sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Comic Hunters


Era meados dos anos 80 (lá pra 86 ou 87) quando eu comprei o primeiro volume da saga Guerras Secretas da Marvel, foi aí que eu comecei a minha paixão por quadrinhos que dura até hoje, dito isso imagina o hype sobre um jogo de colecionar gibis!

Comic Hunters é um jogo onde somos colecionadores de quadrinhos da Marvel, que correm atrás de gibis raros para nossa coleção, e para isso vamos às convenções, participamos de leilões e vamos à lojas e sebos.

O jogo roda em 9 rodadas, a cada três temos uma fase de organizar a coleção, o grande barato são que cada rodada é uma forma de conseguir seus quadrinhos, e são quatro formas diferentes de consegui-los.


No tabuleiro central, a explicação de cada uma das

formas de conseguir os seus gibis.

Na loja você faz um draft de cartas, no sebo temos um esquema que lembra o Coloretto que você coloca uma carta em uma fila, ou leva a fila inteira e sai da disputa, o leilão é bem isso, teremos filas de quadrinhos e precisamos pagar por eles e finalmente o mais legal que é a convenção, onde temos uma disposição de quadrinhos e escolhemos uma fila ou coluna para comprar todos do mesmo personagem.

Os quadrinhos são divididos em três Eras, com a Era de Ouro trazendo gibis mais valiosos e raros, um período intermediário, com sagas dos anos 80/90 (tipo a Guerras Secretas) e quadrinhos atuais, que você consegue mais fácil.

 Você vai montando a sua coleção, baseada nos
heróis que estão em alta.

O lance dessa valorização, vai servir na hora de você organizar a sua coleção e também para os avanços na trilha de destaques, que vão render pontos importantes no final da partida.

Vale ressaltar aqui que ter fechado o acordo com a Marvel, fez com que a Bucaneiros pudesse usar as capas reais dos quadrinhos, então são quase 150 capas LINDAS de sagas e coleções que dá vontade de ficar parado só apreciando.

Mas isso tudo iria passar batido se o jogo não tivesse mecânicas interessantes, e aqui entra a mão do Robert Coelho, o jogo é gostoso demais de jogar, você "entra no mundinho" e realmente se sente correndo atrás daquele gibi que vai completar a sua coleção e te render pontos preciosos (além de ficarem lindos na "prateleira").


Sério, dá vontade de fica "namorando"
as capinhas todas.

Então ao final das 9 rodadas as coleções serão pontuadas pelo critério dos "heróis em alta" (definido no início da partida e que muda à cada jogo), diversificação da coleção, quanto sobrou de grana no seu cofrinho e o seu avanço nas três trilhas de destaque, e quem tiver a maior pontuação leva.

Comic Hunters me surpreendeu muito, o jogo é super consistente, gostoso de jogar (eu jogaria mais rodadas FÁCIL só pra ver mais cartinhas serem abertas), fácil de aprender e como já comentei, com uma arte que por si só já vale o investimento, principalmente se você é fanboy da Marvel, aí com certeza o jogo que já é bom ganha ares de "graphic novel".

No final, a você vai compara a coleção com a dos
amiguinhos, e ver quem tem a melhor.
 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Marãná


Marãná se passa num universo fictício baseado em lendas indígenas e no folclore brasileiro, onde três povos lutam entre si tentando eliminar os outros na luta pela soberania.

O jogo tem três decks únicos bem diferentes entre si, representando uma das três tribos, os Yatapi, os Camiaras e os Jacarungos, cada um com características bem fortes.

Nesse baralho nós temos 30 cartas de guerreiros, um herói e cartas de  melhoria, apoio e de ação instantânea, e em cada partida vamos usar 20 dessas cartas para tentar derrotar a tribo adversária.

Você tem três tribos para escolher para guerrearem.

Além disso temos a área onde são colocados os guerreiros, e essa área é dividida entre os tacapeiros na linha de frente, os lanceiros na segunda linha e lá atrás os arqueiros dando cobertura.

As regras são bem simples, cada jogador escolhe um dos três baralhos e prepara seu time inicial no tabuleiro com quatro guerreiros e os turnos vão se alternando até que um dos lados elimine todos os guerreiros adversários.

No seu turno você pode fazer várias ações, como baixar novas cartas, mover seus guerreiros, ativas ações e o mais importante, tentar derrotar os guerreiros adversários com seus ataques.

 Na sua área de jogo, você prepara seus
guerreiros para a luta.

Para isso você escolhe um dos seus guerreiros que esteja com um adversário no seu campo de visão, o adversário nesse momento escolhe se irá contra-atacar ou se esquivar, aí então soma-se o valor do atacante ao valor escolhido pelo defensor à uma rolada de um D4 e quem tiver o menor valor sai derrotado.

Como disse mais acima, o jogo termina assim que um dos jogadores elimina todos os guerreiros adversários ou se um dos jogadores precisar comprar cartas do seu baralho e não conseguir, nesse caso com a derrota desse jogador.

Marãná é um jogo bem dinâmico, com ilustrações muito bacanas e gostoso de jogar, criado pelo designer Felipe Galery ele tá muito redondinho e com um tema bastante interessante e que está com campanha pelo Catarse rolando e vai poder ser jogado do dia 22 ao dia 25 de outubro durante a SPIEL.digital (saiba mais acessando o Spiel Brazilian Pavilion).

Cada tribo tem seu estilo de jogo, os Jacarungos
são mais agressivos.
 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Série Elementar


Chegando agora no Brasil pela Grok Games, na série Elementar temos que resolver casos usando apenas um deck com 32 cartas de pistas, que até poderia ser uma tarefa tranquila, não fosse o fato de quanto mais cartas de pistas você usar, menos pontos vai fazer.

Podendo ser jogado solo ou até com 8 jogadores, inicialmente cada jogador recebe uma quantidade de cartas e na sua vez pode fazer duas ações : colocar uma das cartas da sua mão no centro da mesa ou descartar uma carta da sua mão sem falar nada sobre ela.

O conteúdo das cartas da sua mão é secreto, a não ser por algumas que você pode falar para os outros jogadores o texto que está marcado com um clips de papel ou sublinhado na carta, e à partir daí discutirem teorias sobre o que está acontecendo.

Você tem uma descrição do caso, e começa a sua investigação.

O jogo prossegue até que todas as cartas estejam disponíveis no centro da mesa ou estejam na pilha de descarte, então os jogadores discutem entre si sobre o caso e ao chegarem em algum acordo abrem o questionário e respondem baseados nas sua investigação.

A regra diz que se na pilha de descarte você tiver menos do que 6 cartas você perde automaticamente, mas uma coisa que deveria ficar bem clara é que quanto mais cartas você descartar, maiores chances terá de fazer uma boa pontuação.

 
Você pode colocar as cartas como evidência,
ou descartá-las.

O seu sucesso no jogo baseia-se na resposta correta do questionário e depois é subtraída desse valor a quantidade de pistas dispensáveis que você usou durante a partida, então as vezes mesmo que você gabarite na solução do caso, por ter usado pistas demais sua pontuação cai.

Os jogos da série Elementar são muito gostosinhos de jogar, inclusive solo, mas eles tem aquela pegada "one way", uma vez que você jogou ele, não dá para jogar novamente, mas aqui diferente da série Exit, você não danifica nenhum dos componentes, podendo passar à diante sua caixinha usada.

Chegaram no mercado as três caixinhas lançadas lá fora, com um preço sugerido abaixo dos R$ 50,00 é uma ótima opção de presente, e de jogo para comprar, jogar e rodar pelos amigos todos.

O lance é saber dosar as informações, para não usar pistas
demais e perder pontos por isso.
 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

River Dragons


Lançado em 2000 com o nome de Dragon Delta, o jogo ficou fora de catálogo por alguns anos, até que em 2012 recebeu uma repaginada e foi rebatizado como River Dragons e finalmente chega ao mercado nacional pela Buró Editora.

No jogo somos pequenos asiáticos tentando chegar ao outro lado do grande rio, antes dos nossos coleguinhas, mas existem perigos escondidos, além dos nossos próprios amigos que tentam sabotar a nossa travessia a todo instante.

Usando a mecânica básica de seleção simultânea de ações, no jogo temos que fazer com que nosso bonequinho consiga atravessar em segurança para o outro lado do rio.

 Você tem cartas que vão ser a alma do jogo,
saber a hora certa de escolher é primordial.

Para isso temo um deck de ações, pedras e as tábuas (numeradas de 1 a 6) com tamanhos diferentes para ajudar no processo.

A regra é super simples, no início da rodada selecionamos 5 cartas e coloca na ordem em que elas vão ser executadas, abrimos uma de cada vez e realizamos a ação na ordem escolhida.

O lance é que como as ações são simultâneas, pode acontecer de uma carta de outro jogador atrapalhar na hora da colocação das pedras e das tábuas, faça que alguém fique na sua frente durante a movimentação ou mesmo use deliberadamente a carta do dragão, que impede uma das suas ações daquela rodada. 

Uma vez escolhidas a ordem das 5 cartas,
abrimos e realizamos uma por uma as ações.

Caso uma ação do adversário te dê uma "rasteira" você cai na água e você tem que começar tudo de novo lá do seu ponto de partida e esse atraso pode ser crucial para as suas pretensões de ganhar a partida.

A rodada se desenvolve na resolução das cinco cartas de cada jogador, e no exato momento em que um dos jogadores consegue ser o primeiro a atravessar o rio, o jogo acaba com ele sendo o vencedor.

River Dragons é um jogo bastante divertido, com muita interação, muita observação do jogo dos outros para tentar prever a ordem das cartas dos amiguinhos e uma duração média que não chega a uma hora, deixando ele naquela categoria de bons jogos familiares, aliás sendo uma das assinaturas do autor, o grande Roberto Fraga (autor também dos divertidos Dr. Eureka, Fila Filó e Wak'a).

Vão ter momentos em que o rio vai ficar
totalmente congestionado.
 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Wak'a


Chegando bem a tempo para o dia das crianças, Wak'a é um jogo de 2006 do grande Roberto Fraga e chega ao Brasil pela Mandala Jogos com uma cara totalmente nova e uma produção caprichadona.

Nele os jogadores precisam realizar tarefas, de forma rápida, pois quanto mais você conseguir realizar dentro do tempo estipulado, mais pontos você receberá.

O jogo tem um setup onde são colocados à disposição do jogador da vez, um baralho de ações, peças de madeira, um saquinho com pedras coloridas, fichas que ficam escondidas com desenhos e uma figura que aqui em casa já recebeu o apelido de Dora, além disso um outro jogador fica responsável pela ampulheta que gerencia o tempo da rodada.

 Enquanto você se prepara, outro jogador fica responsável pela ampulheta.

O jogador da vez então retira uma das pedras do saquinho. São 3 cores de pedra, a vermelha pode te render pontos ao final da rodada, a amarela te faz comprar uma carta de ação para realizá-la e a pedra azul te faz tirar duas cartas.

Tudo gira em torno das ações, pois ao realizá-las você vai ganhar pontos, e elas são bem variadas, jogar a pedra para o alto e pegá-la, montar uma estrutura com as peças de madeira, ser o primeiro a pegar a "Dora" no centro da mesa, encontrar um desenho específico entre as fichas ou completar o desenho da carta com as pedras solicitadas.

Uma vez que você completa uma tarefa, você está apto a fazer uma outra para tentar ganhar mais pontos, mas é aí que mora a graça do Wak'a, pois você tem o tempo da ampulheta para realizar as ações, só que o jogador que controla a ampulheta fica encarregado de não mostrar o tempo que está rolando para o jogador da vez.

 Você vai realizar ações como achar uma figura ou montar uma estrutura.

Então fica à cargo do jogar definir se ele acha que ainda dá tempo de correr algum risco ou se ele grita "wak'a" e termina sua rodada, ganhando as cartas que foram executadas, e cartas bônus para cada pedra vermelha que ele tenha tirado.

O jogo termina quando cada um tiver sido o jogador da vez por três vezes, aí contam-se os pontos das cartas e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

O Fraga tem jogos muito inteligentes para a mulecada, e Wak'a é um daqueles que são super divertidos para jogar em família, una-se a uma caprichada produção do pessoal da Grok/Mandala e temos um joguinho que é legal de ter na sua coleção.

Sem saber quanto tempo falta, você decide se continua
a realizar tarefas, ou se para.


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

TOP3 : Star Wars

 

Dona da franquia mais famosa do mundo desde os anos 80, a série Star Wars sempre se espalhou para outras mídias, como brinquedos, roupas, jogos digitais e para os jogos de tabuleiro.

Numa rápida olhada no Board Game Geek, são mais de 500 entradas com jogos baseados em Star Wars, e eles vão desde adaptações (como o Xadrez ou Uno), até vários jogos focados na história e nos personagens.

Eu estava pra fazer esses TOP3 a algum tempo, mas todos pra quem eu tinha já comentado me diziam para jogar esse ou aquele jogo antes, então foi demorando, demorando, mas acho que agora (mesmo sem ter conseguido jogar o Orla Exterior) pude fazer a lista.


Eu sou fã do Wings of War desde o lançamento (cheguei a fazer uma expansão "fan made" elogiada pelo autor) e foi com grande alegria que eu recebi o X-Wing : Miniatures Game quando lançou em 2012 pela Fantasy Flight.

Com a proposta de ser um jogo com zilhões de expansões e prometendo um cenário competitivo gigante, o X-Wing arrebatou fãs da franquia de forma avassaladora com as suas "navinhas" super detalhadas e regras que atendem tanto aos jogadores casuais quanto aos mais hard-core.

Não tem como não se apaixonar pelas navinhas.

Depois de seis anos de sucesso a Fantasy Flight tomou uma decisão polêmica levando o jogo à sua versão 2.0, fazendo com quem já tinha gasto uma grana precisasse gastar mais para atualizar tudo, então muitos jogadores ficaram pelo caminho, mas ainda assim o cenário competitivo continua enorme (lá fora principalmente), com lançamentos de novas expansões.


O Rebellion foi um dos jogos que todos diziam que eu precisava jogar antes de fazer essa lista, e realmente ela não estaria completa se eu não tivesse conseguido jogá-lo.

Com regras robustas e produção fora de série, ele é daqueles "jogos evento" que todo o fã da franquia deveria jogar, a ideia de cada lado trabalhar de uma forma distinta para cumprir seus objetivos é super interessante, isso agregado ao fato do tema ser muito bem aplicado às mecânicas faz dele um dos grandes jogos de tabuleiro modernos, não atoa deixando ele em 7º lugar do ranking BGG.

Mas apesar de ser indiscutivelmente o melhor jogo da franquia Star Wars, ele para mim não é o meu preferido, esse posto fica com...


O Imperial Assault ganha a primeira posição por ser o jogo mais divertido da franquia, na caixa básica temos uma campanha completa que pode durar umas 10 ou 12 sessões, onde um dos jogadores se torna o "master mind" do Império enquanto o resto do time fica na pele dos Rebeldes.

O grande lance pra mim dele é você ter personagens periféricos da franquia, e de repente você durante a campanha encontra os "figurões" como Han Solo, Chewie e vilões no naipe do Darth Vader.

Além da forma "um contra todos" com a campanha, o Imperial Assault também apresenta formas de jogar "um contra o outro" no sistema de skirmish e mais recentemente a versão contra o aplicativo, que substitui o master mind e dá a oportunidade do dono do jogo jogar tanto de Império quanto de Rebelde e aumenta a quantidade de partidas à serem jogadas só com a caixa básica.

Mesmo com personagens "não famosos" sendo protagonistas
os figurões também dão as caras.

Mas a Fantasy Flight (a casa dos jogos de Star Wars) não fica satisfeita só com os jogos base, o Imperial Assault tem um monte de outras expansões, pequenas e grandes, que fazem o jogo render partidas novas por anos, e fazem qualquer fã ficar feliz demais.

Além desses três, a franquia tem muitos jogos bons, mas também jogos bem ruins cujo tema foi "colado com cuspe", mas aposto que muito ainda vai ser lançado (ainda não temos nada com o bebê Yoda, aguardem)... E que a Força (do cartão de crédito) esteja conosco.

Usar o aplicativo, dá mais uma sobrevida para quem
tem apenas a caixa básica.


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Sobreviver : O Livro Jogo


Lançado originalmente em 2017 durante a CCXP, o livro jogo Sobreviver do autor Gabriel Garcia, conta a história de um surto repentino de um vírus que transforma todos em zumbi e é passada na cidade de São Paulo durante a maior feira de cultura nerd do país.

Nesse cenário, você precisa encontrar seu amigo e tentar sobreviver aos zumbis que encontra pelo caminho, e também tomar decisões importantes de como (e se vai) ajudar outras pessoas que for encontrando pelo caminho.

Como em boa parte dos livros jogos, você tem uma ficha do seu personagem, com um pequeno inventário, e aqui temos o fator "sorte" que vai te ajudar na rolagem de testes durante a aventura, e ter ou não sorte pode ser crucial para que você tenha sucesso na sua empreitada.

 Tudo pronto para nossa aventura pela SP
surtada de zumbis.

A história criada pelo Gabriel é bem boazinha, e você precisa tomar decisões interessantes durante a aventura, o que as vezes pode te tomar mais tempo, mas talvez garantir que saia vivo disso tudo.

E o mais legal de tudo é o livro ser ambientado em um cenário mais conhecido da galera, quando ele descreve o caminho do personagem passando pela Paulista e pelo Ibirapuera, é mais fácil para você visualizar como estariam esses lugares num cenário caótico de surto zumbi.

A versão que eu recebi para resenhar é a lançada em 2017, mas agora em outubro, o livro vai entrar em financiamento coletivo para uma versão mais atualizada, com textos mais trabalhados, nova arte interna e algumas novidades, como interação através de QR code.


A nova versão, vai ganhar novas artes e

interação via celular.

Sobreviver não deixa nada à dever aos livros jogos lá de fora, ele é bem fluido na leitura e no desenrolar dos acontecimentos, o fato de ter amadurecido desde a primeira edição, vai fazer com que alguns errinhos possam ser corrigidos, e algumas passagens sejam refeitas ou escritas de uma nova forma, o que vai contribuir positivamente para o resultado final.

Então se você, assim como eu, é fã desses livrinhos de aventura (que para mim foram a porta de entrada para o RPG lá no início dos anos 90), vale à pena dar essa moral para o autor e quem sabe uma animada para que saiam mais volumes.

É legal você ver no mapa, lugares que você
realmente já andou.