segunda-feira, 19 de abril de 2021

RetroGames : Prince of Persia


Lançado originalmente pra Apple II em 1989, a franquia de Prince of Persia começa nos levando por várias fases onde o príncipe Dastan na busca por sua amada que fora capturada, mas até então o nosso herói não tinha um nome, esse só veio anos após o jogo ser lançado devido a sua adaptação cinematográfica.

Criado pelo americano Jordan Mechner, o jogo veio na sucessão de outro grande jogo do autor, o Karateka, a grande sacada do autor veio curiosamente de uma incapacidade técnica.

O movimento fluido do jogo é um dos
destaques sempre lembrados.

Por não conseguir criar bons gráficos para o jogo ele usa um método chamado rotoscópio para capturar os movimentos do seu irmão correndo, saltando e subindo em muros para depois passar para o jogo e acaba que isso dá uma "assinatura" aos jogos do autor e a franquia.

Outro grande destaque do primeiro Prince of Persia é a sua grande dificuldade, não apenas pelas fases, mas pelo jogo propor que você chegue ao final em apenas 2 horas, o que faz com que muitas vezes você perca não pelo fim da sua barra de energia e sim pelo esgotamento de tempo.

O primeiro jogo não atingiu um sucesso imediato quando foi lançado, mas conforme foi atingindo outras plataformas como o Master System, Mega Drive, Nintendinho, SNES entre outros, ele começa a receber o devido crédito e alcanças vendas expressivas.


Além da dificuldade das fases, a corrida

contra o tempo complica mais o jogo.

Mesmo com o sucesso o autor se afastou da indústria de video games após o lançamento do primeiro jogo e só voltou anos mais tarde para participar da equipe criativa que lançaria em 1993 a sequência The Shadow and the Flame lançado para PC mas também portado para Super Nintendo, Mega Drive e Machintosh.

Além desses dois lançamentos o jogo ainda viu sucesso por muitos anos com vários lançamentos para diversas plataformas, sendo o seu maior sucesso o jogo Sands of Time de 2003 que saiu para PS2, Xbox, Game Boy Advanced, Game Cube e PC e tem um remake esperado para esse ano ainda.

As senhas para todas as fases está nas tabelinhas abaixo :


sexta-feira, 16 de abril de 2021

Made in Brasil


Essa semana ao escrever a resenha do divertido Arquimedes do mestre Knizia recebi um comentário falando que se fosse um jogo de autor nacional ele não seria publicado, isso além de não ser verdade mostra um pouco de desconhecimento do quanto evoluímos em matéria de designers brasileiros e quantidade de jogos lançados tanto aqui quanto no exterior.

Na real é que nunca se lançou tantos jogos de autores nacionais quanto hoje, atualmente temos duas campanhas fundadas (Desejos do Sultão e Jester), a Meeple BR fazendo um barulho bacana para o lançamento do Brazil: Imperial e um evento mensal de apresentação de novos projetos o Proto BR.

O grande lance aqui é observarmos o mercado nesses últimos 10 anos. Em 2011 eu fui a ABRIN cobrir o lançamento do Catan pela Grow mas também pra dar uma moral para três lançamentos da Tóia, na época uma empresa de varejo que estava querendo entrar no ramo dos tabuleiros modernos.


Recicle : Tempos de Crise, um dos primeiros jogos

"self-made" do mercado brasileiro.

Naquela época tínhamos pouquíssima coisa acontecendo no cenário nacional, empresas como a Galápagos davam seus primeiros passos com Último Grande Campeão, a Ceilikan tinha alguns títulos próprios, os amigos Luish Coelho tinha o Recicle : Tempos de Crise lançado no braço assim como o Marcos Macri começava a aparecer e a desenhar o que seria a primeira editora "self-made" do mercado nacional.

De lá pra cá muita coisa andou, o cenário cresceu muito com a chegada firme das editoras e os eventos de protótipos como a Mansão Convida, o evento da Game of Boards e principalmente o espaço dentre do Diversão Offline fizeram aparecer dezenas de autores e muitos jogos começaram a despertar o interesse do mercado.

Mas o processo entre ter uma ideia, rabiscar um protótipo e ver seu jogo efetivamente ser lançado não é fácil, não é divertido e requer resiliência, paciência e principalmente contatos, e aqui eu não falo na questão das "costas quentes", aqui é você ir atrás das pessoas com alguma bagagem, conversar com outros autores, com editoras, com o público e saber ouvir críticas.

Sempre houveram os espaços para os novos talentos
aparecerem e sempre com apoio do público.

Uma vez em um evento eu ouvi de um autor "falem mal de mim, mas não do meu jogo", resultando, eu nunca sentei para jogar nada desse autor à partir daí, se a pessoa não está aberta a ouvir o que outros tem a oferecer de crítica, ele não vai a lugar algum.

Falo isso aqui como designer, na época do desenvolvimento do Die die DIE a gente anotava tudo o que nos era falado, as notas baixas que recebemos na Ludopedia sempre mandamos mail pra quem as deu para saber o que a pessoa tinha achado de tão ruim no jogo e com isso crescemos enquanto autores (eu e o Romulo Marques).

O autor que pensa que tem uma ideia maravilhosa, mas recebe várias portas fechadas de editoras tem também sempre a oportunidade de partir para o campo do "do it yourself", e aqui no Brasil temos vários exemplos de casos de sucesso como a Dijon Jogos, a Moby Studios, a Game Hives dentre outras que decidiram lançar os seus jogos criando a própria editora.

O mercado é muito inclusivo, caras como Sergio Halaban
(de verde) estão sempre dispostos a ajudar.

"Ah, mas dessa forma nunca atingiremos o mercado de massa", o lance aqui é que apenas duas editoras tem entrada no mercado de massa, a Grow e a Estrela, e a primeira foca nos jogos em que ela se mantém estável já a Estrela está começando a apostar nos jogos modernos, tanto que tem anunciado jogos de autores saídos dos grupos de designers como o Alexander Francisco e o Daniel de Sant'anna.

Esse discurso de que as editoras não aceitam as ideias de autores nacionais é furado, os lançamentos estão aí para provar o contrário, mas você precisa ter um produto minimamente consistente pra que a editora invista nele, não adiante vir com o papo de que "meu jogo merece uma chance" ou "como saber se vai ser sucesso, se nem lançou" porque ninguém vai investir tempo e dinheiro em algo que eles não tenham alguma chance de retorno, e acredite, as editoras tem esse know-how.

Se você fizer as coisas direito, seu projeto
vai acontecer!

Você pode então ficar reclamando nas postagens ou então arregaçar às mangas e ir pra luta, tem autores que estão aí na batalha desde que a gente ainda jogava WAR, caras como o Sergio Halaban que apesar de serem autores super renomados vão aos eventos com protótipo debaixo do braço, ouvem conselhos e sugestões para os seus jogos e principalmente sempre estão abertos à dar conselhos e trocar ideias.

O mercado não está parado, lançamentos de jogos de autores nacionais estão acontecendo todo mês, a qualidade das produções nacionais estão cada vez melhores, então ao invés de reclamar, ponha o seu projeto na rua que o público tá aí, cada vez mais jogadores aparecem e os jogos brazucas estão aí... Pra ficar!

Meu conselho? Persevere, ouça, rale que se você
tiver um produto de qualidade, ele vai aparecer.
 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Arquimedes


Em Arquimedes, um adorável jogo do mestre Reiner Knizia, os jogadores tem cartas com valores numéricos que vão de 1 a 13 e precisam se livrar delas, mas para baixá-las na mesa você vai utilizar as quatro operações básicas da matemática.

No início da partida são separadas as cartas de penalidade de acordo com o número de jogadores, depois disso são distribuídas 5 cartas para cada jogador e uma é aberta no centro da mesa.

Na sua vez você precisa tentar formar alguma operação matemática para se livrar das cartas da sua mão, isto é, se a carta da mesa é um 5 por exemplo, você coloca um sinal de soma uma carta 2 da sua mão e como resultado uma carta 7 da sua mão, se livrando assim de duas cartas.

Você precisa se livrar das cartas da mão
usando operações matemáticas.

As cartas que forem baixadas serão empilhadas e que ficou como resultado será a carta que ficará no topo da pilha de descarte para o próximo jogador.

Existe também a possibilidade de se livrar de uma carta apenas, colocando apenas o sinal de igualdade, como no exemplo acima, a carta que ficaria por cima seria o 7 que você baixaria ela da sua mão formando o 7=7.

Mas você precisa ficar ligado que o resultado nunca poderá ser negativo, então nas subtrações não podem serem usados números maiores do que está no topo da pilha de descarte.

Sempre terá uma carta no topo do descarte
para começar a sua operação.

A rodada termina de duas formas, quando um dos jogadores se livra de todas as cartas ou se a pilha de compra acaba e ninguém consegue mais realizar nenhuma operação matemática, aí os jogadores somam as cartas da mão e pegam cartas de penalidade de acordo com os valores, quem tiver o maior somatório pega a pior penalidade.

Depois de cinco rodadas os jogadores somam suas cartas de penalidade e quem tiver o menor somatório é o vencedor.

Arquimedes é um joguinho leve, bom pra utilizar com crianças e além de ilustrações lindas traz cartas falando das personalidades representadas, todas pessoas importantes de alguma forma para a matemática pelo mundo, incluindo o próprio Knizia como carta bônus e uma justa homenagem a esse grande autor.

As vezes dá pra simplificar, mas aí você só
descarta uma cartinha.
 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

RetroGames : Alex Kidd in Miracle World


Criado em 1986 pela SEGA o personagem Alex Kidd apareceu para servir de rival para o Super Mario da Nintendo, em seu primeiro jogo o pequeno Alex precisa passar por diversos adversários para recuperar a coroa roubada por seu inimigo, o temível Janken the Great e seus asseclas.

Alex Kidd in Miracle World é um típico jogo de plataforma 2D onde você passa por vários estágios derrotando pequenos inimigos, recolhendo os saquinhos de moedas que são importantes para a obtenção de alguns benefícios que podem ser comprados entre uma fase e outra e que ajudam ao nosso herói em sua empreitada.

Alex precisa atravessar vários lugares
e enfrentar muitos inimigos atrás da coroa.

Uma coisa bastante divertida no jogo, é que os chefes de fase e comparsas do Janken the Great devem, na maioria das vezes, serem derrotados em partidas de tesoura/papel/pedra e todos eles tem carinhas que parecem uma das três posições da brincadeira.

O jogo atendeu muito bem as expectativas da SEGA, tendo sido um dos campeões de venda o que o credenciou mais tarde a ser o jogo que vinha na memória do console Master System II em alguns lugares do mundo, como na versão brasileira. 

Algumas de suas batalhas contra os chefões
serão resolvidas no tesoura/papel/pedra.

Curiosamente no início do desenvolvimento em 84 do jogo ele deveria ser baseado na franquia de animes de Dragon Ball, mas a SEGA acabou por perder os direitos sob a marca e o CEO da desenvolvedora fez os programadores começarem tudo de novo.

Alex Kidd acabou virando uma franquia de sucesso para o Master System, tendo além do Miracle World mais cinco outros títulos para Arcade, Master e Mega Drive e agora no dia 24 de junho de 2021 está sendo lançado o Miracle World DX (vejam o trailer aqui) que traz de volta o pequeno Alex mas com gráficos atualizados, embora o jogo continue sendo com as plataformas 2D.

Alex Kidd in Miracle World não é um joguinho fácil e não ter o recurso de SAVE não ajuda, mas você pode continuar suas partidas se tiver pelo menos 400 moedas e apertar PARA CIMA e o BOTÃO 2 por 8 vezes após o GAME OVER.

• Outra coisa que precisa ficar atento, as caixinhas especiais tem uma ordem certa de bônus: o primeiro sempre será o ANEL, o segundo será o FANTASMINHA (que te segue, mas se ele sumir da tela você se livra dele) e o terceiro um VIDA EXTRA.

• E para conseguir pegar a coroa após derrotar o Janken a ordem a ser pisada nas caixas é a seguinte :


Agora em 2021, o pequeno Alex estará de volta
às plataformas em Miracle World DX.
 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Relembrando : Contra Ataque


Lançado originalmente em 1982 nos Estados Unidos, Contra Ataque é um jogo abstrato que chegou ao Brasil no ano seguinte pela Estrela.

Nele cada jogador tem um set igual de 12 peças de formatos diferentes, lembrando o princípio do Othello você ao encostar a sua peça na do adversário faz com que aquela peça seja dominada por você e fique da sua cor.

Então na sua vez o jogador vai escolher uma peça do seu estoque e colocar no tabuleiro, para cada peça que a sua encostar ortogonalmente na do adversário, aquela vira da sua cor.

Cada lado começa com a mesma
quantidade de peças.

A grande sacada dele é você tentar fazer com que peças maiores, que dão mais pontos no final, consigam ficar inacessíveis para o oponente, fazendo assim com que elas permaneçam da sua cor até o final do jogo.

A partida vai alternando turno a turno até que não se consiga mais colocar nenhuma peça no tabuleiro, então contam-se os pontos baseados nos valores das peças da sua cor no tabuleiro e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

A sacada é tentar isolar peças de valor alto
pra manter os pontos até o final.

Contra Ataque tem regras simples é rapidinho e tem uma camada de estratégia bastante legal para um joguinho desse tamanho, nessa Páscoa eu estive na casa da minha sogra e futucando o armário de jogos eu encontrei a cópia dele e sempre foi um jogo que me divertiu muito e foi legal ver que ele ainda tem apelo, meus filhos adoraram e jogamos algumas partidas durante o domingo.

Curiosamente essa semana na página da Estrela apareceu uma postagem falando sobre a volta dele ao mercado, ainda que com cores diferentes, mantendo-se totalmente fiel as versões anteriores (e com um preço bastante atrativo em tempos de jogos caríssimos). 

 
A nova versão mudou a cor do tabuleiro,
mas as peças continuam as mesmas.
 

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Jester


O Bobo da Corte morreu e o Rei agora precisa substituí-lo, mas por ter grande estima por seu artista o novo Bobo deverá mostrar não apenas que apto ao cargo mas também que é um grande estudioso na arte de fazer rir, será que você tem os requisitos necessários?

Chegando a sua terceira tiragem, em Jester os jogadores serão os candidatos ao cargo de Bobo da Corte, mas se engana quem pensa que parar assumi-lo basta fazer graça, você vai precisar estudar muito, treinar suas apresentações até finalmente se apresentar para o Rei e sua corte.

No setup do jogo teremos um grande tabuleiro onde existem quatro áreas importantes do jogo (as guildas, o teatro, a cidade e a corte), os jogadores tem seu tabuleiro pessoal onde vão marcar o progresso nos seus estudos além de servir como ajuda nas pontuações do jogo, além disso os jogadores receberão cartas que são diretamente ligadas as áreas do tabuleiro.

O tabuleiro tem as quatro áreas de atuação
importantes para o jogo.

A partida de Jester dura exatamente três rodadas, em cada uma delas os jogadores vão se revezando em turnos rápidos onde obrigatoriamente baixam uma das cartas de sua mão, para irem àquela área do tabuleiro e resolverem suas ações, o final da rodada é disparado quando um mesmo jogador visita três vezes uma determinada parte do tabuleiro.

Como falamos no início, são quatro áreas à serem visitadas e cada uma delas tem ações diferentes para o desenvolver do jogo.

Na Cidade os jogadores vão para terem aulas e melhorarem o desempenho no seu ofício, você vai pagar pelas aulas, pegar o selo referente a disciplina escolhida e pode opcionalmente colocar um marcador de especialização e/ou comprar o instrumento referente àquela aula.

Idas a Cidade, por exemplo, vão te ajudar a ter
aulas de especialização.

A ida ao Teatro faz com que você realize apresentações que vão lhe render pontos de fama, além disso cada um dos quatro tipos de apresentação (circense, tragédia, comédia ou musical) vai lhe render algum benefício diferente.

As Guildas vão mostrar sua influência para obter efeitos especiais, para isso você precisa ir até uma das seis Guildas do jogo colocando e/ou movendo seus marcadores para ser o jogador com a maior influência dentro da Guilda escolhida e assim obter o benefício dela.

E finalmente a Corte, é aqui onde os jogadores tentarão impressionar o Rei e seus nobres cada um com um gosto diferente em relação as apresentações, então é aqui que sua ida a cidade para estudar vai fazer diferença para agradar ao público especializado.

No tabuleiro individual você marca o
progresso nos estudos.

A cada final de rodada você vai ganhar pontos referentes a ações do Teatro, Guilda e Corte e ao final de três rodadas quem tiver a maior pontuação é proclamado o novo Bobo da Corte.

Jester é o jogo mais bacana do Marcos Macri, tudo nele funciona redondinho, uma ação ajuda e complementa a outra, a gerência das cartas de locais da cidade é muito importante, observar o que a Corte está interessada e investir nos estudos certos o timing de ir às Guildas, tudo foi muito bem pensado e funciona super bem, e por conta dessas qualidades foi merecidamente agraciado com o Prêmio Ludopedia em 2015.

O jogo está agora em campanha de financiamento coletivo (já devidamente financiada) para sua terceira edição e agora conta com uma variante solo, melhoria de componentes tanto gráficos quanto de peças e vai foi certeiro ao buscar novos jogadores mas não esquecendo quem tem as versões anteriores tendo a opção de comprar só o kit com as novidades. 

É com as cartas que você vai aos locais do
tabuleiro. Foto BGG.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Pandemia - Ano Um


É isso, completamos o primeiro ano vivendo numa pandemia global, um ano que nos fez mudar nossa forma de pensar em nós mesmos e no coletivo e principalmente que nos fez mudar muito nossos hábitos do dia-a-dia e nossa relação com o hobby.

Hoje eu venho fazer uma matéria mostrando um pouco do quanto isso tem me afetado na forma com que eu estou lidando com os jogos de tabuleiro e também o que eu espero que vá acontecer daqui pra frente.

Eu sou daquelas pessoas que realmente estou levando à sério e logo nos primeiros meses da pandemia ficou claro que jogar presencialmente seria uma coisa que eu só conseguiria fazer de novo depois de vacinado, e bem isso até agora não é uma perspectiva animadora.

Por aqui, quando rolam, os jogos família
são os que mais veem mesa.

Com um cronograma de vacinação bizarro, não acredito que os "jovens" na casa dos 40 (e muitos) serão vacinados antes de 2022, então o que fazer com os jogos?

Aqui em casa eu tenho minha esposa e dois filhotes (de 7 e 13 anos) que gostam de jogar e a mesa não tem parado, mas geralmente são os jogos familiares, então tem reinado partidas de UNO, Carcassonne, Combo Color, Formula D e quando a pequena não tá afim de jogar um Luxor ou um Manhattan Project.

Mas eu sou daqueles que curtem um joguinho mais pesado, então a saída foram as partidas online pelas plataformas tipo BGA ou Tabletopia, mas o grande problema é que a experiência não é mesma, mesmo utilizando os canais de áudio para ajudar.

Se tem uma coisa que eu tenho feito muito
é colocar meus disquinhos pra rodar.

Então venho gradativamente perdendo a pilha e comecei inclusive a me desfazer de alguns jogos, já que também estou com espaço já bastante reduzido nas prateleiras aqui de casa.

Outro fator que me fez mudar o rumo da minha diversão foi ter encontrado um Master System parado na casa da minha sogra. Ele ficou alguns anos parado aqui em casa sem a fonte, mas resolvi comprar uma e com ele voltando à vida retornei aos jogos 8 bits (juntos com os emuladores de MSX).

Além disso, criar conteúdo tem sido uma tarefa complicada, afinal tendo jogado mais jogos familiares do que qualquer outro tipo, parece que o blog tomou um outro rumo, mas na verdade é realmente a falta de oportunidade.

Redescobrindo o prazer dos velhos joguinhos
de 8 bits, com o Master System.

Nisso as jogas online tem me ajudado um pouco, pois acabo jogando via Tabletopia alguma coisa mais pesadinha e depois bato as fotos com a cópia física ou então cato umas fotos no Board Game Geek, mas a verdade é que nem todos os jogos que eu recebo tem suas versões online.

Todos esses fatores tem dado uma desanimada monstro e isso se reflete na periodicidade das postagens, que caíram de 115 em 2019 para 81 em 2020, e mesmo me "forçando" a tentar escrever pelo menos duas postagens no blog e uma no LudoZine tem dias em que realmente a coisa não flui e como hoje tento escrever sobre outras coisas já que não tenho novidades para trazer.

Eu espero muito que as coisas comecem a melhorar (embora não veja muito como em curto prazo) para que tanto as jogatinas como os eventos presenciais voltem a acontecer e com isso o blog volte a trazer conteúdo para a galera, mas a real é que essa pandemia está sendo pesada para todos, e por aqui não foi diferente.

Jogatinas mais pesadas, só pelo
Tabletopia ou BGA.