segunda-feira, 21 de maio de 2018

Mansão Convida 2ª Edição


Nesse sábado rolou a segunda edição do Mansão Convida, o evento onde o coletivo carioca de designers da Mansão das Peças, convida outros autores para todos colocarem seus protótipos nas mesas e colocarem o público para jogar projetos que ainda não assinaram com editora nenhuma, mas que pela qualidade, não demora muito estarão nas prateleiras da galera.

Nessa edição foram 12 jogos exibidos, 3 deles já tinham estado na primeira edição do evento e mais uma vez a galera da Dijon Jogos chegou junto com o apoio ao evento, e pudemos ver o Diego passando de mesa em mesa jogando e conversando com os autores.

Desde cedo a galera foi chegando e jogando.
No final mais de 100 participantes.

O local do evento mudou, dessa vez aconteceu no General Cana Bar, na Tijuca, que em matéria de espaço é melhor distribuído que o Casarão 22, mas a iluminação deixou um pouco a desejar, com alguns pontos do salão bem escuros.

Mas nem isso, nem a chuva, nem a concentração para o Flamengo e Vasco (que rolou no Maracanã horas depois do fim do evento) tirou a empolgação da galera que compareceu mais uma vez em um número impressionante para um evento voltado exclusivamente para protótipos.

 Como na edição anterior, sorteios para quem estava no evento.

Foram mais de 100 pessoas que se revezaram nas mesas onde os autores se desdobravam para conseguir guiar os jogadores em duas cópias de cada um dos jogos apresentados.

Quanto aos jogos, como já falei foram 12, eu consegui jogar apenas cinco, outros dois eu já conhecia então deu para registrar bastante coisa e vou fazer uma breve descrição de cada um deles para vocês.

 RALI - Alexandre Amaral

Um card-game de corrida, onde a pista vai abrindo turno a turno uma numeração de velocidade e os jogadores baixam da sua mão, cartas cujo o somatório ajude a igualar, superar ou até mesmo ficar abaixo daquele número para assim ganhar pontos e ao final da corrida termos o vencedor.

Dos que eu joguei, esse talvez seja o que ainda falta mais coisas pra ajustar, apesar do "core" estar resolvido, ainda tem coisas no visual que podem ser melhoradas para ajudar na imersão.

 QUASAR - Grupo (RPG)

Uma batalha entre DJ's intergaláticos, onde os jogadores usam batidas para conseguir público e aplausos e assim ser o melhor DJ da galáxia!

Esse jogo está sendo desenvolvido por uma turma de estudantes da PUC e o grande barato dele é a utilização de um app para validar a carta das batidas e assim executar o poder especial de cada cartinha.

Esse app funciona bem ao estilo Genius, e você tem três níveis de dificuldade para conseguir resolve-los.

Grande diferencial, pra mim também pode ser um grande problema, uma vez que o jogo depende 100% desse app para funcionar, mas a ideia é muito legal e a galera do Grupo (RPG) tá de parabéns pela sacada.

 BORN TO BE VILLAIN - Sanderson Virgolino

Um card-game com uma pegada mais light onde os jogadores são vilões e precisam cumprir missões como estourar balões de crianças, evitar que os heróis ajudem a cidade, entre outras, para assim ganhar o jogo.

O Sanderson é uma máquina, todo evento ele tem um bom jogo novo para mostrar, e dessa vez não foi diferente, e agora ele ainda mostrou uma faceta que eu ainda não conhecia, pois as ilustrações também são dele e estão super lindinhas.

Já falei diversas vezes e volto a frisar, ele é um cara que assim que começar a ter os jogos lançados vai se firmar como um dos grandes designers nacionais, além de ser um cara gente finíssima. Olho nele editoras!!! 

DISTOPIA - Warny Marçano

Único jogo da galera da Mansão que eu joguei, o Distopia é o mais novo projeto do Warny (autor do Space Cantina e Pot du Vin) e trata-se de um Euro médio, onde temos uma trilha de ações diferentona e muito bacana.

Nela vamos colocando nosso peão, realizamos a ação, recolhemos aquela ação para nós e colocamos uma nova ação na trilha, o que pode ajudar ou não os que vem atrás ou já preparar a trilha para uma próxima rodada.

Ao final da trilha acontece uma fase de confrontos, e depois de alguns passeios pela trilha de ações vamos às pontuações finais e quem tiver mais ponto ganha.

As muitas trilhas do jogo. Euro raiz.

O jogo tem outras sacadas bem bacanas, como os recursos gastos indo para fora do jogo e podendo servir de pontos através de cartas e as trilhas do tabuleiro individual que dão coisas aos jogadores.

Gostei muito, ainda falta andar alguma coisa, mas tem sérias chances de superar o Space Cantina no meu TOP3 brazuca.

 DOODLE REALMS - Jordy Adan

Quando eu vi o anuncio desse aqui entre os 12 jogos a serem exposto, eu tinha certeza de que ia me apaixonar por ele.

Ele é um jogo onde abrimos cartas que tem formas e tipos de terrenos, temos uma folhinha onde precisamos desenhar essas formas e dependendo da rodada, vamos pontuar duas entre quatro formas diferentes de pontuação (bem ao estilo Isle of Skye).

 Joguinho pra brincar no metrô. QUERO!

O jogo é uma delícia, super conciso, inteligente e divertido, principalmente se o diabinho que faz você passar seu terreno pro amiguinho desenhar na sua vez, aparecer mais vezes.

Na minha opinião. o jogo só não está 100% pronto por que o Jordy só pensou mesmo em 4 formas de pontuar (elas só variam o tempo em que entram de jogo a jogo), se ele aumentar a gama de pontuações para ter mais diferenças entre as partidas, é só ele me mandar o boleto que eu já quero minha cópia.

A galera que fez acontecer o evento! Parabéns!

Além desses que eu joguei, ainda tinham o Canastra do grande amigo Luish Coelho (mesmo autor do Recicle), o Grid Hunters do Marcelo Dias, Heroes & Quests do Pedro Martins dos autores convidados e da galera da Mansão tinha ainda o Wu Xing do Romulo Marques, Herdeiros do Khan da dupla Rodrigo Rego e Lucas Ribeiro, o Wise Guys do Humberto Cotta e finalmente o Master Detective do Leandro Pires (e que já teve até resenha por aqui).

Mais uma vez a organização, capitaneada pelo incrível Leandro Nunes, fez com que um evento exclusivo de protótipos fosse um sucesso, e agora a galera fora do Rio fica ligada que o evento tem tudo para começar a partir para outras paragens. Aguardem notícias!!!

sexta-feira, 18 de maio de 2018

The Mind


Essa semana quando saíram os indicados ao Spiel des Jahres desse ano, com o Azul no páreo achei que ia ser uma barbada, mas assim que comecei a "cantar a pedra", dois amigos falaram pra mim que esse ano ganhava o The Mind.

O autor, o austríaco Wolfgang Warsch, impressionou com 3 indicações, mas seria o jogo realmente isso tudo? Fui atrás das regras para ver como essa "maravilha" poderia desbancar o meu queridinho desse ano.

Bem, o jogo é composto por um deck de cem cartas, numeradas de 1 a 100, além disso temos marcadores de vida e de estrelas e um deck com a numeração das fases, indo de primeira até a décima segunda.

 O lance é baixar as cartas na ordem,
sem se comunicar com os outros. Foto BGG.

As regras do jogo são simples, na fase 1 cada jogador vai receber UMA carta, de posse dela, existe um momento de concentração, onde os jogadores põe a mão na mesa indicando assim que o jogo está no modo pausado, quando todos tirarem a mão da mesa, o jogo prossegue.

Os jogadores então precisam colocar as cartas que tem na mão em ordem crescente, só que não pode haver nenhum tipo de comunicação entre os jogadores, tipo, NADA.

Se um jogador baixar a carta, e esse for a menor entre todas, o jogo continua, caso alguém tenha uma carta menor que a jogada, perde-se uma vida, e continuamos a fase à partir da carta jogada até que todos tenham baixado sua mão e assim passamos para a próxima fase.

 Se fizer certinho, passa de fase.
Se errar, perde vida e tenta de novo. Foto BGG.

O número da fase, determina a quantidade de cartas que cada jogador irá receber, com isso na fase 2 cada um recebe duas cartas, na fase 3, três cartas e assim por diante, até a fase final, que vai depender do número de jogadores.

Bem o jogo é só isso, tentar adivinhar a ordem das cartas, mitigando a sorte com as estrelas e as vidas para tentar ir mais longe, mas agora vamos conversar sobre a experiência The Mind.

O que tá chamando atenção do jogo, e fazendo com que ele esteja dividindo tanto as opiniões assim, é que ele acaba sendo mais que um jogo, ele funciona como uma dinâmica de grupo.

Na minha primeira partida (em três jogadores), nenhum de nós estava muito afim de dar uma chance pra ele, jogados usando as regras ao pé da letra, e mal olhávamos uns para os outros, chegamos na terceira fase mas a experiência foi muito ruim.

É um jogo que tá dividindo opiniões, com certa razão. BGG.

Já hoje joguei com um outro grupo, dentre eles um dos amigos que defende o brilhantismo do jogo, e foram duas partidas seguidas muito mais engajadas, com tensão na hora de quem baixar a carta, muitas pausadas, gastando as estrelas de forma estratégica.

Enfim, o jogo melhorou consideravelmente, você tem que adaptar um pouco a regra de "silêncio absoluto", aí o jogo fica muito mais interessante, mas não é um jogo que mereça estar concorrendo ao Spiel des Jahres (se ele ganhar do Azul, eu vou fazer piquete em Essen).

The Mind é daqueles jogos que vão dividir (muito) as opiniões, mas se você estiver no espírito, com uma mesa na mesma sintonia, vale testar, e pelo preço que ele está lá fora (menos de 10 euros), vai ser um dos jogos mais falados do ano com certeza.

 Caixa pequena, regras simples e "buzz" :
Pode ser o grande azarão no Spiel des Jahres. Foto BGG.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Lorenzo, Il Magnifico


Em Lorenzo - Il Magnifico, somos famílias influentes que durante a Renascença precisam ganhar pontos de prestígio para assim serem a família que mais chama a atenção na Itália.

Durante o setup, cada jogador recebe um player-board, quatro trabalhadores, onde três são referentes a uma das três cores dos dados que são a alma do jogo e o último é um coringa, e alguns recursos e no tabuleiro principal, abrimos 3 cartas para a Igreja, que serão tributos que precisaremos pagar para não termos desvantagens durante o jogo.

O jogo se desenvolve durante três períodos de duas rodadas cada (num total de 6 rodadas de jogo).

 No tabuleiro principal, os locais onde podemos ir.

No início de cada rodada, são abertas as cartas de desenvolvimento em quatro colunas distintas, depois disso o jogador da vez rola os três dados coloridos e os coloca no espaço reservado a eles no tabuleiro, e à partir daí os jogadores realizam turnos com seus trabalhadores para realizarem ações.

O grande lance do Lorenzo, é fazer uma maquininha de pontos funcional para que você consiga recursos, para com eles pegar mais cartas, para com elas gerar mais pontos, e para isso você vai pegar um dos seus trabalhadores, colocar nos espaços de compras de cartas que são dividiras em territórios (que vão te dar recursos), construções (que vão te dar pontos e dinheiro), personagens (que te dão algum tipo de melhoria) e campanhas (que de dão pontos).

 Já no tabuleiro de cada jogador, onde vamos colocando as
cartas para a nossa "maquininha" de funcionalidades.

A sacada dos dados é bem inteligente, os locais tem numerações, mas que não são ligadas às três cores dos dados, só que os trabalhadores sim, esses são ligados às cores, então se você usar o valor de uma cor, não poderá ir no mesmo espaço já utilizado com outra, e à menos que use o coringa ou saiam dois valores iguais nos dados coloridos, dificilmente conseguirá usar o mesmo valor mais de duas vezes.

Mas, para não deixar o jogo travado, você pode mitigar isso, com as cartas, e também com o uso de serviçais, que são um tipo de recurso e você usa para adicionar pontos aos dados, sendo assim, um dado de 3 pontos, mais um serviçal somam 4 pontos.

 O lance dos dados e como eles funcionam, é brilhante.

Outra coisa bem legal no Lorenzo, são os finais dos períodos, onde precisamos pagar tributos a igreja ou então teremos as penalidades aplicadas durante o resto da partida.

Lorenzo - Il magnifico, é um jogo bem inteligente, tá com a produção caprichadíssima (a Meeple BR não costuma vacilar nesse quesito) e é um daqueles bons euros para se ter na coleção, pois une diversão e estratégia na dosagem ideal.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Pulsar 2849


Prestes a chegar ao Brasil pelas mãos da Devir, Pulsar 2849 foi um dos destaques em Essen no ano passado e é um jogo espacial onde usamos seleção de dados para explorar planetas e pulsares para assim conseguirmos ao final ser o jogador com mais pontos.

No início do jogo, cada jogador recebe anéis para serem colocados nos pulsares descobertos, uma árvore tecnológica para ir recebendo vantagens durante a partida e vários marcadores para serem colocados nos planetas.

A mecânica básica em Pulsar 2849 é seleção de dados. No início de cada rodada uma série de dados é rolado e alocado no mostrador, é feito um cálculo para se descobrir a mediana, pois isso será importante na movimentação da trilha de iniciativa e na trilha de engenharia.

Os sistemas ainda pouco explorados.

Partindo do jogador inicial, cada jogador vai pegar dois dados para usar em sua rodada, a escolha é tipo bate e volta, então o primeiro jogador vai escolher o primeiro e o último dado, e ao escolher esses dados, de acordo com a posição mediana, vai se mover pra frente ou para trás na trilha escolhida.

Depois da fase de escolha dos dados, começam as ações propriamente ditas, e nela o jogador paga com os dados escolhidos para voar pela galáxia e assim descobrir pulsares, construir os transmissores de energia, estudar tecnologias tanto na sua própria base, quanto na trilha pública que vai abrindo melhorias turno a turno.

 As techs que os jogadores disputam e servem também
como contador de rodadas.

A parte de movimentação do jogo é bem legal, você escolhe o dado, anda a quantidade de pontos indicado e sempre que passar por planetas, pode colocar um marcador nele, mas ao parar num planeta além de colocar seu marcador, ainda ganha o bônus indicado.

Com os pulsares funciona parecido, mas você só coloca o anel ao terminar a movimentação em um espaço de pulsar, que mais tarde pode render pontos com os girodinamos.

No final da oitava rodada, a partida termina e uma série de coisas vão te dar pontos, como cumprir os alguns ou todos dos três objetivos públicos, quantidade de planetas com presença, algumas tecnologias, e o jogador com o maior somatório é o vencedor.

 Planetas descobertos e pulsares esperando seus girodinamos.

Pulsar 2849 é um jogo gostoso, apesar de usar muito os dados, tem formas de mitigar a sorte e também tem sempre ações disponíveis com as numerações, então dificilmente você vai ficar reclamando da sorte, e acima de tudo é um jogo bem inteligente.

Mereceu o destaque que teve em Essen e com certeza é uma ótima aquisição para o nosso mercado, que particularmente curte bastante jogos com seleção de dados.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

TOP 3 : Dungeon Crawlers


Eu geralmente tenho preferência por jogos euros ou mais estratégicos, mas vivi grande parte da minha adolescência jogando RPG's, e quando migrei para os jogos de tabuleiro modernos e descobri os primeiros "dungeon crawlers" sempre que dá, jogo uma partidinha deles.

No mercado temos um monte de jogos nessa linha, alguns muito bons, outros nem tanto, por isso eu vou comentar sobre 4 (houve um empate técnico) que para mim são os melhores, tanto tematicamente, quando em matéria de mecânicas e diversão.


Com uma pegada de terror e um aplicativo que substitui o overlord muito bem, a segunda edição do Mansions of Madeness é um dos dungeon crawlers mais imersivos do mercado.

O app do jogo deixa as partidas cheias de clima, as miniaturas muito bacanas e os cenários cheios de puzzles e mistérios ajudam para que ele esteja nesse TOP3 e seja tão citado em várias listas de jogos preferidos da galera.



Na segunda colocação tivemos um empate técnico entre dois jogos, com temas de fantasia medieval, cheios de magias, criaturas, espadas e claro, masmorras.

Tanto o Gloonhaven quanto o Sword & Sorcery não usam overlords, os próprios jogadores é que são guiados a movimentar os inimigos conforme os cenários vão avançando.

Pra mim se pegassem o gerenciamento de mão e a parte de iniciativa de um com a AI dos monstros e avanço do personagem de outro em um único jogo, com certeza ele seria o dungeon crawler perfeito.

Mas a vantagem de serem jogos distintos, é que você pode aproveitar as campanhas de ambos e se divertir bastante com esses dois jogões.


Mecânicas simples, atreladas a cenários com personagens conhecidos, somada a chance de você ser um wookie boladão e sem contar que ainda vem com uma versão skirmish (PVP) fazem com que o Imperial Assault seja o primeiro dessa lista.

Não dá pra competir entre ser um mago "whatever" detonando kobolds ou ter um Han Solo como NPC te ajudando a derrotar uma missão com o Darth Vader, é muita covardia.

 Covardia comparar kobolds com stormtroopers.

Mas se isso não for atrativo o suficiente, as regras e mecânicas dele são super simples de aprender, o sistema de evolução dos personagens é bem bacana e agora com o app ainda dá pra jogar sem a necessidade de um dos jogadores ser o overlord.

Imperial Assault é sem dúvida o dungeon crawler mais legal de todos, a cada partida você fica com mais vontade de conhecer mais o jogo, e você sempre fica esperando o próximo capítulo para ver onde será a próxima batalha entre Rebeldes e Império.

 Joguinho brazuca que não deixa nada a dever aos importados.

Como menção honrosa, deixo indicado também o Possessão Arcana da galera da Sherlock S.A. e que o autor é o gente finíssima Thiago Ferri.

Com tema onde magos precisam encontrar itens mágicos para derrotar demônios, o Possessão Arcana saiu via Financiamento Coletivo, teve sua tiragem esgotada e não deixa nada a dever aos dungeon crawlers importados e se você curte o tema, tente jogá-lo que vai te surpreender.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Onitama



Onitama é um jogo abstrato para 2 super desafiador, onde os jogadores vão alternando rodadas usando cartas para realizar movimento com as suas peças na intenção de derrotar o mestre adversário ou de invadir o templo do outro jogador.

O jogo é tão simples que você pode até estranhar. Cada jogador tem cinco peças, quatro aprendizes e um mestre, que em um tabuleiro de 5x5 precisam se movimentar e o que transforma Onitama num jogo brilhante é justamente a forma com que as peças se movem.

Além de brilhante, o jogo ainda é lindo!

Existem no jogo 16 cartas diferente de movimento, no início da partida são distribuídas 2 para cada jogador e uma terceira carta fica a espera, as outras 11 cartas não vão participar daquela partida.

Na sua vez, o jogador escolhe uma das suas cartas, realiza o movimento nela descrito, e após o movimento, troca a carta que ele acabou de utilizar com a carta que estava à espera.

E a grande sacada do jogo está justamente nessa troca de cartas, pois uma vez que você conhece os movimentos possíveis dentro do jogo, fica uma batalha estratégica super acirrada para realizar movimentos em que o adversário não possa realizar um contra-ataque com as cartas que ele possui.

16 cartas : tão simples e tão inteligente que assusta. Foto BGG.

O jogo se desenvolve rodada a rodada até que uma das duas situações já citadas (a captura do mestre ou a invasão do templo) aconteçam, e o jogador que à realizou é o vencedor.

O jogo é de uma simplicidade de regras e de uma profundidade estratégica absurdas, eu realmente fico impressionado quando alguém consegue colocar em um jogo de tão poucos componentes algo tão bacana como é o caso do Onitama.

Duas cartas para cada jogador, e uma na "de fora".

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Flamme Rouge


Flamme Rouge é um jogo de corridas de bicicletas onde cada jogador controla duas bicicletas, uma de velocidade e outra de marcação para que o time chegue em primeiro lugar na prova, e para isso uma boa decisão de mão de cartas e observação do circuito serão fundamentais.

No inicio do jogo, cada jogador recebe duas bicicletas e seus decks, que são diferentes para as suas velocidades.

Uma vez a pista montada (tem várias formas de montá-las) os jogadores sorteiam o inicial, e vão colocando suas bicicletas na linha de partida, então o jogo começa.

 Na linha de partida, ainda todas as bicicletas bagunçadas.

A rodada é super simples, você pega 3 cartas de um dos dois decks, escolhe uma e manda as outras duas para o descarte, depois repete o processo com o segundo deck.

Uma vez que todos os jogadores tenham feito isso as cartas são abertas, e as bicicletas andam conforme a numeração indicada e conforme a posição que estão na pista de corrida, e essas cartas jogadas, não entram mais no jogo, então decidir bem qual carta usar é super importante.

Algumas coisas devem ser observadas, a pista toda tem espaços à direita e à esquerda, uma vez que a bicicleta termina sua movimentação e ela está sozinha no espaço, ela obrigatoriamente "cai" para a pista da direita.

 A carta que você usar, sai do jogo, as outras voltam.

Outra coisa legal da pista são os modificadores de subida e descida, que limitam sua velocidade ou fazem com que a sua bicicleta dê um sprint, mesmo com cartas baixas.

Ao final da movimentação, verifica-se se existem "blocos" de bicicletas, e se elas estiverem com um espaçamento de apenas um espaço, automaticamente se unem ao bloco da frente, se o espaço for maior, mantêm-se dois ou mais blocos pela pista.

Uma coisa ruim de se estar na frete dos blocos, é que você ganha umas cartas ruins (de 2 de movimento) que vão direto para o seu descarte para sujar seu deck.

 Com o jogo avançando, pelotões diferentes aparecem.

Depois de uma série de rodadas, a bicicleta que cruzar a linha de chegada primeiro, torna-se a equipe vencedora.

Flamme Rouge é um jogo muito bacana, simples, estratégico e que funciona super bem usando regras super enxutinhas. Ele chega ainda esse ano pela Conclave e vale a pena colocar na lista de desejos (na minha já está).