quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ludolocadores a alternativa para os jogadores

Com o crescimento do mercado nacional e como consequência o número de jogadores crescendo cada vez mais, fica mais difícil acompanhar o ritmo e manter as finanças em dia.

Só para se ter uma ideia, essa semana a Galápagos Jogos lançou quatro jogos e prometeu duas expansões que somadas chegam quase aos mil reais em jogos.

Na FunBox além de alugar, ainda rolam playtestes dos futuros
lançamentos da FunBox Jogos.

A alternativa para "filtrar" o que vale a pena ou não comprar, na minha opinião, são as ludolocadoras que te dão a chance de alugar um jogo e levá-lo pra casa por quanto tempo você quiser.

A pioneira nesse ramo, e hoje a de maior acervo, foi a FunBox de São Paulo, que hoje conta com um acervo de mais de 1000 títulos e atende na loja física onde o associado pode até mesmo jogar um jogo e levar outro pra casa.

Aqui no Rio funcionando nos mesmos moldes, mas ainda engatinhando, temos o Clube RedBox, contando com um acervo ainda em expansão, eles tem colocado sempre uma cópia do que sai de mais novo no mercado nacional.

O Clube RedBox ainda está crescendo, mas os
eventos tem ajudado a divulgar a locadora.

Finalizando temos a opção para quem não está nem no Rio nem em São Paulo, para esses jogadores a Board Game em Casa é a melhor solução.

Os jogos são enviados pelo correio, super bem acomodados e chegam rapidinho na sua casa, diferente das outras duas, na Board Game em Casa você tem um tempo mínimo para ficar com o jogo.

Contando agora com uma loja física em Brasília, o acervo deles ultrapassa os 400 títulos e também está sempre em expansão.

A loja física da Board Game em Casa é novinha,
mas já está atraindo muitos jogadores.

O mais bacana é que apesar das três serem do mesmo segmento, por serem de regiões diferentes e por terem como donos as pessoas que também jogam, todos são amigos e trocam ideias sobre como melhorar o atendimento, ajudam nas dificuldades (principalmente da galera que está começando) e torcem pelo sucesso um do outro.

Então se você quer conhecer os jogos e não está com aquela disponibilidade de grana para comprar tudo que sai, junte os amigos, se associe em um (ou mais) desses clubes e comece a experimentar as novidades e os jogos clássicos (que ainda não chegaram ao mercado nacional).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Resenha : Origin


Ontem fui a Segunda Sem Lei da RedBox Store para jogar o Origin, jogo da ludolocadora da loja que eu peguei a algum tempinho e só consegui jogar agora.

Os jogadores tem como objetivo pontuar, e os pontinhos são conseguidos através de cartas de objetivo, pecinhas de caça e conseguindo o domínio dos estreitos do mapa.

O mundo ainda com pouca gente povoando ele.

O tema central do Origin é a evolução do homem e sua descoberta de novos territórios. Mas tudo isso muito superficialmente, o jogo mesmo é um abstrato bem interessante.

Na rodada dos jogadores temos que fazer uma entre três ações disponíveis (Expandir, Migrar ou Trocar de Lugar) e depois ainda podemos usar uma das cartas de ação.

Quando um dos gatilhos de final de jogo é disparado, cada jogador tem mais uma rodada e contam-se os pontos.

Tabuleiro com as cartas de ação e os tokens de avanço.

O jogo não é bobo, tem bastante estratégia e é visualmente muito bonito com suas peças em madeira lembrando totens. Valeu ter conhecido ele.

Se você é do Rio e ficou curioso com ele, recomendo entrar de sócio no Clube RedBox, para poder alugar o Origin e mais uma centena de outros jogos modernos disponíveis.

Os totens com raças e características diferentes.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resenha : Belfort


Belfort é um worker placement onde elfos, anões e gnomos trabalham em conjunto para o crescimento da cidade em questão.

Temos cinco distritos distintos, liderados por determinadas guildas e os jogadores tem que pegar recursos, para construir prédios e em três momentos o pontua-se os distritos.

As regras são simples, o jogo é dividido em sete turnos, nesses turnos temos três rodadas bem definidas.

Mesão com todos os componentes do jogo.

Uma serve para colocarmos nossos elfos ou anões nos prédios, depois a rodada para recolhermos os recursos e finalmente realizamos as ações dos prédios. Ao final das rodadas 3, 5 e 7 pontuamos os distritos vendo quem tem a maioria de prédios construídos.

Belfort é um jogo bem interessante, graficamente bonito e com bastante estratégia envolvida. Foi uma grata surpresa.

Uma vista aproximada dos distritos de Belfort.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Dissecando : X-Wing Jogo de Miniaturas


Ontem eu não consegui manter a carteira dentro do bolso, e acabei comprando a caixa básica do X-Wing Jogo de Miniaturas recém lançado no Brasil pela Galápagos Jogos.

Primeiro falando um pouco dos componentes, eles não poderiam ser de melhor qualidade, mas isso já era totalmente esperado vindo de um produto licenciado da Fantasy Flight.

Muitos componentes de altíssima qualidade.

A caixa básica vem com três naves (duas TIE Fighter e um X-Wing), que são suficientes para abrir e começar a jogar.

Temos um manual bem detalhado e um folheto para "começo rápido", que foi o que utilizamos para que eu e o meu pequeno começássemos logo a primeira partida.

As regras são extremamente simples : a rodada se divide em definir a movimentação da nave, ativar as naves (em ordem crescente), resolver os hits (em ordem decrescente) e começar tudo de novo, se ao final um dos lados tiver todas suas naves abatidas, o outro jogador ganha.

Durante a batalha as TIE verificando a distância.

Com as regras completas existem uma série de modificadores e melhorias (pilotos como o Luke Skywalker ou o R2-D2 dando uma mãozinha), além de outros fatores que vão diferenciar bastante a experiência do jogo.

Achei o X-Wing Jogo de Miniaturas lindo em todos os aspectos e tenho certeza que vai se tornar um escoadouro de dinheiro, mas a carinha de felicidade do meu "inimigo" valeram cada centavo investido. Fica a dica para quem quer um jogo divertido, bonito, estratégico e bom para jogar com os pequenos (que já saibam ler e curtam Star Wars).

E o pequeno super feliz com o novo joguinho!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dissecando : Imperial Assault


Ontem fui ao Boards & Burgers com a missão de destacar, conhecer e jogar o Imperial Assault, novo dungeon-crawler da Fantasy Flight ambientado no universo Star Wars.

A primeira impressão é das melhores possíveis, uma mega-caixa com um milhão de componentes e miniaturas que fazem qualquer fã da série (e de jogos em geral) ficarem doidos.

Muitas, muitas pecinhas mesmo na caixa.

Enquanto destacávamos as pecinhas, já íamos preparando o setup para a primeira missão do jogo que serve como aprendizado para as regras básicas.

Falando das regras, o Imperial Assault é um cooperativo onde até quatro jogadores enfrentam um "overlord" que comanda as tropas imperiais dentro das missão proposta, no nosso caso era matar um dos heróis ou chegar a um dos computadores.

As miniaturas são um show à parte.

Os jogadores Rebeldes revezam com as tropas Imperiais na resolução das ações, os jogadores não podem se repetir até todos terem terminado de jogar.

Ambos tem 2 ações para realizar dentre algumas disponíveis, e essas ações são mover, atacar, interagir com o cenário e descansar (para recuperar fadiga).

Cada personagem tem um deck de upgrades e uma arma especial.

Como na maioria dos jogos desse tipo, cada personagem tem um atributo diferenciado, tanto para os heróis como para os vilões dando uma variada boa em movimento, tipos de ataque e afins.

Outra coisa que eu gostei no Imperial Assault (e para quem conhece jogos tipo Descent já está familiarizado) foi o combate com um monte de dados coloridos com várias faces diferentes, muitas combinações com os poderes especiais de cada personagem.

Dados e mais dados (de ataque e de defesa).

A partida de apresentação é muito vaga, deixando várias coisas (como upgrades dos heróis) de fora, mas já deu para gostar muito do jogo (apesar de termos sucumbido às tropas Imperiais).

Imperial Assault com certeza é mais uma franquia que a Fantasy Flight está trazendo e que vai causar um "buraco-negro" no seu orçamento.

Mas infelizmente mataram nosso amigo wookie e os Rebeldes perderam.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O que esperar de 2015???

De volta das férias e começando mais um ano lúdico, e aí, o que esperar de 2015 para os jogos de tabuleiro?

— Mercado Nacional em Expansão :

Ano passado serviu para vermos como as empresas estão começando a investir pesado em novidades, acho que 2015 vai ser realmente o ano em que teremos uma quantidade de lançamentos significativos.

No instagram da Galápagos, eles já deixam a gente com água na boca.

Logo de cara já temos um "cardápio" cheio de coisas boas vindo da Galápagos Jogos. Os amigos da Devir também estão prometendo vir pesado com novidades e até as empresas como Conclave e FunBox tem perspectivas animadoras para 2015.

— Financiamentos Coletivos Nacionais e Internacionais :

O amigo designer Cussa Mitre compilou o que está sendo ventilado para esse ano aqui no Brasil, até hoje a lista já está com mais de 10 jogos à serem lançados (quer saber a lista, confere aqui).

 Caçadores da Galáxia, um dos primeiros financiamentos desse ano.

Lá fora acredito que o que veremos é a enxurrada de jogos com miniaturas, que tem sido a tônica dos financiamentos já a uns dois anos pelo menos, mas pode ser que venham coisas diferentes, vamos sempre estar de olho.

— Playtestes e jogos independentes :

Com esse crescimento dos financiamentos, muitos autores se sentiram mais encorajados a colocarem suas ideias em prática para ver no que vai dar.

O Goblin Que Eu Ví, um dos muitos playtestes de 2014.
Torcendo para 2015 ser ainda mais animado!

Ano passado já tivemos por aqui várias resenhas de jogos ainda nas primeiras fases ou em andamento. Acredito que 2015 o número de novos autores será ainda maior, e torço para que os jogos cresçam em qualidade também.

— Die die, DIE!

Esse ano também espero colocar na rua meu projetinho (junto com o Romulo) para o jogo Die die, DIE!.

As primeiras cópias de playteste vão começar a ir para os eventos fora do Rio e por aqui vamos tentar fazer um vídeo com gameplay, criar a fanpage e ir dando as notícias sempre fresquinhas sobre o nosso jogo que eu espero estar até dezembro na casa dos amigos.


— Jogar, jogar e jogar mais!

Obviamente com tudo isso que eu já falei, minha maior perspectiva para 2015 é que eu jogue MUITO para poder dar conta das novidades, e é esse também o meu desejo para os amigos players, então "game on" e vamos começar mais um ano lúdico!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Resenha : Blueprints


Joguinho de dados lançado pela Z-Man em 2013, o Blueprints é um jogo leve mas com a dose ideal de estratégia envolvida e visualmente muito atraente.

No jogo somos construtores que usam dados (representando materiais) para fazermos nossas construções.

No início de cada rodada recebemos uma planta de como deverá ser nosso prédio, e devemos segui-la (para ganharmos bônus) ou tentamos algo mais "arrojado" que compensará essa pontuação.

O "material de construção" usado no Blueprints. Foto BGG.

Basicamente você pega um dado disponível, coloca na sua planta e passa para o próximo jogador, simples assim, mas cada dado tem uma forma de colocar no tabuleiro para maximizar os pontos, e todos obedecem uma ordem crescente de colocação, então se você já coloca um dado de valor alto na base, fica mais difícil crescer os andares.

O prédio montado (seguindo à risca sua planta).

No final de cada rodada pontua-se pela planta, tipo de material e as cartas bônus, e quando completarmos 3 rodadas (se não me falha a memória) que tiver mais pontos é o grande construtor!

O Blueprints é daqueles jogos fáceis de ensinar, levar aos eventos e gostoso de jogar, valeu muito à pena ter na coleção (e é um daqueles que esperamos que alguém traga para o Brasil).