sexta-feira, 26 de março de 2021

Pandemia - Ano Um


É isso, completamos o primeiro ano vivendo numa pandemia global, um ano que nos fez mudar nossa forma de pensar em nós mesmos e no coletivo e principalmente que nos fez mudar muito nossos hábitos do dia-a-dia e nossa relação com o hobby.

Hoje eu venho fazer uma matéria mostrando um pouco do quanto isso tem me afetado na forma com que eu estou lidando com os jogos de tabuleiro e também o que eu espero que vá acontecer daqui pra frente.

Eu sou daquelas pessoas que realmente estou levando à sério e logo nos primeiros meses da pandemia ficou claro que jogar presencialmente seria uma coisa que eu só conseguiria fazer de novo depois de vacinado, e bem isso até agora não é uma perspectiva animadora.

Por aqui, quando rolam, os jogos família
são os que mais veem mesa.

Com um cronograma de vacinação bizarro, não acredito que os "jovens" na casa dos 40 (e muitos) serão vacinados antes de 2022, então o que fazer com os jogos?

Aqui em casa eu tenho minha esposa e dois filhotes (de 7 e 13 anos) que gostam de jogar e a mesa não tem parado, mas geralmente são os jogos familiares, então tem reinado partidas de UNO, Carcassonne, Combo Color, Formula D e quando a pequena não tá afim de jogar um Luxor ou um Manhattan Project.

Mas eu sou daqueles que curtem um joguinho mais pesado, então a saída foram as partidas online pelas plataformas tipo BGA ou Tabletopia, mas o grande problema é que a experiência não é mesma, mesmo utilizando os canais de áudio para ajudar.

Se tem uma coisa que eu tenho feito muito
é colocar meus disquinhos pra rodar.

Então venho gradativamente perdendo a pilha e comecei inclusive a me desfazer de alguns jogos, já que também estou com espaço já bastante reduzido nas prateleiras aqui de casa.

Outro fator que me fez mudar o rumo da minha diversão foi ter encontrado um Master System parado na casa da minha sogra. Ele ficou alguns anos parado aqui em casa sem a fonte, mas resolvi comprar uma e com ele voltando à vida retornei aos jogos 8 bits (juntos com os emuladores de MSX).

Além disso, criar conteúdo tem sido uma tarefa complicada, afinal tendo jogado mais jogos familiares do que qualquer outro tipo, parece que o blog tomou um outro rumo, mas na verdade é realmente a falta de oportunidade.

Redescobrindo o prazer dos velhos joguinhos
de 8 bits, com o Master System.

Nisso as jogas online tem me ajudado um pouco, pois acabo jogando via Tabletopia alguma coisa mais pesadinha e depois bato as fotos com a cópia física ou então cato umas fotos no Board Game Geek, mas a verdade é que nem todos os jogos que eu recebo tem suas versões online.

Todos esses fatores tem dado uma desanimada monstro e isso se reflete na periodicidade das postagens, que caíram de 115 em 2019 para 81 em 2020, e mesmo me "forçando" a tentar escrever pelo menos duas postagens no blog e uma no LudoZine tem dias em que realmente a coisa não flui e como hoje tento escrever sobre outras coisas já que não tenho novidades para trazer.

Eu espero muito que as coisas comecem a melhorar (embora não veja muito como em curto prazo) para que tanto as jogatinas como os eventos presenciais voltem a acontecer e com isso o blog volte a trazer conteúdo para a galera, mas a real é que essa pandemia está sendo pesada para todos, e por aqui não foi diferente.

Jogatinas mais pesadas, só pelo
Tabletopia ou BGA.
 

2 comentários:

Giovani Dactar disse...

Maravilha esse Master System aí. Tá bonitão. Além do MSX experimente emular o PCE ou o Nintendo que as possibilidades de jogar vão se multiplicar.

Carlos "Cacá" disse...

Fala rapá... Eu depois dessa foto peguei um SNES e tô "namorando" um Mega Drive, mas tenho emulador já dos dois... ehehhehe...