sexta-feira, 6 de julho de 2018

Dissecando o WAR : Vikings



Fechando uma semana falando só de jogos brasileiros, vou falar um pouco da mais nova versão de um clássico, o WAR : Vikings.

Lançando recentemente pela Grow, WAR : Vikings é a terceira nova roupagem do jogo (as outras foram Império Romano e Batalhas Mitológicas), dessa vez ambientado na mitologia nórdica, com direito a deuses interferindo no jogo.

Na sua versão clássica o jogo ainda é o mesmo de sempre, o velho "3 contra 1" para ser o primeiro a realizar o seu objetivo que continuam a ser conquistas de X territórios ou eliminação de concorrentes, as regras avançadas é que dão uma diferenciada bacana.

Caixa grandona, padrão Grow para essas edições especiais.

Desenvolvidas pelo amigo Vince Vader (dos jogos Dominaedro e YN), nessa versão adicionais as regras normais temos a inclusão de cinco deuses (Odin, Loki, Hela, Freya e Thor) e do Valhala.

A parada dos deuses é bacana, quando os seus exércitos são eliminados em combate, o jogador pode escolher devolvê-los para o seu estoque, ou enviá-los ao Valhala, então eles servem de "moeda" para ativar o poder dos deuses para ajudar ou atrapalhar nas batalhas.

 Cada deus tem cartinhas especiais de poder
para usar com soldados.

Outras adições legais ao jogo original são os comandantes, esses vem com 4 cartas de comando e no início do jogo uma é escolhida para a partida e além disso os jogadores tem navios que servem como escudo para invasões costeiras e trazem batalhas marítimas ao jogo.

Ainda não vimos o jogo se encerrando com uma quantidade fixa de rodadas, que pra mim seria uma das melhores adições ao jogo, mas essas regras avançadas dão uma camada estratégica interessante ao WAR.

 Morreu? Pode ir pro Valhala ou de volta pro estoque.

Falando um pouco da qualidade do jogo, cartas, tabuleiro, trilha dos deuses mantém o padrão Grow, que são tabuleiro muito bons e cartas que poderiam ser melhores, mas houve, ao meu ver, uma queda na qualidade das miniaturas, que antes tinham algum detalhamento, passam agora pra silhuetas. Ficou ruim.

No mais WAR : Vikings dá aquela renovada em um jogo que está a mais de 40 anos no mercado como um dos carros chefes em vendas de jogos e ainda tem fãs de carteirinha (e haters ferrenhos).

Cartinhas para os comandantes, uma adição legal ao jogo.

4 comentários:

Alexander Francisco disse...

Acho que também existiu um War Starwars, sem contar com as versões do jogo de origem Risk. RS RS adorei a matéria! Parabéns sempre!

Carlos "Cacá" disse...

Eu contei só com as versões diferentes, a clássica (baseada no RISK) não conta... Já do Star Wars você tem razão, acho que tem uma versão baseado no Episode I mesmo...

Unknown disse...

Muito bom!
Se me permite, gostaria de apontar alguns aspectos do jogo que considero bastante relevantes e que não foram mencionados.
Essa versão do WAR é mais enxuta do que as demais, apresentando um mapa com menos territórios que os das versões anteriores. O Mapa menor aliado a mecânica de sacrificar tropas para usar os deuses fazem com que a partida seja muito mais rápida. E esse é o primeiro WAR pensado para dois jogadores.
Parabéns pela resenha!

Henrique disse...

Esse lance de adicionar os Deuses é algo que funciona muito bem no War: Batalhas Mitológicas e agora volta pra dar essa ajuda no War:Vikings.
Uma tristeza é que a queda na qualidade das miniaturas, eu que tenho o War:B.M já estava esperando miniaturas vikings bem no nível do anterior ou melhores, foi bem broxante ver só silhuetas das miniaturas.