sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Ratzzia


O inverno está chegando e os grupos de camundongos vão à procura de alimentos para não passarem necessidade durante esse período, mas você precisa sempre ficar ligado, pois as suas conquistas desprotegidas são um alvo delicioso para os outros ratinhos.

Em Ratzzia, recém lançado pela Devir Brasil, os jogadores são grupos de camundongos (representados por dados) que vão aos diversos cantos da cozinha para tentar conseguir salsichas (1 ponto), queijo (10 pontos) e biscoitos (5 pontos).

Você vai começar com 7 dadinhos, que serão os seus camundongos, na sua vez você rola todos eles, se quiser pode rolar eles mais uma vez, e então vai escolher ao menos um para ir ao tabuleiro principal do jogo.

Os ratinhos vão à cozinho atrás de
provisões para o inverno.


Nesse tabuleiro existem espaços para a alocação dos seus dadinhos que são colunas onde você vai conseguir o alimento, seja roubando da cozinha, seja roubando dos amiguinhos e ainda tem o delicioso dado do caramelo (que é um dadinho coringa extra).

O lance do jogo é que sua comida conquistada fica desprotegida, então tem uma coluna super importante que é onde os jogadores vão para conseguir guardar a comida de forma que nenhum outro engraçadinho possa vir pegá-la de você.

A sacadinha do jogo é que as colunas são preenchidas de baixo pra cima, e só serão validadas quando completas, até lá seu dadinho fica preso e você terá menos opções de escolha o que talvez faça você precisar apelar para a opção de jogada que é retirar todos os seus dados de uma coluna.

Uma vez que uma coluna é completada
os ratinhos que estão lá ganham seus bônus.


Existem ainda um espaço que eu particularmente não vi vantagem, que é o espaço do gato. Lá você vai manter seu dado preso e quando ele "acorda" o gato do jogo, que é prender dados dos outros jogadores durante a rolada, mas o grande problema é que ele também prende os seus, na minha partida nem usamos esse espaço (e sinceramente não vejo o porquê dele existir).

Os jogadores vão se revezando nessas colocação de dados, até que o primeiro termine o seu turno com 25 pontos em comida salvos, então a partida termina.

Ratzzia é um jogo muito simpático e gostosinho de jogar, bem dinâmico e que serve para a família toda.

O primeiro grupo de ratinhos que salvar
25 pontos em comida, é o vencedor.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Mesozooic

Em Mesozooic os jogadores são diretores competindo pela criação do Parque de Dinossauros mais legal das redondezas, e parar isso você vai precisar ser mais rápido que seus competidores para deixar tudo funcionando direitinho.

A caixinha do jogo vem com 6 baralhos com a cor dos diretores, além de cartas neutras e um baralho para o jogo avançado. 

No modo básico (indicado só pra conhecer o jogo mesmo), cada jogador pega as suas 11 cartas, embaralha e monta uma grade de 4x3 na sua frente, com um espaço que ficará vazio, então é dada a largada para a criação do seu parque.

Você embaralha suas cartas, prepara o
setup e começa a rodar a ampulheta.


A partida é em tempo real e simultânea, cada jogador terá o tempo da ampulheta para deslizar suas cartas pelo grid, para tentar fazer com que seu parque pontue da melhor forma.

As cartas serão pontuadas de várias formas, pelos monotrilhos seguidos, pelas áreas cercadas completas, pelas topiárias e pelos caminhões atendendo as atrações e no final de três rodadas de construção quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

O jogo básico é bem bobinho, mas aí você coloca as cartinhas neutras e o jogo ganha uma nova camada estratégica já desde o setup.

Quando termina o tempo, você vê as coisas
que pontuarão no seu parque.


Uma vez que essas novas cartas são adicionadas, todos os baralhos são embaralhados junto com elas, são dadas 11 cartas para cada diretor, e é feito um draft onde você escolherá duas cartas, passará para o próximo, escolhendo mais duas e assim sucessivamente até que todos tenham 11 cartas.

A dinâmica de construção continua sendo a mesma, mas as suas escolhas podem tornar seu parque mais difícil ou mais fácil para pontuar na hora de deslizar as cartas, além dessas cartas neutras tem cartas para o modo avançado com novas formas ganhar pontos.

Mesozooic é um joguinho super rápido e interessante, essa dinâmica de escorregar as cartas para montar seu parque remete a uns brinquedinhos antigos de letrinhas que geralmente eram brindes de festa junina, e aqui foi utilizado de forma bem inteligente.

O jogo vem ainda com cartas avançadas para dar
mais variabilidade na hora de montar seu parque.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Relembrando : Abalone / Polaris


Lançado originalmente em 1987, o Abalone clássico é um jogo abstrato onde dois jogadores competem para tentar empurrar para fora do tabuleiro as bolinhas do adversário.

Na sua vez, você pode empurrar de uma a três bolinhas da sua cor, se na direção empurrada houverem bolinhas adversárias em menor quantidade que a suas empurradas, elas também se movimentam, e é dessa forma que você vai conseguir pontuar no jogo.

O jogador que conseguir empurrar 6 das bolinhas adversárias primeiro para fora da arena, é o vencedor.

Setups diferentes para o mesmo jogo, garantem
novos desafios.


Apesar dele ter um setup básico, existem uma série de aberturas diferentes, algumas bem desafiadoras, que ajudam ao jogo ter uma rejogabilidade alta, mesmo que muito pouco seja feito para transformar a experiência, só essas pequenas mudanças já trazem ao jogo novas formas de pensar.

Abalone é um daqueles jogos clássicos que atravessa gerações pela simplicidade das regras, mas que necessita de várias partidas para dominar o jogo.

Aqui no Brasil ele é comercializado pela Ludeka e também numa versão artesanal de madeira pelo pessoal da Mitra, sob o nome de Polaris.

Offboard deu uma renovada no jogo.

Em 2011 os autores do jogo clássico Michel Lalet e Laurent Levi deram uma modernizada nele e lançaram o Offboard, que tem a mesma premissa do seu irmão mais velho, mas com algumas mudanças de regras, inclusive mudando coisas na pontuação.

Hoje, depois de quase 25 anos do seu lançamento, Abalone é um jogo que pode pertencer a todas as coleções e é utilizado inclusive em sala de aula em colégios que trazem o lúdico para o ensino (na escola das crianças o pessoal da Mind Lab usa).

A versão toda em madeira do pessoal da Mitra.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Kariba


Kariba
é o mais novo jogo da linha Pocket da Paper Games, nele os jogadores precisam usar cartas de bichos da savana para irem se refrescar numa poça de água, mas os mais fortes querem a poça toda pra ele e ficam expulsando os mais fracos, mas até os maiores animais podem temer as menores criaturas.

O jogo usa um baralho com 64 cartas, os bichos variam de 1 (rato) até 8 (elefante) em quantidades iguais de cartas que serão embaralhadas e distribuídas cinco para cada jogador.

Na sua vez você deve baixar o mínimo de uma carta de algum animal em um espaço do lago, e aqui que entra o lance do jogo.

Os bichinhos são fofos, mas o jogo é menos
bobo do que pode parecer.

Você precisa conseguir pegar para você as cartas, pois são elas que darão pontos ao final da partida, ao juntar três cartas de algum animal você vai verificar se ele é o mais forte ao seu vizinho de lago, caso seja você pega todas as cartas que lá estiverem.

Então Kariba apesar de uma carinha fofa, é um jogo de observação muito inteligente, pois dosar a quantidade de cartas à serem baixadas, ficar de olho nos espaços deixados no lago e principalmente, tentar evitar que um mesmo bicho fique com muitas cartas para um amiguinho pegar.

Você precisa ficar atento, pra baixar
as cartas na hora certa.

O jogo segue nessa perseguição, até que todas as cartas, do baralho e da mão, tenham sido utilizadas, aí contamos as cartas que conseguimos durante a partida e quem tiver o maior somatório é o vencedor.

Kariba é mais uma das criações do grande mestre Reiner Knizia, e mais uma vez a Paper Games acerta em cheio em um jogo "pocket" que você leva para qualquer canto e vai ser bem recebido em todas as mesas pra dar fechar uma noite de jogos ou para uma partidinha light entre um pesadão e outro.

Quando juntarmos 3 cartas, o bicho mais
fraco vai para quem completou o requisito.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Dugeon Tiles da Acessórios BG

Eu jogo RPG desde 1986 quando conheci meu primeiro livro jogo, mas o "pico" foi em meados dos anos 90 quando jogava umas duas vezes por semana com uma galera fixa umas aventuras que duravam meses, mas naquela época a gente se virava com o que tinha pra fazer cenários, muitas vezes eram rabiscados no papel, ou utilizávamos tabuleiro de Xadrez na hora das batalhas.

Por isso que hoje, mesmo já passada a minha onda de RPG, eu fico pegando essas coisas maneiras que aparecem, para quem sabe voltar a jogar com meu filhote e a turminha dele, por isso eu quando vi o kit de Dungeon Tiles da Acessórios BG fiquei louco.

Muitos cortes diferentes para
você montar seus cenários.

Eles que trabalham muito com impressão em 3D (já falamos da qualidade deles anteriormente, confiram nesse link), agora estão também começando a mexer com acrílico e corte laser, e como os caras curtem muito um RPG pensaram nesse kit para auxiliar aos DM's e jogadores durante suas aventuras.

Foi tudo pensado com muito carinho, a caixa de tiles vem com 77 peças de vários formatos que juntas tem 450 tiles de grid, dando pra montar as mais variadas salas, salões, corredores e masmorras tudo acomodado numa caixa super arrumadinha, que fica organizada por tamanhos para você se achar melhor sempre que precisar.

Muito mais legal de visualizar uma masmorra
caprichada desse jeito.

Além dos tiles os caras ainda pensaram numa caixinha menor com elementos para usar no cenário, a Dungeon Tiles Recursos vem com 42 peças "chapadas" em 2D onde temos mesas, altares, camas, túmulos entre outros elementos para deixar a sua aventura ainda mais bonitona.

Todo o material é cortado em MDF de alta qualidade, com gravação muito bem acabada e que se você tá afim de dar um "up" na sua aventura, é um investimento que super vale à pena ser feito.

Fica essa dica então, e também o convite para ver o resto do material da Acessórios BG, como falei eles tem um vasto catálogo de acessórios em 3D, acrílico, corte laser e lona para deixar o seu jogo cada vez mais bombado.

A caixinha com recursos de cenário também é
super útil para a ambientação.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Conspiracy : Abyss Universe

 

Baseado no universo subaquático criado pelo grande Bruno Cathala em Abyss, Conspiracy volta às intrigas políticas da sua versão "mais velha" e aqui precisamos montar o grupo mais poderoso dentro do Senado, e para isso vamos tentar recrutar as pessoas mais poderosas das 5 casas influentes do fundo do mar.

Inicialmente temos um deck onde estão personagens das 5 casas do jogo, variando valores de 0 a 6 e cada um deles dando alguma coisinha como chaves para tomarmos posse de locações, pérolas que são a grande fonte de riqueza do jogo, entre outras coisas.

Na sua vez, o jogador pode escolher abrir de uma a três cartas (uma de cada vez) e pegar um dos nobres para a sua pirâmide invertida, as cartas que não foram escolhidas vão para um descarte separado por cor da casa.

No começo, poucos nobres disponíveis e
algum estudo pra saber de onde comprar.

Se na sua vez já existirem esses descartes você pode escolher ao invés de abrir novas cartas pegar uma cor do descarte inteira e levar para você.

Ao puxar esses nobres você primeiramente verifica se ele tem o valor mais alto dentre os da mesma casa, se sim, coloque o marcador da casa sobre ele pra te lembrar, depois veja se existem chaves, no caso de você ter duas chaves iguais (ou três diferentes) em sequência, você pode pegar um dos prédios disponíveis para você.

Esses prédios ficam em um deck à parte, inicialmente existe uma carta já aberta, mas você pode optar por abrir de uma a três cartas para comprar um dos prédios para você (os que sobrarem ficam disponíveis para as próximas compras) e eles servem basicamente para mudar alguma regra durante a partida ou para pontuação de final de jogo.

Precisamos acompanhar o avanço do Mestre
da Moeda, são pontos importantes do fim do jogo.

 
Além disso temos a contagem de pérolas, a cada nobre convocado, também verificamos se ele te dá alguma pérola ou não, inicialmente ninguém controla o Mestre das Pérolas, mas à partir do momento em que o primeiro jogador conseguir a sua, fica uma disputa por esse título que vai valer pontos ao final do jogo.

Outro lance aqui no jogo que se deve observar é tentar deixar o máximo de nobres de uma mesma casa juntos, pois ao final do jogo a sua maior coalizão vai te dar pontos pelo número de nobres adjacentes.

O jogo prossegue até que o primeiro jogador feche a sua pirâmide invertida, então partimos para a contagem de pontos, que são o valor do maior nobre de cada casa, somando o valor da coalizão, dos efeitos das locações e o bônus para o Mestre das Pérolas, e o jogador com o maior somatório é o vencedor.

Conspiracy tem muitos elementos do Abyss, mas de uma forma mais compacta e dinâmica. eu gostei muito de como o jogo se desenrola e claro, da beleza da arte que mesmo não sendo do mesmo autor do jogo anterior, remete muito ao clima do mesmo e da apresentação, novamente utilizando caixinhas (aqui latinhas metálicas) em cinco versões diferentes.

Quando um jogador termina sua pirâmide,
dispara o final da partida.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Cosmos

Em Cosmos, próximo lançamento da Dijon Jogos, os jogadores são protoplanetas orbitando da grande Beta Eva, e nesse processo coletamos os elementos necessários para que possamos. no decorrer de bilhões de anos, nos transformar em um planeta de verdade.

No setup, cada jogador recebe um tabuleiro individual onde estão as informações do seu planeta em formação, uma cartinha de micro organismo (que indica quais elementos você começa) e o principal, um deck de ações que vem com 5 cartas comum a todos os jogadores e uma específica de cada planeta.

Além disso temos o grande (e lindo) tabuleiro central onde ficam a Beta Eva ao meio, e os planetinhas orbitando a grande estrela, quatro decks de compra são dispostos nesse tabuleiro, três entram em todas as partidas, um dos espaços tem decks diferentes para você escolher na hora da partida e é claro, todos os elementos que são os recursos que os jogadores usam no jogo.

Tudo no jogo gira em torno (literalmente) da
estrela Beta Eva e seus elementos.

A partida de Cosmos dura 7 bilhões de anos (ou rodadas, não se assuste), cada rodada é composta de 5 fases, onde temos a fase de manutenção, fase dos jogadores, fase estelar, fase de translação e a fase de mudança de temperatura.

A fase onde tudo acontece é a fase dos jogadores, nela o jogador na sua vez, escolhe uma das cartas da sua mão, baixa e realiza a ação indicada e se quiser, pode comprar uma das cartas do tabuleiro central para ter mais opções no decorrer do jogo.

O grande lance aqui é saber usar bem as cartas, pois você ao usar as cartas deixa ela fora de jogo, até que use a "Novo Ciclo" que traz todas as usadas de volta para a mão, então já aqui é necessário uma boa visão do jogo para saber o momento certo ter disponível todas as opções de ação novamente.

Nosso planetinha lutando pela galáxia para
virar um "planetão".

Outra coisa que você precisa ficar super atento, é que inicialmente você só terá três ações por rodada, e acredite, o jogo é muito de cobertor curto, então conseguir mais ações pode ser uma coisa imprescindível durante a partida.

E você consegue ajustar isso no seu planetinha, o tabuleiro individual tem áreas como força gravitacional (que interfere em quantas casas de distância você consegue pegar elementos), rotação (que interfere no número de ações por rodada), atmosfera (pontos importantes durante o jogo) e temperatura (que precisa ficar equilibrado).

Uma vez que todos os jogadores tenham usados suas ações, passamos pra fase estelar onde os elementos vão sendo puxados em direção à Beta Eva, depois a translação onde os planetinhas vão orbitar (e recolher elementos que estiverem pelo caminho) e finalmente alterar sua temperatura e ativar o efeito da cartinha dessa fase, dando pontos ou tirando.

O legal da trilha de pontuação é que ela tem "travas" que são desbloqueadas pela atmosfera, então você pode ganhar pontos durante a partida e não conseguir recebê-los por ainda estar em um nível de atmosfera inferior.

As cartas são a alma do jogo, com elas você faz
as ações necessárias para evoluir seu planeta.

O jogo segue até o final da sétima rodada, aí os pontos do tabuleiro individual são computados, além dos pontos pelas cartas adquiridas (as inicias não dão ponto algum) e o planeta com a maior pontuação é o vencedor.

Tudo nele está lindão, a arte foi muito bem tratada, os textos estão claros, as cartas todas remetem a alguma ação do universo na criação dos planetas, e você termina a partida com vontade de jogar de novo para explorar mais as possibilidades do jogo.

Cosmos é um jogo super inteligente, o Diego de Moeraes teve um trabalho de pesquisa super maneiro e trouxe para o tabuleiro uma experiência que remete muito aos programas sobre astronomia que víamos na TV, além dos nossos passeios pelo planetário (se você nunca foi, procure o mais próximo da sua casa e vá, é muito legal) e entra agora no dia 19 de agosto em financiamento coletivo pelo Catarse e se você curte um euro médio gostoso de jogar, é compra certa.

Tudo no jogo está lindão, fiquem de olho que o financiamento
chega ainda esse mês.