Publicidade :

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Lisboa


Em janeiro de 2018 eu recebi minha cópia do Lisboa da Mandala Jogos e fiz um Dissecando por conta de toda a polêmica à respeito da produção, mas só depois de praticamente um ano eu consegui jogá-lo efetivamente, e agora vai uma resenha sobre esse que tem tudo para entrar no meu TOP10 de todos os tempos.

Em Lisboa os jogadores são nobres portugueses que após as catástrofes ocorridas em 1755 estão dispostos a ajudar ao primeiro ministro Marquês de Pombal e ao engenheiro Manuel da Mata na reconstrução da cidade à partir dos seus escombros.

Pra início de conversa, vale ressaltar que Lisboa é um euro pesado, então vá sentar na mesa ciente de que são mais de uma hora de explicação do jogo e praticamente uns 40/45 minutos por jogador (podendo chegar aos 30 da caixa depois de mais partidas).

 As ruas precisando serem reconstruídas após sofrerem
com terremotos, incêndios e tsunamis em 1755.

O tabuleiro central do jogo mostra a Baixa Lisboa tomada por escombros, além do escritório dos três nobres retratados no jogo, o primeiro ministro Marquês de Pombal, o engenheiro Manuel da Mata e o Rei Dom José I.

No tabuleiro individual de cada jogador, espaços para o nosso portfólio, uma gaiola pombalina (um depósito para os escombros recebidos), seu estoque de recursos, seus oficiais que vão pedir favores aos nobres e te permitem construir, além das casas que vão marcar quais construções foram feitas por você no tabuleiro.

O jogo usa uma mecânica muito inteligente de gestão de mão, os jogadores terão sempre cinco cartas em sua mão, nelas temos três espaços distintos, e essas cartas você pode colocar no seu portfólio, ativando a parte de cima geralmente dando influência ou reis, ou a parte de baixo, que costuma ser um benefício constante.

 Gerenciar sua mão de cartas da melhor forma possível
é o grande segredo de Lisboa.

Mas você também pode ir com essa carta levando-as aos nobres para negociar com eles, ou usar a carta para patrocinar um evento, que geralmente te dá um benefício imediato.

Uma coisa bacana dentro da ação de ir tratar com os nobres, é que existem fichas de favores para cada um deles, então as vezes acontece de um jogador ir em um dos três gabinetes o você gastar um favor de nobre para realizar uma ação fora do seu turno, e isso pode ser muito importante durante a partida.

O grande lance do Lisboa é conseguir dinheiro, para a construção dos prédios, então além das cartas da mão, você também pode conseguir exportar recursos para conseguir dinheiro, mas ao pegar um navio para você, ele acaba ocupando um dos seus espaços de portfólio.

 A gaiola pombalina, onde você vai estocando escombros
te ajuda a liberar mais espaço no portfólio.

Você começa com dois, mas eles vão crescendo conforme você vai preenchendo a sua gaiola pombalina, mas você também pode enviar seus produtos pelos navios dos outros jogadores, mas isso vai dar uns pontinhos de vitória para eles, mas é um ajuda muito bem-vinda se você souber usar bem.

O jogo tem dois períodos de vários turnos, o primeiro período vai terminar quando um dos jogadores fechar duas colunas na sua gaiola ou quando 3 dos baralhos de compras políticas tiverem terminado, e o jogo se encerra quando a quarta coluna da gaiola de algum jogador tiver completa ou se 3 dos novos baralhos de compras políticas terminar.

 A sua influência junto aos nobres é fundamental
para conseguir as permissões de construção.

O que vai definir o vencedor é o somatório das suas naus, colunas completas na gaiola pombalina, prédios, dinheiro, influência usada nas construções, quem tiver o maior somatório é o vencedor.

Lisboa, como já citei lá no início, é um jogo pesado, te faz ficar pensando e repensando qual a melhor forma de usar sua carta, como construir e onde construir, qual a melhor hora de usar o navio do amiguinho, e as coisas aqui não são nada intuitivas, então ele é jogo para quem realmente está afim de uma experiência de jogo séria, mas para quem sentar na mesa com essa disposição, é certeza de terminar a partida querendo jogar novamente.

http://www.gameofboards.com.br/

2 comentários:

Daironne disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daironne disse...

Jogão! Top 2 meu, na sombra apenas do Twilight Struggle. Lisboa é ao mesmo tempo estratégico e aderente (a mecânica está bem amarrada no tema). Dificilmente estas características andam tão bem juntas, normalmente temos jogos otimamente estratégicos mas com tema "Solto" ou jogos super aderentes, mas cheios de arestas mecânicas.