segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Roll Player


Pra mim, uma das partes mais divertidas da época em que jogava RPG era a montagem dos personagens, aquela distribuição de 9 pra cá ou 18 pra lá sempre indicava o caminho que seu personagem ia seguir, e pensando nos muitos jogadores que como eu se divertiam com isso que surgiu o Roll Player, trazido para o Brasil pela Ludofy.

Em Roll Player estamos montando nosso personagem, temos os atributos básicos para qualquer herói, além da sua tendência, seus antecedentes e tudo isso de acordo com a sua raça para que você consiga muitas estrelas no final do jogo.

As regras do jogo são super simples, no início da partida, cada um pega sua ficha do personagem, além de cartas de classe, tendência e antecedentes, são também sorteados 6 dados iniciais para formar o início da pontuação da sua ficha.

 Cartinhas do mercado e os dados à serem comprados.

Além disso temos as cartas de iniciativa e as cartas do mercado, onde são colocados os dados da rodada e as cartas que serão comprados pelos jogadores.

No seu turno, começando pelo jogador inicial, todos se revezam pegando um dos dados da carta de iniciativa e alocando-o na sua ficha de personagem, o lance aqui é tentar sempre seguir as orientações dadas pelas cartas da sua ficha, pois é assim que você vai conseguir as estrelas (pontos de vitória do jogo).

 As cartas nas fichas dos personagens, vão te dar um
norte em como e onde alocar seus dados.

Além disso, ao colocar o dado que você pegou, cada atributo do personagem dispara um poderzinho a ser utilizado, e aí temos inversão da face dos dados, remanejamento, movimentação na carta de tendência entre outras.

Depois de todos escolherem os dados, seguindo as cartas de iniciativa, todos tem a oportunidade de comprar cartas do mercado.

Essas cartinhas dão bônus durante a partida, ou servem como forma de pontuação no final do jogo, mas os jogadores podem abdicar de comprá-las para ganhar moedas e quem sabe arrumar cartas melhores mais pra frente.

 Quando você fecha um atributo deixa
de usar o poderzinho dele.

O jogo prossegue até que a ficha de todos os jogadores esteja completa, contamos então as estrelas referentes a cada uma das pontuações e quem tiver a maior quantidade é o vencedor.

Roll Player é muito gostoso de jogar, você realmente fica com a sensação de estar tentando montar o melhor personagem, e como na época do RPG, você com certeza vai precisar se virar para encaixar valores ruins nos lugares onde vai perder menos com isso.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

UM MILHÃO DE VISITAS!


Hoje eu vou tomar a liberdade de fazer uma postagem para homenagear o site, segundo as estatísticas do Blogger, chegamos a UM MILHÃO de visitas nesses quase 12 anos de existência e vale um momento de auto reflexão e de comemoração.

Quando eu comecei lá em 2007 eu nunca iria imaginar que depois desse tempo todo o mercado estaria dessa forma, e principalmente que eu ainda estaria tocando o site e que 2019 seria um ano de tantas coisas boas para ele.

Com o amigo o Fel comemorando o título
do Prêmio Ludopedia.

Começamos o ano com o Prêmio Ludopedia de Melhor Mídia Escrita, prêmio esse que bateu na trave nos dois anos anteriores (em que ficamos em segundo lugar), mas que dessa vez chegou e nos deixou tão felizes e realizados, e agora essa marca representativa de acessos numa comunidade ainda de nicho, é realmente de deixar a gente orgulhoso.

Nesse tempo todo tenho muito a agradecer, aos amigos que colaboraram escrevendo, incentivando, disponibilizando material, essa galera que senta e joga comigo às vezes jogos que eu sei que não são sua praia, mas os caras estão lá pra me ajudar a produzir conteúdo.

 No Diversão Offline desse ano com a galera que
também merece Milhão de visitas!

As editoras que cada vez mais estão chegando junto dos canais, mandando material, porque realmente não ganhamos dinheiro com isso aqui, então é virtualmente impossível termos acesso a todos os lançamentos se não tivermos o apoio das editoras, que no final são as mais interessadas que o jogo bombe nas lojas.

E claro, muito obrigado a todos que vem sempre aqui quando pintam as notificações, vocês que comentam, sugerem, perguntam, criticam, elogiam, é muito legal o carinho recebido, adoro quando as pessoas falam comigo nos eventos, depois de 12 anos fiz tantos e tantos amigos no hobby que já deixaram de ser "amigos da joga" para "amigos".

Vamos agora trabalhar para o segundo milhão, dizem que o primeiro é o mais difícil, então agora que atingimos essa meta, vamos dobrar a meta.

Que momento senhores! Que momento!

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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Ludoteca Básica : Dobble


Existem jogos que são essenciais em uma coleção, alguns pelo fator de entrada no hobby pelas mecânicas diferenciadas e modernas outros pela diversão que ele vai proporcionar em qualquer grupo em que chegue, e nesse segundo grupo o Dobble, um dos maiores sucessos de vendas da Galápagos Jogos é Ludoteca Básica.

Em Dobble temos um conjunto de cartas com desenhos que se repetem, as cartas são divididas entre os jogadores e temos aí uma série de mini-jogos que podem ser feitos à partir dessas 55 cartas que acompanham o jogo.

Temos Modalidades onde precisamos acabar com as cartas da mão, outra em que temos que comprar mais cartas, outra que vamos passando para os adversários, mas em comum temos a observação dos símbolos impressos nas cartas e o fato de precisarmos ser rápidos para conseguirmos ganhar.

 Desenhos que precisamos apontar para se livrar 
ou conseguir cartinhas.

Dobble é daqueles jogos que você nunca vai conseguir jogar uma partida só, seja pela farra que ele proporciona, ou até mesmo pelo ódio que dá de você não conseguir jogar direito a primeira vez e querer mostrar para os amigos que também é capaz de jogar algo simples assim.

 A Galápagos trouxe agora a versão impermeável, que pode ser jogado na piscina (eu evitaria as cachoeiras) ou na mesa de bar cheia de garrafas de cerveja em volta, mas seja qual for a versão jogada, pode ter certeza que ele vai garantir boas risadas e momentos de diversão que fazem dele item obrigatório em qualquer coleção de jogos que se preze.

Dobble é super dinâmico e quando você perceber
já jogou várias partidas dele.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

TOP 3 : Risca e Rabisca


De uns dois anos para cá a quantidade de jogos de "papel e lápis" (como eles são categorizados no Board Game Geek) aumentou consideravelmente, jogos tradicionais ganharam suas versões com bloquinhos para marcarmos as rolagens de dados, ou aberturas de cartas, mas não pensem vocês que esses jogos são novidade.

O primeiro contato com jogos desse tipo que eu tive foi lá pelos anos 80/90 com o Yam, e desde então sempre que aparece algo desse gênero eu tento jogar, pois geralmente são jogos muito divertidos, rapidinhos e que exigem do jogador um nível de concentração alto para conseguir os melhores resultados.

 O primeiro "roll & write" que eu joguei na vida.

O mais legal dessa categoria, é que você tem jogos puramente matemáticos, como o premiado Qwixx, como jogos com algum tema colado, como é o caso do divertido Welcome to.

Sem mais conversa fiada, eu vou elencar aqui os meus três preferidos, como sempre deve gerar alguma discussão, o que é bom, pois através dos comentários dos leitores acabo descobrindo algum jogo que eu ainda não tinha conhecido.

No terceiro lugar uma "roubadinha", pois entram os dois irmãos Clever, o That's Pretty Clever e o Twice as Clever, pois para mim é impossível escolher apenas um dos dois.

Com o primeiro sendo lançado em 2018 e o segundo agora em 2019, ambos tem premissas muito parecidas, mas as suas formas de pontuação são totalmente diferentes, além disso, ambos tem uma pegada de "reação em cadeia" quando você marca determinado espaço do bloquinho que faz com que a cada partida você tente superar sua pontuação e fazendo essa "engine" funcionar melhor.

O Catógrafos é um jogo que eu conheci ainda como protótipo e foi paixão instantânea, criado pelo brasileiro Jordy Adan ele não tem rolagem de dados, o lance aqui é abrimos cartas para desenharmos os padrões apresentados.

Diferente da grande maioria dos jogos de "rabiscar", o Cartógrafos tem alguma interação entre os jogadores com as cartinhas dos monstros, que fazem com que seu adversário desenhe no seu terreno, as vezes dando uma prejudicada bem boa nos seus planos.

Mas apesar de todas as novidades, o meu preferido ainda é o Saint Malo de 2012, lançado pela Alea, ele é a caixa nº7 das caixas médias, e tem como autores o casal Inka e Markus Brand.

Nele temos uma cidade fortificada, e com as nossas rolagens vamos construindo prédios, canhões e provisões para quando os piratas atacarem estarmos bem preparados para rechaçar o inimigo, e ainda conseguir uns pontinhos extra.

Ainda é o meu preferido, mas com tantos
lançamentos, daqui a pouco surge um novo.

Além do jogo ter uma pegada temática legal, a produção ficou super bacana, com todos esses pontos positivos, ele ainda é o jogo de "rabiscar" que eu mais gosto.

A lista é essa, mas como eu disse lá no início a quantidade de jogos que tem saído é extensa, e inclusive se procurarem bem pelo Board Game Geek encontram alguns inclusive "print and play", então se você também é fã desse tipo de jogo, pegue sua caneta e bora jogar.

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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Match Madness


Match Madness é um jogo de destreza e observação onde os jogadores tem cinco blocos com padrões que precisam ser combinados para que fiquem iguais as cartas apresentadas no meio da mesa, quanto mais rápido mais chances de pegar mais pontos.

No início da partida são dispostos no centro da mesa, cartas com formas e desenhos baseados nos padrões apresentados nos cinco blocos que os jogadores recebem.

 Cada jogador tem um set igual de blocos,
e cartas de desafio no meio da mesa.

Essas cartas tem dificuldades progressivas, então as cartas de nível 1 serão mais tranquilas de serem feitas do que as de nível 5, no entanto, elas darão menos pontos ao final da partida.

Uma vez que todos os jogadores estão preparados, todos vão tentar simultaneamente formar algum dos desenhos no centro da mesa. Quando o primeiro jogador conseguir fazer algum deles grita "match" e todos os outros param.

Todos conferem se o jogador realmente fez o desenho conforme a carta indicada, caso positivo, ele leva a carta pra si, e ela vai lhe render pontos ao final da partida, caso tenha cometido algum erro, a carta permanece no centro da mesa e o jogador que errou perde alguma carta que já tenha ganho anteriormente.

 Assim que você consegue fazer um dos padrões,
você grita "match" e pega a carta.

Cada nível terá a quantidade de cartas igual a quantidade de jogadores, e a partida continua até que todas as cartas no centro da mesa acabem e todos somam seus pontos para ver quem é o vencedor.

Match Madness é um daqueles "puzzle games" muito legais, que deixam você com alguns neurônios queimados ao final dos seus 20 minutos de partida, mas que com certeza você vai querer jogar mais assim que acaba.

O mais legal é que ele é um jogo para todas as idades.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

The Grizzled : Armistício


Recentemente lançado no Brasil pela Galápagos Jogos, The Grizzled : Armistício conta a história de um grupo de amigos que juntos se alistam e vão testemunhar os horrores da 1ª Guerra Mundial, aqui os jogadores tentam juntos derrotar os desafios de uma séries de capítulos em uma campanha que no final será uma história de glórias... ou derrotas.

Ao abrir a caixa você vai se deparar primeiramente com uma produção de cair o queixo, os seis soldadinhos pré-pintados que serão os companheiros nessa jornada, são lindos e dá vontade de deixá-los na estante, além disso o jogo é composto por uma missão introdutória e mais nove capítulos que terão que ser vencidos.

Nós já falamos aqui do Grizzled original, as regras são praticamente iguais, os jogadores primeiro vão pegar as cartas do capítulo a ser jogado e ler para todos os jogadores, vão então montar uma Pilha de Provações e a Reserva Moral, cada jogador recebe então três "cafezinhos" e duas cartas e o jogo pode então começar.

 A Pilha de Provações e a Reserva Moral vão indicar
o quanto estamos próximos da vitória ou da derrota.

Na sua rodada o jogador pode colocar uma Ameaça na Terra de Ninguém, colocar uma Adversidade no próprio personagem, ou então se a coisa estiver muito feia, usar um Amuleto da Sorte (que são poderes dos personagens) ou então retirar-se.

E as coisas ficam feias quando na Terra de Ninguém chegamos a duas ameaças iguais, pois quando qualquer das ameaças em jogo tiverem três símbolos iguais os jogadores perdem a rodada, e então as cartas da Terra de Ninguém são adicionadas novamente às Provações e assim os jogadores ficam mais longe de conseguirem o sucesso na missão.

 Escolher qual carta baixar para Terra de Ninguém
ou o momento certo de se retirar é crucial.

Para atingirem o sucesso, os jogadores precisam zerar a pilha de Provações, quando eles conseguirem fazer isso tem êxito e podem partir para o próximo capítulo do jogo, no caso de no final da rodada a soma das adversidades em todos os jogadores for quatro ou mais ou então a pilha da Reserva Moral se esgotar, o capítulo é perdido.

O capítulo introdutório serve bem como aperitivo, mas é à partir do Capítulo 1 do jogo que a coisa realmente pega fogo, e a cada capítulo novos desafios (e bônus) vão entrando, criando uma dinâmica nova nas partidas.

The Grizzled : Armistício é um dos jogos cooperativos mais difíceis que eu já joguei, e ainda assim um dos mais bacanas de todos, e mesmo para quem jogou a primeira caixinha, a experiência do jogo como campanha ganha contornos muito mais bacanas.

Fiquem ligados que em breve tem Galápagos Joga
comigo, Siga o Coelho e Aftermatch jogando The Grizzled.

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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Fairy Tile


Em Fairy Tile, recentemente lançado pela Conclave Editora, os jogadores ajudam a contar a história de uma terra mágica repleta de montanhas, planícies, castelos e habitada por um valente cavaleiro, uma princesa exploradora e claro, um temível dragão.

O jogo tem começa com três tiles na mesa, já habitados pelos nossos três personagens, um baralho (aqui chamado de páginas) com objetivos é dividido entre os jogadores que tem como objetivo cumprir todos e assim contar a história de Fairy Tile.

Cada jogador então fica com uma dessas páginas na mão e precisa cumprir o que nela é pedido, e na sua rodada ele tem as opções de Desenvolver sua História ou Virar uma Página.

 Cada cartinha é uma página da história à ser contada.

A ação de Desenvolver sua História consiste em mover um dos três personagens pelo tabuleiro ou colocar um novo tile de terreno aumentando assim os territórios a serem explorados no jogo.

Ao fazer uma das ações, se o que é pedido na página for resolvido você descarta aquela página e sorteia uma nova, o lance aqui é que cada um dos três personagens tem uma movimentação própria, que ajuda ou atrapalha na hora de você movê-los, essa é a grande sacadinha do jogo.

 O tabuleiro começa com três tiles mas vai aumentando
deixando a o jogo bem lindão na mesa.

A outra ação permite que o jogador coloque a página que ele tem na mão de volta ao deck e pegue uma nova, e ao fazer isso ele habilita a sua ficha de magia, o que te dá o direito de desenvolver sua história duas vezes em alguma rodada posterior.

As rodadas se seguem até que um dos jogadores conte toda a sua história terminando assim nossa aventura, e o legal é que se os jogadores curtirem, podem ouvir a história que as cartas do jogador vencedor tem nas suas páginas. 

Fairy Tile é um jogo levinho, bom pra apresentar a novos jogadores e para jogar em eventos, tem uma produção lindíssima e vai agradar muito aos jogadores casuais.

Arte linda e além disso cada cartinha tem um
"flavour text" que no final vira uma historinha.

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