quinta-feira, 16 de maio de 2019

Coleção Contos & Jogos : A Lebre e a Tartaruga


A FunBox Editora está voltando a ativa, e para começar traz finalmente para o Brasil os jogos da série Contos & Jogos, e como "cartão de visita" chega A Lebre e a Tartaruga.

Lançado lá fora pela Iello em 2011, originalmente ele é o terceiro volume dessa série que tem como característica fazer um paralelo com a obra apresentada, inclusive um dos destaques das edições, é ter um livretinho com a história em questão.

Nesse volume da Lebre e da Tartaruga, o autor transforma a fábula da persistente tartaruga enfrentando a prepotente lebre em um jogo de aposta/corrida, mas aqui temos a inclusão de outras criaturas : um lobo assustador, a sedenta ovelha e a raposa no seu passinho de cada vez.

 As cartinhas nas mãos fazem você disparar
a fase de movimentação.

Durante a preparação do jogo, monta-se o percurso da corrida, então secretamente cada jogador recebe uma carta que será o personagem que você tentará ajudar a ganhar a corrida, além disso, todos os jogadores recebem outras 6 cartas para usar na corrida, e uma dessas você também separa para apostar, podendo ser igual ou diferente da que você recebeu previamente.

A rodada do jogo é muito interessante, na sua vez o jogador escolhe um dos personagens e baixa de uma a quatro cartas daquele bicho, se por acaso forem baixadas já quatro cartas, a fase de corrida é iniciada, mas caso ainda esse número não seja alcançado o próximo jogador tem a oportunidade de baixar cartas de outro bicho ou até mesmo do que foi colocado pelo jogador anterior.

 Uma vez disparada, cada

Prosseguimos indo de jogador à jogador até que quatro cartas iguais ou oito no total já tenham sido abertas, então a fase da corrida é iniciada.

Existem dois tipos de dificuldade no jogo A Lebre e a Tartaruga, no nível fácil, contam-se as cartas de cada personagem e avançamos um espaço para cada baixada, mas no nível avançado, cada criaturinha tem um poder especial, e é aí que o jogo brilha.

A combinação das cartas e a hora certa de colocar a carta que você quer que avance mais ou menos e até mesmo forma de descartar cartas de personagens que você não quer que ganhe faz de um jogo potencialmente bobinho, uma experiência bem divertida.

 No pódio, somamos os pontos de cada posição
para definirmos a aposta vencedora.

O jogo prossegue até que três dos cinco personagens cruzem a linha de chegada, uma vez que isso acontece os jogadores revelam suas apostas e contam os pontos, quem tiver mais pontos de aposta é o vencedor.

A Lebre e a Tartaruga só tem pontos positivos, é um ótimo jogo introdutório, tem uma produção caprichadíssima (a caixa em formato de livro e um insert que cabe tudo), regras que cabem para todas as idades, enfim, é o tipo que você precisa ter na coleção.

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terça-feira, 14 de maio de 2019

Coletivo Geek, um espaço para se passar horas!


Durante a minha passagem em São Paulo, o pessoal da Encounter Board Games me convidou para conhecer o novo endereço deles, então no sábado à noite fui conhecer o Coletivo Geek, e se não fosse pela família no Rio, tinha ficado para morar lá.

Localizado num bairro bacana da cidade, o Coletivo Geek reúne em um só espaço, praticamente tudo de mais legal que qualquer nerd possa querer.

Logo ao chegar temos um food truck com um hamburgão super cheiroso que já deu água na boca, mas como manda a boa educação, fui primeiro conhecer o espaço da Encounter, que fica situado no subsolo do Coletivo Geek.

O excelente espaço destinado aos boards que é
capitaneado pelo pessoal da Encounter.

A Encounter ficou responsável pelo espaço destinado aos jogos de tabuleiro, e fizeram um excelente trabalho, a área é super agradável, com bastante mesas e um acervo muito bom de jogos para a galera chegar e jogar, e a galera que faz a monitoria manda super bem e são super simpáticos.

Mas nem só de jogos de tabuleiro vive o nerd, então o Coletivo Geek ainda tem um espaço com camisas, almofadas, meias e todo tipo de acessória com temática de jogos, filmes e séries.

Subindo mais um andar, temos a área destinada as action figures, e cara, ainda bem que eu fui já como tudo fechado, senão era papo de voltar com o cartão estourado, vários Funkos muito legais (inclusive um do Chaves), deu vontade de levar tudo.

 Funkos e action figures, uma covardia!

Se você pensa que o passeio acabou aí, está enganado, no andar acima tem a área destinada a video-games retrô, com uma farte disponibilidade de cartuchos para praticamente todos os consoles, incluindo cartuchos da Atari ainda na caixa.

E o mais divertido desse andar, são as máquinas de fliperama da época, não são aqueles emuladores com milhão de jogos, deu pra matar a saudade e jogar uma partidinha de Metal Slug.

Pra finalizar, uma escadinha caracol nos leva ao último espaço, destinado aos quadrinhos, que também tem uma vasta coleção de itens sendo vendidos, tudo muito organizadinhos com cada edição no seu plástico protetor, e na área de quadrinhos é o único espaço de todo o prédio onde não podemos entrar com comida ou bebida.

 Os amigo Alan Farias (Direto ao Ponto) e o
Leandro Zombie (Meeples & Nipples) no fliper.

Depois de ver tudo e ficar maravilhado, falei que ali só faltava um espaço destinado a um dos meus hobbys preferidos, que é a coleção de discos de vinil, bem, o Rafael da Encouter então me disse que tem a possibilidade de ter um espaço pra eles lá no Coletivo também.

Sério, o espaço do Coletivo Geek é de cair o queixo, tudo muito legal, despertando aquele colecionador ou aquele apreciador de coisas bacanas que fica aí dentro de você, e vale muito à pena conhecer e ficar umas horinhas por lá.

Ah! E lembra do hambúrguer cheiroso lá do início da matéria, pois bem, os amigos da Paper Games gentilmente ofereceram aos canais que foram conhecer o Coletivo Geek um deles para apreciarmos, e rapaz, que delícia, foi realmente a "cereja" do bolo nessa visita a um espaço tão bacana.

A área destinada a quadrinhos é muito legal também.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Sereias


Em Sereias, criação da Sabrina do Valle e Jorge Luis, os jogadores serão regentes no concorrido ramo de corais destas que tem as vozes mais lindas dos Sete Mares, e para definir quem tem as melhores cantantes sob sua tutela, nada mais justo que uma competição de quem atrai mais navios para seu fatídico destino.

O jogo é um card-game onde inicialmente formamos uma linha onde entrarão os navios que serão as vítimas do canto das Sereias, mas nem todos estarão despreparados, existem os caçadores que são especializados em determinado tipo de sereia, e os regentes precisam ficar espertos.

Para ajudá-los a serem os melhores, você precisa ter o coral certo na hora de escolher seu navio, existem quatro tipos diferentes de sereias para formarmos o coral, além disso, os jogadores terão a sua disposição cartas de artimanha, que te ajudam ou atrapalham os outros regentes.

 Você precisa de uma boa combinação de sereias
para encantar os navios. Fotos divulgação.

A rodada é super simples, se você for o jogador de posse da Cartas dos Ventos, vai fazer com que as linhas de compras e embarcações se movam, depois disso o jogador da vez compra duas cartas e pode começar a realizar ações.

As ações possíveis são : Cantar para um navio, sabotar um caçador, usar ou trocar uma artimanha ou usar efeitos das sereias.

Com essas ações é que os jogadores conseguem usar suas sereias para capturarem os navios e assim somarem chapéus, que são os pontos de vitória do jogo, mas para isso, você vai precisar atender aos requisitos do navio, e descartar a combinação correta de sereias para pegar o navio para si.

 Durante o Diversão Offline as mesas não pararam.
Fotos divulgação.

No caso dos caçadores, o jogador precisa descartar um quarteto de sereias que não seja da cor que o caçador está procurando, conseguindo assim trazê-lo para o seu "show" e contabilizando mais chapéus para sua coleção.

O jogo se desenvolve passando os turnos até que um dos jogadores consiga juntar a quantidade de navios indicada pela quantidade de jogadores na mesa, a pontuação é realizada com base nos navios e o jogador com mais pontos é o vencedor.

Sereias é um jogo rápido, divertido, que desde a primeira vez que eu joguei ele no Diversão Offline de 2017 foi bem lapidado, ganhou uma arte linda, e está com uma campanha de sucesso no Catarse e chega já-já na sua mesa pelas competentes mãos da galera da Potato Cat.

Os super simpáticos Jorge e Sabrina
(com uma representante do coral), autores do jogo.

Fotos divulgação.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Fae


Fae é uma reimplementação do clássico Clans de 2002, nele os jogadores precisam marcar pontos para a sua cor, só que as jogadas fazem com que outras cores também pontuem, e como os jogadores não sabem qual a cor do outro, saber como pontuar é uma grande sacada.

No jogo existem cinco cores de druidas, o mapa tem vários territórios que vão receber durante o setup inicial, um druida.

Depois dessa distribuição, cada jogador recebe uma cor e a mantém secreta dos outros jogadores, as cores não utilizadas são guardadas para que ninguém saiba qual sobrou, à partir de agora o jogo funciona da seguinte forma.

 As cartas bônus ajudam durante as pontuações.

No seu turno, o jogador da vez escolhe um espaço e move todos os druidas para um novo espaço onde hajam outros druidas (nunca para espaços vazios), se ao fizer isso o espaço de destino ficar totalmente isolado, ele pontua.

A pontuação é baseada na quantidade de druidas naquele espaço, então se no espaço temos quatro druidas, esse espaço vale quatro pontos, que serão distribuídos pelas cores dos druidas lá presentes.

Existem cartas que fazem com que essa pontuação tenha bônus ou até mesmo faça com que o terreno em questão não pontue, então a hora de fazer com que determinada cor pontue ou que você consiga jogar um grupo que não é da sua cor para um terreno micado é bem importante.

 Ao isolar um grupo de druidas, eles pontuam, mesmo não
sabendo a cor dos outros jogadores, você precisa ganhar seus pontinhos.

O jogo segue até que não haja mais movimentos possíveis, ou que a última carta bônus seja executada, os jogadores revelam as suas cores, recebem pontos pelas cartas de bônus que tenham sido disparadas por eles, e quem tiver mais avançado na trilha de pontuação é o vencedor.

Fae é um jogo muito gostoso, bom para jogar rapidinho com novatos, ou para passar o tempo enquanto, mas ainda assim não é um jogo bobo, que diverte, minha única ressalva a essa nova versão fica por conta do mapa que tem uma visualização complicada em relação aos terrenos e limites, mas não é algo que afete a jogabilidade.

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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Tigris & Euphrates


Lançado originalmente em 1997, Tigris & Euphrates recebeu um "banho de loja" pela Fantasy Flight em 2015 e foi essa versão bonitona que chegou ao mercado brasileiro pelas mãos da Galápagos Jogos.

No jogo somos líderes que crescem junto com a Mesopotâmia, berço de todas as civilizações, mas nem todo crescimento é pacífico, então as vezes revoltas e guerras podem fazer com que o poder passe de uma mão para outra e os jogadores precisam saber dosar bem seus crescimentos religiosos, comerciais, agrícolas e seus assentamentos.

O tabuleiro mostram inicialmente 12 templos, além dos rios que dão nome ao jogo,  cada jogador recebe então 4 líderes, um de cada tipo, além disso recebemos aleatoriamente seis tiles que serão usados para o crescimento das cidades em suas quatro esferas de poder.

 No início, tem espaço pra todo mundo, mas a paz
não dura muito tempo.

No seu turno o jogador tem possibilidade de fazer duas ações entre quatro possíveis, as mais comuns são colocar tiles e posicionar líderes no tabuleiro, as outras são descartar tiles para comprar novos e finalmente usar uma das suas duas peças de catástrofe.

Você precisa colocar peças e líderes para pontuar no jogo, sempre que você colocar um tile numa cidade da cor de um líder que você tem lá, você recebe um ponto daquela cor, só que o jogo tem um sistema de pontuação muito peculiar.

Ao final do jogo, os jogadores verão quantos pontos tem em cada uma das quatro cores, a sua menor pontuação é a que vale, e depois comparativamente com os outros jogadores, quem tiver a maior pontuação (entre as menores) é o vencedor.

 Os tiles e pontos ficam escondidos, pois como
eles você resolve os conflitos que vão acontecendo.

O jogo então é um luta turno a turno para tentar equilibrar seu ganho de pontos, para não disparar em determinada cor e ficar prejudicado no final por ter feito uma pontuação muito baixa em outra, pois o que vai contar será justamente a sua "pior" pontuação.

Como foi dito lá em cima, existem também os conflitos, afinal você não vai querer que os outros líderes adversários pontuem, e não podem haver dois líderes da mesma cor na mesma cidade, então ao juntar duas cidades através do posicionamento de tiles, acontecem guerras, essas são resolvidas pelos tiles da cor do líder envolvido na guerra, e é uma forma de ganhar bastante pontos, pois você ao vencer o conflito recebe pontos retirando tiles da cidade inimiga.

 Conforme o jogo avança, começam a aparecer os monumentos
que dão pontos aos líderes das cores correspondentes.

Outra forma de conflito acontece quando um líder é posicionado numa cidade que já tem um líder daquela cor, essa situação é chamada de revolta, e é resolvida pelos tiles de templo e dão apenas um ponto vermelho ao final do conflito.

Tigris & Euphrates é um euro brilhante, mas zero intuitivo, não se sinta mal se nas primeiras partidas você não tiver a menor noção do que está acontecendo, ele é meio isso, super difícil de assimilar, mas quando der o estalo, você vai perceber o quão inteligente é esse jogo.

Outra coisa legal no jogo são os monumentos, eles aparecem se quatro tiles da mesma cor formam um quadrado 2x2, nesse caso eles são virados para baixo e é colocada uma estrutura de duas cores, uma sempre referente a cor dos tiles virada e à partir desse momento, ao final do seu turno se na cidade do monumento você tiver líderes das cores do monumento, você ganha pontos todo turno.

 Quando as cidades se unem ou um líder da mesma cor
aparece os conflitos pegam fogo.

O jogo avança dessa forma, colocando tiles, resolvendo conflitos e ganhando pontinhos, até que uma das duas situações aconteça, ou acabem os tiles a serem comprados, ou restem apenas um ou dois tesouros no tabuleiro, quando isso acontece resolve-se a pontuação como explicada mais acima e o jogo termina.

Tigris & Euphrates é certamente um dos melhores e mais impressionantes jogos de um mestre, o designer Reiner Knizia, mas também é com certeza um dos seus jogos mais difíceis de entender, ele é um euro "cabeçudo" que ao final da partida te dá a sensação de ter tido uma aula de design de jogo, então se você curte uma boa queimação de neurônios, essa versão que chegou ao Brasil é compra obrigatória.

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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Os jogos no Diversão Offline


O Diversão Offline é hoje o maior evento de jogos da América Latina, a quantidade de jogos apresentados nos seus dois dias de feira esse ano, com certeza bateu todos os recordes, desde os protótipos até os lançamentos bombásticos, foram dois dias de surpresas super interessantes e eu vou tentar dar um panorama geral do que rolou.

Logo de cara, a área de protótipos, que sempre foi uma das vedetes do evento, esse ano teve que dividir em dois dias as apresentações de jogos, tantos eram autores e títulos apresentados.

 Todos os estandes com mesas para jogar e muitas novidades.

Capitaneado pela Orgutal de Brasília e pela Mansão das Peças do Rio de Janeiro, a qualidade dos jogos apresentados era de saltar aos olhos, esse ano eu optei por não jogar nada de lá, pois acho sempre que é uma injustiça tentar escolher esse ou aquele jogo dentre tantas ótimas opções e entre tantos amigos envolvidos, mas novamente pude notar que as mesas ficaram ocupadas praticamente o evento todo.

Aliás, por incrível que pareça, o Diversão Offline acaba sendo um dos eventos de jogos em que eu menos jogo efetivamente, são tantas as opções e tão pouco tempo que a gente fica perdido e acaba jogando muito menos do que gostaria.

Em relação às editoras, a quantidade de lançamentos foi enorme e com alguns jogos bombásticos chegando ao Brasil.

 Na Galápagos, workshop do Keyforge.

A Galápagos Jogos foi quem mais anunciou coisas, ao chegar no seu estande você conseguir ver nas paredes coisas que tinha já anunciadas, mas também algumas surpresas como o Blue Moon City e o Fury of Dracula, mas a grande surpresa foi o anuncio do Gloom Haven, que deixou todo mundo em polvorosa.

Mas as outras editoras não ficaram atrás, a Meeple BR estava com mesas do Ilha dos Dinossauros e apresentando o Pre History, que eu tive a oportunidade de ouvir a regra e fiquei muito empolgado com o jogo, a Bucaneiros com o anuncio do Forum Trajanum, a Papergames com a aguardada expansão do Oh! my Goods e o inusitado Planet, a Calamity com o Skylands a Conclave com o Western Legens e a nova versão do divertido Cleopatra.

 O curioso Planet, em breve pela Papergames.

Ainda tem mais, com a fusão entre a Mandala e a Ludofy (que agora é a Grok) o catálogo de licenças deles aumentou consideravelmente, e assim como foi com o Fotossíntese ano passado, a novidade que estava para vender lá, e esgotou o estoque, foi o Cartógrafos, que saiu lá fora mas é criação do brazuca Jordy Aidan com arte do parceiro Lucas Ribeiro, e está com uma produção linda e todo mundo ficou encantado com o jogo.

Legal foi ver a Funbox Editora de volta a ativa, trazendo uma reedição do seu maior sucesso, o jogo Pablo, que ganhou cara nova, uma caixa mais pomposa e tava fazendo um sucesso danado nas vendas, e além dele eles trouxeram para a feira A Lebre e a Tartaruga, jogo que faz parte de uma série muito fofa baseada em contos infantis, e que eu espero que venha toda par ao Brasil.

A novata Imagine Jogos, com um dos mascotes mais fofos entre as editoras, anunciou o seu Bode of War, uma releitura do divertidíssimo Ziegen Kriegen e que foi totalmente redesenhado para uma edição exclusiva no Brasil. Esse eu tive oportunidade de jogar e falarei dele em breve.

Você tinha oportunidade de jogar com autores
internacionais, com o Roberto Fraga.

Um lugar que é sempre interessante de parar é o estande da Ludens Spirit, esse ano eles estavam abrigando vários autores apresentando seus jogos, e duas surpresas foram os jogos do Eduardo Caetano, o Saco de Ossos e o Senda Zen que trazem velhas ideias usadas de forma nova, cara, uma delícia, também falarei deles em breve.

As editoras pequenas também se fizeram presente, a Dijon estava entregando seu Heróis de San Villano, além de apresentar a arte nova para o Maracanã (que possivelmente vai ganhar outro nome, uma pena), a Geeks'n Orcs sempre presente também estava com uma mesa irada do Futboard com narração e tudo.

Como vocês podem ver, era muita coisa e pouco tempo, acho inclusive que a Geek Carioca poderia estudar um terceiro dia, fechado ao público, para que a imprensa e designers consigam jogar mais coisas, pois "só" com dois dias de feira.

Dois dias intensos na área de protótipos com muita
coisa sendo apresentada.

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Diversão Offline - Um Evento de eventos


Na sua segunda edição paulista, o Diversão Offline chegou quebrando recordes, foram vendidos todos os seis mil ingressos dos dois dias de evento, e tinham cambistas na porta nos dois dias de evento, além disso foi o evento com a maior participação de editoras e ainda assim foram sentidas faltas de algumas que pelos mais diversos motivos (inclusive não ter mais espaço disponível) não puderam estar lá.

O espaço escolhido foi novamente o Centro de Eventos São Luiz, mas ao contrário do ano passado, a organização da Geek Carioca teve a excelente ideia de colocar os estandes laterais abertos, o que proporcionou uma circulação muito boa, mesmo nos horários mais cheios do dia.

 Três mil pessoas por dia prestigiando o evento.

Esse ano todas as editoras também capricharam não só nas apresentações dos estandes, como na simpatia da galera de apoio, em todos os lugares você via o pessoal explicando com a maior boa vontade, e sempre as mesas cheias, desde de estande pequenos e a área de protótipos, até obviamente as maiores.

As palestras continuaram na mesma área do ano passado, mas eu achei que o espaço ficou organizado de uma forma que o palco estava menor e aparentemente caberiam menos pessoas, mas pode ter sido só uma impressão, pois quando subimos no palco para a palestra sobre os Desafios da Criação de Conteúdo, parecia que estávamos num Maracanã lotado, mas isso pode ter sido pela pressão de falar em público mesmo.

Aliás, essa palestra que levou ao palco nada mais, nada menos que sete dos canais mais importantes do cenários dos jogos no Brasil, foi pra mim, um dos pontos altos. Talvez pro público que estava lá nem tenha tido tanta representatividade, mas pra nós que nos empenhamos em fazer com que os jogos de tabuleiros cresçam cada vez mais no país, ver um auditório cheio, a galera prestando atenção, rindo com a gente, cara, foi fora de série.

King of New York gigante na Galápagos.

Falando agora um pouco das ações das editoras, mais uma vez a Galápagos deu show de estande, nele tinha um espaço reservado para o Dungeons & Dragons 5ªed. que chega em breve, várias mesas ininterruptas de Keyforge, um King of New York gigante e um Railroad Ink de parede, além de um espaço com tatuadores!!!!

A Conclave estava apresentando o Song of Ice and Fire com o autor Michael Shinall, além da mesa de Capitain Sonar com o Roberto Fraga, que dividiu o seu tempo no estande da Mandala jogando o Dr. Eureka com a galera.

Aliás a presença de autores no evento foi uma das maiores que eu já vi também, todo mundo apresentando seus jogos, dando autógrafos, tirando fotos e cara, e apesar do cansaço que é ficar praticamente dois dias diretos dando atenção para uma galera, eles estavam sempre com bem humorados e solícitos.

 Palestra com os amigos da Meeple TV, AfterMatch, Siga o Coelho
Jogatina BG, Covil dos Jogos e Direto ao Ponto.

Além disso tudo, tivemos também dentro do Diversão Offline, um torneio de Vampire : The Eternal Struggle, a entrega do Goblin de Ouro para o pessoal de RPG e a entrega do Prêmio Ludopedia.

Os jogos premiados foram Azul (Jogo Família do Ano - Crítica e Público), Abstratus (Jogo Família do Ano - Designer Nacional - Crítica), Futboard ((Jogo Família do Ano - Designer Nacional - Público), Projeto Gaia (Jogo Expert do Ano - Crítica), Five Tribes (Jogo Expert do Ano - Público), Grasse (Jogo Expert do Ano - Designer Nacional - Crítica e Público), Rino Hero (Jogo Infantil do Ano - Crítica e Público) e Crop Rotation (Jogo Infantil do Ano - Designer Nacional - Crítica e Público).

Prêmio Ludopedia mais uma vez sendo
entregue ao vivo. Aqui para o Eduardo do Crop Rotation.

Agora, na premiação de canais, os amigos do Covil dos Jogos levaram pelo segundo ano consecutivo, os prêmios de Mídia Audiovisual e Podcast, mas eu fico feliz deles não escreverem nada, assim o E aí, tem Jogo? pôde finalmente sair da fila e levar o prêmio de Mídia Escrita!

Aqui faço uma pausa para agradecer do fundo do coração a todos que votaram aqui no canal, sem o apoio, feedback, elogios e claro cobranças para melhorarmos cada dia, esse prêmio seria impossível, então sintam-se premiados também, pois vocês todos fazem parte da família E aí, tem Jogo?

Na quarta-feira vou falar sobre jogos, afinal é disso que se trata o canal, e o Diversão Offline foi palco de lançamentos bombásticos, tiragens esgotadas, relançamentos lindos e muito mais, fiquem ligados na postagem da próxima quinta-feira.

 Valeu pelo reconhecimento, um dos momentos
mais felizes da vida.

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