sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Resenha : Barbarossa



Ontem no Calabouço marquei mais um jogo na minha lista do autor que eu mais gosto, o Klaus Teuber, finalmente consegui jogar o Barbarossa e vou fazer uma resenha rapidinha dele.

O jogo nada mais é do que um "euro-party-game", cada jogadore recebe dois pedacinhos de massinha (sim, massinha) e tem esculpir dois objetos. Durante a sua jogada você pode rolar um dado para saber em qual casa vai cair (são 6 diferentes e apenas em uma você pode dar palpites nas "obras de arte") ou usar uns pontos que você tem para ir direto ao lugar desejado. Você também tem direito a 6 cubos de "um palpite a qualquer hora".

Quando você dá um palpite o "artista" tem que responder com "sim", "não", "possivelmente" ou "não é possível definir". Na sua rodada de palpites você pode ir fazendo perguntas e escrevendo sua opinião pra ver se seu chute está certo até tomar o segundo "não", quando isso acontece passa a vez para o próximo jogador.


As "obras de arte" sendo julgadas durante o jogo.

Os cubos são usados durante essa passagem de pergunta/chute e, pelo menos na nossa partida, fazem o jogo ficar uma zona, mas ao mesmo tempo muito divertido.

Você ganha pontos quando acerta a escultura dos outros jogadores ou, dependendo do momento, quando acertam a sua. É aí que o jogo tem seu charme, você tem que fazer as suas obras nem tão difíceis que as pessoas não consigam entender, nem tão fáceis que acertem de primeira, pois se as pessoas acertarem logo ou muito no final do jogo o autor começa a perder pontos. No final, ganha o jogar que primeiro terminar o scoring-track.

Jogo é maneiro e bom pra levar em saídas com os amigos gamers e não-gamers. Mais um ponto pro Teuber.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ter. 18 - Casa do Gurgel

Ontem rolou a última jogatina na casa do amigo Gurgel, ele está se mudando para o Canada e por conta disso está inclusive vendendo a coleção de jogos dele (com algumas raridades em leilão no BGG).

Por conta de ser uma joga especial a casa estava bem cheia, passaram por lá pelo menos umas 15 pessoas e para abrir a noite com esse povo todo rolou um Lobisomem.


Casa cheia jogando Oriente na despedida da joga
no Gurgel (com o bebê no colo).


O jogo é um filler divertido onde os jogadores assumem papeis, os lobisomens estão no jogo para matar os aldeões, esses tentam linchar os lobisomens e ainda tem a vidente que tenta dar uma indicação de quem ela desconfia que sejam os "coisa-ruim".

Como era de se esperar num jogo pra muita gente, tudo é uma zona só, eu morri linchado logo de primeira (nego sisma que eu sou lobisomem sempre que eu jogo), mas eu era só um pacato cidadão. No final os lobisomens acabaram comendo a cidade toda e ganharam.

Depois disso separamos a casa em duas mesas, a "mesa bagunça" puxou um Bang! e a mesa séria que tinha eu, Lúcio, Alexandre, Filipe e Marquinhos puxou um Giants. Estava muito curioso para jogar esse jogo, pois achava ele visualmente muito bonito e já tinha lido (e visto a resenha do Spiel Portugal) coisas boas.


O bonito tabuleiro do Giants.

Nesse jogo somos tribos que moram na Ilha de Páscoa e tem que erguer os Moais para os deuses. A mecânica do jogo é bem fácil de assimilar: sorteamos quais moais estarão disponíveis pro turno e fazemos um leilão para escolha dos mesmos, colocamos nossos trabalhadores no tabuleiro (o xamã pode realizar umas paradas diferentes e o chefe pode fazer isso também desde que use umas pedras) e depois movemos os moais até os pontos específicos do tabuleiro.

A movimentação dos moais, a escolha de onde erguê-los, o momento de usar a mão-de-obra dos adversários (isso dá ponto pra eles), todas essas escolhas são importantes, e numa primeira partida tudo isso passa batido dando a impressão que o jogo é muito confuso, mas o jogo é bacana. Como diria o amigo Fel, "a learning-curve dele é muito grande", hehehehehe.

No final o Filipe (que era o único que já tinha jogado) ganhou de lavada, com o Lúcio em segundo eu e o Marquinhos empatados em terceiro e o Alexandre em último.

Depois disso o galerão já tinha jogado Oriente e depois os restantes pegaram um Last Night on Earth. Eu, Alexandre e Filipe puxamos um Nexus Ops que é sempre uma boa opção de final de noite. Depois de um começo a todo o vapor (fazendo 6 pontos logo nas 3 primeiras rodadas) sofri investidas de todos os lados (quase sumi do mapa) e mão começou a ficar podre.


Nexus Ops ainda no comecinho.

Mas acabou que consegui "combar" os objetivos com as cartas de Energia e finalizei a partida com 13 pontos deixando o Alexandre e o Filipe com 7.

Fica agora o desejo de uma boa viagem para o amigo Gurgel, que ele seja muito feliz com a família lá no Canadá e que não esqueça dos amigos daqui e sempre que vier por essas bandas reserve um tempinho para jogar com a gente.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bolão : International Gamer Award



Como prometido o blog vai realizar a sua primeira promoção e seguindo a sugestão do amigo Fábio Tola será um bolão de apostas nos ganhadores do International Gamer Award.

Vai ser o seguinte, essa premiação tem 3 categorias (Multi-Player, 2 Player-Game e Historical Simulation), você manda um mail com os seus 3 palpites, e quem acertar leva um Leonardo da Vinci lacradinho. (as regras completas de como e para onde mandar sua entrada você baixa aqui).



Mas quem não acertar não precisa ficar triste não, todos as entradas que acertarem pelo menos uma das categorias vão concorrer a um sorteio do card-game Die Weinhändler.

Então o que a galera está esperando pra começar a palpitar???

Sponsored by Flavio Jandorno. Parceiro "E aí, tem jogo?", sua melhor opção em board gamaes.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lançamento : RECICLE



É com imensa satisfação que venho anunciar o lançamento de mais uma empreitada nacional, o jogo Recicle (lançado pela independente Bico de Lacre), do amigo Luis Coelho.

No jogo comandamos equipes de Catadores, uma Cooperativa e um Aterro Sanitário. A Cooperativa paga os custos da coleta e desenvolve produtos com equipamentos de grande e pequeno porte. Reciclando a Cooperativa ganha dinheiro e o material orgânico não utilizado vai para o Aterro Sanitário que quando esgota a capacidade indica o final do jogo.



O acabamento, as pecinhas e a arte ficaram muito bacanas. O jogo foi muito testado pelo Brasil afora (nos eventos como JogaSampa e Euroliga) e terá o lançamento em Outubro (não é na Essen, mas é no mesmo mês, hehehehehe).

Esperamos que mais dessas iniciativas aconteçam por aqui e que mais autores consigam jogar seus jogos no mercado, pra quem sabe assim as editoras percebam que esse pode ser um nicho a ser explorado.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Notinhas pra terça-feira

— Foram anunciados os finalistas do International Gamers Award (uma premiação mais "hard-core" que o Spiel des Jahres), os indicados foram Automobile, Steam, Le Havre, Small World, Dominion, Battlestar Galactica, Snow Tails, Diamonds Club, Roll Through the Ages e Space Alert. Só não joguei os 3 últimos, mas posso dizer que a disputa está das melhores.


Jogos novos sempre é bom, de graça então.

— Um carinha está distribuido jogos de graça, você só precisa assinar o newsletter dele, convenhamos que ele não pede muita coisa em troca. Eu assinei.

— Como a idéia acima deve dar um ibope daqueles o E aí, tem jogo? vai dar uma copiada, mas como aqui as coisas não são tão abastadas, vamos sortear UM jogo entre os leitores do blog. Aguardem as regras (até o final do mês deve sair).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Jogo que se joga só...

...é só um jogo que se joga só*. Nesses últimos 15 dias meu mundo lúdico tem estado bem devagar, aí como tenho andado sem jogar muito resolvi escrever um pouco sobre as opções de jogos com variantes "solo" para aqueles momentos em que você está na pilha de jogar e não tem ninguém pra isso.


Partida solo com as máquinas novas. 81 pontos.

O meu favorito é o Factory Fun, o jogo tem algumas variantes interessante, uma funciona para vermos a nossa maior pontuação no jogo e a outra, são puzzles que o pessoal disponibiliza e temos que resolver, ambos são divertidos e garantem algum tempinho de bobeira.

Ontem eu recebi o Oceania, que é um jogo do meu autor favorito, o Klaus Teuber, e tem pode-se jogar sozinho (ele é para um ou dois jogadores). Ele é um tile-placement bem bacana onde formamos ilhas, mas temos antes de abrir os tiles, escolher o lugar onde eles vão encaixar, o que não garante que você consiga o encaixe direito.


Segunda partida solo. 424 pontos.

Outro divertido solo é o Zumbi no meu Bolso, esse consegue ser bem difícil também, já joguei algumas partidas e em poucas oportunidades consegui sobreviver aos malditos zumbis.

Só que não são todos os jogos que tem versões solo que são práticos. O Agricola é um bom exemplo, ele tem uma variante solo que funciona super bem, mas você montar todo o setup do jogo para jogar sozinho é extremamente frustrante.


Imagina montar uma mesa dessa pra jogar sozinho.

Nessa linha também tem o Warcraft - The Boardgame, o Age of Steam e o Antiquity, que são excelentes jogos, com versões solo muito bacanas, mas que não são nada práticos.

Ficam as dicas, mas com certeza não tem nada melhor que estar com os amigos para uma boa jogatina.

* livre adaptação da música "Prelúdio" do grande Raul Seixas.