terça-feira, 29 de novembro de 2011

Notinhas tupiniquins


A mesa final com a Bruna (de rosa) lá na Ludus.

— Como anunciado anteriormente rolou a seletiva para o Campeonato Nacional de Rummikub que acontecerá ano que vem, e no evento lá da Ludus Luderia a grande campeão foi a Bruna Artoni. Parabéns!

— A Hidra Games está com um desafio para os amigos, crie uma expansão para o AERO com um componente que a própria distribuidora vai te enviar. Saiba mais no blog da Funbox!


O Gustavo da Hidra e o novo componente para o AERO.

— Os amigos da GROW mandaram para o blog uma cópia do Colonizadores de Catan para fazermos um sorteio nessa época natalina, então preparem-se que semana que vem vai pintar promoção.

— Em dezembro também teremos um evento especial aqui no Rio, será o Natal das Peças no dia 17 de dezembro e reunirá os organizadores da Torre e do Castelo para uma grande confraternização lúdica.

domingo, 27 de novembro de 2011

Castelo das Peças - Edição de Novembro


Como de costume, a casa mais do que cheia para o Castelo.

Nesse sábado rolou o penúltimo Castelo das Peças do ano, e por conta do tempo meia-boca todo mundo resolveu parar para dar uma jogadinha, foram quase 80 pessoas passando pelo Spoleto e se divertindo com a galera.

Destaque para mesa non-stop de Jenga e Rex Pum-Pum para a garotada (da mais nova as mais velhos).


Um clássico revisitado e reavaliado, The Princes of Florence.

Essa edição também serviu para raparar um erro de julgamento cometido a anos para o jogo Princes of Florence. Convencido pelo amigo Léo Rossi junto com a Taly jogamos uma partida ótima desse jogo que subiu consideralvemente na minha opinião. Jogão, preciso de uma mesa mais cheia para atestar, mas entendi porque ele é um dos clássicos entre os boardgames modernos.

No resto da tarde deu para estrear o Deadwood que é um joguinho rápido da Fantasy Flight, bom para aqueles 40 minutos esperando um jogo pesado de outra mesa terminar.


A mesa para as crianças de todas as idades.

Fechando o Castelo ainda deu tempo de jogar um Kingdom Builder, que fechou minha opinião sobre o jogo. Ele é um jogo fraco, muito dependente da sorte e preso o suficiente para não divertir.

Nas outras mesas via-se de tudo um pouco, dos clássicos Bang! e Citadels, aos novos MIL e City Tycoon, mais uma vez o evento foi nota 10 e em dezembro tem tudo para ser ainda mais legal, pois imbuídos do espírito natalino, Torre e Castelo serão no mesmo dia!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Um clássico de volta as mesas


Léo e Márcio confabulando na mesa do Through the Ages.

Ontem um velho conhecido das mesas do extinto Calabouço deu as caras no CACÁbouço e disputou espaço com as novidades e Essen, trata-se do excelente Through the Ages.

O Léo Rossi tem ele e estava doido para estrear, a mesa era formada pelo dono do jogo, eu e o Márcio.


O tabuleiro colorido (e um pouco confuso) do Québec.

Os três já tinham jogado pelo menos uma vez então foi só dar uma relembrada nas regras e partir para o desenvolvimento das nossas civilizações.

A partida foi boa pra caramba, e salvo uns vacilos de quem não lembra todos os detalhes, ou não sabe bem as cartas todas que podem aparecer, até que não fizemos muita besteira em nem o jogo durou uma eternidade, foram 4 horas de partida.


As ilhas em Vanuatu ainda com poucas cabaninhas.

No final o Léo ganhou pelos eventos futuros que não tinham acontecido durante o jogo, e como ele tinha colocado uns bons para beneficiá-lo conseguiu tirar uma vantagem boa que eu tinha aberto, o Márcio ficou em terceiro a poucos pontos atrás de mim.

Na mesa Essen-nossa-de-cada-quinta, primeiro rolou uma partida de Québec com 5 jogadores e a opinião geral é que o jogo é muito longo pela diversão que ele proporciona. Depois com 3 jogadores rolou um Vanuatu que foi muito melhor recebido.

Mercado Nacional : Passado, Presente e Futuro (final)


Gálaxia SA apresentado na ABRIN desse ano.

2011 E A EXPLOSÃO DE JOGOS

À partir de 2010 o que se viu então foi uma série de novas empresas surgindo e um número cada vez maior de lançamentos chegando aos jogadores, e se esses ainda não são vendidos em lojas físicas, o que os pequenos começaram a fazer foi criar uma série de parcerias on-line para essas vendas.


Recicle lançado pela Bico de Lacre e reprint da Galápagos. Foto BGG.

O que se viu foi um boom em 2011 a partir do segundo semestre, com lançamentos autorais de qualidade dando ênfase a novos designers e selos apostando num mercado em crescimento e com boa aceitação de um público não muito acostumado com tantas novidades, como explica o autor Marcos Macri (Pássaros e Vale dos Monstros) :

‘É incrível como o público jovem, na faixa dos 18 aos 30 anos, aprecia novidades em se tratando de jogos de tabuleiro. Durante muitos anos o mercado nacional foi dominado basicamente pelos mesmos títulos. A partir do momento que começam a surgir jogos "diferentes", com mecânicas inovadoras ou pouco conhecidas, temas inusitados com artes bem caprichadas, a aceitação desses "novos" e divertidos jogos ocorre naturalmente’.


A Hidra apostando nos jogos abstratos para 2 com o AERO.
O QUE ESPERAR DO FUTURO?

O caminho já está começando a se pavimentar para que os vôos dessas empresas atinjam níveis maiores. Nesse ano tivemos alguns jogos nacionais apresentados na feira de Essen pela Galápagos (Recicle e Vale dos Monstros) e pelo representante da Runadrake (que está para lançar na Europa o Galaxia SA e o Mehinaku).


Vale dos Monstros apresentado na feira de Essen esse ano. Foto BGG.

Acredito que teremos a partir de agora como reflexo desse ano super produtivo, com novidades aparecendo e novas parcerias surgindo, como conta o Renato Sasdelli da Galápagos: ‘A recepção em Essen foi muito boa. Pudemos apresentar o Recicle e o Vale dos Monstros para o pessoal do BGG, que produziram um stream dos jogos e apresentamos os jogos para outras empresas internacionais que se interessaram muito por alguns deles.’

E nós os jogadores, com certeza teremos oportunidade de ter acesso a jogos de qualidade e diferenciados na nossa língua. Obviamente ainda esperamos que as novidades vindas de fora possam um dia também ser lançadas por empresas brasileiras, mas já termos opção dentro do mercado é um primeiro passo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mercado Nacional : Passado, Presente e Futuro (parte 2)


RISK, a versão revisada da Hasbro, umas das novidades. Foto BGG.

MUDANÇA DO CENÁRIO


Com a chegada da Hasbro ao Brasil o mercado finalmente sofreu uma mexida e as grandes empresas (leia-se GROW e Estrela) tiveram que mudar a sua linha de jogos e mesmo que a Hasbro não tenha trazido nada de realmente novo, marcas originais como RISK, Monopoly e Clue finalmente chegaram com a qualidade e padrão de importados.


Angus, primeiras tentativas da GROW de modernizar. Foto BGG.

Essa mexida no mercado fez com que as pequenas e médias editoras nacionais também começassem a investir nos autores nacionais, e nomes como os de André Zatz e Sérgio Halaban, pioneiros nessas empreitadas, começaram a ser cada vez mais cogitados, agora também fora das grandes editoras.

Como bem explica Sérgio Halaban: ‘Essas empresas focadas em jogos de tabuleiros são dirigidas por gente que entende do assunto. Que está empenhada em “revolucionar” esse mercado. Então, ter um jogo publicado por qualquer uma delas é ter a certeza de que seu filinho vai receber o carinho que merece’.


O Pega o Pingüim! da dupla Zatz/Halaban saindo pela Game Office. Foto BGG.

ESTAR PERTO DO SEU PÚBLICO, A CHAVE DO SUCESSO

Esse surgimento de empresas como a Bico de Lacre, Galápagos Jogos, Ceilikan, Hidra Games entre outras também serviu para aproximar os autores do seu público alvo, os gamers.

Utilizando os diversos eventos que foram surgindo pelo país, os autores começaram a realizar testes de seus jogos ainda em estágio embrionário, perceber o que precisava ser mudado e o que o pessoal estava procurando de novo.


YN do Vince Vader, nos primeiros estágios de play-teste. Foto BGG.

Era fácil encontrar pelos eventos no Rio e pelo resto do país (como na Ludus Luderia e na FunBox) mesas fechadas especialmente para que os autores pudessem mostrar seus projetos e fazer suas observações a respeito.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mercado Nacional : Passado, Presente e Futuro (parte 1)

A partir de hoje vou começar uma série de posts sobre o mercado nacional de jogos de tabuleiro. Nessas matérias vou tentar focar principalmente na galera que está fazendo um trabalho independente de qualidade e com isso ajudando ao crescimento do hobby no país.

O COMEÇO

Desde pequeno eu sou acostumado a passar algumas horas com meus irmãos, primos e amigos em volta de algum jogo de tabuleiro. Nos anos 80 tínhamos uma boa quantidade de opções, na maioria dos casos trazidos pela GROW ou Estrela.


WAR da GROW, um dos antigos clássicos. Foto BGG.

Quem já jogou uma partida de WAR, Banco Imobiliário, Detetive, Scotland Yard, Imagem & Ação entre outros, sabe bem do que eu estou falando.

O problema é que desde os anos 80 até o início deste novo século, continuávamos com essas pérolas e ocasionalmente algum outro título que entrava no mercado e depois de pouco tempo não se achava mais.


Banco Imobiliário, ainda hoje sucesso de venda. Foto BGG.

Mas a partir de 2001 os brasileiros começaram a ter maior conhecimento do boom que estava acontecendo na Europa e nos Estados Unidos, a chegada dos jogos de tabuleiro moderno e o nascimento da maior lista de discussão sobre o assunto, o Boardgame Brasil.

Com grupos de jogadores principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, começaram a chegar as mesas brasileiras jogos como Settlers of Catan, Puerto Rico, El Grande, Clans, Transamerica e outros que foram pioneiros em mecânicas modernas, regras diferenciadas e que mostraram aos jogadores que existia vida inteligente além do Monopoly.


Imagem & Ação, clássico party-game. Foto BGG.

PRIMEIRAS INICIATIVAS

Agora que nós descobrimos esse mundo maravilhoso, como ter acesso aos jogos modernos? Ou os jogadores vendiam os jogos entre si, ou buscavam nas lojas de jogos importados pelos títulos.

O problema era tentar levar esses títulos ao público não muito acostumado a ler em inglês, então começaram a aparecer no mercado os primeiros selos a trazerem os clássicos importados para o Brasil.


Samurai da Ceilikan, umas das primeiras iniciativas nacionais.

Os primeiros casos foram o Catan e Carcassonne (trazidos pela Devir), o Arte Moderna (trazido pela Odysseia Games) e o Samurai (da Ceilikan), que trouxeram alguns clássicos já reconhecidos pelo público lá fora ao mercado nacional.

Mas apesar desses primeiros títulos, ainda estávamos carentes de novidades e de iniciativas que apoiassem os autores nacionais.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Rapidinhas de terça

— Sairam os vencedores do Golden Geek Awards 2011. Os destaques foram o A Few Acres of Snow (3 prêmios), 7 Wonders e Dominant Species (2 prêmios).



— "Black Friday" chegando e é hora de ficar de olho nas promoções. A Cool Stuff já colocou alguma coisa, a Days of Wonder está com uma promoção do Cargo Noir e agora é esperar a grande liquidação da Fantasy Flight.

— Essa semana tem Castelo das Peças no sábado a partir das 11h da manhã no Spoleto da Rua do Catete, 311. Além das novidades de Essen vai rolar sorteios de jogos.