segunda-feira, 6 de março de 2017

Star Wars e Justice League - Jogo de Tabuleiro

A Grow acaba de lançar dois jogos para a mulecada, o Star Wars - Jogo Despertar da Força e o Justice League - Jogo da Liga da Justiça, ambos com regrinhas simples para que os pequenos comecem a se habituar com os jogos modernos.


Nesse os jogadores representam um dos rebeldes do sétimo filme da franquia, durante três fases de batalhas vamos tentando aumentar no nível na Força para ao final combatermos o temido Kylo Ren.

Tabuleiro do caminho até os combates, a trilha de combate e da Força.

As fases pré-combate são de rolagens de dados, a cada espaço parado podemos aumentar um dos atributos do nosso personagem, aumentá-los vão ajudar na hora da batalha propriamente dita.

Ao chegarmos na hora do confronto, cada jogador vai combater um trooper, também com resoluções baseadas nos dados, a diferença aqui é que podemos usar cartas para modificar os resultados.

Ganhar níveis de Força é importante, pois no último confronto o primeiro a batalhar é o jogador com o nível mais avançado, e se ele ganhar o jogo termina, caso perca outro jogador tenta.

Na hora da "porrada" um personagem enfrenta o trooper até chegar a batalha final.

No final o Jogo Despertar da Força é um jogo voltado pra galerinha dos 8 aos 13 que depois dele vai querer jogos mais desafiadores.


O jogo da Liga da Justiça é mais diferente, ele tem uma pegada dos jogos de skirmish como Krosmaster e o Heroclix, mas com regras muito mais simplificadas.

Os jogadores se revezam no time dos vilões contra os heróis da Liga, numa partida com dois jogadores, cada um toma conta de 3 personagens, sendo que um deles é o mais poderoso do trio.

Espaço apertado para os combates, não dá pra ficar fugindo.

Na sua rodada você pode realizar duas ações dentre algumas disponíveis (mover, atacar, usar cartas, recuperar cartas e recuperar energia) com os seus personagens.

Os ataques são resolvidos nos dados e algumas cartinhas podem mudar a dinâmica dos combates. No final o time que eliminar o time adversário primeiro ganha.

Curti mais o Liga da Justiça do que o Star Wars, ele tem uma pegada mais diferente do que os jogos que estamos acostumados a ver pra essa faixa etária.

Vilões contra heróis, quem leva essa batalha?

O legal é que ambos estão com preços excelentes no site da Grow e para nós que queremos que a mulecada entre logo no mundo dos tabuleiros, temos duas opções bacanas de presentes.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Imperial


Durante o início do século XX, impérios são administrados por investidores que sem amor nenhum às bandeiras, tentam tirar os maiores lucros através de avanços territoriais e bélicos, é nesse cenário que acontece o excelente Imperial.

Criado por Mac Gerdts em 2006, foi o jogo que difundiu a sua mecânica de rondel, que é como os jogadores agem durante as partidas.

O lindo mapa do jogo, ainda no seu início.

No jogo, nós somos os investidores interessados em tirar o máximo de lucro dos seis impérios, mas nenhum de nós é dono permanente dos países, para termos o controle, e por consequência, podermos realizar ações no jogo, precisamos ter a maioria das ações (shares) daquele país.

O rondel permite que cada país faça determinada coisa no turno, com ele produzimos material bélico, contratamos mercenários, investimos em novas fábricas, avançamos pelos territórios neutros e fazemos as duas ações que são o coração do jogo : a Taxação que vai dar dinheiro para o país e o Invesimento, que vai dar o retorno aos jogadores.

O rondel que é o coração do jogo.

Ao final de cada rodada de um dos seis impérios, os jogadores podem comprar mais ações para tentar se tornar o maior acionista dela, e caso um dos jogadores não esteja controlando nenhum país (isso pode acontecer) ele também pode comprar ações de qualquer império para voltar a usar o rondel.

O jogo avança até que a ação de um dos impérios valha 25x o valor dela, aí o jogo encerra e os jogadores avaliam suas ações de cada um dos impérios e quem tiver mais dinheiro é o vencedor.

Imperial é um jogo pesado, a sua primeira partida vai ser meio perdidona, mas à partir do momento em que você entende como o jogo funciona, ele se torna brilhante em todos os aspectos, é um daqueles jogos que uma vez conhecido, você vai colocar na lista de "must-have".

O jogador maior acionista de um império, fica com sua bandeira
e pode realizar as ações por ele.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Ludoteca Básica : Carcassonne


Lançado em 2000, Carcassonne é uma criação do designer Klaus-Jürger Wrede onde os jogadores se revezam para colocar tiles numa recriação da cidade do sul da França que leva o mesmo nome.

Conforme as peças são colocadas formam-se estradas, cidades, monastérios e pastos, e os jogadores precisam tomar cuidado ao colocarem suas peças, para não deixarem brechas paras os adversários tentarem tirar proveito daquela pontuação.

Cada partida, um mosaico diferente de cidade.

A rodada é super simples, você sorteia um tile, coloca na mesa (obedecendo as regras de colocação) e se desejar, coloca um dos seus meeples para assumir a posse da estrutura recém formada (caso deseje) ou aumenta uma estrutura sua previamente colocada.

Cada estrutura tem uma pontuação diferente durante o jogo e no final pontua-se as estruturas não finalizadas e os pastos, quem tiver a maior pontuação ganha.

Desde o seu lançamento o jogo já ganhou mais de 40 expansões e promos para o jogo base e versões que variam desde novos temas (como a recente versão Star Wars) a jogos que mudam a sua estrutura mas levam a mesma marca (como o The Castle de autoria do grande Reiner Knizia).

As mais diversas expansões que vão desde dragões
e princesas à vampiros e catapultas.

No Brasil ele foi lançado em três oportunidades, primeiro pela Devir, que acabou trazendo pouquíssimas unidades com um preço muito alto (para a época) e o jogo não deslanchou, depois rebatizado de Domínio de Carcassonne ele tem seu melhor momento vindo pela Grow que, apesar das críticas por parte da caixa e do fundo dos tiles, fez um excelente trabalho de divulgação e distribuição e agora de volta à Devir que está trazendo a versão mais nova junto com várias expansões.

Carcassonne foi um sucesso absoluto quando foi lançando, ganhando vários prêmios, incluindo o Spiel des Jahres de 2001 e foi através dele que a mecânica de tile-placement se popularizou, e a figura do meeple acabou virando o símbolo máximo de componentes dos jogos de tabuleiro modernos fazendo dele um jogo obrigatório na coleção.

A mais recente adaptação traz o universo do Star Wars ao jogo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Imagine


Pra quem, como eu, esteve presente no "tempo das cavernas" dos jogos de tabuleiro, jogar seguidas partidas de Imagem & Ação era quase parada obrigatória dos fins de semana entre amigos.

Mas sempre tinha aquele amigo que nunca desenhava e só ficava nas dicas por falta de talento. Com o Concept isso já tinha evoluído, mas agora com o Imagine a coisa realmente passou a funcionar.

As mais diversas figuras para formar os desenhos.

O jogo, lançado agora pela Galápagos, tem 61 cartas com desenhos e fundo transparente que podem ser sobrepostos para formar os desenhos indicados nas diversas cartas de dicas.

Então na sua rodada você sorteia uma carta, um dos outros jogadores escolhe um número de 1 a 8, você lê a dica e começa a montar o desenho com as cartas de figuras, ganha um ponto quem acertar e que fez o desenho.

Depois de cada participante ter feito dois desenhos, contam-se os pontos e quem tiver a pontuação maior leva.

Aí é ler a dica e tentar fazer os outros adivinharem.

O Imagine é um jogo pra todos, jogamos aqui em casa com a família, todos se divertiram, todos conseguiram montar os desenhos de uma forma ou de outra, e todos aprovaram a experiência.

Agora para os saudosistas do Imagem & Ação que não jogavam mais ele por ser "antiquado" demais, o Imagine chega pra matar sua vontade e vai virar item indispensável para aquele fim de semana entre amigos.

Funcionou super bem com a família toda.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

La Muerte


Ela chega para todos, não faz distinção de cor, credo ou condição social... Mas se a gente puder postergar o encontro com La Muerte, com certeza faremos isso!

Criado pelo Sanderson, La Muerte é um filler rapidinho para 2 a 10 jogadores onde usamos cartas para evitar que a morte nos alcance, só que a cada rodada em que ela não leva ninguém, mais irritada ela fica e mais difícil fica o encontro final.

Suas cartas para ajudar na tarefa de fugir do inevitável.

A rodada é simples, você tem 3 cartas com valores que pode ser somados, um poder especial para quando você está vivo e um poder especial para quando você for apenas uma alma penada.

Na sua vez você precisa baixar o somatório suficiente para fugir da morte (valor esse que vai crescendo de acordo com as rodadas em que ninguém morra), caso consiga passa pro próximo jogador.

Não conseguindo você morre e vira fantasma, aí seu objetivo agora é ajudar a Dna. Morte, para que todos os fantasmas ganhem, se quando houve apenas um vivo ele conseguir completar uma volta inteira dos fantasmas sem que ele morra, ele é o grande vencedor.

Componentes ainda não 100% finais, rodando os eventos.

Como já disse, La Muerte é um filler bem light, pra jogar com os amigos tomando cervejinha e dentro de um clima de descontração.

O jogo está no meio da campanha de financiamento coletivo e tem um precinho bastante convidativo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Imperial Settlers


Quatro grandes civilizações mundiais descobrem um território fértil e sem donos, pronto para ser explorado. Cabe a uma dessas civilizações se sobressair e conseguir expandir mais o seu império.

Imperial Settlers é um card-game que chegou pela FunBox (hoje Mandala Jogos, atualizem seus links) com uma duração de cinco rodadas, onde em cada uma delas temos uma série de ações que podem ser executadas para ganharmos novas cartas, construirmos novos prédios e conseguirmos mais recursos.

Cartinhas na mão, construções em vista.

Cada uma das civilizações tem um deck próprio, que vai ajudar na estratégia daquele império e o jogo oferece um deck comum de onde todos os jogadores podem comprar cartas e tem cartas mais "genéricas" para auxiliar.

As cartas são divididas em prédios de produção (que vão dar recursos para a construção de novos prédios ou para pagar determinadas ações), prédios de habilidades (que geralmente dão pontos por situações de jogo) e prédios de ação (que dão pontos, recursos entre outras coisas).

Tabuleiro de pontuação e vários recursos disponíveis.

Além das cartas de produção, você pode também conseguir recursos através da destruição de prédios, tanto seus quanto dos seus oponentes, mas apenas os prédios genéricos podem ser destruídos, nunca os do deck de civilização.

O jogo tem um bom "timing" de ações, e tirando a parte de destruir os prédios dos amiguinhos e uma seleção de carta no início dos turnos, muito pouca interação entre os jogadores.

Depois de cinco rodadas, contam-se os pontos de vitória dos prédios somados aos que vão sendo adquiridos durante o jogo e quem tiver mais ganha, simples assim.

Prédios da civilização à esquerda e prédios genéricos à direita.

Eu curti, Imperial Settlers é um jogo fluido, com uma análise de oportunidades das cartas inteligente (baixo essa, ganho o que ela me dá e destruo pra construir outra coisa) e tranquilo de explicar até mesmo para jogadores mais novatos.

Esse e outros jogos estão disponíveis para jogar e comprar na  
http://www.gameofboards.com.br/
Rua Corrêa Dutra, 99 sobreloja 214 - Catete / Rio de Janeiro

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

1000 posts!


Hoje a postagem vai ser diferente, vai ser uma celebração aos 1000 POSTS que o blog alcançou nesses quase 10 anos de existência.

Desde a primeira resenha do Colonizadores de Catan (não podia ter escolhido jogo melhor) até chegarmos ao Nippon semana passada, já foram mais de 300 análises de jogos.

Nos outros 700 temos entrevistas, algumas "aberturas de caixa", coberturas de eventos, resenhas de jogos que foram parar nas "telinhas virtuais", jogos clássicos dos anos 80 que foram revisitados.

Durante a ABRIN de 2011, lançamento do Catan da Grow.

Dentre os meus xodós estão as matérias, nesse tempo todo consegui cobrir uns eventos muito legais como a ABRIN, os campeonatos de Catan e Monopoly, fui a feiras, à jogatinas, e ainda tive a "cara de pau" de escrever umas matérias por conta própria que geraram algum buzz interessante entre a galera dos tabuleiros.

Outras áreas do blog que me dão orgulho também são as categorias que mostram jogos para Mulecada e a Primeira Rodada que fala mais dos jogos ainda em desenvolvimento ou que estão para entrar no mercado.

 A sessão Mulecada, criada pra acompanhar meu parceiro de jogatina,
aqui "conhecendo" o Pickomino.

Sempre tentamos dar espaço para os novos jogos, então já foram mais de 100 posts sobre protótipos, projetos e jogos que entraram em financiamentos e que de alguma forma ajudamos para que os projetos acontecessem.

Nem sempre os posts foram escritos apenas por mim, pois as vezes não dá pra estar em todos os lugares ao mesmo tempo, por isso fica aqui também meu agradecimento aos amigos que fizeram resenhas e cobriram eventos em que eu não pude estar... Valeu MESMO!!!

 Caçadores das Galáxias, um dos vários projetos que você acompanhou
desde o protótipo aqui no blog.

Agora é pensar pra frente, os primeiros 1000 posts já foram, o mercado tá crescendo, cada vez mais coisa acontecendo, e a concorrência tá cada vez maior (e melhor), então para continuar tendo a relevância que a gente busca, precisamos sempre trazer material de qualidade para os amigos.

Agora chega de "auto puxação de saco", mas achei que merecíamos um post comemorativo pelo trabalho realizado. Vamos que vamos, amanhã voltamos à programação normal.

Excepcionalmente hoje o post da Ludopédia foi diferente, subi a resenha do Belfort, quem ainda não leu dá uma olhadinha.