quarta-feira, 20 de março de 2019

Ludoteca Básica : Schotten Totten


Lançado lá fora em 1999 pelo mestre Reiner Knizia, em Schotten Totten dois clãs estão brigando para tentarem aumentar seus territórios, e para isso vão tentar defender palmo a palmo os limites dos seus vilarejos.

Na preparação do jogo, colocamos na mesa uma fila com nove pedras que delimitam o território dos clãs, cada um dos dois jogadores recebem então uma mão de seis cartas, e as rodadas se alternam com os jogadores colocando cartas para disputar as pedras.

 As pedras são disputadas com combinações de três
cartas de cada lado.

O lance da disputa é sempre uma disputa de três cartas de cada lado, essas cartas variam de 1 a 9 em 6 cores diferentes, mas você tem uma hierarquia para garantir que o seu lado seja vencedor, ou seja, uma sequência da mesma cor vale mais que uma trinca.

Então na hora da colocação as cartas você precisa sempre ficar atento para tentar a melhor combinação que seu oponente, para garantir que a pedra disputada venha para o seu lado.

 Saber o momento de onde e como baixar
uma carta, é o grande barato do jogo.

O jogo prossegue na alternância de turnos até que um dos jogadores consiga três pedras adjacentes ou cinco pedras alternadas para o seu lado, sendo assim o vencedor.

Schotten Totten é daqueles jogos brilhantes pela simplicidade e também pela dose de estratégia envolvida, Dr. Knizia é um daqueles caras fora de série que você precisa ter algum jogo dele na sua coleção, e esse é um que é Ludoteca Básica.


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segunda-feira, 18 de março de 2019

Welcome to... Seu Lar Perfeito


Em Welcome to... Seu Lar Perfeito, os jogadores são empreendedores visando construir a cidade mais bonita e rentável nos Estados Unidos dos anos 50, para isso precisam planejar bem suas construções para conseguirem mais destaque e para cumprir os planos de obra na frente dos adversários.

No setup do jogo, são preparados três baralhos que serão usados durante a partida e são abertos três planos de construção que darão pontos aos jogadores, além disso cada jogador recebe uma folha onde serão anotadas as construções.

As cartas do jogo tem dois lados distintos, um com uma numeração que vai de 1 a 15 e o outro bem com uma das ações do jogo, uma rodada básica do jogo funciona da seguinte forma, são abertas uma carta de cada um dos três decks, fazendo assim três duplas de um número e uma ação, os jogadores escolhem então uma dessas combinações para anotar na sua cidade.

 Ao abrir as cartas você tem uma combinação de
número e ação a ser realizada.

Cada cidade é composta por três ruas, você precisa colocar a numeração sempre de forma crescente, isto é, você não pode anotar uma casa 10 antes de uma casa 9, mas você não precisa escolher os números em sequência, então você pode ir anotando de forma desordenada deixando espaços para serem preenchidos posteriormente e pulando números, desde que no final das contas as casas estejam em ordem crescente.

As ações vão te ajudar a cumprir objetivos e a pontuar melhor, com elas é possível colocar piscinas nas casas, aumentar o número de parques, separar os lotes e aumentar o valor deles, contratar agentes temporários que podem ajudar a alterar o valor dos dados, e até mesmo repetir determinados valores, mas cuidado, essa ação específica faz com que você perca pontos.

O jogo vai seguindo dessa forma abrindo combinações de números e ações até que uma das três condições de final de partida sejam alcançadas, um jogador marque o terceiro espaço por não conseguir marcar nenhuma casa, um dos jogadores tenha cumprido os três planos de cidade ou não hajam mais espaços para serem marcados na cidade de alguém.

 Você vai anotando na sua cidade tentando
cumprir os planos de obra e ganhar pontos.

Os jogadores então contam seus pontos, lembrando de que o maior jogador com trabalhadores temporários tem vantagem em pontinhos, e quem tiver a maior pontuação vence.

Eu sou super fã dos jogos "something and write", e o Welcome to... é um dos mais legais que eu já joguei, mas ele tem basicamente o mesmo defeito de todos, é um "multi-player solitaire", o que quer dizer que cada um fica lá no seu mundinho e a interação é nula.

Mas ainda sim, é um jogo muito gostoso que o pessoal da Ludofy trouxe para o Brasil e para quem curte esses jogos de papel e caneta é com certeza uma aquisição obrigatória.

Lembrando sempre de tomar cuidado para que a numeração
esteja sempre em ordem crescente.

https://www.nerdoffline.com.br/

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sexta-feira, 15 de março de 2019

Stuffed Fables


A menina está crescendo, perdeu a segurança do berço e ganhou uma caminha de "menina grande", e agora suas pelúcias vão precisar protegê-la das criaturas que surgem para atordoar seu sono e roubar suas preciosidades.

Com essa premissa, Stuffed Fables da Galápagos Jogos, é um jogo de aventuras, onde os jogadores são as simpáticas (e heroicas) pelúcias que precisam proteger a menina dos lacaios do terrível Crepitus.

Logo de cara percebemos que esse é um jogo diferente dos demais, nós temos um livro de aventuras, onde uma página de dá instruções de como proceder, e a outra serve como o mapa do jogo, então a cada avanço na história vamos virando as páginas e nos deparando com as suas surpresas.

Uma página nos diz como será a história e o que
precisamos fazer para vencê-la.

Para a primeira história, separamos alguns itens e abrimos a página que nos conta a história de de como a menina está crescendo e um dos personagens conta como à partir de agora as pelúcias precisam ficar atentas para protegê-la.

A mecânica do jogo é muito simples e funciona toda baseada em dados coloridos. Existe uma bolsa com dadinhos em 7 cores, cinco delas são para ações e duas são para que as pelúcias possam ganhar enchimento (que são o medidor de vida do jogo) e outra para regular a ativação dos lacaios (criaturas do mal que são nossos inimigos).

Ao iniciar o turno, o jogador compra cinco dados do saquinho, então com o que saiu o jogador da vez planeja suas ações.

 A outra página serve de "tabuleiro" para as aventuras.

Para cada dado branco ele pode juntar e tentar conseguir mais enchimento, os dados pretos são colocados na trilha de perigo, e quando atingem a quantidade de pelúcias em jogo, fazem com que os lacaios ganhem uma ativação ao final do turno daquele jogador, com os outros dados ele pode mover, atacar, procurar coisas e interagir com o ambiente.

Ao final do turno, ele pode ainda guardar um dado, que pode ser utilizado posteriormente tanto para ações no seu próximo turno, quanto para se defender de um possível ataque, doar dados para as outras pelúcias ou transformar dados não usados em enchimento para os seus companheiros.

Além das ações dos dados os jogadores tem ainda cartas de melhorias, que vão fazer com que as ações fiquem melhores e fazem com que sempre que possível seja uma boa procurar por itens nos ambientes onde estamos.

 Quando a trilha de ameaça atinge o número
de pelúcias em jogo, a coisa fica feia.

Se a trilha de perigo não atingiu o número de pelúcias em jogo, passa-se para o próximo jogador, caso contrário os lacaios tem uma rodada de ativação.

Basicamente eles se movem e atacam, e o ataque deles costuma ser bem punitivo caso os jogadores não tenham se preparado deixando dadinhos guardados, e se uma das pelúcias zera o seu nível de enchimento, ela cai e uma carta de sono da menina é revelada, se ela estiver ainda dormindo, beleza, mas pode acontecer dela ficar com o sono agitado e até mesmo acordar, o que traz consequências ao jogo.

Mas o que eu achei mais legal no Stuffed Fables, é que a história é muito bacaninha, e o lance de passar as páginas enquanto jogamos tem muito haver com a ambientação, parece realmente que você está contando uma historia de ninar, e isso cabe muito bem com o jogo.

 Cada pelúcia tem atributos únicos e pode ir melhorando
conforme vai ganhando cartinhas especiais.

Na primeira história passamos algumas páginas até o enfrentamento final, o que garante que possamos sentir bem esse avançar, e apesar de aparentemente não deixarmos nada de uma história para outra nos personagens, você fica com vontade de ver o avançar da campanha.

Eu gostei muito dele, ele funcionou muito bem para jogar com meu filhote (11 anos) e nós dois acabamos gostando mais dele do que do Mice & Mystics, que também tem essa pegada "conto de fadas".

A situação vai ficando bem sinistra conforme
a história vai avançando.

https://www.ludopedia.com.br/lista/19209/premio-ludopedia-2018-midia-escrita-final&id_ludo_list_item=207299#id_ludo_list_item_207299

quarta-feira, 13 de março de 2019

Francis Drake


Em Francis Drake, os jogadores são aspirantes a Capitães que inspirados no navegador que dá nome ao jogo saem em viagens para territórios espanhóis em busca de riquezas e comércio com novos povos, vocês podem conhecer mais da história lendo a excelente matéria no Jogada Histórica, aqui vamos falar um pouco sobre as mecânicas e desenvolvimento do jogo.

A partida de Francis Drake dura três viagens, e em cada uma dessas viagens temos duas fases distintas, na primeira fase vamos ao Porto de Plymouth para recolhermos provisões para nossa viagem, na segunda fase zarpam os navios para conquistas e comércio.

O Porto de Plymouth é composto por 18 espaços, cada jogador tem 10 marcadores e no seu turno vai a um dos espaços do porto para pegar os bens que lá forem disponibilizados, mas cada espaço tem um número limitado de marcadores que podem ser atendidos.

 No Porto de Plymouth os jogadores buscam recursos
para as suas viagens.

Outra coisa legal nesse caminho é que ele é uma via de mão única, então uma vez que você foi a um espaço e pegou seu suprimento, no seu turno posterior as suas opções são avançar pelo caminho ou passar e assim garantir que seu navio saia na frente na fase de navegação.

Os espaços dão aos jogadores os recursos importantes para a viagem, esses são tripulação e canhões, importantes para o confronto contra tropas e fragatas espanhóis, mercadorias para serem trocadas nos portos de comércio e suprimentos, sem eles a viagem dos jogadores fica restrita, quanto mais barris você conseguir coletar, mais longe consegue ir.

Além disso, temos espaços especiais, onde os jogadores irão pedir favores ao próprio Francis Drake que te rende tripulação e canhões, ao Governador, importante para escolher a colocação das tropas espanhóis no mapa, ao Almirante, que faz a mesma colocação das fragatas, ao Informante que permite ao jogador ajustar a sua posição nas disputas, à Rainha que dá um upgrade na sua fragata transformando-a em um galeão e o Golden Hind, o navio que circundou o globo e te dá mais um marcador na fase de navegação.

 No espaço pessoal de cada Capitão, seu tesouro e seus
marcadores para a viagem.

Na fase de navegação, cada jogador vai colocar seus marcadores nos diversos espaços do mapa, esses marcadores tem valores de 1 a 4 e são colocados virados de forma que ninguém veja seus valores até que todos tenham sido colocados e então abertos para serem resolvidos.


No mapa temos quatro espaços distintos, e em todos eles, apenas dois jogadores conseguirão usar seus marcadores neles, para isso é importante a numeração, pois serão resolvidos os marcadores 1, depois os 2 e por aí vai, e os desempates são realizados pela ordem de navegação.

Temos o espaço de comércio que é simples, você troca um dos seus cubos de mercadoria por um dos produtos disponíveis para no final do jogo receber pontos pelo set-collection deles, os espaços de Cidade, Galeões e Fortes a coisa complica um pouco mais, pois existe uma batalha a ser resolvida.

 A viagem pode ser tranquila, apenas negociando com
postos de comércio.

Dependendo do espaço a ser atacado os jogadores usam tripulação, canhões ou uma combinação dos dois, isso vai garantir ao jogador pontos de vitória imediatos, para cada conquista diferente, ao final da viagem mais pontinhos e sempre os primeiros que conseguem às conquistas recebem ainda ouro, prata ou joias que são colocadas no seu tesouro pessoal.

No final da terceira viagem os jogadores contam as riquezas do seu tesouro com o set-collection de mercadorias e aquele que junto com o somatório durante o jogo conseguir a maior pontuação é o vencedor.

Francis Drake é um excelente jogo de preparação, saber onde investir seus marcadores, ficar de olho no que o outro possa estar querendo para não ir atrás de espaços muito disputados e que a Meeple BR trouxe para o Brasil.

 Ou enfrentando galeões e tropas espanholas.

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Crusaders : Thy Will be Done


Em Crusaders : Thy Will be Done, os jogadores são ordens Templárias espalhando a Palavra (e o terror) através da Europa atacando Eslavos, Prussianos e Sarracenos sem piedade à mando do Rei Felipe.

Logo no início de cada partida os jogadores sorteiam uma Ordem Templária para ser sua bandeira, isso faz com que cada um tenha um início de jogo assimétrico, além disso recebemos o nosso tabuleiro pessoal onde temos o rondel de ações e vários prédios à serem construídos.

No tabuleiro principal temos os vários locais à serem conquistados, e para onde vamos construir nossos prédios durante o decorrer da partida.

 O rondel/mancala onde as ações são escolhidas.

A mecânica principal do Crusaders se baseia na mancala utilizada junto ao rondel de ações, inicialmente cada um dos seis espaços começa com dois marcadores (podendo mudar devido a Ordem de cada jogador), e no seu turno o jogador escolhe um dos espaços, realiza a ação com o poder baseado na quantidade de marcadores ali existentes e distribui esses marcadores um em cada espaço no sentido horário.

As ações são super simples de se entender e consistem em viajar, recrutar, construir, fazer uma Cruzada ou ganhar influência.

Ao viajar você se move pelo tabuleiro, construir é pagar por um dos prédios do seu tabuleiro e colocar no tabuleiro principal, liberando assim alguns bônus bem úteis, recrutar é aumentar seu poder bélico para usar na hora das Cruzadas, que é quando vamos lutar contra os outros povos, além disso podemos simplesmente ganhar influência.

 Conforme você vai construindo, bônus são liberados.

Além disso, o jogador pode fazer upgrade em alguma das seis ações, o que faz com que aquele espaço no rondel passe a ter uma ação adicional, geralmente em sinergia com a ação sem upgrade (como viajar e fazer uma cruzada, ou fazer uma cruzada e construir).

O jogo segue em alternância de turnos até que os pontos de influência acabem, aí somam-se os pontos dos jogadores e a Ordem com a maior influência é a vencedora.

O que eu realmente curti no Cruzaders é como o jogo flui bem, mesmo para quem nunca sentou para jogá-lo antes, as ações são bem intuitivas e você vai no fluxo de "avançar, invadir e construir" de uma forma muito fluida o que faz com que ele seja um jogo bem dinâmico.

 Conforme os Cruzados vão avançando atacam Sarracenos,
Prussianos e Eslavos levando a nova ordem.

O que eu achei ruim é que o jogo acaba tendo uma interação praticamente nula, uma vez que os jogadores não lutam entre si, então resta às vezes você fazer uma ação meia-boca para você só para atrapalhar o coleguinha e impedir ele de crescer muito em pontuação, mas mesmo isso não garante que quem está na frente seja realmente atrapalhado.

Mas é um jogo bacana que a Kronos trouxe para o Brasil e vale a pena ser jogado, acho que pode agradar a quem curte jogos médios, com alguma estratégia envolvida, e com mecânicas inteligentes e funcionais.

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sexta-feira, 8 de março de 2019

Keyforge : Call of the Archons


Keyforge é um jogo criado pelo renomado Richard Garfield, onde dois jogadores batalham com seus baralhos com o objetivo de ser o primeiro a forjar três chaves, o primeiro que alcançar esse objetivo é o vencedor, o jogo não teria nada demais não fosse o detalhe de que cada jogador tem um deck único!

Existem na história do jogo sete casas, cada baralho é formado por 3 dessas casas com exatas 36 cartas (12 de cada) e esses baralhos são gerados de forma em que não existam duas combinações iguais de cartas, tanto que o site onde você pode cadastrar seus baralhos já contam com mais de 675 mil decks cadastrados.

Esse é o grande chamariz para essa nova série de jogos da Fantasy Flight Games (e que chega ao Brasil pelas mãos da Galápagos Jogos), mas o jogo é mais do que só colecionar os baralhinhos e tentar extrair o melhor deles, vamos falar agora um pouco do jogo.

 O lance é ver sua mão e saber qual a casa escolher para a rodada.

Como já dissemos ele é um jogo para dois jogadores que tem como objetivos forjar três chaves, e para forjá-las você precisa coletar âmbar, a cada seis coletados você forja uma das chaves.

A rodada funciona assim, cada jogador tem nas mãos seis cartas, a primeira coisa do seu turno é ver se você tem âmbar suficiente para forjar uma chave, caso tenha realiza essa ação, do contrário vamos para a fase de escolher uma das suas três casas.

O lance de escolher as casas é muito bacana e original, você ao escolher umas das suas casas para o seu turno só poderá usar cartas daquela casa.

 Juntar âmbar para forjar as três chaves.

As casas tem cartas de ações, criaturas, artefatos, upgrades para as criaturas e você pode baixá-las na sua rodada, lembrando sempre de respeitar a escolha da casa.

O âmbar você vai conseguir de diversas formas, mas existe a ação de colheita que te permite exaurir suas criaturas para conseguir esse tão precioso recurso, mas além dessa, existem cartas que te dão âmbar ao serem baixadas, e até efeitos que fazem com que você consigo roubar o âmbar do adversário.

Depois que você tiver feito todas as suas ações, você ainda pode descartar cartas, e então você prepara as criaturas e artefatos exauridos, retorna a sua mão para seis cartas e caso tenha âmbar suficiente para forjar uma chave na próxima rodada, avisa ao adversário dando um "check", o jogo prossegue dessa forma até que o primeiro jogador forje as três chaves e seja o vencedor.

 Sua mesa vai enchendo de criaturas e artefatos.

O lance do Keyforge que realmente me chamou a atenção é o fato do jogador precisar se adaptar ao baralho, e não ao contrário como geralmente acontece nos jogos de cartas colecionáveis em geral, onde você vai comprando cartas para deixar seu baralho mais poderoso.

Aqui como realmente cada baralho é diferente você não tem como mexer nele, é isso, ou você se adapta ou parte para outro e troca aquele baralho, e como o jogo chegou no Brasil num preço bem bonzinho (a caixa básica com quatro decks tá na faixa dos R$ 150,00 cada baralho tá saindo a R$ 50,00 em média) dá pra brincar bem.

Vale ressaltar aqui também que apesar da primeira leva de decks e starters terem vindo ainda em inglês a intenção da Galápagos é traduzir os textos e termos baralhos em português.

Cada baralho aberto, uma nova surpresa.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Impressões 3D e playmats da Acessórios BG


A pouco tempo atrás passeando pelos grupos de jogos no facebook, vi uma foto de um usuário com as pecinhas do Tzolkin impressas em 3D e achei lindas, fui procurar o fabricante e descobri a página do pessoal da Acessórios BG.

Entrei em contato com eles e peguei as pecinhas do Tzolkin, os templos do Rising Sun e o playermat do Saboteur e fiquei super impressionado com a qualidade do material enviado.

Eu até nem sou tão fã de ficar dando upgrades visuais aos jogos, mas playermats em geral eu corro atrás e tento imprimir (eu tenho um do Boss Monster que uso sempre, além do mat gigante pro X-Wing), mas as pecinhas 3D foi a primeira vez que me ocorreu de adquirir.

 Apesar da diferença de cor, os templos ficam lindos na mesa.

Como já citei, as do Tzolkin substituem totalmente as pecinhas de madeira e são muito bonitinhas, além de terem uns templos para colocar nos discos de produção.

Agora, os templos do Rising Sun eu tinha visto na versão Kickstarter e sempre quis ter os templos do Clã da Tartaruga, e a impressão delas ficou muito bonita, e ainda que as cores não sejam fieis às do jogo, atendem totalmente na substituição dos templos cartonados.

Adorei as peças do Tzolkin.

Outra aquisição que me deixou bem feliz e que é muito útil, é o playmat do Saboteur que marca bem o caminho que precisa ser preenchido até os tesouros e por ser impresso em material de banner (mais fininho) fica fácil de carregar para os lugares.

Além de todos os itens citados, o pessoal da Acessórios BG ainda tem um monte de outros produtos bacanas, como os meeples do Lords of Waterdeep, o playmat do Colt Express, um kit irado pro Puerto Rico entre outras coisas.

O mais difícil de começar a dar um "pimp" nos seus jogos, é conseguir parar, uma vez que você começa daqui a pouco as pecinhas normais não vão mais te deixar tão satisfeito assim, então fica a dica, deem uma olhada no site da Acessórios BG e vejam, a qualidade do material deles realmente é excelente e tem jogos que ganham muito depois de um upgrade mesmo.

Fica muito mais fácil jogar o Saboteur assim.

https://www.acessoriosbg.com.br/

sexta-feira, 1 de março de 2019

Heróis de San Villano


Em Heróis de San Villano, os jogadores são organizações de super-heróis que precisam ficar atentos o tempo todo na horda de vilões que assola a cidade, e para isso os agentes precisam ficar sempre atentos usando pistas, contratando heróis poderosos para manter a paz em San Villano e ser a organização com maior prestígio.

No jogo, a cidade de San Villano é representada por cartas, em cada uma delas temos duas localidades e inicialmente temos seis dessas cartas abertas para os jogadores.

Cada jogador começa com um super-agente, alguns recursos e fichas de rastreamento que servem para rastrear os vilões que precisam ser derrotados.

Em San Villano, as coisas nunca estão calmas.

A cada rodada os jogadores irão alternar em turnos, serão dois turnos (o dia e a noite) e em cada um deles os jogadores farão uma entre duas opções : colocar um agente disponível para as cartas centrais de San Villano, ou mover um agente já no "tabuleiro" em até duas cartas e assim que o agente escolhe a localidade onde vai ativa a ação que está descrita no local.

Basicamente as ações são de recolher recursos, contratar heróis e ajudantes, executar o poder dos heróis, rastrear e bater nos vilões e recuperar os heróis feridos.

O barato aqui em Heróis de San Villano é tentar otimizar suas jogadas, e para isso você precisa ficar atento aos poderes tanto dos heróis quanto dos ajudantes, pois eles tem grandes chances de "combarem" para fazer seu turno render mais.

 Você precisa ter heróis e ajudantes na sua organização
se quiser ter prestígio na cidade.

A sua organização pode ter quantos heróis ou ajudantes você quiser, mas eles não vem de graça, você precisa gastar recursos para contratá-los, além disso os recursos também servirão para rastrear os vilões e para enfrentá-los.

Os vilões também tem seus poderes, alguns ficam atrapalhando o decorrer das rodadas, outros acontecem quando eles são revelados e outros até quando eles são derrotados, além disso alguns deles deixam um rastro de destruição ao serem derrotados, mas isso não é de todo ruim, pois dar um jeito na cidade apagando os incêndios causados por eles rendem uns pontinhos de prestígio à mais.

O combate entre heróis e vilões é feito de forma muito simples e o Eduardo Guerra (autor do jogo) pensou em uma forma rapidinha de resolução, basicamente o herói sempre vence, mas você precisa confrontar foco vs. fraqueza dos dois envolvidos, para ver se o seu herói tem uma morte honrosa derrotando o vilão, se ele fica machucado mas volta à ativa depois ou se ele derrota tirando onda, pronto para a próxima batalha.

 Vilões para serem rastreados e heróis e ajudantes para
as organizações.

A cada final de rodada é aberta mais uma carta em San Villano, e o jogo prossegue dessa forma com os jogadores fazendo duas ações por rodada até que a última carta é aberta, a rodada termina e o jogo acaba com uma contagem de pontos que leva em consideração vilões derrotados, incêndios apagados, alcunhas (que são objetivos comuns a todos) alcançados e até uns pontinhos por recursos não gastos, e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Heróis de San Villano é um joguinho leve, divertido, talvez demore um pouco mais do que devia, acho que ele poderia se resolver mais rápido, mas que funciona direitinho, com uma arte muito bacana, e praticamente todas as ações sendo úteis (só achei a função do estrategista meio apagada).

Acho que é um joguinho que vai rodar bem com a galera que curte quadrinhos e nas jogas de eventos, e a campanha dele já está rodando no Catarse com sucesso, já tendo batido os 100% e agora correndo atrás das metas estendidas, então corre lá para pegar o seu que a Dijon Jogos tem crédito na praça.

O sistema de batalha é bem simples, mas funcional :
compara foco e fraqueza para definir o resultado.