quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

O Labirinto Mágico


 Em Labirinto Mágico, os jogadores são aprendizes de magos procurando ingredientes mágicos para seus experimentos, mas como andar por um labirinto onde você não consegue ver as paredes?

Nesse jogo o setup é feito colocando uma séries de paredes montando o labirinto dentro da caixa, uma vez que você tenha utilizado uma quantidade de paredes pré-determinada (para um labirinto mais fácil ou mais difícil), você coloca um outro pavimento que será onde os jogadores irão "passear" durante o jogo.

 A gente monta o labirinto que fica
escondido dos jogadores.

Cada jogador escolhe um dos aprendizes, coloca em uma das quinas do mapa e sorteia o primeiro ingrediente a ser encontrado, é definido o jogador inicial e o jogo começa.

Na sua vez o jogador rola um dadinho, e deve se mover a quantidade de espaços indicada indo em direção ao ingrediente que precisa pegar, e é aí que o Labirinto Mágico surpreende!

Cada aprendiz tem abaixo do seu peão, uma bilha que fica escondida abaixo do pavimento principal do jogo, a cada passo dado com o peão você precisa meio que ir guardando o caminho, pois ao bater em uma das paredes do subterrâneo (aquele que foi previamente feito no setup) a bilha solta e você precisa reiniciar seu caminho.

 Depois de pronto, você precisa andar e
tenta lembrar como se mover pelos caminhos.

Quando você conseguir chegar ao seu ingrediente sorteado, você sorteia um novo e precisa tentar encontrá-lo novamente, quando o primeiro jogador conseguir 5 ingredientes o jogo acaba imediatamente.

Labirinto Mágico é um jogo voltado para os pequenos, mas os adultos vão ficar muito impressionados com o quão divertido pode ser acompanhar os menores nas partidas, é realmente desafiador tentar guardar os caminhos, ou então perceber que o ingrediente que você pegou está a "quilômetros" de distância de você.

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Century : O Novo Mundo


Century : O Novo Mundo é o terceiro jogo da série Century, mais uma vez nos encontramos explorando e dessa vez chegamos às Américas no século XVI onde nos vemos fazendo trocas com os nativos registrando suas descobertas por esse novo mundo.

Na mesma linha dos jogos anteriores, o designer Emerson Matsuuchi trabalha com regras simples mas se baseando sempre no conceito de trocas dos quatro recursos do jogo (que vão se valorizando) para depois trocar em combinações por pontos de vitória.

Dessa vez temos um mapa do novo mundo com áreas que podem ser visitadas pelos nossos exploradores, os jogadores começam com 6 deles e podem ir ganhando mais no decorrer do jogo.

 O mapa tem um monte de locais para ir com os
trabalhadores e fazer negócio com seus recursos.

Ao entrar nos espaços você pode conseguir, melhorar ou trocar os seus recursos, além disso em determinados momentos, quando tiver já sem seus trabalhadores, pode recolher eles do tabuleiro para novamente colocá-los para trabalhar.

O grande objetivo aqui é conseguir as combinações corretas para pegar as cartas que darão pontos ao final do jogo e que também servem como upgrades de ações durante a partida.

 Conforme o jogo avança, você vai trocar os recursos
pelas cartas que dão bônus e pontos de vitória.

Quando o primeiro jogador pegar a oitava carta de pontuação, a rodada atual termina e contam-se os pontos para ver quem é o explorador com mais pontos.

Além do jogo original, Century : O Novo Mundo vem com regras para mesclar ele aos seus jogos anteriores, o Rota das Especiarias e o Maravilhas do Oriente, e por serem jogos rapidinhos, ter essa possibilidade de novas experiências você acaba tendo não só 3 jogos, mas um monte de outros híbridos.

Para quem curte jogos casuais, com regras tranquilas de aprender e uma duração de no máximo uma horinha, a série Century, que chegou no Brasil pela Devir, é uma excelente pedida.

A série Century capricha no visual dos componentes.

https://www.nerdoffline.com.br/

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Maracaibo


Lançado esse ano, Maracaibo é o novo jogo de um dos meus designers preferidos atualmente, o Alexander Pfister (que inclusive já deu uma entrevista aqui pro site), e dessa vez ele nos leva ao Caribe do século XVII onde os jogadores precisam através de comércio e as vezes uso da força, aumentar a influência de Inglaterra, França e Espanha nesse território.

No mapa centra temos várias ilhas, os jogadores partirão de Havana e seguirão por um caminho, parando em cidades e vilas para cumprir demandas de recursos, realizar missões e assim conseguir também cumprir seus objetivos pessoais.

Cada jogador vai começar com um tabuleiro individual, alguns colonos "travando" determinadas melhorias, além de uma mão de quatro cartas.

 No seu navio vão fazendo melhorias e construindo
sua maquininha de pontos.

O jogo tem quatro rodadas, os jogadores na sua vez movem seus navios de um a sete espaços no tabuleiro, ao parar em uma cidade ou vila pode realizar as ações do local ou as ações do navio, repõe a mão (caso tenha usado cartas) e passa a vez.

As cartas são super importantes aqui, elas servem como recursos para as quests e para pagar por eventos nas cidades, além disso que você "construí-las" durante o jogo e elas servem como melhorias, aumentando recebimentos, dando algum bônus imediato ou desconto para compra de futuras cartas.

 A trilha de influência dos países no Caribe é uma
forma interessante de pontuar.

O seu navio também vai melhorando conforme você vai liberando os colonos, abrindo assim novas possibilidades de melhores ações ou pontos automáticos, então sempre que possível é legal você liberar os colonos.

O barato aqui no Maracaibo é que você tem um monte de decisões que aparentemente te confundem no início, mas conforme o jogo anda você vai conseguindo fazer sua maquininha de pontos e recebimentos fazendo seu jogo fluir melhor.

Quando o primeiro navio chega a Havana há o fechamento da rodada, uma série de efeitos de final de rodada acontecem e uma nova viagem se inicia para todos os navios, que mesmo que fechem a rodada longe de Havana começam novamente do ponto de partida do jogo.

 Os jogadores também podem se aventurar por dentro
da ilha, por caminhos que dão pontos e dinheiro.

O jogo roda assim até o final da quarta rodada, nessa os efeitos de fim de rodada são um pouco diferentes visando aumentar o fechamento de pontos, contam-se então pontos de vários quesitos e quem tiver mais à frente da trilha de pontuação é o vencedor.

Maracaibo é um jogaço, entra fácil no TOP3 do autor (junto com Mombasa e Great Western Trail) e solidifica o cara como um dos grandes designers da atualidade, o jogo tem ainda uma versão "legacy" contando uma historinha mas sem "estragar" o jogo, o que dá a ele uma cara diferente a cada partida.

As cartinhas, elemento super importante
dentro do jogo.

https://www.acessoriosbg.com.br/

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Barrage


Terminada a Primeira Grande Guerra, o mundo se viu procurando energias renováveis, e os países mais proeminentes começaram a construção de barragens e hidrelétricas e formas de conectar essa energia para se sobressair em relação aos concorrentes.

Em Barrage cada jogador ficará à frente de um desses quatro países (Itália, Estados Unidos, França ou Alemanha) tentando construir suas barragens nos melhores lugares do mapa, para aproveitar os recursos que chegam, além de tentar fazer a melhor distribuição dessa energia para no final ser o país com mais prestígio.

O jogo já começa bem no setup inicial, cada jogador vai receber um board individual onde colocará suas barragens (bases e elevações), suas usinas e seus geradores, além disso recebem recursos, seus engenheiros e um rondel de tecnologia.

 O mapa com o fluxo dos rios, super importante
você saber onde vai construir.

O tabuleiro central é o primeiro grande destaque do jogo, ele representa um fluxo de rios onde inicialmente temos já construídas três barragens neutras, além disso na nascente dos rios são colocados tiles que indicam qual daquelas nascentes receberam volume de água em quatro rodadas do jogo.

Setup arrumado, o Barrage é um jogo de alocação de trabalhadores, na sua rodada você vai pegar uma quantidade dos seus engenheiros e colocar nas diversas áreas de ação do jogo, e dependendo de onde você estiver indo, gastará um ou mais engenheiros, e você sempre será limitado aos seus 12 iniciais, uma vez que fique sem trabalhadores, você terá que esperar todos os outros jogadores também ficarem sem trabalhadores para que a rodada acabe.

Mas vamos falar um pouco sobre as áreas de ação, no jogo você vai precisar construir suas barragens para conseguir represar a água, para depois através dos geradores levar essa água para as usinas e assim produzir energia para cumprir os contratos, só de explicar já parece tenso, bem, é pior!

 Cada jogador representa uma nação na corrida pela
obtenção de energia no pós-Guerra.

O Barrage tem um dos rondéis mais bacanas que eu já joguei, ao usar as ações de construção, você vai pegar uma das suas tecnologias, alocar os recursos, e dar uma andada no rondel, o grande lance aqui é que os recursos são extremamente difíceis de conseguir, e eles ficam travados até que o rondel dê uma volta completa.

Se isso não fosse coisa suficiente para se preocupar, na hora da construção você precisa ficar muito ligado, existem espaços que são grátis, mas se alguém constrói logo à frente da sua barragem, pode ser que você precise ficar contando com o sobre-fluxo de água para conseguir "pingar" alguma coisa pra você.

Além disso tem os geradores, esses podem ser interessantes de serem construídos perto da represa de outros países, pois você acaba ganhando uns pontinhos quando eles precisarem usar, mas o "combo" que vai fazer você andar no jogo é ter a barragem e a usina que vai ser alimentada pertinho.

 O rondel de tecnologias é um dos (muitos) destaques
desse grande jogo.

O lance da energia também é muito inteligente, você precisa sempre conseguir produzir mais e mais para que consiga cumprir contratos que vão te ajudar no desenvolver do jogo, e essa produção também é muito importante, pois quanto mais você produz, melhor serão seus rendimentos na rodada seguinte, e como já falei os recursos (incluindo o dinheiro) são bem complicados de conseguir.

Os jogadores vão fazendo seus turnos até que todos tenham gasto seus engenheiros, então a rodada acaba e uma nova se inicia, o jogo tem "apenas" cinco rodadas, ao final da quinta o jogador com a maior pontuação é o vencedor.

São tantas ações possíveis que você fica perdido, mas
conforme o jogo avança, tudo começa a fazer sentido.

Barrage é um daqueles euros que fazem teu cérebro fritar (no melhor dos sentidos), ele é brilhante em unir tema e mecânicas, como já disse tem um rondel fora de série e apesar das possíveis mais de três horas de partida, você termina o jogo já querendo saber quando vai ser a próxima.

Infelizmente ninguém ainda anunciou aqui para o Brasil, mas se você é fã de euro pesado, precisa com certeza jogar o Barrage que pra mim assumiu a ponta dos melhores jogos que eu joguei em 2019.

Barrage une bem, beleza, brilhantismo e ainda consegue
conectar muito bem tema e mecânicas.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Magic Maze on Mars


Baseado no Magic Maze lançado no Brasil aqui pela Conclave, em Magic Maze on Mars os jogadores são levados para marte, onde precisam trabalhar em conjunto para construir o domo que pode abrigar o astronauta e depois levá-lo até lá para fechar o cenário.

Nessa versão do jogo as regras básicas são muito similares, mas algumas coisinhas mudaram e deixaram o jogo um pouco mais fáceis para os jogadores.

Agora as fichas de movimentação são pela cor e não pela direção, temos caminhos mais simples também, então a movimentação tá muito mais fluida e intuitiva.

 Você vai levando os recursos para conseguir
construir o domo e levar o astronauta.

O lance agora é produzirmos recursos para abrirmos novos tiles e para levamos até o local de construção do domo, assim que os recursos solicitados estão todos no mesmo lugar, o domo é construído e o astronauta é liberado, uma vez que ele aparece é só levá-lo até o domo e a fase acaba.

Outra adição ao jogo são fichas que podem ser usadas para que possa ser feita a comunicação verbal entre os jogadores, além de servirem para troca de recursos no tabuleiro.

 Tem algumas adições como fichas pra falar,
agora você fica batendo pra dar dica do que fazer.

A quantidade de cenários do Magic Maze on Mars também é menor do que a do jogo básico, podendo ser finalizado em menos tempo do que o primeiro jogo.

Eu achei a experiência do on Mars mais simples, foram duas partidas muito rapidinhas e as adições ao jogo fizeram com que ele se tornasse mais fácil do que o jogo original, mas o fato dele ter uma ambientação diferente pode ser um chamariz para os jogadores.

No fim das contas acho que os jogadores que já tem o Magic Maze não vão se interessar muito nessa nova versão, e os que não tem ainda e curtem esse tipo de jogo, podem escolher entre os dois que são jogos divertidos e trazem uma experiência bem bacana.

Tem tiles onde você pode construir novos
caminhos também.
 
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Point Salad


Fazendo uma brincadeira bem legal com o nome, em Point Salad os jogadores precisam comprar vegetais para com eles fazerem sua saladinha de pontos com as cartas de pontuação que você também vai comprando durante a partida.

No início de cada partida são preparadas cartas para serem compradas, as cartas tem dois lados, um lado com um tipo de pontuação, e o outro com um tipo de vegetal, na sua vez você pode comprar duas cartas de vegetal ou uma carta de pontuação.

 Você pode comprar as cartas como vegetais ou como
pontuação de final de jogo.

As cartas de pontuação ficam em três pilhas, e quando são compradas mostram as cartas debaixo, já as de vegetal, ficam dispostas em duas fileiras de três colunas, depois de comprar as suas duas, você repõe com as do topo da fileira de pontuação (virando-as para o lado do vegetal).

A graça do Point Salad está aqui, pois as vezes você fica de olho em uma carta de pontuação boa para você e ela acaba virando um tomate, e joga pelos ares uma combinação boa de cartas que você tenha em mãos.

Você tem ainda como uma ação extra no seu turno, virar uma carta de pontuação para o lado vegetal dela, isso ocorre por as vezes você percebe que pode fazer mais pontos ao final do jogo com aquele vegetal ao invés de com a carta de pontuação.

As cartas de pontos te dão um norte sobre quais
cartas de vegetal pegar.

O jogo prossegue até que todas as cartas sejam compradas, então os jogadores validam todas as suas cartas de pontuação e quem tiver o maior somatório é o vencedor.

Point Salad é um jogo levinho, divertido, naquela linha de caixas pequenas e interessantes de se ter na mochila para qualquer tempinho livre com os amigos, chega em 2020 pela Devir aqui no Brasil.

Aí você tenta pegar o máximo que der para maximizar
sua pontuação no fim do jogo.

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