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segunda-feira, 28 de março de 2022

Cartógrafos : Heróis


Chegando no Brasil recentemente, Cartógrafos : Heróis é um novo jogo do base do Cartógrafos, sucesso do Jodry Adan que foi inclusive indicado ao Kennerspiel des Jahres de 2020 e ganhador de 3 prêmios Ludopedia, nessa nova caixa o Jordy trabalha em parceria com o John Brieger e traz a inclusão das cartinhas dos heróis ao jogo.

Para quem ainda não conhece o outro jogo base, aqui temos um jogo de "virar e desenhar" onde a cada turno vamos criando o nosso mapa com os padrões que aparecem nas cartas, existem 4 formas de pontuar no jogo e em cada uma das quatro rodadas duas delas são verificadas e ao final do jogo quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

No jogo base além das cartas de exploração (que são as que definem a forma do seu desenho) e as cartas de cilada temos as cartas de ruínas que nos obrigam a desenhar em cima de desenhos que já existem na nossa folhinha, nessa nova versão saem as ruínas e entram os heróis.

Os heróis chegam para tentar impedir que as ciladas te atrapalhem muito.

Os heróis funcionam da seguinte forma : quando a carta dele aparecer no jogo, você deve desenhar um quadradinho de 1x1 e o padrão de "golpe" que ele vai dar à partir desse espaço desenhado.

O golpe vai destruir os espaços que foram ou serão preenchidos com os monstros que aparecem nas cartas de cilada, mas não afetam possíveis preenchimentos das cartas de exploração.

Acaba sendo uma dinâmica interessante principalmente se as cartas de herói saírem depois das cartas de cilada, dessa forma você não corre o risco do coleguinha ficar evitando as áreas onde o golpe do herói está marcado no tabuleiro.

Já as novas ciladas agora podem destruir espaços do seu mapa.

Outra novidade interessante vem nas novas cartas de cilada, agora temos a mecânica de destruição, onde um espaço do seu mapa fica inutilizado completamente para o resto da partida.

Essa caixinha nova complementa legal quem já tem o primeiro Cartógrafos, tanto pelas novidades que apresenta quanto pelos mapas que são totalmente diferentes criando novas experiências e tem também os lápis de cor que vem como mimo e que realmente trazem uma graça extra a cada partida.

Se você ainda não tem nenhuma das duas e me perguntar qual eu recomendaria, acho que a caixa dos Cartógrafos : Heróis é mais bacana, mas dá pra ter as duas e sair misturando heróis e ruínas e monstros para ter muitas partidas diferentes desse jogaço.

Os lápis que acompanham a caixa ajudam a deixar tudo mais lindinho.
 

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Color Fox


Segundo jogo que falamos dessa linha Matchbox da Paper Games (o anterior foi o SixStix) em Color Fox temos um jogo de colocação de cartas na mesa tentando formar os palitos para conseguirmos juntar as cores sem repetições, mas claro que os amiguinhos não vão permitir isso.

O jogo é formado por um baralho de 55 cartas sempre mostrando 4 palitos que podem ter de 2 a 4 cores diferentes dentre 6 possíveis, além disso temos o estoque com os palitinhos que vamos ganhando durante a partida e são a forma de pontuar ao final do jogo.

Cada jogador receberá 3 cartas (4 se forem apenas 2 jogadores) e com essa mão de jogo temos por objetivo baixar cartas no nosso turno para completar os palitos da mesma cor.

Você tem sempre três cartas e precisa tentar maximizar as junções.

Se ao baixar uma carta você conseguir completar um palito você recebe aquela cor que foi completada, mas o grande barato do Color Fox é quando você consegue completar mais de um palito na sua rodada.

Você vai conseguir fazer isso colocando a sua carta adjacente a mais de uma que já esteja na mesa, então você recebe um palito de cada cor completa mas tem o direito de fazer trocas com os outros amiguinhos.

Sabendo que quanto mais cores diferentes melhor será sua pontuação, então o lance aqui é você trocar com os outros jogadores palitos que atrapalhem a pontuação deles e favoreçam a sua fazendo com que eles precisem correr atrás do prejuízo nas próximas rodadas.

Ficar ligado nas oportunidades de conseguir mais de um palito é o ideal.

O jogo termina quando algum jogador precisar receber um palito de determinada cor e o estoque estiver terminado então os jogadores separam seus palitinhos em grupos de diferentes cores e seguindo a tabelinha do manual quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Diferente do SixStix que tem um lance "psicotécnico" mais presente aqui no Color Fox temos um jogo de marcação maior e a colocação das cartas na mesa precisam ser mais cuidadosas para não prepararmos um bote que seja prejudicial para nós mesmos mais tarde.

A série entrega nesses dois joguinhos experiências muito agradáveis para se jogar tanto com novatos quanto com jogadores mais cascudos em partidas de jogos light, até agora super aprovada a série Matchbox. 

No final é juntar seus palitinhos e quanto maior a quantidade diferentes, mais pontos.
 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Peaky Blinders : Birmingham Domain


Baseada na série de sucesso Peaky Blinders, em Birmingham Domain os jogadores serão facções aumentando seus negócios escusos e sua área de atuação para ganhar mais influência entre todos os grupos rivais.

Criado pelo grande Marcos Macri o jogo trabalha exclusivamente com cartas, no setup inicial vamos preparar uma área de compra de territórios e negócios e uma área onde ficam os pubs, além disso cada jogador recebe uma carta de uma das facções do jogo, duas cartas de personagem e um objetivo secreto baseado na arrumação das suas cartas e o jogo está pronto para começar.

Na sua rodada o jogador terá direito a fazer duas ações principais dentre três possíveis mas também pode fazer duas ações livres.

Setup inicial com os territórios, negócios,
capangas e as cartas de personagens.

As ações mais importantes do jogo estão na expansão de territórios e na obtenção de negócios que darão lucro para a sua facção e essas são ações relativamente simples mas que precisam ser bem pensadas.

As cartas de território vem com alguns ícones que precisam ser observados, são ícones dos negócios disponíveis no jogo e se colocados lado a lado com cartas previamente postas no seu território fazem com que ele fique ativo e vá lhe render lucros quando você ativar o negócio referente a ele.

Para poder ter esse direito você também precisa comprar aquele negócio, de preferência escolher um que esteja crescendo mais no seu território para assim ter mais lucros.

Você vai montando seus domínios tentando
maximizar seus lucros.

Uma ideia bacana do Birmingham Domain é justamente essa arrumação dos territórios, que funcionam num esquema "tipo Carcassonne" com uma grande sacada, quando uma carta de território tem três dos seus quatro lados cobertos automaticamente você ganha um pub que vai lhe render mais dinheiro na hora de recolher seus lucros.

Mas estamos falando de um jogo de gangues então algum conflito haveria de acontecer. Aqui eles aparecem quando determinados gatilhos são disparados, quando um tipo de negócio acaba, ou uma das pilhas de território ou uma quantidade de pubs é comprada.

O jogador que dispara esse gatilho fica imune a guerra (afinal, foi ele que a causou) mas os outros jogadores terão até o final da rodada vigente para ou tentar disparar um outro gatilho e ficar imune ou então precisarão pagar o preço da guerra em dinheiro ou em capangas.

Para os fãs da série as cartas dos personagens
são um "plus" dentro do jogo.

Além disso temos as cartas de personagens que podem ser usadas para melhorar suas finanças, mas também para sabotar algum amiguinho que esteja crescendo muito no jogo e o legal é que aqui temos mecanismos que evitam que um mesmo jogador seja sabotado repetidamente (mesmo que as vezes a gente queira muito).

Quando todos os pubs forem comprados é disparado o final do jogo, que segue pela rodada vigente e mais uma para que os jogadores consigam ainda se preparar para a pontuação final baseada nos seus negócios, territórios, carta de objetivo e dinheiro e quem tiver o maior somatório é o vencedor.

Peaky Blinders : Birmingham Domain é o primeiro de dois jogos baseados na série que serão lançados pela Bucaneiros Jogos em breve e foram criações do Marcos Macri, esse aqui é bom demais, tem uma duração ótima, tá com uma arte lindona e tenho certeza que fará sucesso tanto entre os fãs da série quanto aqueles que não viram nenhum capítulo (eu só comecei a ver a série depois de jogar o jogo).

Com seus negócios já espalhados, é só ir
recebendo seus lucros ilícitos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Vampire : The Eternal Struggle - Quinta Edição


Fechando os lançamentos recentes da Conclave para a linha Vampire : The Eternal Struggle vamos falar agora dos decks da Quinta Edição que já vem baseados no novo cânone de World of Darkness.

Dando uma mexida nos clãs com a sumida de alguns e nova nomenclatura para outros o RPG Vampire : The Masquerade trouxe mudanças significativas para os vampiros e isso se refletiu em vários jogos e no V:TES não seria diferente.

Os primeiros cinco decks da nova linha trazem vampiros de grupo 6 e a diferença mais perceptível vem no clã Malkaviano que deixa a Demência de lado, uma disciplina que estava muito presente nos vampiros desse clã.

No geral as características de cada deck seguem muito o arquétipo que os jogadores mais antigos estão acostumados e cada um deles já vem prontinho para boas batalhas, vamos dar uma passada por cada um deles para vocês conhecerem melhor.

Os Malkavianos tem o deck mais conhecido e um dos mais fáceis de trabalhar, usando furtividade como forma de furar os bloqueios eles vem com ações pesadas de sangrar geralmente com modificadores para tirar o máximo possível.

O deck vem recheado de Governar os Desalinhados que é uma carta que serve tanto pra aumentar a ação de sangrar como para ajudar a levantar outros vampiros da cripta sem gastar o sangue do Matusalém.

O clássico deck de furtividade e sangrar dos Malkavianos.

O deck de Nosferatu é um dos mais fortes na hora da porrada com muitas cartas de percepção ele é um clássico baralho de barreira, onde você mais se defende e investe de forma certeira nos vampiros inimigos.

Com cartas novas como a Soco Giratório ele faz um bom mix com algumas cartas clássicas (e enjoadas) tipo a Jack Sorridente e Agarrão Imortal.

Os Nosferatu são aqueles que chamam pra porrada.

Os Tremere vem com um deck mais "faz tudo" abusando também das Governar os Desalinhados mas também usa equipamentos e tem como característica na hora do "vamos ver" usar a Roubo de Vitae para transformar o dano no inimigo em sangue para o seu Matusalém.

É um bom deck também para quem está começando pois usa várias mecânicas legais com as cartas de Dominação e também tem boa desenvoltura na hora da porrada.

O deck Tremere faz um pouco de tudo.

A política começa a aparecer no deck Toreador usando muito as Contestar Recursos de Rebanho, uma carta clássica que é sempre muito utilizada em decks assim.

Além disso a Língua Afiada do clã pode ajudar a fazer com que aquele adversário político se abstenha e as caras de furtividade ajudam na hora de abrir votação sem que precise ser "na marra".

Toreador com cartas que passam votações "na marra".

Finalmente os Ventrue vem com sua característica mais marcante que é a votação pesada e a facilidade de fazer muitas ações no mesmo turno usando sua Rapidez.

O lance aqui é usar os vampiros para tentar passar votações usar as tão desejadas Impulso Insano para desvirá-lo e agira novamente, quem sabe com um Cativar os Membros para dar uma sangrada nos adversários ou para subir vampiros mais novos.

Mas deck de votação mesmo é com os Ventrue.

Os cinco primeiros baralhos da Quinta Edição já estão entre nós e a Black Chantry já está anunciando as cartas para os próximos quatro decks trazendo mecânicas que vai deixar em evidência os clãs anarquistas dando ao jogo uma diversidade muito boa para quem está conhecendo agora ou para os jogadores que estão desde Jyhad acompanhando esse jogaço.

Os próximos decks da Quinta Edição, ainda sem
data pra chegar ao Brasil.
 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Série EXIT : O Museu Misterioso


Criado pelo casal Markus e Inka Brand em 2016 com o Laboratório Secreto, essa série de jogos tem como principal característica o fato de ser jogada apenas uma vez e ser descartada, o que faz deles experiências genuinamente únicas, tensas mas muito divertidas.

Nessa caixinha do Museu Misterioso somos jogados dentro de um museu e acabamos nos deparando com uma máquina do tempo que nos levará a vários momentos para que finalmente possamos sair de lá, mas para isso precisamos resolver uma série de enigmas.

O fluxo do jogo é bem amarradinho, ao abrirmos a caixa temos um aviso de como prosseguir na aventura, então preparamos o nosso setup com o material que nos é fornecido, além de tesoura, papel e lápis para as anotações que serão de vital importância.

Uma vez tudo organizado, a aventura começa.

Basicamente vamos a cada página do manual analisar uma cena gráfica e pesquisando minuciosamente teremos elementos que nos farão decifrar um código a ser colocado em um disco com símbolos que se forem ajustados de forma correta nos indicarão uma carta do baralho para ser lida e assim avançaremos na aventura.

A grande graça da série EXIT é o desprendimento dos jogadores em relação aos componentes do jogo, pois existem vários momentos em que precisamos dobrar, riscas, furar, cortar e se não fizermos essas coisas com as peças do jogo, não conseguiremos avançar e a brincadeira perde a graça.

O Museu Misterioso é de Nível Principiante e mesmo nesse nível os enigmas não são fáceis de serem resolvidos, por isso o jogo traz cartas de pistas referentes aos 10 símbolos que estão no disco de enigmas e que são referentes aos cenários mostrados no manual.

É um tal de risca e olha com lupa e
verifica carta, que deixa a gente tenso.

O problema é que quanto mais pistas você gastar durante a partida, menor será a sua pontuação ao final do jogo, que também é tirada pelo tempo que você demorou para conseguir escapar.

Eu nessa caixinha, jogando sozinho, fiz uma pontuação pífia (4 pontos), mas acho que se tivesse ajuda para resolver os enigmas o jogo deve ficar mais legal.

A Série EXIT está saindo no Brasil pela Devir, o preço é bastante compatível para um jogo que você só vai usar uma vez e depois descartar e depois de jogar a primeira caixinha fica a vontade de conhecer os outros títulos da série.

E não dá pra ter pena, mandou cortar
você vai lá e corta.
 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Dogs Card Game

A população canina está crescendo na cidade e para comportar todos esses novos "hóspedes" os canis estão aumentando suas instalações de se aperfeiçoando para dar a melhor estadia para esses nossos amiguinhos peludinhos.

Em Dogs Card Game, o designer Marcos Macri transporta para o jogo de cartas o seu maior sucesso dos tabuleiros, o Dogs, e para deixar a experiência bem mais interessante, muito do visual dessa versão remete ao seu "irmão" mais velho.

No jogo cada um recebe inicialmente um canil, um meeple e cartas de ração e dinheiro, além disso é formado um espaço central com tiles da cidade, onde os jogadores irão para resgatar os cachorros e/ou para procurar pessoas capacitadas para ajudar ao seu canil.

Você precisa ir aos espaços da cidade para recrutar funcionários
e também para resgatar os 'doguinhos'.

 Durante a rodada, na sua vez, o jogador pega o seu meeple e pode mover para um espaço na cidade ou se preferir ficar onde ele estava anteriormente, depois pode realizar de zero à duas ações no seu turno.

As ações possíveis são resgatar todos os cães disponíveis naquele espaço (geralmente de 1 a 3) e depois escolher se contrata o profissional que estará disponível naquele mesmo espaço.

Aparentemente pode ser uma decisão fácil, mas temos algumas observações, o seu canil inicialmente tem espaço para cinco cães, além do hotel a de enfermaria, então ao resgatar os cães você precisa observar os seus espaços e eles não vem de graça, se você não tiver ração, não vai conquistar seus coraçõezinhos.

Você precisa estar com seu canil em dia para pontuar
bem ao final do jogo.

Os cães que vão para o hotel ficarão lá e você vai pontuar no final pela quantidade hospedada, os cães sadios e adestrados são os que precisam de usar espaços do seu canil, mas existem aqueles que estão na rua sofrendo por maus tratos, e esses precisam passar pela enfermaria antes de estarem aptos à adoção, além três tipos, ainda existem os cães que vão direto para uma feira, e ficarão disponíveis para serem pegos mais tarde através dos profissionais contratados.

O grande lance em Dogs Card Game é o lance de colocar cães nos espaços do canil, pois ao colocar as mesmas raças juntos, ou tipos juntos, você vai cumprir objetivos antes dos outros canis e isso vai lhe render pontinhos no final do jogo.

Como falamos, ainda existem os profissionais que ajudarão ao seu canil nessa empreitada, ao escolher um deles você deixa ele guardado para usar no momento mais propício, e eles são de extrema ajuda para pegar cães da feira, conseguir mais ração ou dinheiro, tratamento dos "doguinhos" da enfermaria entre outras coisas.

No início da partida tem cartas de objetivo para serem
conseguidas durante o jogo e outras para pontuação final.

Além disso tudo, no decorrer da partida você ainda tem a possibilidade de aumentar dois espaços no seu canil, isso vai te garantir mais baias para os novos cachorrinhos que vão aparecendo e são importantes para sua pontuação final.

O jogo segue dessa forma até que a pilha de reposição dos "doguinhos" acabe, então o jogo terá mais uma rodada e seguimos para a pontuação final baseada no nosso canil e nos objetivos e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

O Dogs Card Game é muito gostoso de jogar, tem um tema muito bem amarradinho ao jogo e com um apelo de público enorme e serve bem para apresentar àquele amigo que ainda não conhece muitos jogos modernos quanto também para a galera mais cascuda.

O financiamento coletivo dele está marcado para começar em 18 de agosto, e junto com o jogo de cartas, que terão várias metas extras legais, ainda será possível conseguir pegar a versão de tabuleiro e a sua expansão nessa que é a primeira parceria entre a MS Jogos e a Ludens Spirit, então fiquem ligados e preparem seus cartões.

Tivemos a oportunidade de jogar com algumas das
metas estendidas, e são bem legais.
 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Sprawlopolis


Em Sprawlopolis, os jogadores trabalham juntos para do zero, construir uma nova cidade da forma mais harmoniosa possível, e tentando utilizar da melhor maneira as estradas, para assim evitar o fluxo interminável de veículos.

O jogo base é composto por 18 cartinhas, dessas você separa 3 para formar os objetivos dos jogadores e uma para ser o início da cidade, e as restantes são dadas três para o jogador inicial e uma para cada um dos outros jogadores.

A rodada é bem simples, você usa uma das três cartas da sua mão para ir formando a nova cidade, as regras de colocação são tranquilas, podendo inclusive colocar por cima de uma previamente colocada, caso os jogadores achem que isso será o melhor para cumprir os objetivos.

 Os objetivos te ajudam a dar um "norte"
na construção da cidade.

Uma vez que a carta é colocada, você passa as duas restantes da sua mão para o próximo jogador, e compra uma das cartas do monte para você.

O lance aqui gira em torno dos três objetivos abertos, cujo somatório dos seus números indicados é quanto os jogadores terão que fazer de pontuação para ganhar a partida, e também da melhor utilização das estradas, pois no fim da partida, cada estrada vale um ponto negativo.

Conforme você vai crescendo a cidade, precisa
ficar de olho para não ter muitas estradas.

Uma vez que todas as cartinhas do monte são utilizadas, a cidade está pronta e é feita a pontuação baseada nas cartas de objetivo, também somam-se as maiores áreas de cada um dos tipos que existem no jogo (comércio, indústria, parques e residências) e como já falado tiram-se pontos pelas estradas, caso a pontuação seja maior que o somatório dos objetivos todos ganham.

Sprawlopolis é um jogo rapidinho, funciona quase como um quebra-cabeças e a versão que a Funbox trouxe para nós vem além do jogo base com quatro expansões pra aumentar a brincadeira.

Além disso tudo o jogo impressiona pela sua apresentação, ele vem numa "carteira" e todos as suas cartas estão lá (tanto o jogo base quanto as expansões), então é o jogo que dá pra andar pra cima e pra baixo com você o tempo todo sem problemas e é um passatempo pra se jogar sozinho além de ótima opção enquanto espera a pizza com os amigos.

As partidas são muito rapidinhas, e duvido
que você jogue uma só.

https://www.acessoriosbg.com.br/&utm_source=eaitemjogo

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Sudokan


O Império de Fei está em guerra contra os bárbaros, e cabe a você enviar as melhores estratégias para os seus guerreiros, de forma codificada pelo Sudokan, e aquele que tiver a melhor estratégia será nomeado o Senhor da Guerra do Imperador.

Sudokan é um jogo de flip and write onde cada jogador terá uma uma folha de papel com uma malha semelhante ao do tradicional Sudoko, com 9 quadrantes tendo 9 espaços em cada um deles, que tem alguns marcos pré-desenhados.

O jogo é dividido em quatro estações, e em cada uma delas temos 5 fases distintas onde iremos abrir cartas, desenhar no tabuleiro, treinar os monges, lutar contra os bárbaros e pontuar pelos clãs.

 As cartas para serem desenhadas e onde os bárbaros
vão atacar. Precisamos sempre ficar de olho.

No início de cada partida, são sorteadas 4 cartas indicando quais quadrantes os bárbaros irão atacar, isso vai nortear cada estação, à partir disso são abertas 4 cartas com os padrões a serem desenhados.

Além dos padrões, temos cartas com clãs, sempre aparecerão uma combinação com 3 dos 6 possíveis, mas você poderá desenhar dois diferentes, além disso, das cinco cartas abertas você vai usar a informação de quatro apenas, ou "queimar" essa informação para desenhar dois monges.

Cada desenho tem sua peculiaridade, tanto na hora de passar para o papel (como por exemplo os monges, que só podem ser desenhados ao lados de toriis) como na hora da resolução da fases seguintes e uma vez que todos os jogadores terminam seus desenhos, chega a hora de combater.

 Cada clã tem um jeito de ser colocado no campo de batalha.

Nessa fase, os jogadores vão medir forças, nos quadrantes indicados, para ver quem pontuará o combate e você poderá ganhar esses pontinhos sozinho, caso ninguém mais tenha se preparado para lutar naquele quadrante, ou disputando espaço com outros jogadores.

Nesse combate, os monges são super importantes, além dos clãs que você pode "gastar" seus poderes para aumentar seu poder de fogo contra os bárbaros.

O grande diferencial do Sudokan está nessa parte do combate, quando mais de um jogador planeja a defesa do quadrante, os valores são comparados, rola-se um dado, quem tiver o maior somatório vence e o pior precisa sacrificar um dos seus monges.

 Cada quadrante será importante durante a partida,
mas tome cuidado com o ataque bárbaro.

Depois do combate, os jogadores ganham pontos pelas bandeiras das imposições do Imperador baseado nos monges que você treinou naquela estação e depois disso uma nova estação começa e após quatro delas o jogo termina, havendo mais uma contagem de pontos e quem tiver a maior pontuação é eleito o Senhor da Guerra.

Criado pela dupla Daniel Guimarães e Felipe Headley, Sudokan é bem bacana, o lance de ficar de olho na disputa pelos quadrantes é tensa e o modo solo dele também é interessante, é o primeiro jogo da Vem Pra Mesa Jogos e merece atenção.

Testando o jogo pelo Tabletopia.

https://www.acessoriosbg.com.br/&utm_source=eaitemjogo