quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Twilight Struggle


Lançado originalmente em 2005 pela GMT, editora americana especializada em wargames, e chegando ao Brasil em 2016 pelas mãos da Devir Brasil, Twilight Struggle é um jogo para 2 onde cada um lidera as duas maiores potências mundiais durante a Guerra Fria que assombrou o mundo desde o final da Segunda Guerra Mundial e se estendeu até 1989.

O jogo é dividido em três períodos históricos, o início das hostilidades entre EUA e URSS, o meio da Guerra Fria, e o final dela, com cartas super representativas e muito bem contextualizadas, o lance do jogo é tentar fazer com que seu país controle os países pelo Globo.

Cada jogador tem uma mão de cartas para usar, você pode usá-las de algumas formas, usando o valor delas como pontos de influência, usando o texto que geralmente afeta o tabuleiro, ou usando seus valores para tentar trocar pontos de influência do seu adversário para você, seja através de golpes ou de realinhamentos políticos.

 No mundo, URSS e EUA lutam pela soberania.

O grande barato das cartas é que elas podem ser americanas, russas ou neutras, o que isso implica? Quando um jogador russo joga uma carta de alinhamento americano ele pode usar os valores, mas o texto da carta irá se aplicar, e geralmente o texto beneficia o alinhamento da carta, então jogar uma carta fora do seu alinhamento tem que ser muito bem pensada.

Além disso, temos as tensões crescentes entre os dois países aqui medida pela trilha de DEFCON, que começa em 5 mas a cada golpe ou conflitos gerados pelas cartas, vai baixando e se chegar ao símbolo do cogumelo nuclear, faz com que o jogo acabe, dando a vitória ao jogador adversário ao que estava com a iniciativa quando a bomba explodiu.

 As cartas são a alma do jogo, e saber usá-las
é o que faz desse um jogo brilhante.

Outra coisa legal do jogo é a corrida espacial, uma trilha que você pode usar uma vez por rodada e é uma forma de baixar cartas de alinhamentos diferentes ao seu sem fazer o texto delas funcionar, e além disso te dá uns pontinhos e algumas vantagens durante a partida.

O jogo tem também cartas de pontuação representando os continentes, então você precisa sempre tentar se manter bem nos continentes para não dar a oportunidade ao oponente abrir uma pontuação muito grande, pois o primeiro jogador que chegar aos 20 pontos ganha automaticamente a partida, só que a tabela de pontos é muito cruel, pois não é simplesmente ganhar pontos, você vai tirando do adversário no processo, tornando essa tarefa dos 20 pontos bem difícil.

O jogo completo tem 10 rodadas, no início da guerra são três usando o baralho inicial, pro meio da guerra são mais quatro adicionado mais cartas localizadas, e finalizando a guerra com mais três rodadas, em que não havendo acontecido as outras condições de fim de jogo o jogador mais avançado na trilha de vitória é o vencedor.

 A corrida espacial é sempre uma boa opção para
se desfazer de cartas e aumentar uns pontinhos.

Pra mim, mecanicamente o jogo é perfeito, mas o grande destaque dele vem das cartas, que simulam eventos e pessoas que foram importantes durante os 45 anos desse período histórico, e que ao serem usadas no jogo fazem super sentido, como diminuir a influência na Polônia com a eleição de João Paulo II entre outras.

Twilight Struggle é um jogo excepcional, principalmente se você for interessado em história também, mas não é um jogo para todos não, uma partida pode facilmente chegar a mais de três horas, e estamos falando de uma experiência para apenas dois jogadores, mas que se você entrar no mundinho, vai ficar extremamente satisfeito com o jogo e ficar apaixonado (como eu fiquei).

Conforme a coisa esquenta entre os países, a chance
de uma guerra nuclear vai aumentando.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Dissecando o Grasse e o Overdrive


Ambos financiados através de financiamento coletivo e entregues com sucesso em 2018, Overdrive e Grasse são dois projetos dos amigos Bianca Melyna e Moisés Pacheco, da Moby Studios e os jogos saíram respectivamente em parceria com a Sherlock SA e a Luden Spirit.

Eu tive acesso ao jogos finalizados e vou dar uma geral sobre a produção de cada um deles, já que ambos já foram resenhados, ainda como protótipos e vocês podem conferir mais sobre o funcionamento deles nos links aqui do Overdrive, e aqui para o Grasse.


Uma parceria com a Sherlock SA, o jogo conseguiu além do financiamento desbloquear dois extras e como quase bateu a terceira meta, que seriam as cartinhas de Distorção, as editoras deram essa lambuja para os apoiadores e o produto final veio com elas.

Produzido no Brasil pela Ludens Spirit tudo tá muito no produto, a impressão está muito bacana, a caixa está ótima.

Esses dadinhos ficaram show!

Mas o destaque ficam para os dadinhos que ficaram excelentes, única parte do jogo que foi feita fora do Brasil, eles são gravados e estão realmente impecáveis.

Uma reclamação recorrente em produtos nacionais geralmente são as cartinhas, mas aqui temos gramatura e impressões sem deixar críticas, assim como o tabuleiro central e as bandas, que apesar não serem cartonadas, são bem rígidas e também com impressão super boa.


Essa campanha foi um show, batendo quase 95 mil Reais desbloqueou todos os extras previstos, com sobra e entregou o produto no prazo combinado com uma qualidade de deixar qualquer um de queixo caído, principalmente nas miniaturas dos frascos de perfume.

O tabuleiro maior está lindo, a impressão está perfeita e isso ajuda ainda mais a destacar o excelente trabalho do ilustrador Orly Wanders que fez um trabalho de primeira em todo o projeto gráfico do Grasse.

Todo produzido também pela Ludens Spirit, vale ressaltar que o material de resina deles está a cada projeto melhor, e como já destaquei falando do Overdrive, as cartas estão ótimas com impressão e gramatura excelentes.

 Cartas com gramatura e impressão excelentes.

Os extras também deixaram o jogo ainda mais bacana, joguei com os compradores VIP's e as cartas de evento e dão uma mexida legal no decorrer da partida, além disso os tabuleirinhos extras para as cartinhas são bem úteis, embora eu preferisse eles cartonados, achando que a impressão tipo "mouse-pad" ficou inferior ao do tabuleiro principal.

Outra coisa que me deixou em dúvida sobre o resultado final, foi o insert de espuma, que para os frascos dos perfumes ficou show, mas acho que para o resto da caixa ficou "molenga" demais e acredito que algo mais rígido resolvesse melhor.

Sério cara, olha esses frasquinhos!

Mas o produto final ficou excelente e mais uma vez destaco os frasquinhos dos perfumes, diferentes para cada fragrância e que realmente complementam demais um jogo que já era super temático.

Parabéns a todos os envolvidos nos dois projetos, pois conseguiram entregar dois produtos de altíssima qualidade mostrando que dá sim para criar, produzir e entregar jogos de qualidade 100% nacionais.

A arte do Orly Wanders só abrilhanta mais o ótimo jogo.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

A Tale of Pirates


A Tale of Pirates, é um jogo cooperativo para até quatro marujos, que chegou ao Brasil pelas mãos da Bucaneiros Jogos e tem uma série de 10 cenários que vão sendo desbloqueados a cada sucesso na campanha, e que trazem novos desafios a cada partida.

Ao abrir a caixa do jogo você se tem a primeira diversão, que é montar Ellen, um grande navio em 3D com espaços onde os jogadores irão para realizar as ações da rodada.

Além disso, é necessário baixar um aplicativo que vai te contar a historinha dos cenários, dizer qual o setup, marcar o tempo das rodadas e te dizer a pontuação final caso você tem sucesso.

 Ellen e seus espaços para agirmos durante a rodada.

As regras do jogo são super simples, você escolhe o cenário a ser jogado, coloca no aplicativo que vai te indicar o setup para a primeira rodada, te dizer o objetivo dele e marcar o seu tempo de jogo.

Cada jogador controla uma ampulheta (o seu pirata) e o jogo funciona em tempo real da seguinte forma: o jogador pega a sua (e somente a sua) ampulheta e coloca no espaço do navio que deseja realizar a ação, assim que areia toda escorrer ele a realiza, para depois ter o direito de pegar novamente a sua ampulheta e colocar em outro espaço.

Os espaços do navio são os mais variados, você pode aumentar ou diminuir a velocidade, mudar o rumo, colocar munição e atirar nos navios inimigos, subir na vigia para descobrir os próximos obstáculos e ainda consertar os eventuais danos causados à Ellen.

 As cartas são a forma do jogo atrapalhar
nossos marujos.

O jogo enquanto isso tenta te prejudicar em forma de cartas postas ao redor do navio, no primeiro cenário temos recifes de corais que tiram pontos de vida, fragatas inimigas prontas para nos atirar e as Passagens, que precisamos entrar para conseguir cumprir o objetivo do Capítulo 1.

Mas o tempo corre contra os jogadores. O aplicativo vai mostrando uma ampulheta virtual que vai nos indicando o final da rodada, quando falta apenas um minuto a música começa a ficar mais tensa, e ao final da rodada, todas as cartas são abertas, as fragatas que ainda não foram derrotadas atiram contra nós e se sobrevivermos teremos outra rodada para tentar chegar ao nosso objetivo.


Se cumprirmos os objetivos, passamos para o
próximo Capítulo do jogo.

Ao final da última rodada o aplicativo pergunta se tivemos sucesso ou não em nossa empreitada, em caso positivo marcamos com quantas vidas e quantas rolhas (danos) terminamos e somos premiados com 1 a 3 estrelas, e um novo Capítulo é desbloqueado pelo aplicativo.

A Tale of Pirates, é diversão para a família toda, o jogo flui super bem, é engraçado, mais ainda assim, estratégico, pois pensar bem as ações vão te fazer demorar mais ou menos nelas, além disso a produção do jogo é caprichadíssima, e a localização do aplicativo tá muito bem feita, é o tipo de jogo que ao terminar um cenário, você já quer partir logo para o próximo para ver o que o jogo vai te trazer de novidade.

E o aplicativo, nos pontua pelo nosso desempenho.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Ticket to Ride : New York


A essa altura você já deve ter jogado ou no mínimo ouvido falar do Ticket to Ride, caso contrário, ele é simplesmente um dos jogos modernos mais vendidos de todos os tempos e já foi matéria aqui do site como uma das nossas indicações a Ludoteca Básica.

Em 2018, o autor Alan Moon lançou uma nova versão para o jogo (e a Galápagos Jogos trouxe para o Brasil), o Ticket to Ride : New York traz os táxis da "cidade que nunca dorme" e uma velocidade de jogo tão frenética que as partidas vão durar no máximo uns 20 minutos.

 Mapa apertadinho e os taxis rodando.

Pouco se mudou em relação as regras básicas, os jogadores continuam podendo fazer apenas uma entre três ações possíveis, que são comprar cartas para rotas, baixar cartas da mesma cor para fechar as rotas ou pegar novos tickets de objetivos para a pontuação no fim do jogo.

A grande sacada aqui é que fecham-se as rotas muito mais rápido, com trechos de no máximo quatro espaços, com isso você precisa ter muito mais atenção para não precisar dar voltas desnecessariamente e não perder trechos importantes para a concorrência.

Os objetivos são mais fáceis de visualizar.

Com um mapinha mais apertado também fica mais fácil visualizar como fechar seus tickets de forma efetiva, podendo pegar logo novos objetivos.

Uma adição feita os Ticket to Ride : New York são os pontos turísticos, que dão pontinhos ao final da partida para quem cumpriu aqueles trechos e são pontinhos importantes para o final da partida.

Legal ver que um jogo que está chegando aos seus 15 anos de sucesso ainda consegue dar uma renovada mexendo tão pouco em sua estrutura, e esse Ticket to Ride : New York é uma boa para quem curte a franquia e quer ter uma experiência rapidinha do jogo.

Pontos turísticos dão uns pontinhos extras no final.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Atlandice


Em Atlandice, recém lançado pela Meeple BR no Brasil, os jogadores são cidadãos de Atlântida tentando recuperar o máximo de riquezas atlantes enquanto o derradeiro cataclismo vai levando a cidade para o fundo do oceano.

O jogo tem um tabuleiro com um grande relógio central que marca os últimos momentos de Atlântida, além de cinco regiões numeradas onde temos riquezas específicas, como livros, joias, ferramentas entre outros e o mercado negro onde se encontra de tudo um pouco.

O jogador inicial rola uma quantidade de dados, e os coloca nas regiões do tabuleiro com a mesma numeração, inicialmente o número seis vai para o mercado negro, mas conforme o jogo avança e outras regiões vão afundando, outros números também serão alocados ali.

 Os dados indicam as localidades que você pode ir naquela rodada.

Na sua vez, o jogador escolhe um dos dados alocados, pega um dos itens da região escolhida e executa a ação referente àquela região.

Cada região tem três tiles diferentes, cada um com uma ação diferente, e essas ações servem para bagunçar um pouco as localidades ou fazem com que você pegue mais recursos.

A sacada do jogo, é juntar as recursos para fazer pontos, pois sempre que uma das regiões fica zerada de recursos, aquele nível sai do jogo e o de item é pontuado.

 O mercado negro é uma boa forma de conseguir
recursos diferentes.

Depois de todos os jogadores terem pego dois dados, sempre sobra um dadinho no tabuleiro, em cada região tem uma quantidade (de 1 a 3) para o avanço do relógio que indica o final do jogo, então o valor onde ficou esse último dado é avançado e se houver algum símbolo ele é resolvido (geralmente mais uma forma de pontuação).

O jogo termina quando o relógio atinge o símbolo da Atlântida submersa, faz-se mais uma pontuação referente aos recursos que os jogadores ainda tem e contam-se os pontos já obtidos e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

 Ao zerar uma região, ela pontua e quem tiver mais itens
referentes a ela, leva o tile que vale 3 pontos.

Atlandice é um "family game" muito rapidinho e gostoso de jogar, o grande barato dele é saber o momento de usar o poder de alguma localidade para zerar uma região e pontuar enquanto você está bem naquele recurso, ou fechar a rodada de forma que o relógio ande para uma casa que seja favorável a você.

Ele é levinho e divertido, não traz nada de muito inovador, mas é uma opção legal de jogo rápido para esfriar os neurônios para algo mais pesado ou para jogar em eventos.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Endeavor : Age of Sail


Relançado numa campanha de sucesso no Kickstarter ano passado, Endeavor : Age of Sail é a versão revisada, com mais elementos e com uma produção caprichadíssima do jogo homônimo de 2009.

Nele os jogadores são Impérios que durante a Era das Navegações partem ao redor do globo para conquistar novas terras e acumular glória para sua nação.

O jogo usa um mapa (lindo) representando a Europa, único continente aberto no início da partida, e mais outros seis territórios, representando América, África, extremo Oriente entre outros.

 O lindo mapa com a Europa em destaque e novos mundos
à serem descobertos.

Cada jogador começa com um tabuleiro individual onde marcamos os nossos avanços em indústria, cultura, riqueza e influência, e além disso, colocamos os prédios que vamos adquirindo durante a partida.

O jogo tem exatamente sete rodadas, a cada rodada temos uma série de turnos onde realizamos as mais diversas ações, mas o que vai fazer o jogo rodar para o jogador realmente são as suas escolhas de prédios.

No início de cada rodada os jogadores escolhem um novo prédio e o colocam na sua área de beira-mar do tabuleiro, esses prédios são determinantes para dizer qual tipo de ação você pode realizar na rodada, se por exemplo, você não tiver um prédio de Navegar, não vai conseguir se expandir no tabuleiro, então precisa sempre ficar muito ligado nas suas escolhas.

 Os prédios e as quatro trilhas que você precisa
ficar ligado o tempo todo.

Depois de construir vem as fases de crescimento, onde recrutamos mais pessoas para trabalharem para nós, a fase de salário, onde pagamos aos trabalhadores para que retornem dos prédios e a fase de ações.

Vale ressaltar que as trilhas de avanço dos tabuleiros individuais, são super importantes para que você consiga mais gente para trabalhar, pegar prédios melhores, consiga pagar mais aos trabalhadores, então é outro ponto a ficar prestando atenção no jogo todo.

Agora, a fase de ações é que realmente fazem o jogo andar. Temos cinco ações possíveis no jogo : navegar, ocupar, atacar, pagar ou comprar, e como disse anteriormente, você só consegue realizar uma ação se tiver um prédio dela.

 Conforme o jogo vai chegando perto do final, os novos
continentes vão sendo ocupados.

Então na sua vez você pega um trabalhador, coloca em um prédio desocupado e realiza aquela determinada ação, isso faz com que o jogo cresça a cada rodada, pois no início teremos apenas um prédio disponível e na última rodada serão oito, então Endeavor tem essa pegada de ir crescendo.

Navegar é a ação que vai abrir novos territórios. Em cada um dos seis fechados existe uma trilha que vai sendo preenchida com peças dos jogadores, essas peças são a presença daquela nação e servem além de abrir o território para a ação de Ocupação, também faz com que o jogador possa Comprar cartas que vão ajudar nas quatro trilhas importantes do jogo.

Atacar é uma ação custosa, você acaba gastando três dos seus trabalhadores nela, mas é uma ação que pode te garantir bons pontos de glória no final do jogo, e como já frisei, é importante ter pelo menos um prédio dessa ação para não virar saco de pancada.

 Quanto mais prédios, mais gente você precisa por para trabalhar
e mais dinheiro você precisa para pagar os salários.

A ação de Comprar cartas também é muito interessante, pois ela te ajuda a aumentar seus níveis nas trilhas do tabuleiro individual, existem as cartas normais, mas existem as cartas de escravos, e um lance muito legal do Endeavor é que a carta de escravo, apesar de ter dar mais benefícios do que as normais, são uma mancha na sua nação, você precisa chegar a um nível muito alto Influência para conseguir se livrar delas, mas se algum jogador libertar os escravos antes que isso aconteça, elas viram pontos de glória negativos para o fim do jogo.

Quando os jogadores não tiverem mais ações para fazer na rodada, eles passam e quando todos tiverem passado existe uma fase de descarte de cartas e uma nova rodada começa até que o jogo termine ao final da sétima rodada.

 As cartas te garantem avanços e pontos, mas você é limitado
então precisa ficar ligado aqui também.

Contam-se os pontos baseados nas trilhas, nas suas ocupações e cartas compradas, população extra e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Além de ter essa repaginação do jogo de 2009, Endeavor : Age of Sail traz também novas formas de jogo, como a versão para 2, as façanhas, um mapa mais equilibrado para menos jogadores (que era uma reclamação constante da versão anterior).

Pra mim, Endeavor continua sendo um dos melhores jogos para 5 jogadores, a produção que chegou ao Brasil pelas mãos da Ludofy está de cair o queixo e apesar do preço um pouco salgado, vale o investimento pela qualidade apresentada.

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Lisboa


Em janeiro de 2018 eu recebi minha cópia do Lisboa da Mandala Jogos e fiz um Dissecando por conta de toda a polêmica à respeito da produção, mas só depois de praticamente um ano eu consegui jogá-lo efetivamente, e agora vai uma resenha sobre esse que tem tudo para entrar no meu TOP10 de todos os tempos.

Em Lisboa os jogadores são nobres portugueses que após as catástrofes ocorridas em 1755 estão dispostos a ajudar ao primeiro ministro Marquês de Pombal e ao engenheiro Manuel da Mata na reconstrução da cidade à partir dos seus escombros.

Pra início de conversa, vale ressaltar que Lisboa é um euro pesado, então vá sentar na mesa ciente de que são mais de uma hora de explicação do jogo e praticamente uns 40/45 minutos por jogador (podendo chegar aos 30 da caixa depois de mais partidas).

 As ruas precisando serem reconstruídas após sofrerem
com terremotos, incêndios e tsunamis em 1755.

O tabuleiro central do jogo mostra a Baixa Lisboa tomada por escombros, além do escritório dos três nobres retratados no jogo, o primeiro ministro Marquês de Pombal, o engenheiro Manuel da Mata e o Rei Dom José I.

No tabuleiro individual de cada jogador, espaços para o nosso portfólio, uma gaiola pombalina (um depósito para os escombros recebidos), seu estoque de recursos, seus oficiais que vão pedir favores aos nobres e te permitem construir, além das casas que vão marcar quais construções foram feitas por você no tabuleiro.

O jogo usa uma mecânica muito inteligente de gestão de mão, os jogadores terão sempre cinco cartas em sua mão, nelas temos três espaços distintos, e essas cartas você pode colocar no seu portfólio, ativando a parte de cima geralmente dando influência ou reis, ou a parte de baixo, que costuma ser um benefício constante.

 Gerenciar sua mão de cartas da melhor forma possível
é o grande segredo de Lisboa.

Mas você também pode ir com essa carta levando-as aos nobres para negociar com eles, ou usar a carta para patrocinar um evento, que geralmente te dá um benefício imediato.

Uma coisa bacana dentro da ação de ir tratar com os nobres, é que existem fichas de favores para cada um deles, então as vezes acontece de um jogador ir em um dos três gabinetes o você gastar um favor de nobre para realizar uma ação fora do seu turno, e isso pode ser muito importante durante a partida.

O grande lance do Lisboa é conseguir dinheiro, para a construção dos prédios, então além das cartas da mão, você também pode conseguir exportar recursos para conseguir dinheiro, mas ao pegar um navio para você, ele acaba ocupando um dos seus espaços de portfólio.

 A gaiola pombalina, onde você vai estocando escombros
te ajuda a liberar mais espaço no portfólio.

Você começa com dois, mas eles vão crescendo conforme você vai preenchendo a sua gaiola pombalina, mas você também pode enviar seus produtos pelos navios dos outros jogadores, mas isso vai dar uns pontinhos de vitória para eles, mas é um ajuda muito bem-vinda se você souber usar bem.

O jogo tem dois períodos de vários turnos, o primeiro período vai terminar quando um dos jogadores fechar duas colunas na sua gaiola ou quando 3 dos baralhos de compras políticas tiverem terminado, e o jogo se encerra quando a quarta coluna da gaiola de algum jogador tiver completa ou se 3 dos novos baralhos de compras políticas terminar.

 A sua influência junto aos nobres é fundamental
para conseguir as permissões de construção.

O que vai definir o vencedor é o somatório das suas naus, colunas completas na gaiola pombalina, prédios, dinheiro, influência usada nas construções, quem tiver o maior somatório é o vencedor.

Lisboa, como já citei lá no início, é um jogo pesado, te faz ficar pensando e repensando qual a melhor forma de usar sua carta, como construir e onde construir, qual a melhor hora de usar o navio do amiguinho, e as coisas aqui não são nada intuitivas, então ele é jogo para quem realmente está afim de uma experiência de jogo séria, mas para quem sentar na mesa com essa disposição, é certeza de terminar a partida querendo jogar novamente.

http://www.gameofboards.com.br/