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quarta-feira, 7 de abril de 2021

Jester


O Bobo da Corte morreu e o Rei agora precisa substituí-lo, mas por ter grande estima por seu artista o novo Bobo deverá mostrar não apenas que apto ao cargo mas também que é um grande estudioso na arte de fazer rir, será que você tem os requisitos necessários?

Chegando a sua terceira tiragem, em Jester os jogadores serão os candidatos ao cargo de Bobo da Corte, mas se engana quem pensa que parar assumi-lo basta fazer graça, você vai precisar estudar muito, treinar suas apresentações até finalmente se apresentar para o Rei e sua corte.

No setup do jogo teremos um grande tabuleiro onde existem quatro áreas importantes do jogo (as guildas, o teatro, a cidade e a corte), os jogadores tem seu tabuleiro pessoal onde vão marcar o progresso nos seus estudos além de servir como ajuda nas pontuações do jogo, além disso os jogadores receberão cartas que são diretamente ligadas as áreas do tabuleiro.

O tabuleiro tem as quatro áreas de atuação
importantes para o jogo.

A partida de Jester dura exatamente três rodadas, em cada uma delas os jogadores vão se revezando em turnos rápidos onde obrigatoriamente baixam uma das cartas de sua mão, para irem àquela área do tabuleiro e resolverem suas ações, o final da rodada é disparado quando um mesmo jogador visita três vezes uma determinada parte do tabuleiro.

Como falamos no início, são quatro áreas à serem visitadas e cada uma delas tem ações diferentes para o desenvolver do jogo.

Na Cidade os jogadores vão para terem aulas e melhorarem o desempenho no seu ofício, você vai pagar pelas aulas, pegar o selo referente a disciplina escolhida e pode opcionalmente colocar um marcador de especialização e/ou comprar o instrumento referente àquela aula.

Idas a Cidade, por exemplo, vão te ajudar a ter
aulas de especialização.

A ida ao Teatro faz com que você realize apresentações que vão lhe render pontos de fama, além disso cada um dos quatro tipos de apresentação (circense, tragédia, comédia ou musical) vai lhe render algum benefício diferente.

As Guildas vão mostrar sua influência para obter efeitos especiais, para isso você precisa ir até uma das seis Guildas do jogo colocando e/ou movendo seus marcadores para ser o jogador com a maior influência dentro da Guilda escolhida e assim obter o benefício dela.

E finalmente a Corte, é aqui onde os jogadores tentarão impressionar o Rei e seus nobres cada um com um gosto diferente em relação as apresentações, então é aqui que sua ida a cidade para estudar vai fazer diferença para agradar ao público especializado.

No tabuleiro individual você marca o
progresso nos estudos.

A cada final de rodada você vai ganhar pontos referentes a ações do Teatro, Guilda e Corte e ao final de três rodadas quem tiver a maior pontuação é proclamado o novo Bobo da Corte.

Jester é o jogo mais bacana do Marcos Macri, tudo nele funciona redondinho, uma ação ajuda e complementa a outra, a gerência das cartas de locais da cidade é muito importante, observar o que a Corte está interessada e investir nos estudos certos o timing de ir às Guildas, tudo foi muito bem pensado e funciona super bem, e por conta dessas qualidades foi merecidamente agraciado com o Prêmio Ludopedia em 2015.

O jogo está agora em campanha de financiamento coletivo (já devidamente financiada) para sua terceira edição e agora conta com uma variante solo, melhoria de componentes tanto gráficos quanto de peças e vai foi certeiro ao buscar novos jogadores mas não esquecendo quem tem as versões anteriores tendo a opção de comprar só o kit com as novidades. 

É com as cartas que você vai aos locais do
tabuleiro. Foto BGG.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Kardnarök


Prestes a chegar ao Catarse para financiamento coletivo pela On the Table, em Kardnarök, do amigo Alexander Francisco, somos reis/rainhas de que em meio a chegada iminente do Ragnarök, lutam entre si por poder para no fim ser o soberano de Midgard!

No início de cada partida, os jogadores escolhem seus reinos, recebem heróis que ajudarão nas batalhas junto aos guerreiros e as cartas de Nornas, além disso colocamos ao centro da mesa o marcador de poder dos reinos em disputa e as cartas de Ragnarök, que são eventos que mudam durante as rodadas.

Ao receber todos os elementos, você vai escolher um herói e dois guerreiros para a sua batalha, todos os outros reinos farão o mesmo, então cada reino terá a oportunidade de desafiar outro pela glória.

Você prepara o seu reino com um herói e outros
guerreiros para tentar vencer as batalhas que virão.

O reino ativo escolhe seu adversário, então inicialmente fazem rituais de combate, pedindo ajuda aos deuses. Esses rituais darão benefícios durante o combate e logo depois começa a peleja propriamente dita.

O jogo usa cartas para definir tudo, uma vez que a fase dos rituais passa, os jogadores começam a usar cartas da mão, aqui temos a participação das Nornas, que serão utilizadas tanto no pré-combate quanto durante a luta.

Uma vez resolvida essa fase, conta-se a força dos reinos, caso ainda haja a possibilidade, os jogadores pode pedir ajuda aos aldeões e posteriormente inclusive para outros reinos, que podem se interessar em participar da luta para também ganhar moedas que lhes darão pontos ao final do jogo.

Conforme rolam as batalhas, você usa cartas e até
mesmo pede ajuda à outros jogadores.

O legal aqui é que os marcadores vão andando na trilha, e a cada carta ou movimento você fica lá observando quem sairá vencedor, e todos participam, dando ao jogo uma dinâmica bem bacana até mesmo para quem está de fora da batalha.

Uma vez resolvida a batalha, o reino vencedor leva para si o marcador de prata do adversário caído, já o reino derrotado, aumenta suas defesas passivas, deixando ele menos interessante para futuros ataques.

Quando todos os reinos batalharem uma vez a primeira rodada se encerra, uma nova carta de Ragnarök é aberta e novamente todos batalham mais uma vez, quando essa segunda rodada se encerrar o reino com mais pontos em moedas é o vencedor e terá o direito de governar em Midgard.

A arte e os QR Codes com informações sobre os
personagens é um atrativo à mais ao jogo.

Uma das coisas que eu gosto muito nos jogos do Alexander é o cuidado que ele tem com pesquisa e arte, e aqui isso realmente ganha um novo patamar, com as cartas tendo QR Codes onde você pode saber mais sobre cada personagem.

Some isso a um jogo de combate muito inteligente e bacana e você tem aqui em Kardnarök uma ótima diversão para os fãs da mitologia nórdica e também para fãs de bons jogos de carta.

No final de muita peleja, o reino vencedor fica com o
trono de Midgard!