segunda-feira, 14 de outubro de 2019

O Monstro das Cores


Baseado no livro homônimo da autora Anna Llenas, em O Monstro das Cores vamos ajudar a um confuso monstro que acorda com seus sentimentos todos embaralhados, então precisamos com a ajuda de uma simpática menininha, conseguir guardar as emoções certas nos lugares certos.

Enquanto jogo ele é extremamente simples, até pelo público que ele pretende alcançar, que são os pequeninos à partir dos 4 ou 5 anos, então o jogo funciona da seguinte forma, o jogador da vez rola um dadinho, dependendo da face movemos o monstro pelo tabuleiro ou levamos a menininha até ele.

Ao parar em um dos seis espaços do tabuleiro o monstro pega a emoção que está ali (se ela ainda não foi guardada) e tenta guardar nos potinhos das emoções.

A produção é muito fofa, e visualmente super chamativa
para os pequenos jogadores.

Aqui entra uma pegada meio jogo da memória, são oito frascos para cinco marcadores de emoções, então você ao pegar um dos marcadores deve escolher um dos potes para virar, se for o pote correto, beleza, estamos mais perto de ganhar a partida, caso seja um potinho errado ele é virado de volta, mas temos três potes com cores embaralhadas, e se em algum momento os três forem virados, o monstro vai ficar com as emoções embaralhadas e todos perdem.

Mas a menina está lá para ajudar que isso não aconteça, então toda vez que ela se encontra com o monstro pelo tabuleiro, ela pode virar um frasco multicor para o lado vazio, assim evitando que o jogo termine com a derrota dos jogadores.

A ideia do jogo parece bobinha, mas ele tem uma grande sacada que pra mim é o que o tornou algo realmente interessante, toda vez que o monstro para em um dos espaços de sentimentos, tenha ele o marcador ou não, o jogador precisa dizer o que o faz se sentir daquela forma.

Cara, é aqui que o jogo é brilhante, pois dessa forma há um dialogo interessante entre os participantes, e como tratamos de sentimentos as vezes conflitantes como raiva e amor as respostas podem tanto surpreender como dar pistas do que precisamos ficar antenados em nossa relação com os pequenos.

O Monstro das Cores é um jogo para se ter e se jogar em família com a alguma frequência, inclusive o manual tem indicações de como usar o jogo de forma a ajudar no dia a dia. Foi uma grata surpresa para mim que agora vou comprar o livro para conhecer mais da história dessa simpática dupla.

E você, anda com seus sentimentos embaralhados
os guardados nos potinhos certos?
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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Seven Bridges


Em Seven Bridges, somos levados a cidade histórica de Königsberg, na antiga Prússia, onde precisamos criar o melhor roteiro de visita para aproveitar ao máximo a cidade, conhecendo seus prédios históricos, suas lindas árvores e claro, suas famosas sete pontes.

Usando a mecânica de "roll and write" cada jogador vai inicialmente receber uma planta da cidade, marcamos o lugar onde todos os jogadores começarão sua jornada e o jogador inicial rola seis dados.

Cada um desses dados tem faces com tipos de marcação de linhas que poderemos fazer no nosso mapa, uma vez que são rolados a rodada é super simples, o jogador da vez escolhe um dado para ele e marca no seu mapinha.

 Os dados tem faces com os caminhos
que serão usados no mapa.

Algumas regras simples precisam ser observadas, ao marcar um caminho você necessariamente precisa partir de alguma marcação previamente feita no mapa, então você tem que ficar bem ligado para não se prender de alguma forma deixando sempre o máximo de opções possíveis de jogada.

No mapa temos onze pontos turísticos onde ao passar você dispara uns "dados" bônus, que serão super úteis durante a partida e também para a pontuação final, além disso temos vários prédios, as árvores até as saídas do mapa serão importantes para a pontuação.

Mas o grande sacada do jogo é passar pelas sete pontes, o jogo gira em torno disso, então existem duas pontuações importantes do Seven Bridges baseadas nelas, a primeira é você fazer um "loop" de passeio que quanto mais lugares você passar e quanto mais pontes você passar, mais pontos vai gerar e a segunda vai afetar no final do jogo.

 Os caminhos passam por pontos turísticos que
liberam bônus a serem usados.

Os jogadores vão se revezando na escolha de dados e marcação no tabuleiro até que todos tenham usado exatamente 30 dados, nesse momento o jogo termina e é feita a pontuação.

Como já mencionei, você vai ganhar pontos de sete formas diferentes, só que aqui entra o grande barato no Seven Bridges, você vai descartar as menores pontuações para cada ponte que não tiver visitado, então o jogo realmente te força a tentar visitar o máximo de pontes possíveis.

Seven Bridges é um excelente jogo de rabiscar, tem um modo solo super desafiador e para quem curte esse tipo de jogo vale muito à pena ter. Ele está em financiamento pelo Kickstarter e a FunBox Editora está dando uma facilitada para o envio pro Brasil fazendo com que o jogo chegue com frete grátis (para algumas cidades).

A versão solo é super difícil e desafiadora.

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

12 anos de Castelo das Peças


No último sábado de setembro aconteceu aqui no Rio de Janeiro a edição de 12º aniversário desse que é um dos eventos de jogos de tabuleiro moderno mais antigos do Brasil, o Castelo das Peças.

Como tem acontecido a algumas edições, mais uma vez eles usaram o excelente espaço do pessoal da Game of Boards, contando com a monitoria da galera do SeJoga e a casa tava cheia com muita coisa legal rolando.

Tive a oportunidade de rever os amigos, jogar uns jogos legais, mas o mais bacana foi a presença dos pessoal da TGM apresentando vários jogos que sairão pelo selo, teve o lançamento do jogo Quero-Quero das meninas da Curió Jogos e também uma mesa da galera da Mundus apresentando o protótipo do Brazil - Mundus Imperial, que já está quase pronto para ir para financiamento (provavelmente no primeiro semestre de 2020).

QUERO-QUERO
Isabel Butcher / Tânia Zaverucha

Segundo jogo das meninas, no Quero-Quero os jogadores precisam juntar cartas com desenhos de animais, cores e números para pontuar.

O jogo tem uma coisa muito legal que são regras que contemplam desde a mulecada mais novinha, com mecânicas simples, até os mais velhos, mas sempre mirando o público infanto-juvenil e famílias.

A produção está super caprichadinha e o jogo é uma excelente opção de presente para o Dia das Crianças que está chegando.

SIRVAM O REI
Joshua Kritz

Na mesa da TGM tive a oportunidade de jogar o Sirvam o Rei, nele os jogadores precisam juntar pratos caprichados para atender o gosto super exigente dos Reis.

Serão três rodadas, e em cada uma delas um Rei diferente demanda pratos diferentes.

Cada rodada é composta por vários turnos, onde compramos uma carta, vemos se colocamos aquela iguaria no nosso cardápio ou jogamos fora, e quando algum jogador decidir que está atendendo corretamente a demanda, anuncia que servirá ao Rei e escolhemos uma das três cartas de pontuação da mão, então a rodada termina e o jogador que melhor atender ao Rei tem direito de ficar com a melhor carta de pontuação.

BRAZIL : MUNDUS IMPERIAL
José Roberto Mendes

Esse eu já tinha jogado ano passado durante a versão paulista do Diversão Offline e curtido muito, a versão que o Zé Roberto trouxe para passear pelos eventos do Rio já está quase finalizada em termos de mecânicas e regras.

No jogo somos monarcas tentando se transformar no Imperador do Brasil, e para isso vai explorar o território e desenvolver sua economia, mas sempre de olho no que os outros monarcas estão fazendo, então é bem possível que algum confronto acabe acontecendo.

Brazil é um euro bem bacana, com mecânicas de alocação de trabalhadores mas com algum controle de área envolvido, e em que você precisa ir conquistando objetivos para avançar nas Eras do jogo e conseguir uma pontuação cada vez melhor.

Com uma pesquisa histórica muito bem feita, o Zé Roberto tem um produto muito interessante nas mãos e eu torço muito para que o projeto dê certo.

É sempre divertido ir ao Castelo pra encontrar
os amigos e jogar uns joguinhos.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Tuki


Tuki é o quarto jogo da Next Move que a Galápagos traz para o Brasil, assim como os outros ele é um abstrato muito bacana, de produção super caprichada a que traz umas ideias novas de jogabilidade e vamos falar um pouquinho sobre ele.

Inicialmente cada jogador recebe um set de peças, são quatro coloridas e quatro brancas (os blocos de gelo), um dos jogadores rola então um dado, nele existem três símbolos de animais que se repetem com a diferença de ter um bloquinho branco abaixo dele.

A face indicada do dado vai te dizer a posição da carta que vamos precisar representar com os blocos coloridos então os jogadores precisa dar seu jeito de fazer com que as suas peças fiquem equilibradas usando os blocos de neve para ajudar.

 Cada jogador recebe um set de peças para
montar o desenho indicado na carta.

Os jogadores vão terminando suas tarefas, quando todos estiverem terminado verifica-se se todos acertaram, no caso de todos terem acertado o último que montou sua composição fica com a carta da rodada, casa alguém tenha errado, esse jogador fica com a carta.

Vale observar que as faces do dado que mostram os animais com bloquinho branco precisam obrigatoriamente ter na sua base um dos blocos de gelo.

Quando um dos jogadores ficar com cinco cartas de rodada, o jogo acaba o jogador que tiver menos cartas é o vencedor.

 No final todos verificam se o desenho ficou correto
e o jogador mais lento recebe a carta (que é ruim).

Tuki é um jogo muito divertido, mas uma coisa me incomodou muito, a editora (a Next Move lá de fora) optou por fazer um jogo para quatro pessoas, mas colocou apenas três conjuntos de peças, então na partida para quatro jogadores eles deram uma "acochambrada" fazendo com que um dos jogadores não participe da rodada e fique responsável por rolar o dado e tirar a carta, achei caído demais, mas tirando isso novamente uma produção linda e mais um bom abstrato para a série.

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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

O Senhor dos Anéis - Jornadas na Terra Média


Nesse jogo somos levados ao maravilhoso universo criado por J.R.R. Tolkien participando de aventuras e trabalhando cooperativamente para interagir com os cenários e assim ter êxito (ou não) nas missões.

Jornadas na Terra Média se assemelha muito em construção de narrativa, ao Mansions of Madness, nós temos um aplicativo que vai guiar os acontecimentos, de início os jogadores escolhem seus personagens, aqui temos alguns clássicos como Legolas, Gimli e Aragorn.

À partir daí o jogo vai começar colocando as peças iniciais de terreno e alguns pontos onde você pode interagir com o mapa, nesse ponto o jogo efetivamente começa.

 O app ajuda a ir criando o mapa durante a aventura.

Durante a construção dos personagens escolhidos, você monta um pequeno deck de cartas, com cartas de perícia, cartas do herói escolhido, cartas da função escolhida e uma carta de vulnerabilidade.

Esse deck é super importante pois praticamente todas as checagens e combates no jogo são baseadas nessas cartinhas, que além de textos com poderes especiais, tem na sua estrutura dois desenhos que veremos muito durante o jogo, um símbolo de sucesso e um de inspiração.

Cada rodada é dividida em três Fases : a Fase de Ação, a Fase da Sombra e a Fase de Reagrupamento.

Na Fase de Ação os jogadores tem direito a fazer duas ações dentre três possíveis, que são as ações de viajar (andar pelo mapa), atacar (que é a ação de bater nos inimigos) e a ação de interagir (que é o momento em que usamos o app para descobrir o que está acontecendo no jogo).

 Na ficha temos os atributos de cada herói, e o deck que
serve para resolver os testes e batalhas.

A parte de interação é bem similar mesmo ao Mansions of Madness, você clica no símbolo ainda não explorado no mapa, e o app vai te dizer o que acontecerá à partir daí.

Pode ser que ele peça para colocar novos tiles de terreno, pode ser que ele te dê alguma pista dentro do cenário que você está jogando, pode ser que te peça para realizar algum teste de aptidão, enfim, é o momento onde o app se torna indispensável para o jogo.

Agora o que eu gostei mesmo foi a utilização do baralho para a resolução de tudo dentro do jogo, ao pedir algum teste ou durante o combate, você vai abrir a quantidade de cartas referente ao seu nível de um dos seus atributos e você tem um sucesso para cada símbolo que sair e pode converter símbolos de inspiração em sucesso gastando tokens que você ganha durante a aventura.

 Durante a aventura, inimigos vão aparecendo fazendo o nível
de ameaça ir crescendo e dificultando o cenário.

Uma vez que a Fase de Ação acaba, vem a Fase da Sombra, onde as criaturas do jogo agem, caso haja alguma no tabuleiro, ou o nível de ameaça aumenta baseado em fichas não exploradas, criaturas no mapa, entre outras coisas.

Por último temos a Fase de Reagrupamento, onde embaralhamos o decks dos personagens e fazer uma ação muito interessante chamada Examinar, onde abrimos duas cartas do deck e decidimos se deixamos uma delas preparada, isto é, aquela carta fica aberta e poderemos usar o poder especial dela na próxima rodada.

O jogo segue até que consigamos cumprir o objetivo dado pelo cenário ou até que a barra de ameaça seja totalmente preenchida e aquela etapa da campanha acaba, o jogo é salvo e você pode partir para a próxima aventura.

 As fichas de interação vão surgindo junto com os tiles
de terreno e servem para várias coisas dentro do jogo.

Jornadas na Terra Média é um jogo gostoso, os "flavor texts" (alguns apareceram em inglês acho que por bug do app), ajudam a criar um clima e fazem com que o jogo que não traz nada de muito novo em matéria de mecânicas fique interessante e prenda a atenção de todos durante a partida.

Num comparativo sem pensar muito, acho que ele ainda fica abaixo do Mansions of Madness e do Imperial Assault, mas ainda assim, principalmente para quem curte o universo do Senhor dos Anéis, é um jogo que vale ser apreciado, e esperamos que outras expansões físicas e campanhas saiam em DLC, para que o jogo seja curtido por muito tempo.

O app mais uma vez é muito bem feito e ajudam no
clima das partidas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Mansão Convida - 7ª Edição


Esse sábado foi dia de matar a saudade de um evento que eu gosto muito, o Mansão Convida, voltado aos protótipos foi um dos pioneiros em eventos voltados exclusivamente à apresentar ao público novos jogos e novos autores.

Tirando as edições que acontecem dentro do Diversão Offline, não tenho ido muito, acho que a última vez que apareci em alguma foi no início do ano passado, então tava na hora de dar as caras para ver o que tava rolando de novo.

Já é a segunda vez que o Mansão Convida acontece dentro da Game of Boards, que tem um espaço excelente, mas ficou complicado mensurar quem estava lá para o Mansão, ou para o campeonato de Projeto Gaia, ou para o aniversário ou simplesmente porque está lá sempre, e isso é ruim, nas outras edições exclusivas o foco realmente são os jogos, e dá para se ter uma noção melhor do interesse.

Quantos aos jogos, eram 11 jogos sendo apresentados, tínhamos de tudo um pouco, desde jogos pesadões, até jogos bem família, e como nesse sábado eu estava com meu filhote e companheiro de mesa, foquei nos jogos mais leves e rapidinhos e vou dar um panorama deles.

 FAST & FOOD
Rio PUC Games

Nesse jogo estamos numa competição entre food trucks, e temos desafios a serem vencidos para ver que é o melhor chapeiro das redondezas, e o grande barato aqui é que você precisa realmente usar a sua espátula para fazer o melhor hambúrguer.

São quatro (ou cinco) modos de jogo, mas basicamente você tem a sua espátula, e precisa ir com ela colocando os ingredientes solicitados no hambúrguer, as vezes de forma rápida, outra com cuidado e até mesmo cooperando para que um chapeiro desastrado dê os pontos para os outros.

Fast & Food é divertidíssimo, o pessoal da Rio PUC Games mandou super bem no jogo e apesar dele precisar de uma produção final muito boa para ter um produto ideal, a editora que pegar esse jogo está com um produto e tanto nas mãos.

 PAPER DUNGEONS
Leandro Pires

Esse eu já conhecia de outros "carnavais", tenho jogado as versões preliminares dele desde que ainda era uma versão "roll and write" do Rock'n'Roll Manager e agora muito perto da sua versão final dá para perceber o quanto o jogo evoluiu tanto em mecânicas quanto em jogabilidade.

Nesse jogo cada jogador comanda um grupo de aspirantes a heróis que precisam enfrentas uma masmorra cheia de perigos e tesouros, e para isso temos uma mecânica de "roll and write".

Rolamos seis dados a cada uma das nove rodadas do jogo, todos os jogadores usam a mesma rolagem, e com ela nós evoluímos o nosso grupo, enfrentamos perigos, compramos itens até o momento de lutarmos com os chefões.

 MOUSE MAZE
Rodrigo Rego e Leandro Pires

Mais um jogo de "rabiscar" do evento, nesse aqui somos cientistas de laboratório construindo um labirinto para os nossos ratinhos, o lance aqui é fazer com que eles façam o maior circuito possível, de preferência passando pelas rodinhas e evitando as ratoeiras.

Aqui a mecânica tem semelhanças com o Avenue, você abre uma cartinha, e todos precisam desenhar as paredes indicadas, mas aqui o jogo vai rolar até que todas as cartas acabem, então passamos o labirinto para o jogador a esquerda, que vai usar o menor percurso (e possivelmente o mais perigoso), para chegar com o ratinho até a saída.

Achei o jogo uma delícia, muito divertido, com boa dose de decisões e com um tema diferente do que temos visto por aí (e com uma produção super simples para as editoras que se interessarem).

 ALPHA CHARLIE TANGO
Sabrina do Valle e Jorge Luís Rocha

Terminando meu passeio lúdico de sábado, joguei o card-game de dedução dos amigos Joca e Sabrina, e mais uma vez eles não me decepcionaram no seus jogos.

Nesse cada jogador recebe um código de quatro cartas, e os outros jogadores precisam tentar ser o último na mesa a ser descoberto, para isso na sua vez você escolhe três (de cinco) cartas para saber se os outros jogadores tem no seu código, caso tenham eles indicam quais tem, mas sem abrir a carta.

Conforme você vai tentando guardar as combinações, pode acusar determinada carta, se for a acusação correta, aquela carta é aberta, caso esteja errada, você é obrigado a abrir uma das suas e o jogador que for o último a ter todas as cartas descobertas é o vencedor.

Fiquei muito abaixo do aproveitamento de outras edições que eu fui, mas deu pra ver que o pessoal ainda está criando muito e que mesmo com a concorrência das outras atrações da Game of Boards, as mesas ainda tiveram público, que curte dar uma moral para os autores.

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Bode of War


Lançado em 2007 lá fora com o nome de Ziegen Kriegen, Bode of War é um filler que chega ao Brasil como primeiro jogo da Imagine Jogos, com uma arte exclusiva e uma produção muito caprichada.

Nesse joguinho temos que juntar bodinhos durante oito rodadas para povoar a Ilha de Cabras, mas a ilha tem um número máximo de ocupação, se no final da partida você tiver mais bodes que a capacidade máxima, você já está fora do jogo.

No início de cada partida embaralhamos o deck de 50 cartas e damos oito para cada jogador, as cartas que sobraram não entram no jogo e não devem ser vistas.

 As cartas tem valores e quantidades de bodes
(além de uma arte irada).

Durante a rodada, um jogador baixa uma das suas cartas, essa carta tem valores que vão de 1 a 50 e uma quantidade de bodinhos para povoar a ilha, essa quantidade varia entre 1 e 5 bodes, os outros jogadores devem baixar uma carta também, quem tiver o maior número leva a mão da rodada.

O jogador que colocou o menor número durante as primeiras quatro rodadas do jogo, pega uma carta da pilha das ilhas, essas tem dois valores e o desenho de um quarto de ilha, o jogador então define qual dos dois valores usar para começar a Ilha de Cabras.

 A soma das quatro cartas de ilha vai
dizer a lotação máxima dela.

Ao final de quatro rodadas já temos a ilha prontinha e o valor total da sua ocupação, então as próximas quatro rodadas serão para conseguir ou evitar mais bodes para a sua coleção.

No final das oito rodadas, todos os jogadores contam seus bodinhos, o que tiver o valor mais alto, sem estourar a lotação da ilha, é o vencedor.

Bode of War é daqueles joguinhos que duram 15 minutos, rendem boas risadas e você vai jogar certamente várias partidas uma atrás da outra, ele chega com um preço muito legal.

O jogo chega com uma produção caprichada
e um preço convidativo.

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