terça-feira, 16 de julho de 2019

Liberté


Situado durante a Revolução Francesa (de 1789 a 1799). Liberté foi lançado em 2001 e um dos primeiros jogos do grande Martin Wallace que viria a ser um dos maiores designers do mundo com jogos como Brass e Steam no currículo.

Em Liberté os jogadores comandam as facções que estão na luta pela tomada do poder na França, dentre monarquistas, radicais e o moderados, os jogadores terão quatro rodadas para definir os rumos da história francesa.

O jogo tem como mecânica principal o gerenciamento de mão e o controle de área, em cada rodada, os jogadores terão diversos turnos para escolherem uma, dentre três ações para realizar.

 Cada região tem diversas províncias à
serem influenciadas.

As ações mais comuns são comprar ou usar cartas, além disso o jogador pode passar, mas isso não o impede de voltar a jogar na mesma rodada, então essa pode ser uma opção estratégica.

As cartas que temos para serem usadas servem principalmente para colocar influência nas províncias e assim conseguir votos para um dos três poderes que estão na disputa, mas além disso, as cartas tem ícones que fazem com que você coloque seus discos na caixa de batalha e cartas também com poderes especiais.

Ao usar uma carta o jogador vai ter uma região do mapa a ser escolhida, vai pegar de um a três marcadores (conforme indicado na carta) e distribuir pelas províncias daquela região.

Fazendo isso o jogador coloca um marcador seu para indicar que você que colocou aquela influência lá, pois outros jogadores também podem ter influência do mesmo partido na mesma província.

 As cartas são a alma do jogo, com elas você influencia
as províncias e pode mudar os rumos das votações.

Além disso o jogador que usou a carta, se ele for de influência, ele pode escolher se descarta ela, ou se coloca na sua frente, essa decisão é muito importante, pois essas cartas servem para uma série de desempates durante a partida e as cartas que ficam na sua frente voltam para sua mão na próxima rodada.

Quando uma das três cores de blocos se esgota, então a rodada acaba e temos algumas definições à serem feitas, a primeira se refere às guerras, todos os jogadores que tenham marcadores no Battle Box entram em conflito, mas para isso precisam ter nas suas cartas baixadas pelo menos um general, quem ganha o conflito, recebe pontos, se o conflito termina empatado, um bloco dos monarquistas é colocado de lado.

Depois temos a contagem de votos de todas as províncias, aí conta-se a caso a caso, com empates sendo mais uma vez definidos nas cartas, e a cada voto, um dos três partidos vai avançando até definirmos o partido vencedor da rodada e damos pontos para quem mais deu influência a ele e a quem mais deu influência ao partido de oposição (o segundo colocado).

 Figuras históricas como um jovem Napoleão
aparecem nas cartas do jogo.

O jogo segue assim por quatro rodadas, mas existem duas formas de fazerem o jogo ficar mais curto, a primeira é se em qualquer votação os radicais tiverem mais de 17 votos, eles ganham e o jogador que tiver o maior somatório de influência e cartas deles é o vencedor, e a outra forma é que em qualquer momento à partir da terceira rodada se os monarquistas estiverem no controle de 7 províncias marcadas com uma flor-de-lis, eles ganham e o os mesmos critérios dos radicais é usado para definir o jogador vencedor.

Liberté é um daqueles jogos brilhantes em quem você na sua primeira partida fica meio sem noção do que está fazendo, mas quando dá o estalo percebe o quão estratégico e inteligente ele pode ser e como cada partida pode ser uma experiência tensa e diferente.

http://hamburgueriabeb.com.br/

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Carcassonne : Safari


Lançado recentemente no Brasil pela Devir, Carcassonne : Safari leva os jogadores para as savanas africanas onde vamos construir caminhos, pesquisar florestas e descansar à sombra dos baobás além de juntar os animais em charcos.

Para quem conhece o jogo base, a primeira diferença vem logo na peça inicial, que é uma junção de três tiles, além disso colocamos dois jipes que ficam fora dos tiles iniciais e são uma nova forma de colocação como veremos.

A regra básica continua a mesma, o jogador da vez pega um dos tiles e precisa colocá-lo junto aos demais que já estão no tabuleiro, mas já nesse momento já temos uma das primeiras diferenças, no Safari você pode colocar adjacente aos tiles ou no lugar onde um dos jipes está posicionado para depois ganhar uns pontinhos com isso.

Agora temos animais, baobás e jipes.

Colocado o tile aí vem algumas mudanças significativas. Agora você pode colocar o seu meeple no tile recém adicionado, ou mover o jipe ou ainda começar um charco.

O charco é uma nova aquisição interessante ao jogo, ele é basicamente um quarto de círculo com o desenho de um dos cinco animais presentes no jogo, ao começar um charco você ganha uma quantidade de pontinhos que vão aumentando até que você feche o círculo e pegue seu meeple de volta.

Esses tiles de charco também ajudam na pontuação do jogo, que aqui no Safari é bem diferente, você agora não ganha mais pontos pela quantidade de tiles fechados, seja de estrada ou floresta, e sim pela quantidade de animais diferentes que ela englobar, então quanto maior a variedade de bichos, mais pontos você ganha, e nesse momento você pode gastar tiles de charco para ter uma variedade maior.

 Os novos elementos são muito legais e trazem uma
nova perspectiva ao jogo.

Mas como você ganha esses tiles de charco? No início de cada partida os jogadores começam já com um, mas nos tiles de baobá (que substituem o monastério aqui) ao colocar seu meeple descansando à sua sombra, você recebe dois tiles de charco e ao cercar o baobá, você pega seu meeple de volta e mais dois tiles.

Essas novas formas de pontuar, fazem com que o jogo fique mais dinâmico e você precisa ficar muito mais ligado na forma de colocar o seu tile, inclusive se vale a pena deixar de colocar um meeple para mover o jipe e preparar um "bote" pra mais tarde, deixando as partidas bem estratégicas.

Uma das franquias de jogos de tabuleiro mais famosa no mundo todo, Carcassonne tenta sempre se inovar sem perder a sua essência, e com o novo Carcassonne : Safari ele traz essas formas novas de pontuar mas mantendo a mesma experiência fazendo com que os fãs do jogo queiram ter mais essa versão do jogo na sua coleção.

O charco é legal e você consegue os tiles
estando à sombra dos baobás.

https://www.nerdoffline.com.br/

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Rory's Story Cubes


Hoje vamos falar não de jogo, pelo menos não da forma como estamos acostumados, Rory's Story Cubes está mais para uma experiência lúdica, e a Galápagos acerta em trazê-lo para o Brasil.

Rory's Story Cubes é uma série de caixinhas que trazem 9 dados personalizados, o lance aqui é rolar esses dados e à partir do que apareceu em suas faces, criar uma história contínua com os elementos apresentados.


Com as faces que saírem, os jogadores precisam
criar uma história.

O "jogo" se desenvolve com os participantes tentando juntos formarem essa história coesa e o mais divertida possível, ninguém vai ganhar ou perder pontos por isso, a ideia aqui é liberar a imaginação dos participantes.

A Galápagos trouxe as três primeiras caixinhas para o nosso mercado, nela temos a caixa laranja com temas genéricos, a caixinha verde sobre viagens e a azul com temas de ação.

Eu já brinquei algumas vezes com a minha filhota de 6 anos junto com meu filho de 11 e a minha esposa e o resultado foi sempre histórias divertidíssimas, as vezes com "plot twists" absurdos, mas sempre trazendo ótimos momentos.

A produção do jogo é lindinha e dá pra levar para
"jogar" em qualquer lugar.

Lá fora o Story Cubes temos umas edições temáticas como a do Batman ou a do Scooby-Doo, que bem poderiam cair por aqui, ou até mesmo uma edição da Turma da Mônica hein??

Fica a dica então, apesar de não ser um jogo, Rory's Story Cubes traz uma forma lúdica para a mesa, pode ser jogado praticamente em qualquer lugar e garante boas histórias.

https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.bucaneirosjogos.com.br%2Fbuscar%3Fq%3Dteotihuacan%26utm_campaign%3DeaitemjogoTeoti%26utm_source%3Deaitemjogo%26fbclid%3DIwAR3UQWrGiiuohOzmYawjeR6Sk8xXckiYTgsjbo05fZ4m2lPmHGT2WeJ9zkk&h=AT3KeiVfXrSEJzLgt__c4CU1UeR2WWSlHrzmmr11DeXefv97E6_qKDbcv1ryXCzPRDZjJETz2cV-cZQXEhrW6rzixnw0zk3RzThQnT1q9wWGjf1nsKD-NqYo3f34MHYLPTE

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Hanabi


Corrigindo uma falha lúdica, finalmente tive a oportunidade de jogar o premiado Hanabi, e entender o porquê dele ter ganho (merecidamente) o Spiel des Jahres de 2013.

Em Hanabi cooperam para fazer o mais grandioso espetáculo de fogos de artifício, para isso usamos cartas que variam em número e cores que precisamos baixar na ordem correta para que no final possamos pontuar o maior valor de cada uma das cinco cores.

 Você não sabe as suas cartas, e precisa
ajudar aos outros jogadores a conhecerem as deles.

Mas aí que entra a grande sacada do jogo, os jogadores só conseguem ver as cartas dos outros jogadores, nunca as suas, então na sua vez você tem três opções de jogada, ou dá uma dica para um dos jogadores avisando o número ou a cor de determinadas cartas, ou então você pode baixar uma das cartas da sua mão e colocá-la no espetáculo ou descartar uma carta para ter direito a devolver uma dica.

O jogo é apertado justamente nesse ponto, as dicas não são infinitas, e a cada vez que você precisa dar uma dica para outro jogador, gasta uma carta, então saber gerenciar as cartas de dicas para não tomar penalidade no final é muito legal.

O jogo vai rodando dessa forma até que a partida pode acabar de três formas : com a terceira carta de penalidade sendo recebida, quando o baralho acabar ou se os jogadores conseguirem fazer os 25 pontos das cinco cores no máximo.

 Você tem as cartas de cores e números para fazer
seu espetáculo, além das dicas e penalidades.

No caso de não conseguirem a pontuação máxima, conta-se a maior carta em cada uma das cinco cores e essa é a pontuação final do jogo com uma tabelinha divertida no manual dizendo como foi o desempenho dos jogadores.

Hanabi tem aquele "algo à mais" dos jogos brilhantes, a mecânica é super simples ainda assim desafiadora e divertida ao mesmo tempo, é uma excelente opção de jogo principalmente com a mesa cheia.

https://www.nerdoffline.com.br/

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Tiny Towns


No coração das florestas existem pequenas cidades habitadas por criaturinhas, e você é o prefeito de uma delas tentando construir os melhores prédios no divertido Tiny Towns.

Cada jogador começa com um tabuleiro individual que representa a sua cidade e é composto por um grid de 4x4, além disso são abertos 7 cartas com a configuração para prédios únicos, e cada jogador recebe ainda uma carta com um prédio que só ele pode construir.

 Os prédios tem padrões de recursos a serem seguidos
para serem construídos.

A rodada então funciona da seguinte forma, o jogador da vez escolhe um dos 5 recursos do jogo, e todos os jogadores devem colocar aquele recurso em um dos espaços disponíveis da suas cidade, para tentar assim formar um dos padrões dos prédios abertos (ou do seu pessoal).

Ao completar um dos padrões você substitui na sua cidade os recursos por um dos prédios, o bacana é que cada prédio tem uma forma de pontuar ao final do jogo, então a grande sacada aqui é saber a melhor forma da sua cidade pontuar mais.

O lance aqui do Tiny Towns é que o tabuleiro vai ficando meio apertado, então ele tem aquele misto de jogo e quebra-cabeça bem bacana.

Uma vez que os recursos são dispostos,
o prédio é colocado no tabuleiro.

O jogo vai avançando até que os jogadores não consigam mais construir ou colocar novos recursos no seu tabuleiro, então é feita a pontuação baseada nos prédios construidos e os jogadores deduzem pontos dos espaços vazios da sua cidade e quem tiver a maior pontuação vence.

Tiny Towns é um jogo muito bonzinho de se jogar, ele é rápido, inteligente e tem uma variedade enorme de prédios com formas diferentes de pontuar a cada partida, gostei muito dele e espero que alguém traga para o Brasil em breve.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Descubra Catan


O pessoal da Devir Brasil está com uma campanha via hashtag — #descubracatan — para as pessoas gravarem vídeos falando da sua experiência como jogador de Catan e quanto você gosta desse jogo.

Bem, como vocês já sabem, eu não sou muito bom com vídeos, então resolvi escrever essa postagem para explicar o quanto esse jogo é importante e a influência que ele teve nos últimos 15 anos da minha vida, trazendo não só diversão para minha mesa, como amigos que hoje são quase irmãos.

Por volta de 2000 e uns quebrados, um grande amigo meu me disse que tinha ouvido falar de um jogo novo revolucionário chamado Catan, ele me indicou o site Board Game Geek para que eu visse as regras e as peças e fizesse uma versão caseira dele.

 Meu Sapateiros de Catan, tenho essa versão até hoje.

Feita a versão, jogamos Catan tantas vezes quanto era possível, o jogo virou uma febre e jogávamos 3 ou 4 partidas seguidas, em todas as viagens lá estava o meu Catan na caixa de sapatos (depois "carinhosamente" apelidado Sapateiros de Catan).

Por conta do "vício" descobrimos uns sites onde era possível jogar online, e foi lá que eu descobri o grupo do Yahoo de jogadores aqui do Rio, que são o meu grupo dentro do tabuleiro mais antigo, e são pessoas hoje tão queridas.

Mas não para aí, por conta do Catan eu criei o meu site em 2007 e dele foi a primeira resenha, ainda engatinhando com pouco mais de um parágrafo.

 Durante a ABRIN com o lançamento oficial pela Grow.

Estive na ABRIN de 2011 quando a Grow anunciou o lançamento da versão nacional do jogo, fui Campeão Carioca do jogo em 2012 e fui para a final do Campeonato Brasileiro em São Paulo, num evento muito bacana organizado ainda por essa editora.

Joguei praticamente tudo que o Klaus Teuber lançou desde que eu conheci o cara, um autor maravilhoso de jogos como Domaine e Barbarossa, fora as diversas formas de explorar a marca Catan, que renderem (e rendem ainda) excelentes jogos, como pude citar num TOP 3 de Derivados de Catan feito recentemente.

Catan ainda é hoje o jogo que mais joguei na vida, contando as partidas presenciais e as virtuais com certeza foram pra mais de 500 vezes em que me vi precisando barganhar barro por ovelha.

Hoje, minha coleção de Catans está assim.

Hoje nas mãos da Devir, creio que o jogo vai ter a atenção que merece, e já vimos a versão do Game of Thrones chegando ao mercado e espero que a Starfarers e a Star Strek (além das diversas expansões do jogo base) cheguem logo para completar a família.

Acho que é isso, falar que Catan é responsável pelo renascimento dos jogos de tabuleiro no mundo, não é exagero, e por causa dele e da galera que lá atrás capinou um terreno fértil, mas maltratado, hoje conseguimos receber os jogos mais badalados do mundo com diferença de poucos meses.

Catan SEMPRE foi um amigo por perto!

https://www.acessoriosbg.com.br/

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Zurvivors


Criado pelo pessoal da Gamehives, em Zurvivors os jogadores estão tentando fugir de uma horda de zumbis que estão assolando a cidade, mas você tem só algumas horas para chegar ao ponto de extração, e talvez nem todos consigam sair vivos.

Como preparação para a partida, cada jogador recebe um personagem com um poder especial, além de uma carta com três combinações e uma carta fechada de objetivos.

O "tabuleiro" também é formado por cartas, dependendo do número de jogadores, em um extremo temos a horda de zumbis e no outro o ponto de extração dos sobreviventes, que estão na carta que fica no meio disso tudo.

 O jogo usa um draft de cartas, onde você precisa
separar itens para ser um dos primeiros a fugir.

O jogo vai rolar em seis rodadas (horas), os jogadores vão precisar formar uma das três combinações das suas cartas de objetivo para conseguir avançar rumo ao ponto de extração, para isso no turno cada jogador escolhe secretamente uma das suas cartas na mão e coloca na sua frente, passando as outras para o próximo jogador, assim que todos tiverem escolhido suas cartas, elas são abertas.

Quando um ou mais jogadores conseguirem todas as cartas de uma das suas três combinações, ele precisa então baixar a carta do seu personagem para assim habilitar sua fuga e esse processo se repete até que apenas um dos sobreviventes não tenha conseguido fugir, isso dispara o final da rodada.

 O tabuleiro formado por cartas e a horda já com a sua
primeira vítima.

O primeiro jogador então avança duas casa, abrindo caminho, isso quer dizer, as cartas de rua tem alguns itens que podem ser pegos, e que ajudam na hora de completar os objetivos, o outros jogadores também avançam um espaço, mas o último, esse vai ficando para trás até que a horda pegue ele.

Quando algum jogador é pego pela horda, ele se transforma em zumbi, aí o seu jogo passa a ser outro, ele faz parte da turma que quer mais que todos percam, e começa a usar suas cartas para fazer com que a horda ande mais rápido.

O jogo acaba quando um dos sobreviventes chegar ao ponto de extração (ele é considerado o vencedor da partida) ou se ao final da sexta rodada ninguém tiver chegado, nesse caso o jogador mais próximo é o vencedor ou ainda se todos se transformarem em zumbis, todos vencem... como zumbis!

 Uma vez que você é pego pela horda, você
começa a tentar pegar os outros jogadores.

Zurvivors é um jogo de corrida levinho para até 6 jogadores, divertido, com uma ilustração super bacana e vai agradar aos fãs do gênero, particularmente, acho a regra de precisar baixar a carta do sobrevivente para conseguir "fugir" na rodada meio travada, mas não é algo que incomode muito.

O jogo está em campanha pelo Cartarse e o preço dele é bem de acordo com o tipo de jogo, então se você curte um joguinho leve de corrida e ainda é fã dos "comedores de cérebro", Zurvivors pode ser uma boa pedida para o seu grupo.

https://www.nerdoffline.com.br/

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Campeonato Carioca de Vampire : The Eternal Struggle


Aconteceu no sábado, dia 22, o Campeonato Carioca de Vampire : The Eternal Struggle, essa foi a primeira edição desde o anúncio do jogo pela Conclave, e teve a participação de 25 jogadores, incluindo a galera da Crusada de São Paulo e jogadores vindos de Juiz de Fora.

Dando uma pincelada nas regras, o campeonato teve como formato três rodadas, com mesas com 4 ou 5 jogadores e tempo máximo de duas horas por rodada, com a final acontecendo com cinco jogadores com o tempo de três horas.

 Na segunda mesa com o Alex, William, André e Mano Gago.

Um pouco sobre a minha participação, eu fui com um deck de vampiros de baixo custo (os famigerados weenies) focados em subir eles rápido e transforma-los em Príncipes usando as Praxis, a ideia boa, mas na prática vai depender muito no seu lugar na mesa e se as cartas que você precisa vem logo no início.

Na minha primeira mesa as cartas não vieram, deu só pra ficar perturbando minha presa e segurando a onda do meu predador, a partida foi até o final do tempo, com oito vampiros em torpor e um de pool e assim conseguir 0,5 VP (meu primeiro em competições de Vampire).

 A organização caprichou nas premiações.

Parada para o almoço, depois uns sorteios de brindes, na segunda mesa as cartas vieram na hora certa, mas a mesa não estava nada favorável.

Como presa eu tinha um outro deck weenie de votação (Sabbat dessa vez, pelo menos não ficamos contestando vampiros), e como predador dei o azar de ter um deck de stealth/bleed, como eu não tinha ações de interceptar, meu sofrimento durou pouco.

Não consegui jogar o restante do campeonato, mas a mesa final chegou com Itamar Gonçalves Junior (RJ), Ricardo Molina (SP), Wiliam Fonseca (RJ), Raphael Santos (RJ) e Marcelo Farias (RJ) com o Molina sendo o vencedor depois de um dia inteiro de competição.

 Na mesa final Molina, William, Raphael, Marcelo e Itamar.

Foi muito legal ver o campeonato sendo realizado na Loja RED, com a presença do Kleber da Conclave e com a organização do Fernando Cesar que fez com que tudo corresse super bem, uma pena eu não ter conseguido participar das três rodadas, gostaria de jogar mais com meu deck pra ver se ele se sairia melhor, agora é aguardar 2020, dessa vez já com o material saindo no Brasil e com mais jogadores chegando, quem sabe não dobramos o quórum desse ano?

Molina recebendo seus prêmios das mãos
do Fernando, o organizador da "bagunça".
http://hamburgueriabeb.com.br/

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Elasund : The First City of Catan


Já falei algumas vezes sobre o Elasund aqui no site (como no TOP3 Derivados de Catan), ele pra mim é um dos melhores jogos derivados do Catan e ainda não tinha feito uma resenha mais completa dele e agora vou dar uma corrigida nisso.

Em Elasund os jogadores estão conseguindo ouro e influência para começar as construções da primeira cidade da ilha de Catan, mas as famílias que se assentaram por lá estão todas interessadas em que as suas construções sejam melhores e maiores, então conseguir as permissões nos melhores lugares é primordial.

Durante o setup os jogadores começam com duas construções básicas no terreno da cidade, que é dividida em linhas numeradas e colunas, esses prédios básicos lhes garantirão moedas ou cartas de influência.

 No início, a cidade pouco povoada, mas logo aparecem
as permissões para novos prédios.

A rodada do jogo remete ao seu "primo" mais famoso, o jogador da vez rola dois dados, soma os resultados e leva o navio que marca a linha sorteada até lá, todos os prédios que tem pelo menos uma parte nessa linha, recebem o que está sendo mostrado.

Depois o jogador tem a oportunidade de fazer até duas construções, que podem ser parte da muralha da cidade, um dos prédios pessoais ou prédios comuns ou finalmente uma das 9 partes da Primeira Igreja de Catan.

Construir a igreja ou a muralha, é tranquilo, você paga o valor indicado, pega uma peça de muralha sua e coloca, sendo que a Igreja vem de uma pilha escondida, e sempre que alguma parte dela aparece pode fazer com que você perca algum prédio, pois ela tem precedente no espaço do terreno.

A igreja cresce à parir de um ponto, e vai demolindo
os prédios sempre que for necessário.

O lance aqui, é que para fazer as construções de prédios, você precisa antes de permissões que são colocadas no tabuleiro, e para isso você tem uma ação, que vem após a fase de construção, nela você pega uma das suas permissões, paga o valor indicado (de 0 a 4) e coloca num espaço vago na linha de onde está o navio da rodada.

Cada prédio tem um valor em permissões para ser construído, sendo os pequenos mais fáceis com uma só até os maiores prédios onde são necessários duas ou três permissões.

O lance aqui é que só consegue construir quem tem o maior somatório no valor das permissões, então fica uma disputa interessante entre os jogadores para ver quem consegue os melhores lugares, mas para isso o jogador precisa gastar umas moedas.

Conforme o jogo avança, a cidade fica mais cheia,
e fica cada vez mais difícil construir.

Outra coisa que você precisa ficar muito ligado na hora de construir, é que prédios maiores podem "passar por cima" dos menores, então se você não se proteger bem, periga gastar tempo e dinheiro e depois vir um caminhão e levar sua casinha embora.

Além disso temos também a trilha de comércio, que você vai avançando sempre que constrói em cima de espaços com o desenho de um moinho, e em determinadas alturas da trilha você pode depositar um dos seus cubos de ponto de vitória.

O jogo termina quando um dos jogadores consegue colocar o seu décimo ponto de vitória no tabuleiro, e esses pontos são obtidos além da trilha de comércio, através das construções de prédios comuns, partes da igreja ou alguns dos seus tiles da muralha.

 A trilha de comércio é super importante
sem ela você dificilmente fecha os 10 pontos.

Assim como o Catan, Elasund : The First City of Catan, tem muita interação, e apesar de não ter negociação direta, os jogadores estão constantemente influenciando a jogada do outro, seja na colocação das permissões ou na hora das construções.

Infelizmente é um jogo que não veio para o Brasil, mas como a Kosmos está reeditando alguns jogos derivados do Catan, como o Starfarers of Catan, quem sabe ele volte a aparecer e a Devir traga para o mercado?

http://hamburgueriabeb.com.br/

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Corinth


Definitivamente estamos vivendo o momento dos jogos de rabiscar, e grandes editoras como a Days of Wonder não iam deixar de "surfar" essa onda e recentemente lançaram nos EUA o Corinth, do grande Sébastien Pauchon (autor de jogos como Jaipur e Jamaica).

Nesse jogo somos mercadores que ao passarem uma semana pelos portos trocando suas mercadorias para assim conseguir mais prestígio entre os outros mercadores.

O jogo é um "roll & write"clássico, o jogador da vez pega os nove dados brancos disponíveis, se quiser, ele pode comprar até três dados amarelos que serão utilizados apenas por ele naquela rodada, e então rola todos eles.

No porto temos seis espaços distintos, os dados serão separados em grupos de números iguais, e são colocados nos espaços, sempre o grupo com o maior valor é colocado no espaço mais alto do porto (o da moeda), depois os grupos são alocados debaixo para cima começando pelos bodinhos e passando pelos bens disponíveis.

Uma vez que os dados são arrumados no porto, o jogador da vez pode então escolher um grupo deles para anotar na sua folhinha, o lance aqui é que você não usa o valor, e sim a quantidade de dados do grupo.

As moedas e bodinhos você vai acumulando para poder usar nas quatro construções que vão te ajudar durante o jogo (ou dar ponto no final), os quatro espaços de produtos (azeite, vinho, tecido e especiarias) você vai riscando para conseguir pontinhos no final do jogo.


Existe também o espaço onde o seu ajudante pode ir andando para conseguir alguns bônus, para usá-lo você escolhe um grupo de dados mas abdica da forma previamente explicada, nesse caso aqui você vai usar o valor do dado para andar o seu ajudante quantas casas forem indicadas, marcando a casa que ele parar, e quando ele para em um dos três espaços especiais, vai ganhando pontos pelos lugares marcados previamente.

O jogo prossegue até que uma quantidade de rodadas é terminada (dependendo da quantidade de jogadores) e somam-se as pontuações de todos os espaços da suas fichas e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Corinth é um jogo levinho e divertido, apesar de não trazer nada de muito novo nessa enxurrada de jogos de rabiscar, por ter alguma interação entre os jogadores acaba sendo uma opção legal para as mesas e se chegar ao Brasil acho que vai agradar.

https://www.nerdoffline.com.br/

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Calimala


Em Calimala os jogadores são comerciantes de roupas em Florença, tentando se sobressair comercialmente fazendo as melhores negociações para exportar produtos para outros lugares como Londres e Lisboa mas também ajudando na construção de importantes prédios florencianos.

O jogo tem um tabuleiro central onde sorteamos no Conselho de Florença, a ordem com que as coisas serão pontuadas durante a partida, outra coisa sorteada ainda no setup é a área de ações, onde apenas a ação de contribuir para as construções é fixa.

Além disso cada jogador recebe um tabuleiro individual com o seu porto e quatro armazéns já preparados, mas com espaço para expandir mais dois armazéns de roupas.

 A forma inteligente de como as ações são
realizadas é um diferencial do jogo.

Durante a rodada, cada jogador escolhe uma interseção entre duas ações do tabuleiro central para realizar, o trabalhador utilizado pode então realizar as duas ações escolhidas, ou apenas uma delas e comprar carta com a ação que sobrar, mas aí que tem o grande brilho do Calimala.

Quando a interseção está vazia, essas são as suas únicas opções, mas se existirem trabalhadores usados anteriormente, esses são novamente ativados, sejam do jogador da vez, sejam de outros jogadores, então você precisa ficar ligado para não ficar dando chance pra um adversário refazer uma ação interessante, mas ao mesmo tempo, tenta "combar" a sua rodada para fazer mais coisas.

As ações disponíveis são geralmente ligadas às pontuações, como receber bens, contribuir para as construções, estabelecer pontos comerciais e enviar produtos via navio ou carroças.

 No tabuleiro dos jogadores, um resumo das ações
além dos armazéns e dos navios.

O lance das pontuações também é bem interessante e diferente, já falamos sobre existirem trabalhadores previamente colocados nas interseções, pois bem, quando o quarto trabalhador é colocado, o trabalhador mais antigo ganha uma cadeira no Conselho e é disparada uma pontuação seguindo a ordem do Conselho de Florença.

Além dos trabalhadores, em Calimala temos cartas que você consegue abdicando das ações para comprá-las, elas ajudam nas ações e podem ajudar bastante para que o seu turno seja mais produtivo.

 Acima das ações, o Conselho de Florença com a ordem
em que as coisas serão pontuadas.

O jogo termina quando os jogadores tiverem alocado todos os seus trabalhadores ou quando todas as pontuações do Conselho de Florença tiverem sido efetuadas, então cartas de objetivo secreto e o objetivo comum são contadas e o jogador que tiver mais pontos ganha.

Calimala é um jogo gostoso, tem umas mecânicas diferentes bem interessantes, e é daqueles euros que deve ficar muito bom com a mesa cheia, uma vez que mais trabalhadores vão estar nas ações e você vai precisar ficar bem ligado pra não dar bobeira com os adversários.

Exportar ou doar para as construções, formas de
fazer pontos em Calimala.

https://www.acessoriosbg.com.br/