quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Campanha Imperial Assault : 11ª Sessão e Final


Finalmente terminamos as 12 sessões da campanha do Imperial Assault, pouco mais de um ano e muita diversão envolvida, e nessa postagem vou falar um pouco de como foram as duas últimas sessões, a 11ª que aconteceu em agosto (e eu esqueci de postar) e a 12ª que rolou semana passada.


Nessa missão capturamos um dos oficiais do General Weiss e precisamos levâ-lo até um dos terminais de computador para que ele nos mostre os planos da arma secreta imperial, e para isso temos 8 rodadas para chegar até esse terminal.

Essa sessão foi uma corrida contra o tempo, pois o caminho até o terminal era longo e cheio de inimigos imperiais e ainda tínhamos que arrastar o oficial que não podia ficar muito longe do alcance de uma das nossas figuras ou escapava.

Tivemos que carregar o oficial até o final da aventura.

Tivemos que fazer tudo de forma coordenada para chegar até o terminal e descobrir que na verdade toda a história sobre arma secreta tinha sido um grande embuste para enganar as frotas Rebeldes, e agora que sabíamos da verdade, poderíamos usar essa informação como vantagem.

Com mais uma vitória da turma Rebelde, a nossa missão final foi indicada, teríamos agora que ir atrás do General Weiss.


 Essa missão começa já no meio da invasão surpresa das tropas Rebeldes ao planeta onde está localizado o General Weiss, e a nossa missão é capturá-lo, mas ao chegarmos a superfície do planeta já somos recepcionados por tropas Imperiais.

Tínhamos 12 rodadas para chegar até o lugar onde imaginávamos estar o General, e não podíamos deixar a galera ferida, pois caso contrário o Império venceria a batalha final.


A cada porta que abríamos, íamos avançando até sem muitas dificuldades, até chegarmos os escritório do General, onde fomos surpreendidos por ninguém menos que Lord Darth Vader que estava repreendendo o General Weiss pela sua falha, e o deixou morto aos seus pés.

A partir desse momento o nosso objetivo era derrotar Vader, só que ele tinha ativações sempre que um dos jogadores terminava a sua jogada, formas de defesa automática e mais uma série de vantagens nos confrontos diretos.

Foram três turnos super tensos, a cada ataque por mais danos que conseguíssemos tirar, ele defendia a sua maioria, e ainda conseguia ir detonando os nossos personagens, mas fomos minando ele até que finalmente conseguimos derrotá-lo, com metade dos jogadores Rebeldes aniquilados junto.

 Caminho tenso até chegar ao nosso objetivo final.

Mas como não dá pra matar Lorde Vader assim tão fácil, ele derrubou as paredes da instalação Imperial e fugiu, mas garantimos a vitória Rebelde.

Depois de 12 sessões, Imperial Assault continua sendo o "dungeon crawler" mais legal de todos, a jogabilidade dele é muito boa, simples, prática e que dá ao jogador abertura para curtir o jogo e as suas historinhas, o tema obviamente, ajuda muito, mas fato é que mesmo depois de tantas partidas, ainda dá vontade de partir para a próxima campanha.

Enfrentar o Lorde Vader foi difícil, mas no final vitória Rebelde.

 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Reef


Anunciado pela Galápagos Jogos durante o Diversão Offline, Reef é um jogo abstrato onde precisamos formar padrões descritos nas cartas que também servem para comprar os corais necessários.

o jogo tem regras super simples, cada jogador começa com seu board que simula o recife que precisamos encher de corais que vem em quatro cores e que já temos um de cada como setup inicial.

Além disso, recebemos uma mão com 2 cartas, nessas cartas temos duas informações : a quantidade e o tipo de corais que podemos comprar, e um padrão para fazermos no nosso recife para pontuarmos, além disso o jogo deixa aberto três cartas no meio da mesa, além da pilha de compras.

Na nossa rodada podemos fazer uma ação entre duas possíveis, comprar uma carta da mesa e colocar na mão, ou baixar uma carta da mão e resolvê-la.

 A carta você usa para pegar os corais e fazer nos pontos.

A ação de comprar do meio da mesa é simples, as três que estão abertas são gratuitas, mas se você quiser comprar a primeira carta aberta da pilha de compras, precisa pagar um ponto do seu estoque e colocar esse ponto na carta aberta que gerar a menor pontuação entre todas.

Já ação de baixar a carta é um pouco mais complexa. A primeira coisa a ser feita é comprar a quantidade e o tipo de corais descritos na carta, e colocá-los imediatamente no seu tabuleiro.

Essa colocação é livre, você só precisa ficar atento pois o limite de corais a serem empilhados é quatro, não podendo subir além disso.

Depois você pode pontuar a carta que acabou de baixar se você tiver a configuração apresentada nela, e fazer isso você pega as fichas de pontos indicadas na carta e coloca no seu estoque pessoal.

 Conforme o jogo avança seu recife vai ficando lindo.

O jogo desenvolve dessa forma até uma das cores de coral zerar, aí a rodada atual acaba, contam-se os pontos e o jogador com a maior pontuação é o vencedor.

Reef vem na trilha do Azul e do Sagrada colocar mais um bom jogo abstrato no mercado, com isso cada vez mais acostumamos o público brasileiro a esse tipo de jogo tão gostoso.

Além disso ele é visualmente lindo, podendo ser jogado com jogadores de praticamente todas as idades, pois tem regras super simples e um apelo visual que faz com você tenha vontade de ter o joguinho na sua prateleira.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

The Towers of Arkhanos


Prestes a entrar em financiamento coletivo internacional via Kickstarter, The Towers of Arkhanos é mais uma criação dos amigos Daniel Alves e Eurico Cunha que desenvolveram o jogo e vão lançar lá fora pela Creative Game Studios e que virá para o Brasil pelas mãos da Conclave Editora.

Nesse jogo, somos as escolas de magia vão a pedido do grande mago Arkhanos às ruinas de Gil-Garoth para dominarem uma enorme quantidade de mana em estado bruto erguendo torres de poder para poder contê-las.

Cada jogador representa uma dessas escolas de magia que vai com seu mestre e alguns aprendizes, trabalhar com quatro tipos de manas (dados) e a cada rodada ir subindo uma das quatro torres para o grã-mestre Arkhanos.

 No início as torres ainda no primeiro andar.

O jogo tem 8 ou 9 rodadas (dependendo do número de jogadores) e a cada rodada são puxadas uma quantidade de dados pelo jogador inicial, esses dados são rolados e à partir desse jogador começa a fase de seleção.

O jogador escolhe um dos dados e aloca em uma das quatro torres juntamente com um dos seus meeples. Essas torres tem suas peculiaridades, a torre central aceita qualquer cor e número de dados, já as três torres que a cercam só usam dados e números específicos, mas dão bônus melhores.

Nas três torres específicas existem três espaços para colocação de dados e meeples, cada um dos espaços dá um bônus diferente, o primeiro te dá 2 pontos de prestígio, outro te dá pontos de prestígio baseado em qual andar está a torre e finalmente um espaço que te dá o direito de colocar um outro meeple em outra torre ou no livro de magias.

 Você sempre aloca um dado, e um meeple conforme as
especificações de cada andar.

Outra forma de colocar meeples no livro é alocando dados na torre central, que por aceitar qualquer cor ou número apresentado é mais fácil de colocar dados e meeples por lá.

O livro de magias serve para alterar a face dos dados que foram jogados, uma vez que você tem um meeple em determinada magia, ao devolve-lo para a sua reserva aquela magia pode ser acessada que como já falei ajudam a mudar as faces a até mesmo a cor dos dados.

Ao completar um andar de alguma das torres, esse é pontuado pela presença de meeples dos jogadores, os aprendizes contam como um e o mestre tem peso dois na hora da contagem.

 Conforme vão subindo as torres, mais pontos de prestígio
podem ser conseguidos.

Quem tiver a maioria, ganha pontos de prestígio, e um novo andar é aberto deixando as torres mais altas até que a rodada final chegue, onde as torres (mesmo não completas) são pontuadas e o jogo termina com a vitória do jogador que tiver mais pontos de prestígio.

The Towers of Arkhanos me fez lembrar do Sagrada, você escolhe dados, aloca, ganha pontos e tals, mais com uma pegada mais family, sem muitas decisões difíceis a serem tomadas, ele é um jogo de oportunidade, você vai sempre tentar ir nos lugares onde vai conseguir mais pontinhos.

Conversando com os autores, eles me disseram que o jogo tem essa pegada mais leve propositadamente, mas que durante a campanha do Kickstarter vão apresentar opções para o jogo ficar mais gamer, então é ficar de olho no que os extras da campanha irão trazer.

No mais The Towers of Arkhanos é mais um jogo gostoso de jogar, fácil de apresentar para jogadores novatos, com um apelo visual grande e que vai agradar aos jogadores mais casuais.

Nos livros de magia, vamos colocando os meeples para
conseguirmos manipular valores e até cor no dados.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Dissecando Pélaghos e Os Incríveis Parques de Miss Liz


Nesses últimos dias recebi em casa dois jogos nacionais que saíram via Financiamento Coletivo, o Pélaghos dos amigos Thiago Mello, Roice Mello e Ney Alencar, o outro foi Os Incríveis Parques de Miss Liz do amigo Diego de Moraes.

Os dois foram resenhados enquanto protótipo aqui no blog (os links aqui para o Pélaghos e aqui para o Miss Liz) e nessa postagem vou me ater a produção e ao produto que foi entregue aos financiadores.

PÉLAGHOS

O jogo teve produção 100% nacional feita pelo pessoal da Ludens Spirit que está cada vez melhorando mais em impressão e qualidade dos punchs.

Pélaghos é um jogo com uma quantidade enorme de cartas, e todas elas estão muito bem impressas, e apesar de não ter curtido muito a arte, elas estão com uma diagramação clara e excelente leitura.

Os tiles também estão muito bons, com uma espessura boa, e também muito bem impressos, assim como os player boards que eu achei mais legais do que protótipos.

 Cartas, tokens e tiles muito bem impressos.

Como falei acima, a Ludens está cada vez melhor nos punchs boards. No Pélaghos temos marcadores pequeninos e apesar de termos que destacar vários deles, em nenhum eu tive problema de rebarba.

Para finalizar fiquei surpreso ao receber o jogo com um insert plástico, que mesmo não sendo muito desenhado para o jogo, funciona super bem para acomodar todos os componentes, acho que todos os apoiadores e futuros compradores do jogo vão ficar bastante satisfeitos com o resultado apresentado.

OS INCRÍVEIS PARQUES DE MISS LIZ

Já o Miss Liz, apesar de ter a produção 100% nacional também, teve a parte gráfica toda feita pelas competentes mãos da Copag, enquanto as peças plásticas vieram da Ludes Spirit.

Esse é um jogo com apelo gráfico muito maior, temos a arte sensacional do João "Raulex" que dá vontade de colocar num pôster, e isso foi muito bem reproduzido nos componentes, que estão muito bem impressos e com acabamento impecável.

A iconografia final, e a leitura das cartas e dos componentes está super boa, vale destacar que os player boards estão com uma espessura ótima e mesmo sendo grandões (devem ter uns 28x28) não empenaram.

 Impressão excelente valorizando a arte do jogo.

Duas coisas só valem ser observadas, os punchs da Copag eu achei que ficaram com as bordas levantadinhas, mas depois de soltos você não percebe mais isso, e nas cartas de objetivos a impressão do verso está invertida, é uma coisa que não interfere na jogabilidade mas acho que vale ser avisado.

Agora, o insert do Miss Liz, esse sim vale um comentário, ficou demais, bastante resistente, com espaço para todas os componentes, cabendo as cartas todas do jogo com sleeve, ficou realmente bem bonitão e acho que os apoiadores aqui também vão ficar muito felizes por terem ajudado ao projeto sair do papel.

Enfim, foram dois projetos de sucesso, que chegam ao apoiadores e às lojas com uma qualidade excelente, mostrando duas coisas : que dá sim, para produzir jogos no Brasil e que dá sim, para confiar nos financiamentos nacionais feitos por pessoas sérias.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Diversão Offline : Eventão da Porra!


Acabou mais um fim de semana mágico, e vou aqui fazer um pouco diferente já que as novidades, os estandes e geral do que rolou no Diversão Offline nesses dias 22 e 23 de setembro, você com certeza já viu, pois praticamente TODOS os canais estavam por lá.

Então vou propor algo diferente dessa vez, vou tentar falar mais das pessoas que fazem desse, o evento mais legal de se estar dos últimos tempos.

Desde sexta-feira a movimentação já estava grande, seja com o povo chegando para um pré-evento lá na Game of Boards, ou com o pessoal já a todo o vapor virando a noite no pavilhão arrumando os estandes, por onde você estivesse já dava para reencontrar a galera de fora do Rio ou conhecer pessoas novas que vieram pela primeira vez prestigiar o evento.

 O espaço da Galápagos sempre chamando atenção.

No sábado cheguei mais cedo ao Centro de Convenções Sulamérica a convite do pessoal da Galápagos Jogos que chamou os criadores de conteúdo para jogarem antes as novidades e para poderem conversar com calma com todos.

Já foi uma grata surpresa ver o novo espaço evento aqui no Rio, agora em um andar só ficou tudo ali pertinho e você conseguia não perder ninguém pelo fato de não saber (ou esquecer) que eram em dois andares de evento, então ficou muito mais fácil ver todo mundo.

 Sempre palestras bacanas com o público prestigiando.

E cara, quase todo mundo estava lá, a já citada Galápagos estava com um espaço enorme, onde várias mesas apresentavam suas novidades, dentre os destaques ficam a apresentação do This War of Mine já todo traduzido, um paredão com o Scarabya, além do Reef, Sagrada (já a venda nas lojas do evento) entre outros.

Outras editoras que vieram mais uma vez "brigando" forte foram a Conclave que estava com dois espaços, um dedicado aos jogos família que não parou um instante além do seu espaço principal que contou com os simpáticos Roberto Fraga e Yohan Lemmonier que estavam jogando o Captain Sonar com a galera.

Para vocês terem uma ideia, o Fraga ficou tão feliz em conhecer o público brasileiro que disse ao pessoal da Conclave que "ver o brilho nos olhos dos jogadores brasileiros serviu de refresco na vontade dele de fazer jogos".

O espaço de protótipos da Mansão das Peças sempre lotado.

A Meeple BR também veio forte nos anúncios, e no domingo disponibilizou mesas de jogos que mal foram apresentados lá fora, como o Arquitetos do Reino Ocidental e o Newton, além da ótima notícia de que eles vão começar a publicar jogos nos Estados Unidos, começando pelo Triora, que está com uma produção fora de série (estava lá a versão praticamente final do jogo).

Quem também estava bonita na foto era a Mandala, que preferiu um espaço mais intimista, porém grande, com várias mesas "non-stop" do Projeto Gaia, o Pedro Latro do Tao Long com três mesas também que não pararam, além da novidade Costa Ruana, um dos jogos mais lindos que eu vi nos últimos tempos.

 Muita criança encantada com as apresentações dos jogos.

Quem nos acompanha nas redes sociais, sabe que recentemente tínhamos recebido uma caixa surpresa apenas com a data do Diversão Offline, lá pudemos descobrir que os amigos da Game Maker agora serão uma editora, e seus primeiros lançamentos para 2019 serão os jogos que vieram como teaser, como o Qwix, Cheese e o História de Pescador.

A área de protótipos é sempre uma atração à parte, e dessa vez, ela ficou nas competentes mãos do pessoal da Mansão das Peças, que não fizeram feio, muito pelo contrário, nos dois dias mais de 300 pessoas sentaram nas mesas de protótipos para, na concorrência de jogos consagrados, jogar projetos que ainda estão em desenvolvimento, e isso é muito bacana pra essa galera que está aí batalhando para colocar seus jogos na rua.

 O Roberto Fraga (de azul) e Yohan Lemmonier
(na ponta de óculos) praticamente não
saíram da mesa nos dois dias.

Editoras como Geeks & Orcs, Red Box e Ludeka estavam lá também, como nas outras, com mesas cheias, jogos sendo apresentados, muitas atrações, como sorteios e competições, e apesar da pegada 220v todo mundo sempre super receptivo e no astral lá em cima.

Vale falar aqui também da presença de famílias no evento, pude conhecer a "filhotada" de vários amigos, o meu filhote então, ficou louco com a mesa de Star Wars : Legion que estava montada no espaço da Game of Boards, e você via nos pequenos que todos estavam animadíssimos de estar lá.

 Famílias inteiras interagindo e se divertindo juntas.

Um fato super curioso e que me deixou todo felizinho, foi durante a Batalha 2x2 que aconteceu no estande da Galápagos entre eu e o Coelho vs. Fabrício (After Match) e Fel, uma menininha veio discretamente perto de mim, disse que estava torcendo pelo meu "time" e me emprestou seu prendedor de cabelo da sorte, foi muito fofo.

Nas palestras, a galera também compareceu, e cara, a conversa sobre Jogos analógicos e as diferentes necessidades especiais, foi de uma emoção que dava pra sentir na pele, sério mesmo, só quem estava presente para ver.

E foi isso, dois dias inesquecíveis, que só fizeram a gente perceber que o Diversão Offline é um evento necessário, não só pelo desenvolvimento do hobby, mas pelo aspecto de juntar a galera, tava todo mundo trocando ideia, depois tomando cerveja e jogando conversa fora, foi ótimo rever a turma que eu conheci pessoalmente na edição de São Paulo e conhecer gente nova e agora é contar os dias para março, enquanto isso, vamos jogando que tem muita coisa nova para apresentar para vocês.

A Batalha dos Boards 2x2 que a Galápagos proporcionou,
foi um show à parte.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Blokus


Lançado em 2000, Blokus foi um dos primeiros jogos que eu conheci quando comecei no mundo dos jogos de tabuleiro modernos, e deve ser um dos mais antigos na minha coleção.

Nele os jogadores tem 21 peças de tamanhos e formatos diferentes para colocar num tabuleiro, a cada turno você precisa colocar uma das suas peças obedecendo algumas regrinhas : essa peça precisa estar em contato com outra sua pela quina dela e nunca pode encostar uma face dela em outra peça sua.

O jogo termina quando os jogadores não tiverem condições mais de colocar peças ou se tiverem colocado todas as suas peças, nesse caso se a última peça colocada for a de um quadradinho só, ganha um bônus de 20 pontos, caso contrário o bônus da última peça é de 15 pontos, os jogadores que não conseguiram colocar todas as peças, perdem pontos pela quantidade de quadradinhos em cada uma das peças não colocadas.

 Blokus 3D : O spinoff mais legal da franquia.

Blokus é um daqueles abstratos raiz, não tem tema atrelado nem historinha, é só pegar peça e colocar no tabuleiro, mas o jogo é muito estratégico, você conseguir colocar peças de forma a obstruir os adversários ou de forma a conseguir invadir os espaços deixados por eles é fundamental para poder por todas as suas peças no tabuleiro.

O sucesso do jogo foi tão grande que lhe rendeu uma franquia, com a versão Duo (que dá pra jogar na boa com o jogo grande, só limitando o espaço no tabuleiro), a versão 3D (que na verdade é o Rumis com a marca Blokus) e a versão Trigon que usa peças triangulares, e que na minha opinião é bem mais desafiador por visualmente ser bem difícil de enxergar onde as peças se encaixam melhor.

O grande lance é tentar utilizar os espaços deixados
pelos outros jogadores para avançar.

Se você procurar, também encontra versões digitais dele, como o Blokus - Attack, Block & Defend (para iOS) ou uma versão mais simples pra Android.

Além disso ele é um jogo que funciona bem com crianças, novatos e se você põe uma mesa de jogadores cascudos, vai ter uma super experiência com um jogo que leva no máximo meia hora.

Com essa avalanche de jogos com pecinhas "tipo Tétris" é legal conhecer um um dos primeiros a utilizar esses formatos em seus componentes, uma pena que não tem previsão de chegada dele no Brasil, mas com certeza iria fazer sucesso nas mesas, mas se você tiver como importá-lo, ele é um jogo que merece entrar na sua coleção.

Blokus Trigon : Essa versão pra mim é bem difícil
de visualizar onde vão as peças.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Está chegando o Diversão Offline RJ


No próximo fim de semana acontece o maior evento de jogos de mesa do Brasil, o Diversão Offline, que desde 2015 vem crescendo em espaço, em expositores e em público, ficando cada vez maior para os organizadores a responsabilidade de tornar o evento mais atrativo e significativo.

O maior desafio dessa edição carioca é logo de cara ter como parâmetro o sucesso que foi a sua edição em março que aconteceu pela primeira vez em São Paulo e levou aos salões do Centro de Eventos São Luis mais de cinco mil pessoas.

Mas logo de cara algumas modificações foram feitas, teremos um espaço como o de São Paulo, onde todos os expositores estarão juntos, nada de separar o evento em dois andares, isso com certeza vai ajudar na circulação da galera e fazer com que ninguém perca nada do evento.

 O grande desafio é superar o sucesso do evento em São Paulo.

Como já é de costume, teremos presença internacional, e nessa edição a Conclave estará trazendo o premiado Roberto Fraga (que ganhou o Kinderspiele des Jahres pelo Fila Filó) e o Yohan Lemmonier, ambos estarão apresentando (e jogando) o Capitão Sonar que é um dos lançamentos mais recentes da editora.

Além disso teremos a presença do youtuber Didi Braguinha e do parceirão Jack Explicador, ambos jogando e conversando com todos que passarem pelo espaço da Galápagos Jogos, que promete além dessas atrações, divulgar uma lista grande dos seus próximos lançamentos.

Galápagos investindo em levar o público ao seu espaço.

Ainda sobre a Galápagos, a grande sacada deles para esse fim de semana será o pós-DOff de sábado. A editora, juntamente com a loja Game of Boards, vão realizar um happy-hour chamado Arkham Horro Files, inspirado nas obras do grande H.P. Lovecraft onde teremos mesas do Mansions of Madness, Eldritch Horror e do Elder Sign, além de surpresas que a editora vai apresentar.

Além deles a Meeple Br promete muita coisa nova sendo apresentada, e como em São Paulo teremos "lives" entrevistando e conversando com os canais, e logicamente estaremos mais uma vez com os caras para tentar trazer em primeira mão o que for apresentado por eles.

Outra área que promete fazer bonito, como sempre, é o espaço dedicado aos protótipos. Geralmente apadrinhada pelo Catarse, nessa edição carioca quem vai capitanear o espaço é o pessoal da Mansão das Peças que vai fazer do evento mais uma edição do Mansão Convida, com mais gente envolvida serão 18 jogos sendo apresentados com autores não só do Rio, mas vindos de Brasília e São Paulo.

 Como costume, presença internacional entre os convidados.

Na área de palestras, teremos papos sobre RPG, utilização de jogos analógicos no aprendizado das crianças, criação e condução de eventos, o vício dos jogos e a forma de levar jogos para pessoas com necessidades especiais. Vale a pena conferir.

Como sempre, a expectativa está lá no alto, conhecendo a galera da Geek Carioca, sei que eles estão se dedicando, mais uma vez, de corpo e alma para que essa edição seja melhor que as anteriores, e a participação do público é essencial para isso se torne realidade, então, se você ainda não tem programação para o fim de semana, sai de casa, e vá até o Centro de Convenções SulAmérica (ali no Estácio, pertinho do metrô) e divirta-se.

As palestras sempre atraem muito público e são
a cada edição mais interessantes.