sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Medici


Lançado em 1995 e chegando agora no Brasil numa versão lindona da Papergames, Medici é um jogo de leilão criado pelo mestre no assunto, Reiner Knizia, e faz parte de uma trilogia de jogos com essa mecânica lançados na mesma época (os outros dois são o Arte Moderna e o RA).

Nele cada jogador é uma casa de comércio que precisa ir ao mercado comprar bens para exportá-los pelo Mediterrâneo em seu navio e assim conseguir ser a casa com mais Florins ao final de 3 dias.

Cada jogador começa com um navio com 5 compartimentos e uma quantidade de Florins definida pelo número de jogadores, as rodadas (dias) são super simples de explicar.

 O jogador vai abrindo as cartas do lote a ser leiloado.

O jogador da vez abre de uma a três cartas de produtos, existem 5 tipos de produtos no jogo (tecidos, peles, grãos, especiarias e tinturas) com cartas que variam de 0 a 5, além de apenas uma carta de ouro com valor 10.

Ao definir se o lote terá de uma a três cartas, então o jogador à esquerda do jogador da vez começa a dar um lance por ele, esse jogador precisa pagar o mínimo de um Florin ou passar, o leilão passa por todos os jogadores até chegar ao jogador da vez que é quem dá o último lance ou passa.

Uma vez definido o ganhador do leilão (caso haja) aquele jogador paga a sua quantidade de Florins ofertada e coloca os bens no seu navio ocupando a quantidade de espaços necessários.

 As cartas são colocadas no seu navio para serem pontuadas.

Como cada jogador só tem cinco espaços disponíveis no navio, os leilões depois de algum tempo, precisam ter a quantidade máxima para que todos possam participar, então com o desenvolver do dia, as vezes acontecem leilões de 2 ou 1 carta só.

O dia termina quando todos os jogadores, exceto um, completa seu navio, aquele último jogador então completa seu navio com as cartas do topo do baralho e caso não hajam mais ele viaja com espaço sobrando, e aí acontece a pontuação de final de dia.

A primeira pontuação é referente aos valores de cada navio, somam-se todas as cartas em cada navio e o primeiro colocado ganha uma pontuação e dependendo da quantidade de jogadores, outros jogadores também recebem pontos.

 Cada produto é pontuado também isoladamente.

Depois da pontuação do navio temos a pontuação do mercado, cada produto é pontuado isoladamente, mas dessa vez pela quantidade de cartas, as pontuações são ganhas, caso o jogador atinja os bônus de cada produto também os recebe e um novo dia começa novamente enchendo os navios (que são zerados depois da pontuação) e  ao final de três dias (com três pontuações) o jogador com mais Florins é o vencedor.

Medici é um daqueles jogos clássicos que envelheceram bem ganhando versões novas mais lindonas, ele é basicamente um jogo de leilão e observação, você não pode ser olho grande e tentar pontuar em todos os produtos, mas precisa marcar os outros jogadores também.

É um excelente exemplo de jogo com regras enxutas, decisões inteligentes e que você termina a partida pensando na melhor forma de ganhar da próxima vez que for jogar.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Scarabya


Sucesso durante a GenCON desse e do Diversão Offline com a versão gigante no estande da Galápagos Jogos, o Scarabya é o mais recente jogo da aclamada dupla Bruno Cathala e Ludovic Maublanc (mesma dupla do ótimo Cyclades).

Nesse jogo somos exploradores que cercam áreas em escavações para conseguirem pegar tesouros, no final de 12 rodadas quem tiver mais tesouros é o vencedor.

No setup cada jogador recebe quatro tiles que devem formar a sua área a ser escavada, e 12 tiles bem no estilo "Tétris", e a cada rodada uma carta é aberta e o tile correspondente precisa ser colocado no tabuleiro seguindo umas regrinhas.

 Você puxa a carta e coloca a peça do mesmo formato no tabuleiro.

Se por acaso ao colocar o tile você cerca um espaço de até 4 quadrados, você pontua os escaravelhos que foram cercados dando a cada um o valor da quantidade de quadrados (ex. se seu espaço de três quadrados cercados tinham 2 escaravelhos, cada um valerá 3 pontos).

A paradinha aqui do jogo é que o primeiro tile necessariamente precisa ser colocado em um dos quatro quadrados centrais e os tiles seguintes precisam estar conectados a ele, além disso temos bloqueadores naturais para a colocação dos tiles que tem formatos bem chatinhos de encaixar.

 Conforme vai cercando as áreas, vai pontuando os escaravelhos.

Scarabya é um jogo bem levinho, não leva mais de 40 minutos e vem na onda dos "jogos Tétris", o diferencial aqui é o lance de todo mundo colocar a mesma peça tentando não copiar o desenho do amiguinho para conseguir pontuar melhor que ele.

Eu curti, dá pra jogar com a família na boa e ele encaixa bem na linha de jogos leves da Galápagos Jogos, que está trazendo ele para o Brasil.

Durante o Diversão Offline, uma versão gigante do jogo.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Newton


Durante o século XVIII a busca por conhecimento era acirrada, pesquisas eram realizadas em todos os campos, e estudantes ambiciosos como nós iam atrás de toda a fonte de sabedoria possível para quem sabe se tornar um grande Mestre.

Em Newton tomamos o lugar desses alunos atrás de conhecimento, e para isso o jogo conta com tabuleiros, cartas e tokens num jogo bastante bacana que vamos explicar um pouco agora.

Inicialmente temos um grande tabuleiro central dividido entre o mapa da Europa, a trilha de trabalho e a árvore de tecnologia, além disso cada jogador tem a sua mesa de estudos, composta por uma biblioteca e a escrivaninha onde vamos colocar as ações a serem realizadas em cada rodada.

 Ao baixar uma carta de ação, tente potencializá-la ao máximo.

Cada jogador começa com uma mão de seis cartas, com os tipos básicos de ação (trabalho, tecnologia, viagem, lições e estudo) e um coringa, além de 4 Mestres que você vai liberar durante o jogo.

O jogo se passa durante 6 rodadas e cada uma dessas rodadas tem 2 fases distintas : a fase de ação e a fase de final de rodada.

Durante a fase de ação, cada jogador vai realizar uma ação de uma de suas cartas, para isso ele coloca a carta desejada na sua escrivaninha, e ativa a ação desejada e a grande sacada no Newton, é que você pode potencializar a sua jogada.

 Um mapa cheio de conhecimento a ser descoberto.

Cada jogador começa com um ícone de ação fixo no seu tabuleiro de estudo, a cada vez que você baixar uma carta com aquele símbolo, a ação vai somando aos ícones já existentes na escrivaninha, assim se você baixa uma carta de viagem, casa já tenham outros ícones aparentes, você vai poder andar mais casas pelo tabuleiro da Europa.

Newton é daquele tipo de euro cheio de "mini-games", então aqui você tem a parte de trabalho que vai te dar dinheiro para conseguir viajar mais longe no tabuleiro, que vai te ajudar a liberar as cartas de Mestres e cubos que são importantes para pontos que também são ganhos ao completar prateleiras com a ação de estudo e por aí vai.

 A árvore de teconlogia onde você precisa escolher
bem o caminho à seguir.

Mas uma das ações mais importantes, é que tem um forte apelo temático, é a ação de lição, nela você vai pegando novas cartas de ação para a sua mão, e o jogador tem que ficar muito ligado nisso, pois todo final de rodada uma das cartas da sua mão vira um ícone travado na sua escrivaninha, e isso tem um lado bom (como já expliquei sobre a potencialização das ações), mas também um lado ruim pois conforme você vai pegando cartas novas, essas dão bônus a serem disparados no momento em que elas são ativadas, então quando elas ficam travadas esse bônus some.

Ao final da sexta rodada os jogadores recebem pontos por alguns tiles em que eles puseram cubos durante a partida, que somados a pontuação durante o jogo vão dizer quem foi o estudante mais dedicado.

Newton me surpreendeu, é daqueles jogos que a partida termina e você logo quer jogar outra, tem um fator de rejogabilidade absurdo (os tokens no mapa são todos aleatórios a cada partida) e a questão da preparação da mão, a escolha das ações a cada turno, as opções de como e onde investir, fazem dele um jogaço que a Meeple BR está trazendo para o Brasil em breve!

Você vai travando as cartas durante a partida
e no final sua escrivaninha é só conhecimento.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Semana das Crianças - Parte 3


Fechando a nossa semana especial pelo Dia das Crianças, vamos dar mais uma geral pelas editoras brasileiras que ainda tem títulos pontuais voltados para os pequenos.

Uma que, até me contradizendo um pouco, tem um catálogo bem vasto para os pequenos é a Mandala Jogos. Com mais títulos voltados para público jovem como o Dwar7s : Outono, Quartz e King's Gold eles estão começando a olhar os menores trouxeram recentemente para o Brasil o Dr. Eureka, um título bastante divertido do grande Roberto Fraga (do Fila Filó e do Captain Sonar).

Outra que traz no catálogo boas opções para a família toda é a Papergames. Jogos como Avenue, Kingdomino e Bonhnanza são opções certeiras que agradam aos pais e aos filhotes à partir dos 8 ou 9 anos.


A RedBox traz também boas opções como Frogriders, Boss Monster e o recentemente lançado Big Book of Madness (esses dois últimos pros mais grandinhos).

Além disso ela lança regularmente o Old Dragon, um RPG a moda antiga que tem regras tranquilas para tentar trazer a mulecada para o maravilhoso mundo dos jogos de interpretação e que também podem ser fisgados pelo excelente Hora da Aventura RPG lançado no Brasil pela RetroPunk que também tem o divertido SK8 (um dos prediletos do meu pequeno).

Mas ainda não tivemos um boom de autores trabalhando para essa fatia de mercado, são poucos os jogos de autores nacionais lançados para a galerinha à partir dos 6/7 anos (ou menos).

 Dr. Eureka : Experiência tátil e lógica.

Nesse ponto uma editora que saltou na frente foi a Geeks n'Orcs que já conta no seu catálogo jogos família muito acessíveis a todas as idades como o divertido Piratas! e o Melvin vs. Kronk, ambos de autoria do Renato Simões (sendo o Piratas! em parceria com o Pedro Sales).

Além deles, uma editora que parece estar sendo formada para essa galerinha é a Curió Jogos que lançou recentemente o Macacos me Mordam da Isabel Butcher e que acerta em cheio na facilidade de regras e apelo gráfico para trazer a galerinha para a mesa.


Mas seria um injustiça (e uma ingratidão) tremenda terminar de falar dos jogos para a criançada sem citar as empresas que sempre estiveram na nossa vida praticamente desde o berço que são a Estrela e a Grow.

Apesar hoje estarem mais voltadas aos brinquedos a Estrela ainda tem no seu catálogo clássicos atemporais, quem nunca brincou de Cai-Não-Cai que atire a primeira pedra.

Já a Grow apesar de estar trazendo jogos modernos, ainda tem nas suas prateleiras alguns dos jogos que estiveram na mesa de gerações e gerações, como Super Trunfo e o tão famigerado (quanto adorado) WAR.

Na verdade é que hoje temos, como mostrei durante essa semana, uma gama enorme de jogos para todas as idades, para todos os níveis de complexidade, e para os gostos, tanto para quem joga junto quanto para deixar os pequenos jogando sozinho com os amigos sem precisar importar nada, pois agora o mercado nacional está muito bem servido.

Boss Monster : Boa diversão um contra o outro.

http://www.gameofboards.com.br/

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Semana das Crianças - Parte 2


Dando continuidade ao nosso especial da Semana da Criança, vamos falar de duas editoras que tem investido bem em jogos para os pequenos e para a mulecada mais crescida, que são a Galápagos Jogos e a Conclave Editora.

Com 15 anos no mercado, a Conclave Editora, veio do RPG para os tabuleiros e está cada vez mais se firmando como uma das grandes editoras do mercado, com jogos que agradam a todos os gostos, dos mais leves (como o Get Bit!) aos mais hard (como Tikal) eles tem muitas opções para a galerinha.

Uma iniciativa muito bacana da editora durante a edição carioca do Diversão Offline foi inclusive separar um espaço totalmente dedicado aos "family game".

 Honshú : Joguinho que agrada a todas as idades.

Outro grande trunfo foi a parceria firmada com a Haba, a maior editora de jogos infantis da europa, famosa por títulos inteligentes e com produção super caprichada já podemos ter no mercado brazuca dois jogos deles, o Animal Upon Animal e o recém lançado Rhino Hero.

Outros títulos que indicamos para os pequenos e médios da editora são Ultimate Warriorz, Flamme Rouge, Magic Maze e Survive entre outros.

Já a Galápagos Jogos praticamente nasceu junto ao novo "boom" dos tabuleiros modernos e sempre teve no seu catálogo "family games" e ainda que não tenha muita opção para os mais pequeninos, investe cada vez mais em opções para a criançada à partir dos 10 anos.

Desde que foi fundada, jogos como o Convocados já pensavam na diversão mais família e voltada para um público mais descontraído, e isso só se acentuou com o tempo.

Seu maior sucesso, o Zombicide, é um daqueles jogos em que o apelo visual e regras fáceis fazem com que a mulecada chegue na mesa e não queira sair, lá em casa ele é um dos prediletos até hoje.

Potion Explosion : Até os menores ajudam
a catar as bolinhas.

Com isso, pudemos ver que na esteira dos seus lançamentos para o próximo ano tivemos vários anúncios de jogos mais voltados para a diversão entre pais e as crianças, Scarabya, Reef, o divertido Gizmos são bons exemplos do que vem por aí.

Deles além dos títulos já mencionados podemos indicar o Potion Explosion, Takenoko, Star Wars : X-Wing e Legion e o divertido Dobble, mas vale dar uma conferida no catálogo deles inteiro.

Sexta-feira terminamos essa nossa semana de indicações para os pequenos.

Zombicide : Amor a primeira rolagem de dados.

https://www.clubebg.com.br/

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Semana das Crianças - Episódio 1


Dia 12 de outubro celebra-se o Dia das Crianças, e nesse nosso querido hobby dos tabuleiros muitas vezes já nos olharam torto pelas mesas com a indagação "mas isso não é jogo de criança??", pois bem, muitas vezes não, mas existem sim uma gama gigantesca de bons jogos para os pequenos.

Aqueles, que como eu, ainda tem filhos ou sobrinhos para jogarem juntos, acabam conhecendo, comprando e curtindo jogos feitos para eles e que nos deixam cativados por mecânicas inteligentes, coisas que trazem o lúdico para a vida deles e nos divertem por tabela.

Jogos/brinquedos que atravessaram gerações.

A alguns anos atrás estávamos presos apenas a jogos importados ou então aos jogos/brinquedos que atravessaram décadas divertindo às famílias, mas não traziam nada de novo ou original para a mesa, mas com o boom dos jogos modernos no Brasil isso mudou, e hoje já podemos fazer uma semana inteira de publicações indicando jogos para vocês, é isso que faremos de hoje à sexta.

Vamos tentar cobrir as principais editoras do país e dar indicações de joguinhos que já jogamos ou já vimos para que vocês possam aumentar a coleção da mulecada.

Uma das editoras mais antigas em atividade por aqui, a Devir tem também um dos maiores catálogos voltados para a criançada de idades pequenas (como Fantasma Blitz e Escadas Assombradas) até para a mulecada mais velha, que já tem possibilidade de enfrentar regras mais elaboradas (para esses Ilha Proibida e Carcassonne são bons exemplos).

Com muitos jogos temáticos, a Devir ainda tem uma série de jogos abstratos muito bons que podem ser jogados com a turma toda. Jogos como Genial, Ubongo e Nmbr9 são sempre sucesso nas mesas por onde passam e são excelentes opções de jogos para família toda.

 Fila Filó : Excelente exemplo de ideia
inteligente e apelo visual

Além dos já citados, ficam as indicações de Fila Filó, Leo, Checkpoint Charlie, a série EXIT e A Lebre e a Tartaruga (primeiro jogo a receber o Spiel des Jahres).

A Meeple BR tem no seu catálogo jogos mais pesados, os euros clássicos, mas tem também alguns jogos família que trazem a galera mais novinha para a mesa.

Opções como Colt Express são tiros certeiros para chamara a atenção dos pequenos, pois tem um apelo visual absurdo e temas como o Dead Man Tell no Tales, com a facilidade de ser um jogo cooperativos, fazem com que o lúdico deles fique super ouriçado.

Mas da editora o que realmente chama mais atenção é o Pequeno Príncipe, em que rola interação em um jogo que além de trazer as crianças para a mesa, fazem com que você volte a ser criança.

Além dos citados, valem as indicaçõs do Vudu, Wrong Chemistry e Ninja Camp.

Pequeno Príncipe : Um jogo apaixonante!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Costa Ruana


Lançado recentemente pela Mandala Jogos, em Costa Ruana os jogadores são nativos das ilhas que compõe o arquipélago que dá nome ao jogo e que com a eminente chegada de piratas, são orientados pelo Xamã a esconder as pedras preciosas tão abundantes nessas ilhas.

Cada jogador começa sua partida com uma  cabana e dez nativos, o arquipélago é montado com uma quantidade de ilhas determinada pela quantidade de jogadores e nessas ilhas colocaremos as pérolas, duas delas com 4 e as restantes com 5, além disso cada jogador terá uma mão de 5 cartas, que são o coração do jogo.

Na rodada, à partir do jogador inicial (o Xamã da rodada), os jogadores terão três turnos de ações, no primeiro turno, cada jogador precisa colocar uma carta aberta na sua frente ou na frente das outras tribos, na segunda rodada, a mesma coisa só que com a carta fechada e finalizando os jogadores podem colocar um dos seus nativos em qualquer carta (aberta ou fechada, sua ou de outra tribo) para usar aquela ação também (inclusive duplicando a ação caso coloque numa carta sua).

 As ilhas sendo visitadas pelos nativos e no centro
as cores habilitadas para a rodada.

As cartas servem para realizar as ações do jogo, que são mover pérolas, colocar nativos, trazer nativos de volta para a tribo ou mover nativos pelas ilhas, e essas cartas vem em quatro cores, o grande lance do jogo é que apenas duas dessas cores vão estar ativas na rodada.

Uma vez que esses três turnos passam o Xamã decide qual das cores irá valer na rodada, as cartas de validação tem frente e verso, então se a face azul está virada para cima, obrigatoriamente a face rosa estará oculta, somado a isso saber que o Xamã tem que virar apenas uma das duas cartas em questão, você tem algum controle sobre o que vai ser ativado ou não.

 Você precisa saber escolher bem onde, como e qual carta usar.

Decidida as cores que estarão habilitadas, os jogadores vão resolvendo as cartas em uma ordem determinada (mover pérola > retornar nativos > colocar nativos > mover nativos) e uma vez que as cartas de todos os jogadores são resolvidas começa a fase de validação de cada ilha.

Quem tiver a maioria absoluta de nativos em uma ilha, traz de volta um dos seus nativos com uma pérola debaixo do braço, caso haja empate em quem tem mais nativos, o segundo colocado (se não houver outro empate) sai de fininho com uma pérola.

Após essa resolução o jogador com a menor quantidade de pérolas é escolhido o novo Xamã, cada jogador repõe a mão e o Xamã atual decide se mantém ou escolhe outro jogador para essa função e uma nova rodada começa, até o total de 5 rodadas.

Ao abrir as cartas, você realiza as ações com as
cores habilitadas.

A pontuação final é baseada na quantidade de pérolas na sua cabana (2 pontos para cada uma) e na quantidade de nativos na tribo, não nas ilhas (1 ponto para cada) e quem tiver a maior pontuação leva.

Costa Ruana é um jogo de leitura de mesa, você precisa ficar ligado no que o Xamã precisa, ter um plano A e um plano B na hora da colocação das cartas e meeples, ele pode parecer um jogo simples a primeira vista, mas você com certeza vai se surpreender com ele.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Campanha Imperial Assault : 11ª Sessão e Final


Finalmente terminamos as 12 sessões da campanha do Imperial Assault, pouco mais de um ano e muita diversão envolvida, e nessa postagem vou falar um pouco de como foram as duas últimas sessões, a 11ª que aconteceu em agosto (e eu esqueci de postar) e a 12ª que rolou semana passada.


Nessa missão capturamos um dos oficiais do General Weiss e precisamos levâ-lo até um dos terminais de computador para que ele nos mostre os planos da arma secreta imperial, e para isso temos 8 rodadas para chegar até esse terminal.

Essa sessão foi uma corrida contra o tempo, pois o caminho até o terminal era longo e cheio de inimigos imperiais e ainda tínhamos que arrastar o oficial que não podia ficar muito longe do alcance de uma das nossas figuras ou escapava.

Tivemos que carregar o oficial até o final da aventura.

Tivemos que fazer tudo de forma coordenada para chegar até o terminal e descobrir que na verdade toda a história sobre arma secreta tinha sido um grande embuste para enganar as frotas Rebeldes, e agora que sabíamos da verdade, poderíamos usar essa informação como vantagem.

Com mais uma vitória da turma Rebelde, a nossa missão final foi indicada, teríamos agora que ir atrás do General Weiss.


 Essa missão começa já no meio da invasão surpresa das tropas Rebeldes ao planeta onde está localizado o General Weiss, e a nossa missão é capturá-lo, mas ao chegarmos a superfície do planeta já somos recepcionados por tropas Imperiais.

Tínhamos 12 rodadas para chegar até o lugar onde imaginávamos estar o General, e não podíamos deixar a galera ferida, pois caso contrário o Império venceria a batalha final.


A cada porta que abríamos, íamos avançando até sem muitas dificuldades, até chegarmos os escritório do General, onde fomos surpreendidos por ninguém menos que Lord Darth Vader que estava repreendendo o General Weiss pela sua falha, e o deixou morto aos seus pés.

A partir desse momento o nosso objetivo era derrotar Vader, só que ele tinha ativações sempre que um dos jogadores terminava a sua jogada, formas de defesa automática e mais uma série de vantagens nos confrontos diretos.

Foram três turnos super tensos, a cada ataque por mais danos que conseguíssemos tirar, ele defendia a sua maioria, e ainda conseguia ir detonando os nossos personagens, mas fomos minando ele até que finalmente conseguimos derrotá-lo, com metade dos jogadores Rebeldes aniquilados junto.

 Caminho tenso até chegar ao nosso objetivo final.

Mas como não dá pra matar Lorde Vader assim tão fácil, ele derrubou as paredes da instalação Imperial e fugiu, mas garantimos a vitória Rebelde.

Depois de 12 sessões, Imperial Assault continua sendo o "dungeon crawler" mais legal de todos, a jogabilidade dele é muito boa, simples, prática e que dá ao jogador abertura para curtir o jogo e as suas historinhas, o tema obviamente, ajuda muito, mas fato é que mesmo depois de tantas partidas, ainda dá vontade de partir para a próxima campanha.

Enfrentar o Lorde Vader foi difícil, mas no final vitória Rebelde.

 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Reef


Anunciado pela Galápagos Jogos durante o Diversão Offline, Reef é um jogo abstrato onde precisamos formar padrões descritos nas cartas que também servem para comprar os corais necessários.

o jogo tem regras super simples, cada jogador começa com seu board que simula o recife que precisamos encher de corais que vem em quatro cores e que já temos um de cada como setup inicial.

Além disso, recebemos uma mão com 2 cartas, nessas cartas temos duas informações : a quantidade e o tipo de corais que podemos comprar, e um padrão para fazermos no nosso recife para pontuarmos, além disso o jogo deixa aberto três cartas no meio da mesa, além da pilha de compras.

Na nossa rodada podemos fazer uma ação entre duas possíveis, comprar uma carta da mesa e colocar na mão, ou baixar uma carta da mão e resolvê-la.

 A carta você usa para pegar os corais e fazer nos pontos.

A ação de comprar do meio da mesa é simples, as três que estão abertas são gratuitas, mas se você quiser comprar a primeira carta aberta da pilha de compras, precisa pagar um ponto do seu estoque e colocar esse ponto na carta aberta que gerar a menor pontuação entre todas.

Já ação de baixar a carta é um pouco mais complexa. A primeira coisa a ser feita é comprar a quantidade e o tipo de corais descritos na carta, e colocá-los imediatamente no seu tabuleiro.

Essa colocação é livre, você só precisa ficar atento pois o limite de corais a serem empilhados é quatro, não podendo subir além disso.

Depois você pode pontuar a carta que acabou de baixar se você tiver a configuração apresentada nela, e fazer isso você pega as fichas de pontos indicadas na carta e coloca no seu estoque pessoal.

 Conforme o jogo avança seu recife vai ficando lindo.

O jogo desenvolve dessa forma até uma das cores de coral zerar, aí a rodada atual acaba, contam-se os pontos e o jogador com a maior pontuação é o vencedor.

Reef vem na trilha do Azul e do Sagrada colocar mais um bom jogo abstrato no mercado, com isso cada vez mais acostumamos o público brasileiro a esse tipo de jogo tão gostoso.

Além disso ele é visualmente lindo, podendo ser jogado com jogadores de praticamente todas as idades, pois tem regras super simples e um apelo visual que faz com você tenha vontade de ter o joguinho na sua prateleira.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

The Towers of Arkhanos


Prestes a entrar em financiamento coletivo internacional via Kickstarter, The Towers of Arkhanos é mais uma criação dos amigos Daniel Alves e Eurico Cunha que desenvolveram o jogo e vão lançar lá fora pela Creative Game Studios e que virá para o Brasil pelas mãos da Conclave Editora.

Nesse jogo, somos as escolas de magia vão a pedido do grande mago Arkhanos às ruinas de Gil-Garoth para dominarem uma enorme quantidade de mana em estado bruto erguendo torres de poder para poder contê-las.

Cada jogador representa uma dessas escolas de magia que vai com seu mestre e alguns aprendizes, trabalhar com quatro tipos de manas (dados) e a cada rodada ir subindo uma das quatro torres para o grã-mestre Arkhanos.

 No início as torres ainda no primeiro andar.

O jogo tem 8 ou 9 rodadas (dependendo do número de jogadores) e a cada rodada são puxadas uma quantidade de dados pelo jogador inicial, esses dados são rolados e à partir desse jogador começa a fase de seleção.

O jogador escolhe um dos dados e aloca em uma das quatro torres juntamente com um dos seus meeples. Essas torres tem suas peculiaridades, a torre central aceita qualquer cor e número de dados, já as três torres que a cercam só usam dados e números específicos, mas dão bônus melhores.

Nas três torres específicas existem três espaços para colocação de dados e meeples, cada um dos espaços dá um bônus diferente, o primeiro te dá 2 pontos de prestígio, outro te dá pontos de prestígio baseado em qual andar está a torre e finalmente um espaço que te dá o direito de colocar um outro meeple em outra torre ou no livro de magias.

 Você sempre aloca um dado, e um meeple conforme as
especificações de cada andar.

Outra forma de colocar meeples no livro é alocando dados na torre central, que por aceitar qualquer cor ou número apresentado é mais fácil de colocar dados e meeples por lá.

O livro de magias serve para alterar a face dos dados que foram jogados, uma vez que você tem um meeple em determinada magia, ao devolve-lo para a sua reserva aquela magia pode ser acessada que como já falei ajudam a mudar as faces a até mesmo a cor dos dados.

Ao completar um andar de alguma das torres, esse é pontuado pela presença de meeples dos jogadores, os aprendizes contam como um e o mestre tem peso dois na hora da contagem.

 Conforme vão subindo as torres, mais pontos de prestígio
podem ser conseguidos.

Quem tiver a maioria, ganha pontos de prestígio, e um novo andar é aberto deixando as torres mais altas até que a rodada final chegue, onde as torres (mesmo não completas) são pontuadas e o jogo termina com a vitória do jogador que tiver mais pontos de prestígio.

The Towers of Arkhanos me fez lembrar do Sagrada, você escolhe dados, aloca, ganha pontos e tals, mais com uma pegada mais family, sem muitas decisões difíceis a serem tomadas, ele é um jogo de oportunidade, você vai sempre tentar ir nos lugares onde vai conseguir mais pontinhos.

Conversando com os autores, eles me disseram que o jogo tem essa pegada mais leve propositadamente, mas que durante a campanha do Kickstarter vão apresentar opções para o jogo ficar mais gamer, então é ficar de olho no que os extras da campanha irão trazer.

No mais The Towers of Arkhanos é mais um jogo gostoso de jogar, fácil de apresentar para jogadores novatos, com um apelo visual grande e que vai agradar aos jogadores mais casuais.

Nos livros de magia, vamos colocando os meeples para
conseguirmos manipular valores e até cor no dados.