seu interesse algumas vezes antes que ele fique travado o restante da rodada.

Ainda temos a opção de usar dinheiro para ativar um prédio, usando uma moeda para usar a primeira vez (e deixando ele inativo pelo resto da rodada), duas moedas para o segundo, três para o terceiro e por aí vai, além disso você não fica tão travado com a questão dos valores, podendo também pagar para alterar a face do dado para uma que te atenda melhor.

 Na nossa colônia vamos colocando novos prédios, ancorando
navios e guardando recursos, além dos alegres pontos de felicidade.

Outra ação possível é expandir sua colônia, e para isso você paga os recursos necessários para comprar um novo prédio e coloca ele no seu tabuleiro dar melhor forma que lhe atender.

Os prédios vão te dar além dos recursos, possibilidade de avançar na trilha do conquistador, única forma de conseguir ouro e ainda dá uns bons pontinhos ao final de cada rodada, na trilha de religião, que libera os monges para irem aos espaços dos eruditos e dos bispos e finalmente te dão a chance de comprar navios das docas, que são colocados nos seus ancoradouros e darão benefícios no final de cada rodada.

Quando um jogador passa, escolhe um dos cinco espaços do tabuleiro central para deixar o seu marcador, recebe o benefício mostrado e já tem uma ideia da sua posição na hora de jogar a rodada seguinte, quando todos os jogadores tiverem passado a rodada termina, os jogadores recebem seus benefícios pelos navios ancorados, pontua-se a trilha do conquistador, e uma nova rodada começa.

 Você usa os dados para ativar as colunas e linhas
da sua colônia e assim usar a função dos prédios.

Ao final da quarta rodada o jogo termina, além do final de rodada normal ainda pontua-se por dinheiro adquirido na venda dos recursos que você não usou e pelos espaços dos eruditos e dos bispos e quem tiver mais ponto de felicidade é o vencedor.

Santa Maria foi uma grata surpresa, era um jogo que estava totalmente abaixo do meu radar, e que ao jogar se mostrou ser um euro bem consistente, com várias possibilidades estratégicas e muito gostoso de ser jogado.

Ele chega em breve ao mercado brasileiro pela Papergames (eu joguei a versão gringa) e acho que vai agradar bem a quem curte um euro leve/médio de qualidade.

http://www.gameofboards.com.br/

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Ubongo


Criado em 2003 pelo designer Grzegorz Rejchtman e trazido para o Brasil pela Devir, Ubongo é um quebra-cabeças abstrato onde temos que formar padrões com peças específicas no menor tempo possível para coletarmos pedras que no final do jogo nos darão pontos.

O jogo dura nove rodadas, cada jogador recebe um set de 12 tiles de formatos diferentes (tipo Tetris) e a cada rodada vão pegar uma das cartelas para montarem o padrão com os tiles disponíveis.

Existem dois tipos de dificuldade no jogo, no modo fácil cada padrão deve ser montado com três tiles, e no modo difícil com quatro tiles, uma vez que cada jogador pegou a sua cartela da rodada, rola-se um dado e vira-se a ampulheta.

 Ao sortear o dado, você precisa fechar a cartela
EXATAMENTE com os tiles exigidos. Foto BGG.

Cada face do dado representa a quais dos tiles você precisa usar para formar o padrão da rodada, e a ampulheta determina quando a rodada termina.

Assim que o primeiro jogador fechar a sua cartela, grita "ubongo!" e à partir desse momento os outros jogadores tem até o término do tempo da ampulheta para tentarem fechar as suas cartelas também.

No caso da ampulheta terminar o tempo sem que ninguém tenha conseguido fechar a cartela, ela é novamente virada para uma segunda chance, mas se ao final do tempo ninguém conseguir, essa rodada termina sem vencedores.

 Mas precisa correr contra o tempo, para pegar as
melhores pedras preciosas. Foto BGG.

Mas voltando ao caso de algum jogador fechar as cartelas, o jogador mais rápido ganha uma safira e sorteia uma outra pedra no saquinho, o segundo mais rápido ganha um âmbar e também sorteia uma segunda pedra no saquinho, caso hajam outros jogadores que também fecharam sua cartela, esses tem o direito de sortear uma pedrinha no saquinho.

Na rodada seguinte cada jogador sorteia uma nova cartela e no final das nove rodadas os jogadores somam os valores que tem em pedinhas (rubis valem 4 pontos, safiras 3, esmeraldas 2 e âmbars 1), quem tiver mais pontos é o vencedor, sendo realizada uma rodada desempate caso mais de um jogador termine com a mesma pontuação.

Ubongo é muito divertido, um jogo de visão espacial e velocidade que pode deixar alguns jogadores mais tensos, mas que depois de pegarem o jeito vão curtir muito as partidas e ele é daqueles jogos que toda família deve ter na coleção pois atende desde os menores até aos mais experientes.

Ubongo é daqueles jogos divertidos que todos
precisam conhecer. Foto BGG.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Lembra desse? Super Trunfo


Criado em 1978 na Inglaterra como Top Trumps, o Super Trunfo chegou ainda no final dos anos 70 ao Brasil pelas mãos da Grow, tendo em cada caixinha um tema diferente, cada carta tem uma série de atributos com valores, o jogador da vez escolhe um determinado atributo e baixa, os outros jogadores comparam os valores e quem tiver o maior leva a mão de cartas, no final quem tiver mais cartas é o vencedor.

O jogo em si é supre simples, o "twist" dele é a carta Super Trunfo, e ao ser baixada ganha de quase todas as outras, geralmente só perdendo para as cartas com final 1.

As cartinhas tem suas características
para serem comparadas.

Nos anos 80 era muito comum a mulecada ganhar de presente as caixinhas do jogo, pois era uma opção divertida e barata de presente, e como existiam dezenas de opções diferentes, era certeza de ser um presente bacana.

Depois de 40 anos de existência, o jogo não mudou suas regras, nem a forma de apresentação, mas com o passar do tempo milhares de caracterizações diferentes foram aparecendo, desde as mais basiconas como "Carros, Motos, Paises" até os mais bizarros como "Dragons & Magic Beasts" e baseados em times de futebol.

Curioso é que muitos desses jogos mais antigos, acabam sendo reinventados de alguma forma para os jogos modernos, mas no caso do Super Trunfo, não lembro de nenhum jogo que tenha pego emprestado as suas características emprestadas.

Hoje ainda é sucesso entre os presentes de aniversário.

O próprio Super Trunfo tentou se reinventar com a criação do Mega Trunfo, que consistia numa batalha entre dois baralhos iguais com um tabuleiro, mas essa ideia não foi muito para frente e o jogo continuou vivendo da sua simplicidade básica de sempre.

Super Trunfo é um daqueles jogos que você já deve ter jogado alguma vez na sua vida, e mesmo que não seja um primor de originalidade, tem uma nostalgia que faz dele uma referência.

O Mega Trunfo foi uma tentativa de modernização,
mas acabou não vingando.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

O Pequeno Príncipe - Faça um Planeta


Baseado na bela obra do francês Antoine de Saint-Exupéry e sendo mais uma criação da dupla Bauza e Cathala, O Pequeno Príncipe : Faça um Planeta chega pelas mãos da Meeple BR Jogos, e os jogadores precisam construir seu próprio planetoide para abrigar as diversas criaturas do livro, como as ovelhas, raposas, elefantes e cobras, mas cuidado pois vulcões sempre podem aparecer e o crescimento desenfreado de baobás pode acabar com a vida no planeta.

Primeiramente separamos os tiles de bordas inferiores e superiores, os tiles de centro do planeta e os de personagem em pilhas distintas para a hora da compra.

A partida dura exatamente 16 rodadas, e em cada uma delas compraremos tiles para formar os nossos planetinhas, com o jogador da ver escolhendo de qual pilha ele quer comprar os tiles, abrindo uma quantidade de tiles igual ao número de jogadores, escolhendo um tile para si e escolhendo qual o próximo jogagor a pegar o próximo tile.

 Os tiles são abertos e depois de escolher um para si,
o jogador da vez escolhe o próximo jogador.

Cada tile de planeta tem características diferentes, como quantidade de bichos, lampiões, sois, caixas, vulcões, baobás e a tão querida e rara rosa.

Já os tiles de personagens são responsáveis por dizer o que seu planeta vai pontuar ao final do jogo, cada jogador vai pegar no final da partida quatro desses tiles, então é sempre legal ficar de olho no planetinhas dos outros jogadores, para não lhe deixar um personagem que vá render muitos pontos no final.

O jogo é extremamente temático, e um dos grandes baratos dele é a relação dos planetas com o baobá. Cada planeta pode ter no máximo dois baobás, se por acaso lhe sobrar um tile que faça seu planeta estourar esse limite, os três tiles com a figura dos baobás são virados ao contrário, perdendo todos os outros desenho que estão nele.

 Conforme seu planeta vai crescendo, mais você precisa
ter cuidado com vulcões e baobás.

Isso nem é uma coisa tão ruim assim, pois tem o personagem do bêbado que dá pontos pelos tiles que forem virados, então você sempre consegue trabalhar bem com as adversidades.

Mas uma grande pernada que você pode dar nos adversários, são os vulcões, no final das 16 rodadas, o planeta que tiver a maior quantidade de vulcões visíveis, perde pontos por cada vulcão, então é sempre bom ficar de olho.

Nisso O Pequeno Príncipe é um daqueles jogos muito gostosos, pois com a regra de você escolher o próximo jogador a pegar o tile, você tem como tentar empurrar um tile ruim para um jogador, ou fazer com que determinado planetinha pegue o terceiro baobá, enfim, ele te faz ficar antenado a partida toda.

No final, com o planeta completo, pontuam-se
os quatro personagens de cada jogador.

Ao final das 16 rodadas, somam-se os pontos baseados nos personagens de cada jogador, reduzindo os pontos do planeta com mais vulcões, e o planetinha com mais pontos é o vencedor.

O Pequeno Príncipe é um jogo pra todos, mas principalmente para aqueles que conhecem a história, pois esses com certeza vão ficar realmente felizes ao ajudar na construção do planetinha, tomando cuidado com os baobás, tentando proteger a rosa dos vulcões que aparecerem, para maior imersão o jogo ainda tem as ilustrações originais do livro, então realmente é daqueles joguinhos que a gente precisa ter na coleção.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

TOP Jogos para Viagens


Final de ano chegando, férias escolares, naquele recesso entre o natal e o ano novo sempre sobra um tempinho para dar uma fugida com os amigos para relaxar, tomar umas cervejas, pegar uma piscininha e claro, jogar uns tabuleiros.

Antigamente a gente levava um Imagem & Ação, Can-Can, Master e os mais ousados até arriscavam um WAR ou um Banco Imobiliário, mas isso é passado, com os jogos de tabuleiro modernos cada vez mais entrando em nossas vidas, a galera tem muito mais opções de jogos "férias" no mercado nacional e vamos aqui dar umas dicas tentando segmentar pela turma envolvida.

Se a turma que vai estar na viagem é mais light, está começando agora no maravilhoso mundo dos tabuleiros modernos o ideal é que sejam jogos que apresentem elementos novos talvez com alguma referência a coisas mais antigas, mas que ainda não assustem muito com regras extensas ou muitos elementos.

Nessa linha de jogos, as experiências sociais são sempre um sucesso, algumas boas indicações são o Nosferatu, Pablo, Dixit, Dobble e Jenga que atendem a um número grande de jogadores e mesmo que as pessoas envolvidas não tenham ainda muita bagagem em jogos, vão com certeza curtir esses.

Agora, se a turma já tem algum conhecimento nos jogos, e está numa de se aprofundar mais, mas sem perder a pegada "estamos de férias", aí o leque se abre muito e temos excelentes opções de jogos leves, rápidos e de regras tranquilas para apresentar.

Na minha mala não saem Concept, Codinomes e Avenue hoje em dia, outros que sempre são bem recebidos pela galera são o Saboteur e o divertido The Resistence.

Codenames é certeza de partidas divertidas.

Se a turma não for tão grande temos o recém lançado Abstratus, Kingdomino, MMBR9 e Karuba são jogos pra até 4 jogadores e que tem regras muito tranquilas para a galera que já aprendeu que existe vida fora do Detetive, mas ainda não entrou de vez nas "dorgas" pesadas.

Mas se a turma já conhece autor pelo nome, já diferencia bem um euro de um ameritrash, então dá pra indicar uns jogos de férias um pouco mais "gamer", mas sem queimar muitos neurônios (que isso é função da cerveja).

 Istanbul é uma opção gamer, ainda assim leve.

Pra esse público que tá afim de relaxar, mas ainda assim jogar uns bons jogos, temos opções como Istanbul, Ticket to Ride Europa, Azul, Jamaica, Dragon Castle entre muitos outros que atendem bem tanto em tempo de jogo (nenhum dos citados passa de 1:30 de partida), tanto em apresentação e jogabilidade.

O grande lance aqui é aproveitar que você tá com a galera e enquanto o churrasquinho tá fiando pronto, e a cerveja tá gelando, dá pra jogar alguma coisa pra não ficar enferrujado, aí quando voltar à realidade, bem, aí só um Guerra dos Tronos de tabuleiro para se preparar para mais um ano!

Outras indicações : Catan, Carcassonne, Abyss,
Barenpark
, Luxor, Honshu

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 https://www.clubebg.com.br/

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Ludoteca Básica : Agricola


Corrigindo uma falha de conteúdo do canal, hoje vou falar de um dos meus três jogos preferidos e que merece um lugar de destaque na coleção de qualquer um fã de euro games, estou falando do Agricola, lançado em 2007 pelo ainda pouco falado Uwe Rosenberg e que explodiria a cabeça de muita gente chegando a destronar o grande Puerto Rico do TOP1 no BoardGameGeek.

Em Agricola, os jogadores são uma família de fazendeiros que começam a vida em uma casinha pequena de barro, apenas com o passar do tempo veem sua fazenda crescer, assim como sua família, mas precisam ficar sempre atentos, pois a escassez de alimento está sempre rondando e você precisa ter muito cuidado para não passar fome.

 Agricola não é jogo para mesa pequena.

Um dos primeiros jogos a apresentar a mecânica de alocação de trabalhadores, a cada uma das 14 rodadas você vai mandando suas peças para espaços de ações que vão sendo abertas rodada à rodada.

Nelas você vai conseguir comida, plantações, fazer suas melhorias e ofícios, e de tempos em tempos temos a fase de colheita, onde precisamos alimentar a todos, ver os nossos bichinhos procriarem, para com isso ao final do jogo conseguirmos pontos de vitória.

Agricola trouxe além da alocação de trabalhadores, as cartas. No início de cada partida recebemos um número de ofícios e melhorias menores e temos duas formas de jogar com elas, a mais rápida é tentar se virar com as cartas que estão na sua mão e a forma mais "gamer" rola um draft para que no final você consiga manter cartas que tenham uma sinergia maior dentro do que você pretende jogar.
 
 Motivo de ódio de muita gente : As cartinhas!

O grande lance aqui é que o número de cartas da primeira versão do jogo era enorme (360 cartas) e isso fazia com que as vezes você recebesse umas cartas inúteis ou que muitas vezes não combinavam entre si e te deixavam o jogo mais travado, não que isso estragasse a experiência, mas as vezes era frustrante ver os outros jogadores conseguindo trabalhar melhor com as suas mãos de cartas.

Mas isso não fez o autor, nem a editora diminuírem a quantidade de cartas lançadas ao longo dos anos, foram inúmeras as expansões pequenas adicionando cartas, algumas sérias, outras de zoação, como a X-Deck e a Legen*Dairy.

Por conta disso e dando mais algumas arrumadas de regras, em 2017 o jogo foi relançado, com uma enxugada enorme nas cartas, caindo para somente 120 cartas, e dando uma revisada em regras e componentes, o Agricola : Edição Revisada aproveitou também para resgatar o jogo que estava perdendo espaço para o seu irmão, o Caverna, que tinha conceitos e regras bastante similares, mas com as informações todas disponíveis na mesa e dotado de menos crueldade em relação a fome.

 Edição Revisada : Menos cartas, componentes mais caprichados
para atrair novos jogadores.

Vale destacar aqui também duas expansões muito bacanas da primeira edição, uma é a Farmers of the Moor, que adicionava cavalinhos e aquecimento, além de mais cartas obviamente, e uma que é surpreendentemente simples e boa, que é um cartão postal que a editora Lookout distribui e chama-se Through the Seasons, que faz uma passagem pelas estações do ano dando bônus e penalidades e dão uma dinâmica muito boa ao jogo.

A edição revisada recebeu esse ano a sua versão da Farmers of the Moor e por incrível que isso possa parecer, existem algumas expansões menores só de cartas (aquelas que tinham sido cortadas anteriormente, lembram??).

 Farmers of the Moor : Uma expansão muito bacana.

Eu sou fã incondicional do Agricola, acho um daqueles jogos perfeitos, mesmo nos momentos críticos de escolha de cartas, ou de ficar as vezes gastando uma rodada praticamente toda só pra evitar a fome na hora da colheita, ele extrai do jogador sangue, suor e lágrimas, mas ao final de uma partida, dificilmente você levanta da mesa sem ficar alguns momentos debatendo a partida.

Tendi sido lançado em ambas as versões no Brasil pela Devir, esperamos que a expansão chegue logo em terras tupiniquins para que os jogadores possam conhecê-la (eu tenho e acho espetacular) e se você curte um jogo pesado e ainda não conhece Agricola, é uma "falha lúdica" que precisa ser corrigida urgentemente.

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