segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Resenha : Bruges


Bruges é um card-game do grande Stefan Feld onde os jogadores precisam com o que temos nas mãos e com o que saírem nos dados, tentar pontuar da melhor forma possível.

As regras do jogo são super fáceis : partindo do jogador da vez, escolhemos cartas até completarmos 5 na mão (cartas essas saídas de duas pilhas distintas), depois disso rolamos 5 dados que disparam determinadas ações e à partir daí fazemos a rodada.

As cartas, todas as ações do jogo passam por elas. Foto BGG.

As ações são simples, pegar trabalhadores, pegar dinheiro, nos livrarmos das coisas ruins, construir parte do canal ou construir prédios (para recrutarmos personagens). Tudo isso as cartas que escolhemos podem fazer, ela determina a cor que vamos utilizar e posteriormente o poder do personagem.

Praticamente todos os "elementos Feld" estão no jogo, o track do muro, dados de ação, as ameaças, pontos pra quem fizer as paradas mais rápido, mas no Bruges o grande charme são as cartas mesmo, foram mais de 160 personagens únicos feitos para te dar um monte de opções, mas que ao mesmo tempo te façam escolher com cuidado o que guardar ou jogar fora.

 No tabuleiro central, os tracks e o canal.

Levando em média pouco mais de hora e meia, Bruges é outro excelente jogo do autor, e ainda esse ano vai receber uma expansão com mais cartas e a possibilidade de um quinto jogador.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Resenha : Glass Road


Primeira "big-box" do Uwe Rosenberg que não foi lançada pela Lookout, em Glass Road temos mais um joguinho de recursos/prédios que dão pontos, mas dessa vez temos uma mecânica bem maneira de seleção de ações.

No jogo temos 15 personagens, escolhemos 5 para o turno que é dividido em três rodadas. A cada rodada secretamente escolhemos uma das cinco cartas, o jogador da vez abre, caso tenhamos na mão (ainda não utilizado) aquele personagens podemos usar a ação.

Novo rondel de produção, mais cruel que o do Ora et Labora.

Caso o jogador da vez tenha escolhido um personagem e ninguém tiver a mesma carta, ele pode realizar as duas ações estampadas naquela carta.

Somado ao rondel de produção que é um modelo mais interessante até do utilizado no Ora et Labora, o jogo tem elementos bastante estratégicos e uma questão de "timming" muito boa.

As cartas que movimentam o jogo. Foto BGG.

Para quem está acostumado com os jogos mais pesadões dele, o Glass Road é bem mais light que a maioria, as regras são super tranquilas de ensinar e joga-se em no máximo uma hora e meia.

Gostei bastante dele, mais uma bola dentro (apesar do tema repetitivo) do autor.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Primeiras Impressões do Caçadores da Galáxia


Tive a oportunidade de testar o novo jogo do Daniel Alves no último evento lá em casa, e vou tentar passar para vocês uma primeira impressão do próximo jogo da Histeria Games chamado Caçadores da Galáxia.

Nele somos pilotos de naves-robô arrecadando recursos, para melhorar nossas naves e sair pelo espaço atrás de encrenca dando porrada em seres de outros planetas.

Se a versão de testes está assim, imaginem a final!

Parece um jogo "ameritrash", mas na verdade é um euro de alocação de trabalhadores e gerenciamento de recursos com um tema bem diferente para o gênero e bastante interessante.

O Daniel pretende fazer duas versões, uma mais curta (que foi a que jogamos) onde o jogo prima pelo confronto com outras raças para cumprirmos objetivos que nos darão pontos no final do jogo, mas teremos uma versão maior que além da parte bélica terá também comércio entre os planetas.
 
Boards com planetas, objetivos e criaturas a serem detonadas.

O jogo está praticamente redondo, tem algumas arestas a serem aparadas (que espero tenhamos ajudado a resolver), mas o "core" do jogo está pronto, e não deve nada aos euros lá de fora.

Outra coisa que já está praticamente finalizada é a arte, que ficou muito bacana feita por uma turma que entende bastante de ilustrações sci-fi.

O Caçadores da Galáxia tem previsão de lançamento para 2015, e tem tudo para ser um sucesso, então fiquem ligados nas atualizações da fanpage do projeto.

Alocação de trabalhadores, num tema sci-fi, combinação perfeita.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Segunda Sem Lei na RedBox Store

Galera comparecendo legal na Red Box.

Os eventos de tabuleiro no Rio estão começando a ficar cada vez mais frequentes e a ocupar toda a semana dos jogadores, e ontem rolou a Segunda Sem Lei, evento organizado pela RedBox Store.

O esquema lá custa 15,00 e tem limite de até 28 pessoas por edição, a entrada te dá direito a um refri ou a uma long-neck (Stella ou Heiniken) e a um buffet de esfihas, coisa de primeiro mundo (hehehe).

Fome de jogos e de esfihas.

Essa foi a segunda edição e o evento chegou para ficar, casa cheia, mesas que variavam de jogos light (Citadels e Dwarf King) a coisas pesadas (Zombicide e Caverna).

Eu fiquei na linha light, comecei conhecendo o Dwarf King, do qual achei um jogo bem chato, vaza simples demais pro meu gosto (embora o Fel insista em dizer que tem cartas "espetaculares" de objetivo).

Mesinha padrão do Würfelwurst.

Depois duas partidas divertidíssimas de Würfelwurst (ou Jogo da Salsicha), do qual já falei por aqui e é um party-game bem bonzinho que diverte e tem a duração certa para esse tipo de evento.

Com isso o público carioca agora tem : Segunda Sem Lei (segunda), Boards & Burgers (terça), Spaguetti das Peças (quinta), Torre / Open Games e Castelo (sábados) e Dungeon Carioca e Guadalupeças (domingos) fora os eventos sazonais (ou algum outro que eu tenha esquecido).

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

IV Joga da Independência

Galera compareceu mais uma vez ao evento.

 Ontem rolou pelo quarto ano consecutivo a Joga da Independência lá em casa, e dessa vez o nome do evento disse bem ao que veio, apesar das mesas com jogos importados, o que se viu mais foram jogos nacionais sendo testados ou sendo consagrados.

Nessa edição tivemos a presença do amigo Daniel Alves que trouxe as novidades do Masmorra de Dados e o seu novo projeto, o Caçadores da Galáxia.

Glass Road, jogo de "fazendinha" do mestre do gênero.

Outros nacionais que viram mesa, foram os jogos da Ace (Agentes do SAPO, Gekido e Muffin Games), dois protótipos começando a ver mesa (o Magnatas do Recreio e o Green Money) e ainda a prévia do Metro City que vai chegar em breve pela FunBox Jogos.

Eu dei uma "zerada" em dois jogos que estavam parados na prateleira e que eu queria muito jogar. O primeiro era o Glass Road (do Uwe Rosenberg) e o outro o Bruges (do Stefan Feld).

Robôs boladões, invadindo planetas para pegar recursos.
O novo Caçadores da Galáxia, aguardem!

Depois disso fui prestigiar os jogos da Histeria Games, começando pela novidade, o Caçadores da Galáxia.

Obviamente ele vai merecer um post único, mas já adianto que vai agradar muito quem curte um bom euro e está com um tema muito bacana, robozões destruindo planetas!!! Jogamos a versão mais curta dele e ficamos com gostinho de "quero mais".

Salas duplas do Masmorras de Dados!!!

Depois fechamos a noite conhecendo as novidades do Masmorra de Dados. As salas duplas estão IRADAS, enfrentamos a sala da Aranha e dos mortos-vivos no primeiro andar e da Medusa no segundo.

E foi isso, infelizmente ontem era domingo e o povo teve que ir embora "cedo" (já eram quase meia-noite), mas mais uma vez o evento foi nota 10, ano que vem tem mais!

 Metro City, não joguei, mas depois copio a resenha do Groo pra ele!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Para jogar com a molecada : Dominó de Teia


O meu moleque pegou com o primo uma adaptação do bom e velho dominó chamado Dominó de Teias, lançado pela Copag e que tem como tema o "seu amigo do bairro", o Homem-Aranha.

Algumas regras foram criadas, e a mais legal é a que faz com que o jogo sempre parta de um prédio em 3D que fica no centro da mesa, sempre com a carta de 6 pontos.

Produção caprichada da Copag para um velho clássico.

À partir daí o jogo se desenvolve como o dominó normal, mas tendo 3 cartas novas que fazem "cortar" a teia de um dos caminhos, encerram um dos caminhos ou te permitem colocar duas cartas de uma vez só.

O Dominó de Teias não tem nada demais, mas acaba sendo divertido pela produção, pelas cartinhas especiais e pelo "twist" dada a um clássico que tomo mundo já jogou em algum momento, e que é um dos jogos preferidos da criançada.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Resenha : Tash-Kalar : Arena of Legends


Em Tash-Kalar, os jogadores escolhem times para participarem de uma sangrenta luta numa arena onde só um deles será o vencedor. O "flavor" é esse, mas na verdade o jogo é um abstrato muito bacana e inovador.

Você tem no seu turno duas ações, que são baixar tokens na arena ou se os tokens já baixados formarem um determinado padrão, pode baixar uma carta especial que colocará um token mais forte em jogo e poderá tirar alguns do adversário (o que dão os pontos do jogo).

Uma visão geral do jogo com a arena, as cartas e o marcador de pontuação.

Tash-Kalar conta com duas formas de jogar distintas, uma que é basicamente um mata-mata e outra que tem cartas de objetivos à serem conquistadas.

Basicamente é uma corrida para os melhores padrões da sua mão e tentando evitar que seus adversários façam o padrão deles e evoluam suas peças, que ficam assim mais fortes e mais difíceis de serem eliminadas.

Zoom na arena onde os "guerreiros-tokens" lutam até a morte!

Eu gostei bastante do jogo, apesar de ser visualmente simples (embora com a arte das cartas bem caprichadas), ele agrada e traz uma mecânica muito interessante criada pelo mestre Vlaada Chvátil e acaba sendo um "board-puzzle" bem bacana.