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quinta-feira, 4 de julho de 2024

TOP 5 : Jogos de Trivia


Se tem um tipo de jogo que eu me lembro de jogar desde sempre, são os jogos de perguntas e respostas, desde o Master lá nos anos 80 eles sempre estiveram comigo nas mesas, mas depois do descobrimento dos jogos modernos eles deram uma sumida até que novas formas de usar o nosso conhecimento foram aparecendo.

Eu aqui coloco meu TOP5 de jogos que usam várias formas inteligentes de testar nosso conhecimento seja de forma acertiva ou na base do "chutômetro" tem jogos para todos os gostos e pra quem (assim como eu) curte esse tipo de jogo espero que gostem da listinha.

Não podia começar essa lista sem citar os clássicos Perfil e Master. Com tantas edições e variações esses dois jogos pavimentaram o conhecimento de muitos jogadores, com certeza você já tentou acertar uma personalidade na primeira pista do Perfil ou ficou torcendo pra cair numa categoria que você é craque no Master.

Usando uma fórmula onde você não precisa saber realmente as coisas, o Las Vegas Quiz (baseado no original Wits and Wagers) é um jogo onde você chuta valores para tentar chegar o mais próximo da resposta correta.

E dando uma graça ainda maior você depois de dar seu chute ainda pode apostar numa outra resposta conseguindo assim uns pontinhos caso você esteja certo ou caso você aposte em quem estiver mais próximo do valor da pergunta.


Você tenta chegar o mais próximo da resposta correta.
 
À partir de agora vocês vão notar que todos os próximos jogos são de autores brazucas e são jogos novos que trouxeram elementos dos jogos modernos a paixão deles por jogos de trivia, começando a lista pelo Fora de Ordem dos amigos Leandro Pires e Rodrigo Rego.

Nesse jogo você tem cartas numeradas e precisa colocar nas cinco respostas da pergunta que está na rodada e tentar acertar a ordem ou não ficar tão errado a ponto de levar as bombas para a sua contagem pois quem erra menos é o vencedor.

Outro jogo que dá uma diversificada na forma de descobrir as respostas corretas é o Estranho no Ninho.

Dessa vez autoria só do Rodrigo aqui você tem perguntas com respostas absurdas mas só poucas (geralmente uma ou duas) dentro dessas "absurdezas" não são realmente respostas reais e é aí a grande graça no jogo.


O mais legal é que as respostas absurdas na maioria são reais!

Você precisa ficar colocando suas apostas nas respostas tentando não apostar nas erradas, mas é um jogo de esticar sua sorte ao máximo pois quanto mais ovinhos colocar nas apostas maiores as chances de você levar a rodada (mas também de pegar uma resposta ruim).

Série de jogos do Rodrigo e do Leandro nesse jogo de composição super simples você junta duas brincadeiras em uma, as partidas de quiz com uma pegada de adedanha.

No jogo você tem cartas com um TOP10 de determinada categoria e alternando os jogadores é preciso dizer algo que faça parte desse TOP10, mas caso algum jogador duvide ele desafia e se tiver correto leva a cartinha da rodada, mas caso perca o desafio a rodada continua até que alguém sobre ou alguém desafie e vença.


Você tem um TOP10 mas o povo vai chutando até alguém desconfiar.

Contando hoje já com 5 caixinhas de diversos temas pra mim o É TOP!? consegue ser divertido, inteligente e prático, todo mundo consegue jogar e ele rende partidas muito boas.

Essa é minha listinha, vale mencionar aqui que o Rodrigo ainda tem o Passaporte Mundo e o Nem a Pato, o cara é uma máquina de bons jogos de quiz e acho que o grande mérito dele e do Leandro é conseguirem pensar em soluções modernas para esses tipos de jogos que estão aí no mercado há décadas, agradam por atenderem grupos mais descontraídos e precisam acompanhar a evolução dos jogos para não ficarem pra trás.


Eu sou fã mesmo (aqui ainda não tava com o Nem a Pato que eu já peguei).
 

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Dissecando — WAR : Game of Thrones

 

WAR é um daqueles jogos que já estiveram nas mesas pelo Brasil todo, esse ano aproveitando os 50 anos que o jogo tem no mercado a Grow lançou a versão Game of Thrones para o jogo.

Como nas versões especiais anteriores o jogo vem com regras clássicas e regras avançadas que tentam dar uma modernizada com adições de cartas de eventos e regras para um fim de jogo mais rápido (o que sempre foi uma das grandes reclamações do WAR).

Nas regras avançadas, você transforma seus exércitos nas bandeiras das casas.

Mais uma vez as regras avançadas ficaram nas mãos do Vicente Mastrocola que já tinha trabalhado no WAR : Vikings e são três as mudanças fundamentais em relação ao jogo clássico.

A primeira são as bandeiras das casas, agora quando o jogador ganha um território ele pode optar por avançar apenas com um exército e assim transformá-lo em uma bandeira para uma das quatro casas presentes no jogo e sempre que um jogador faz isso avança na trilha de conquista.

Essa trilha além de ser o que define o final do jogo também serve para disparar as cartas de evento, essas sim uma adição muito legal ao WAR.

Existe uma trilha que você vai avançando e quem for o primeiro a chegar ao fim dela é o vencedor.

As quatro casas do jogo são as preferidas do público mesmo (Barathean, Stark, Lannister e Targaryen), mas ao contrário do que foi feito no WAR : Vikings (que tem uns exércitos feitos no acrílico) no Game of Thrones temos de volta os clássicos disquinhos de exércitos e para as bandeiras estandes de plástico com cartolina.

WAR : Game of Thrones não traz nada que vá animar muito aos gamers modernos, nada das adições feitas ao jogo são suficientes para aqueles que já abandonaram o WAR voltarem à ele, mas para quem é fã dos ataques 3 contra 1 em Harrenhal com certeza vão curtir.

A trilha de vitória também dispara eventos que são a melhor adição ao jogo.
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Lembra desse? Super Trunfo


Criado em 1978 na Inglaterra como Top Trumps, o Super Trunfo chegou ainda no final dos anos 70 ao Brasil pelas mãos da Grow, tendo em cada caixinha um tema diferente, cada carta tem uma série de atributos com valores, o jogador da vez escolhe um determinado atributo e baixa, os outros jogadores comparam os valores e quem tiver o maior leva a mão de cartas, no final quem tiver mais cartas é o vencedor.

O jogo em si é supre simples, o "twist" dele é a carta Super Trunfo, e ao ser baixada ganha de quase todas as outras, geralmente só perdendo para as cartas com final 1.

As cartinhas tem suas características
para serem comparadas.

Nos anos 80 era muito comum a mulecada ganhar de presente as caixinhas do jogo, pois era uma opção divertida e barata de presente, e como existiam dezenas de opções diferentes, era certeza de ser um presente bacana.

Depois de 40 anos de existência, o jogo não mudou suas regras, nem a forma de apresentação, mas com o passar do tempo milhares de caracterizações diferentes foram aparecendo, desde as mais basiconas como "Carros, Motos, Paises" até os mais bizarros como "Dragons & Magic Beasts" e baseados em times de futebol.

Curioso é que muitos desses jogos mais antigos, acabam sendo reinventados de alguma forma para os jogos modernos, mas no caso do Super Trunfo, não lembro de nenhum jogo que tenha pego emprestado as suas características emprestadas.

Hoje ainda é sucesso entre os presentes de aniversário.

O próprio Super Trunfo tentou se reinventar com a criação do Mega Trunfo, que consistia numa batalha entre dois baralhos iguais com um tabuleiro, mas essa ideia não foi muito para frente e o jogo continuou vivendo da sua simplicidade básica de sempre.

Super Trunfo é um daqueles jogos que você já deve ter jogado alguma vez na sua vida, e mesmo que não seja um primor de originalidade, tem uma nostalgia que faz dele uma referência.

O Mega Trunfo foi uma tentativa de modernização,
mas acabou não vingando.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Star Wars e Justice League - Jogo de Tabuleiro

A Grow acaba de lançar dois jogos para a mulecada, o Star Wars - Jogo Despertar da Força e o Justice League - Jogo da Liga da Justiça, ambos com regrinhas simples para que os pequenos comecem a se habituar com os jogos modernos.


Nesse os jogadores representam um dos rebeldes do sétimo filme da franquia, durante três fases de batalhas vamos tentando aumentar no nível na Força para ao final combatermos o temido Kylo Ren.

Tabuleiro do caminho até os combates, a trilha de combate e da Força.

As fases pré-combate são de rolagens de dados, a cada espaço parado podemos aumentar um dos atributos do nosso personagem, aumentá-los vão ajudar na hora da batalha propriamente dita.

Ao chegarmos na hora do confronto, cada jogador vai combater um trooper, também com resoluções baseadas nos dados, a diferença aqui é que podemos usar cartas para modificar os resultados.

Ganhar níveis de Força é importante, pois no último confronto o primeiro a batalhar é o jogador com o nível mais avançado, e se ele ganhar o jogo termina, caso perca outro jogador tenta.

Na hora da "porrada" um personagem enfrenta o trooper até chegar a batalha final.

No final o Jogo Despertar da Força é um jogo voltado pra galerinha dos 8 aos 13 que depois dele vai querer jogos mais desafiadores.


O jogo da Liga da Justiça é mais diferente, ele tem uma pegada dos jogos de skirmish como Krosmaster e o Heroclix, mas com regras muito mais simplificadas.

Os jogadores se revezam no time dos vilões contra os heróis da Liga, numa partida com dois jogadores, cada um toma conta de 3 personagens, sendo que um deles é o mais poderoso do trio.

Espaço apertado para os combates, não dá pra ficar fugindo.

Na sua rodada você pode realizar duas ações dentre algumas disponíveis (mover, atacar, usar cartas, recuperar cartas e recuperar energia) com os seus personagens.

Os ataques são resolvidos nos dados e algumas cartinhas podem mudar a dinâmica dos combates. No final o time que eliminar o time adversário primeiro ganha.

Curti mais o Liga da Justiça do que o Star Wars, ele tem uma pegada mais diferente do que os jogos que estamos acostumados a ver pra essa faixa etária.

Vilões contra heróis, quem leva essa batalha?

O legal é que ambos estão com preços excelentes no site da Grow e para nós que queremos que a mulecada entre logo no mundo dos tabuleiros, temos duas opções bacanas de presentes.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Dissecando : Ave Caesar


Os amigos da GROW me enviaram o seu mais novo lançamento, o Ave Caesar, um jogo de corridas de bigas, usando cartas para movimentá-las.

A GROW acertou a mão na produção agora, a caixa está com a mesma qualidade do Puerto Rico, com insert super útil e componentes muito bacanas. Destaque para o tabuleirão de dois lados.

Quanto ao jogo, as regras do Ave Caesar são extremamente simples : você tem um deck com 24 cartas que vão de 1 a 6, fica com 4 na mão, na sua rodada baixa uma delas e anda com a sua biga, e é isso.

 Corrida de bigas na Roma antiga.

O jogo consiste de três corridas (em cada corrida rola uma pontuação) e no final das três que tiver o maior somatório de pontos é o grande vencedor.

No final o Ave Caesar vai acabar agradando a mulecada e aos jogadores mais casuais por conta exatamente de ser simples demais.

As cartinhas utilizadas para a movimentação.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Dissecando : Capitão Jack Pott


Nesse fim de semana tive a oportunidade de jogar com meu filho o Capitão Jack Pott da Grow, joguinho que une tabuleiro e mídia digital e tem um resultado bastante satisfatório.

Falando um pouco dos componentes, eles mereciam um cuidado maior, as cartas são muito finas e o tabuleiro precisa sempre dar aquela "empenada para o outro lado" para ele ficar retinho na mesa, e a caixa também já está na hora da Grow dar uma repensada.

Todos os componentes (que mereciam uma atenção melhor).

Quanto ao jogo, ele é voltado para o público infantil, ele basicamente é um "roll and move" onde temos que encontrar o tesouro perdido do Capitão Jack Pott e ser o primeiro a levá-lo do navio naufragado.

O grande barato é a utilização de um app (android e iOS) que rege praticamente todas as ações do jogo. Nele rolamos o dado, ouvimos as pistas, vemos qual foi o prêmio que conseguimos encontrar e abrimos os baús.

Realidade aumentada na hora de abrir os baús.

Existem as decisões fora do app, como por onde andar e se usamos determinadas cartas para irmos a lugares específicos sem precisarmos da rolagem do dado.

O meu pequeno (que está com 7 anos) adorou as animações e gostou muito de como o jogo funciona utilizando as duas mídias. No geral o Capitão Jack Pott é uma boa dica para quem quer fazer essa ponte entre o digital e o analógico para levar a mulecada para os tabuleiros.

Andando pelo navio naufragado do velho Capitão Jack Pott.