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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Imperial Miners


Em Imperial Miners estamos construindo nossa mina cavando bem profundo para pegarmos as mais preciosas pepitas e a cada nova sala que vamos encontrando conseguiremos novas formas de pontuar e assim sermos os melhores mineiros.

Os jogadores recebem inicialmente a entrada da mina que vem com três ações iguais para todos os jogadores e 6 cartas de mina, além disso são criados 5 decks onde 4 são de partes da mina e um tem eventos que vão acontecer a cada rodada do jogo (e marcam também a quantidade delas).

No início da rodada abrimos uma carta de evento que pode acontecer automaticamente, durante a rodada afetando alguma habilidade ou então ao final da rodada, então os jogadores escolhem uma das cartas de mina para colocar na sua área de jogo.


Conforme sua mina cresce, mais chances da sua rodada ser bem produtiva.

Existem uma peculiaridades na hora de colocar as cartinhas, como o intervalo delas, ou o nível de profundidade da mina e coisinhas assim, mas o importante a saber é que ao colocar uma carta de mina ela ativa a habilidade descrita nela e então dispara uma reação em cadeia.

Para cada carta de mina diretamente acima da carta colocada você vai escolhendo um caminho até chegar a entrada da mina e vai ativando todos as habilidades até lá.

Alguns pontos são interessantes a serem levantados, cada carta de mina além da habilidade conta com 6 caminhos que são meio carrinhos que podem estar cheios ou vazios, uma vez que você ao juntar as cartas formando um carrinho completo cheio ele vai te render pontos ao final do jogo.


Os tabuleiros de progresso dão uma ajudinha para ganhar coisas legais.

Outra coisa são as 6 facções descritas nas cartas, elas também serão importantes durante a partida pois algumas habilidades são disparadas por ter determinada facção na sua mina.

Além das minas temos 3 tabuleiros de progresso diferentes que você vai avançando com seu marcador e ganhando coisinhas pelo caminho e ao atingir o topo deles geralmente rola um bônus bem bacana.

Ao final de 10 rodadas os jogadores vão contar suas pepitas e os carrinhos completos em toda a sua mina e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Vale aqui levantar que Imperial Miners é um jogo totalmente solo, a maioria das ações são simultâneas e não afetam os adversários, então é realmente ver quem consegue tirar mais pontos da sua mina, mas sem interagir em nenhum momento, ainda assim é um jogo gostosinho, de regras fáceis para explicar pra molecada ou pra jogadores casuais.


Os caminhos com carrinhos cheios rendem pontinhos ao final do jogo.
 

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Destemidos : Norte da África


Destemidos : Norte da África é a segunda caixa desse excelente jogo de guerra para 2 pessoas, aqui vamos acompanhar combates entre o exército Britânico e as Forças Italianas em terreno árido mas com a chegada de veículos que ajudarão na locomoção das suas unidades.

Funcionando basicamente com as mesmas mecânicas do Normandia (tem resenha aqui), você tem um livreto de 11 cenários em que as duas nações vão se enfrentar, aqui a escala do jogo é um pouco mais "aproximada", então ao invés de cada ficha ser uma unidade de soldados temos a representação de um único soldado.

Isso se deve principalmente a principal adição do jogo que são os veículos de combate, nós vamos ter na caixa do Norte da África cinco carros de combate e reconhecimento e um tanque médio e nele você vai colocar fichas de soldados que podem ser os motoristas ou usar as armas dependendo do modelo do veículo.


Com os veículos o jogo ganha um dinâmica diferente.

Essa dinâmica ficou muito legal pois na hora da utilização da carta de combate de determinado soldado é como se ele tivesse funções à mais estando dentro do veículo.

Outra adição bacana dessa nova caixa são as estruturas, que são prédios, hangares e até mesmo aviões que serão colocados nas peças de terreno e geralmente funcionam como objetivos para os cenários.

Mas lembrando um pouco da mecânica, esse é um jogo de gerenciamento de mão e deck building, você vai comprar 4 cartas no início da rodada, usar uma delas para definir a ordem do turno e então usar as outras três para ativar fichas de soldados e tentar conseguir os objetivos antes do seu adversário.


Outra novidade são as estruturas que servem de objetivos para os cenários.

Uma diferença importante na caixa do Norte da África é que se você tiver uma ficha de combate removida do tabuleiro ela sai pra sempre do jogo, então proteger determinada unidade é muito mais importante, pois se você perde seu engenheiro e precisa demolir alguma estrutura, você está perdido.

A série Destemidos é muito bacana pra quem curte jogos "player vs. player" com essa pegada de gerenciamento de mão, eu gostei muito das adições dessa caixa e percebo que cada novo volume o jogo se torna ainda mais interessante e gostoso de jogar.


E o jogo continua com seus momentos de tensão a cada rolagem de dados.
 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

World Wonders


Em World Wonders somos um dos grandes líderes do mundo antigo dispostos a gastar todo o nosso ouro para fazermos da nossa cidade a mais maravilhosa de todas e para isso investiremos em prédios, ruas pavimentadas, pontes e claro em monumentos!

Cada jogador vai começar sua partida com um tabuleiro onde temos o nosso terreno cortado por um rio (ou um lago) com nossa estradinha inicial e um tabuleiro de recursos, no centro da mesa é colocado o mercado de prédios onde são abertos os poliminós que serão colocados na nossa cidade além de 3 monumentos dentre os 21 disponíveis no jogo.

Uma partida de World Wonders dura no máximo 10 rodadas mas pode acabar antes se algum dos jogadores chegar ao máximo de pontuação na sua trilha população do tabuleiro de recursos e cada uma das rodadas é formada por uma série de turnos.


Sua cidade vai crescendo com prédios que lhe dão avanços nas trilhas de recursos.

No seu turno o jogador vai gastar ouro (que servem como pontos de ação) para realizar alguma compra para a sua cidade, cada prédio tem um valor e vem em uma das 5 cores que representam se é um prédio de Biblioteca, Fazenda, Habitação, Mercado ou Templo e essas denominações serão importantes tanto para a colocação dos prédios na cidade quanto para a os pré-requisitos dos monumentos.

Ao comprar um dos prédios disponíveis você gasta a quantidade de ouro pedida e precisa colocá-lo no seu tabuleiro, existem algumas regrinhas bastante importantes para a colocação, a primeira é que os prédios sempre precisam estar ortogonais a alguma das ruas caso você não consiga pode colocar um prédio de um tipo ortogonal a outro do mesmo tipo.


No mercado é onde vamos atrás dos prédios básicos para aumentarmos a cidade.

Toda vez que você constrói um prédio ele vai te dar algum avanço em uma das trilhas de recurso e conforme você vai avançando passa por marcadores de população que cresce conforme sua cidade evolui.

Mas o grande barato do jogo são os monumentos e o Zé Mendes (autor do jogo) teve uma sacada genial para o momento da construção do seu monumento, a ação de "maravilhar" vai consumir todo o ouro que você ainda tiver na sua rodada, isto é, você pode usar e abusar do seu ouro e deixar pra comprar sua maravilha mais pro final como pode também ser sua primeira ação da rodada para impedir que algum outro jogador pegue uma que vá lhe render muitos pontos.

Além do efeito prático no jogo, as 21 peças de madeira que virão no jogo são lindas e deixam a sua cidade realmente imponente conforme você vai construindo as maravilhas do jogo.


Conforme você vai construindo os monumentos, sua cidade vai ficando maravilhosa.

Mas não é só de maravilha que vive uma cidade que quer se destacar, o jogo é muito bem balanceadinho para que você não foque só na construção dos monumentos e você vai ganhar pontos também pela população, avanço equilibrado nas trilhas de recursos, recursos naturais que você alcança e peças de prédio totalmente cercadas e ao final da partida quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

World Wonders é o terceiro jogo do Zé Mendes (que já lançou os ótimos Futboard e Brazil) e entrega o seu melhor resultado tanto visualmente quanto em mecânicas e isso tem sido uma opinião quase geral entre quem já jogou, inclusive já recebendo o Seal of Excelence do canal Dice Tower do Tom Vasel que jogou ele durante o Diversão Offline e ficou maravilhado (hã-hã) com o jogo.

 
A Meeple BR caprichou na produção, o jogo está realmente de tirar o fôlego. Foto do amigo Romir.
 

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Paper Dungeons : Expansões SideQuest & Masmorras Perigosas


Paper Dungeons é um jogo de "rolar e escrever" muito bacana, criado pelo amigo Leandro Pires, que está fazendo um sucesso danado também fora do Brasil já tendo sido comercializado para mais de 15 países e com esse sucesso todo é claro que as expansões não iam demorar a sair.

A primeira na verdade é a Masmorras Perigosas e foi um apanhado de promos que inicialmente tinham sido lançadas nas revistas Glyptodon além de três inéditas e que foram distribuídas durante o Dirversão Offline.


As cartinhas novas das Masmorras Perigosas.

Os destaques dessa mini-expansão ficam para as criaturas de "natal" e a mecânica de ganhar presentes e chegar na árvore e também para a Névoa Venenosa que vai se espalhando pela masmorra.

Masmorras Perigosas teve também a participação do Thiago Leite como autor de algumas dessas novas aventuras e para quem já tinha jogado alguma delas usando as revistas sabe que são brincadeiras bem desafiadoras para o jogo.

Mas a primeira expansão grande do Paper Dungeons é a SideQuest que chega em breve nas lojas e traz um monte de novidades ao jogo base.


As sidequests precisam de ícones à serem gastos para dar pontos.

Logo de cara temos um novo bloco de masmorras que trazem novos ítens mágicos, novos perigos pelo caminho, novos campos para serem preenchidos, novos upgrades dos personagens (que agora só sobem à partir da quarta coluna) e mais um monte de novas cartinhas de baús, tenentes e claro as sidequests.

No setup já temos algumas diferenças em relação ao jogo base, temos espaços impossíveis de passar pela masmorra, temos as cartas de baú com ítens muito valiosos mas guardados pelos tenentes (que são personagens com pode 6 ou 7 a serem enfrentados) e cada jogador separa duas cartas para serem suas sidequests.


Os baús podem dar ítens bacanas, mas são guardados por tenentes mais fortes.

Nessa nova mecânica nós vamos ter duas cartas que tem 3 pré-requisitos para serem atendidos e dois espaços marcados na masmorra para você passar e ganhar os pontos dessas cartas dependendo da quantidade de requisitos que você atendeu.

Já os baús trazem além de valiosos rubis novos itens que ajudam ao grupo de aventureiros nas suas andanças pela masmorra mas para pegar o item os aventureiros precisam ser rápidos, pois o deck começa com uma quantidade de cartas que vai sendo saqueada conforme a partida se desenrola e pode ser que você depois de derrotar o tenente que guarda o baú acabe não tendo muitas opções de escolha ou nem tenha nada mais mesmo.

Todas as adições da SideQuest são bem bacanas e tornam o jogo mais desafiador, inclusive temos tokens para deixar os chefes ainda mais fortes, então se você é fã do jogo essa é uma expansão que dá uma nova vida ao Paper Dungeons.


As novas adições fazem o Paper Dungeons ainda mais divertido.
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Cooper Island


Cooper Island é um jogo onde os jogadores são exploradores e estão conhecendo e tirando proveito de uma grande ilha e suas penínsulas, mas com ações bem limitadas a sua tarefa não será das mais fáceis e ao final do jogo quem tiver a maior pontuação será o vencedor.

Inicialmente montamos a ilha baseado no número de jogadores, sempre teremos a ilha principal (que representam as ações principais do jogo) o que vai variar são as penínsulas, uma para cada jogador na mesa, além disso cada jogador recebe um tabuleiro individual muito importante com diversas informações que serão usadas durante a partida.

Cada jogador vai desenvolver a sua península construindo tiles de que darão recursos e também usará seus navios como marcador de pontos mas que ao passar por determinados espaços dará algum bônus ao jogador.


A ilha principal é onde os trabalhadores vão para realizar as ações do jogo.

Cooper Island é basicamente um jogo de alocação de trabalhadores, então em cada rodada teremos sempre uma fase de receita (importantíssima para termos moedas e recursos), logo depois a fase de ações onde mandaremos nossos trabalhadores para as ações da ilha e finalizando com a fase de limpeza.

Na fase de receita você sempre colocará um tile de terreno na sua península, mas como existem regras muito específicas de colocação o jogador precisa ficar ligado pra não se travar nessa colocação e ter o seu jogo comprometido.


Você precisa ir desenvolvendo sua península.

Os jogadores começam com dois trabalhadores disponíveis mas conforme o jogo avança novos trabalhadores chegarão a sua península, alguns com condições melhores de trabalho (que dão acesso a ações restritas na ilha).

As ações são as mais diversas possíveis entre desenvolver sua península, andar com seus navios, ganhar recursos, construir prédios, transformar ruínas em monumentos além das ações livres de mercado.

Isso é bom e ruim ao mesmo tempo pois você começa com poucos trabalhadores e muitas ações, então você acaba querendo (e precisando) fazer muitas coisas e não tem como, só conforme o jogo vai se desenvolvendo é que você fica um pouco mais folgado mas aí o jogo já está terminando, bem típico daqueles euros de "cobertor curto".


Cada jogador tem em seu tabuleiro individual uma série de informações importantes.

O jogo dura exatamente cinco rodadas, na fase de limpeza da quinta rodada o jogo termina verificam-se os pontos de diversas áreas (como posição dos navios, cartas de objetivo, recursos não utilizados) e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Cooper Island é um "eurozão" daqueles que te faz queimar neurônios, tem umas sacadas muito boas como os tiles de recurso que vão sendo colocados uns em cima dos outros para darem mais recursos e deixa visualmente o jogo muito bonito, mas tem uma curva de aprendizado boa, na primeira partida você vai ficar meio querendo fazer tudo e acabar não fazendo muito, mas é um jogo que você com certeza vai querer aprender a jogar bem.


Se você mandar bem, no final terá uma península lindona (e muitos pontos).
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

London


Lançado originalmente em 2010 pelo extinta Treefrog Games, London é um jogo onde os jogadores precisam montar sua cidade para ajudar no renascimento da capital britânica após o grande incêndio de 1666.

Esse jogaço recebeu uma revisão em 2017 e essa semana a Meeple BR anunciou a chegada dele em terras brasileiras e por aqui vamos falar um pouco dele.

Como já dissemos, London é um jogo onde estamos reconstruindo a cidade destruída pelo grande incêndio, para isso vamos nos utilizar de cartas que vão sendo construidas e que tem ações que nos ajudam a ganhar libras e também prestígio (que são os pontos de vitória do jogo).


Você vai ter cartas para ir montando sua cidade e ganhar seus benefícios.

No turno do jogador você deve comprar uma carta para a sua mão e depois decidir entre quatro ações possíveis que são baixar uma carta da sua mão para sua cidade, comprar um bairro, rodar a sua cidade ativando assim as ações das cartas ou comprar 3 cartas para sua mão.

O lance de desenvolver a sua cidade é muito maneiro, você vai baixando as cartas a princípio uma do lado da outra, para isso você deve descartar uma carta da mesma cor da sua mão para o tabuleiro de desenvolvimento deixando assim essa carta disponível para compra pelos outros jogadores e então a carta baixado começa a fazer parte da sua cidade.

Inicialmente as cartas não vão te dar benefício algum, até o momento em que você decide rodar pela cidade e aqui que o jogo fica muito interessante.


Conforme for aumentando sua cidade, sempre que fizer ela funcionar vai ganhar mais pontos de pobreza.

Você vai ativar quantas cartas quiser (e puder) da sua cidade recebendo assim os benefícios delas, algumas cartas terão uso único e você deve virá-la para mostrar que já utilizou ela, depois de todas as cartas ativadas você vai receber tokens de pobreza pelo número de cartas da sua cidade (usadas ou não) e mais as cartas da sua mão.

Então o lance aqui é tentar otimizar a sua cidade da melhor forma, pois a pobreza no final do jogo vai te tirar muitos pontos de prestígio, por isso você pode na hora de construir cartas colocar em cima de cartas previamente construidas (usadas ou não).

A outra ação relevante é a compra dos bairros de Londres, que te dão muitos pontos de prestígio e ações contínuas que te ajudam no desenrolar do jogo.

 
Conforme você descarta suas cartas, elas ficam disponíveis para compra pelos outros jogadores.

A partida vai até que o deck de cartas acaba então são contabilizados pontos de prestígio das cartas construídas, o jogador com a menor quantidade de tokens de pobreza se safa e aquela quantidade é reduzida no pool dos amiguinhos que então perdem pontos pela pobreza que restou e quem tiver mais prestígio vence a partida.

Quando joguei a primeira vez London lá em 2010 eu fiquei maravilhado com o jogo, a primeira edição dele tem ainda o mapa de Londres, mas essa versão que chega ao Brasil conseguiu enxugar algumas coisas e deixar o jogo ainda mais fluido melhorando a experiência.

Mas que fique claro, ele é um jogo do grande Martin Wallace, quem conhece o cara sabe o quão cruel são seus jogos, então você precisa ficar atento aos pontos de pobreza ou então periga passar duas horas de jogo e terminar com zero de prestígio (acredite, acontece).


Você vai comprando bairros que podem te dar benefícios contínuos.
 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Ilha dos Gatos


A lendária Ilha dos Gatos de está sendo ameaçada pelo malvado Vesh Mão Negra que está atrás dos grandes tesouros escondidos lá e os cidadãos de Squall's End se mobilizaram para tentar resgatar o máximo de felinos possível antes que a ilha seja invadida (e claro, tentar salvar uns tesourinhos também).

Ilha dos Gatos é jogado ao longo de cinco rodadas (dias) onde em cada uma dessas rodadas temos uma série de fases que são : pescar, explorar, aprender e resgatar os gatos.

O jogo usa cartas como forma de fazer basicamente todas as ações e na fase de explorar os jogadores farão drafts com elas até que fiquem com 7 cartas na mão para a sua rodada e uma vez que todos selecionaram suas cartas vamos começar a agira com elas.

As cartinhas são usadas para conseguir aprendizados, cestos e tesouros.

Primeiramente você vai escolher quais cartas irá manter e pra isso vai pegar em peixes para poder ficar com elas, as cartas com botas e cestos vão servir para conseguir resgatar os gatos e também pra organizar a ordem em que os jogadores farão esse resgate.

Os gatos vem em cinco famílias diferentes e tentar agrupá-los nos navios é importante, pois quanto mais gatinhos da mesma família juntos, mais pontos você receberá ao final do jogo.

Conforme você resgata os gatos, tenta cobrir os espaços do navio.

Além dos gatos normais temos os Oshax, gatos especiais que assumem a cor de outras famílias e te ajudam na pontuação e temos também os tesouros que vão servir para pontos e também para tapar buracos no seu navio e cobrir os ratinhos.

Tentar ocupar todos os espaços é muito importante pois você perde pontos para cada um dos 7 aposentos do navios que o jogador deixar com espaço sem ser preenchido, mesma coisa acontece com ratinhos aparentes então o barato é encaixar os tiles "tipo tétris" da forma mais eficiente.

Os aprendizados são objetivos que os jogadores terão que cumprir para ganhar mais pontos e eles são comprados durante as rodadas podendo ser aprendizados secretos ou compartilhados por todos os jogadores.

Como era de se esperar o "dinheiro" do jogo são os peixinhos.

Ao final das cinco rodadas o jogo termina toda a pontuação é computada e o jogador com mais pontos é o vencedor.

Ilha dos Gatos é um jogo leve, dinâmico e muito gostoso, cada partida vai te fazer querer brincar cada vez melhor com a questão do encaixe das peças e com partidas muito rapidinhas ele é uma excelente opção de jogo para a família toda.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Destemidos : Normandia


Destemidos : Normandia vai levar os jogadores a 1944 onde as tropas aliadas chegam à costa da França para o que seria o momento em que o Eixo começaria a perder forças e os rumos da Segunda Guerra começariam a mudar.

O jogo vem com um livreto com 12 cenários que cobrem de junho a agosto de 1944 e tem diversos níveis de dificuldade e utilização dos vários tipos de peças do jogo.

A preparação dos cenários conta com a montagem do tabuleiro modular conforme a ilustração no livro de cenários, ali também é indicada a forma com que o baralho dos jogadores e a área suprimentos é arrumada além do posicionamento inicial das tropas.

As cartas são quem guiam as suas ações no jogo.

As regras para o Destemidos é bem simples, no início da rodada os jogadores compram 4 cartas do seu baralho, escolhem uma delas para servir na definição de iniciativa e depois tenta usar da melhor forma as cartas restantes.

Os jogadores tem como objetivo conseguir capturar os pontos de vitória que estão espalhados pelo tabuleiro e para isso precisam primeiro ser descobertos pelos esclarecedores e depois controlados pelos fuzileiros.

O combate no Destemidos é baseado na defesa das fichas, distância entre os combatentes e algum bônus dado pelo terreno, uma vez definido esse valor o atacante rola uma quantidade de dados e caso consiga um valor igual ou maior o defensor precisa tirar do seu deck a carta referente aquela ficha se por acaso você não tiver mais cartas daquele tipo a ficha é retirada do mapa.

Você precisa chegar nos terrenos e controlá-los para conseguir os pontos.

O jogo tem uma forma interessante de montagem de deck, você começa com algumas cartas e pode ir reforçando durante a partida e isso é imprescindível para que você consiga realizar mais ações com determinadas fichas de tropas no tabuleiro e também para evitar que elas sejam tiradas de jogo.

Uma partida termina assim que um dos dois lados consegue a quantidade de fichas de vitória exigidas pelo cenário e assim é declarado o vencedor.

Destemidos : Normandia é um jogo de muita observação de tabuleiro, pois se você não marcar as fichas inimigas em cima você pode perder feio, ele é muito tático e por ter regras bem tranquilas de ensinar é bem acessível tanto para jogadores novatos quanto mais cascudos.

É impossível não compararmos ele ao Memoir '44 principalmente por ambos se utilizarem das cartas como forma de fazerem o jogo rodar, mas tirando essa semelhança (e o tema obviamente) são dois jogos bastante distintos e ambos tem lugar na prateleira dos fãs do tema.


São 12 cenários que vão adicionando novas dificuldades a cada partida.
 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Prehistory


Em Prehistory os jogadores são antigas tribos pré-históricas que lutam para conseguir recursos necessários para sua sobrevivência, tentam descobrir novas áreas para sua tribo e ainda registram isso em pinturas que serão apreciadas milênios depois.

A mesa do jogo é formado por um grande hexágono que serve como tabuleiro central e é onde são dispostos os discos de ações dos jogadores, temos também um mapa com hexágonos menores que são as áreas onde as tribos vão se expandir para construir novos acampamentos e além disso cada jogador terá um tabuleiro individual para armazenar recursos.

O tabuleiro central com os diversos mini rondeis de ações.

O jogo se passa em exatamente 5 rodadas e em cada uma delas temos as fases que representam as estações do ano para realizarmos ações.

Prehistory tem uma utilização muito bacana dos cubos, que podem ser usados como recursos e também como cubos de ação dependendo da estão do ano, então você precisa ficar sempre ligado para saber o momento em que você quer usar seus ganhos.

Outro grande barato do jogo são os seus diversos rondeis de ação, temos o rondel central que é substituído a cada inverno, o rondel do tabuleiro pessoal que é usado para conseguir cubos de recurso na primavera e diversos outros espaços de ação que vão te permitir colher, caçar, pescar, fazer a pintura, andar com membros da tribo e fazer rituais.

Você vai descobrindo novos lugares para levar sua tribo no mapa de expansão.

Mas tudo é usado para que os jogadores vão conseguindo pontos, e ao final das 5 rodadas do jogo vamos somar os pontos ganhos durante a partida a pontos que virão de cartinhas, set collection de marcadores de coleta, linhas completas no desenho rupestre e pontos de desenvolvimento não gastos e quem tiver o maior somatório é o vencedor.

Eu conheci o Prehistory quando estava sendo apresentado no Diversão Offline de 2019, mas só consegui finalmente jogar uma partida agora e me arrependi de não ter jogado antes, é um jogo com umas sacadas muito boas de utilização de mecânicas, conseguem amarrar bem o tema que não fica só jogado ali, tem uma duração bastante boa para um euro médio e é daqueles jogos que você termina a partida já querendo jogar outras vezes.


No tabuleiro individual vamos guardando as nossas conquistas.
 

sexta-feira, 18 de março de 2022

Watergate


Em junho de 1972 o Complexo Watergate foi invadido e a culpa recai sobre o Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, aqui nesse jogo partidários do presidente e jornalistas se enfrentam para trazer a verdade à tona... ou enterrá-la de vez!

Watergate é um jogo para 2 jogadores onde cada um vai defender um lado dessa história, um ficará responsável pelo lado do Nixon usando conspiradores para tentar tirar as acusações de cima do presidente já o outro jogador será a imprensa usando jornalistas em busca de evidências que tragam os fatos à público.

Um tabuleiro central é posicionado no centro da mesa onde serão colocadas evidências e fotos dos principais personagens dessa história, cada jogador recebe então um deck diferente entre si composto de 20 cartas, além disso no tabuleiro central temos um "cabo de guerra" com os marcadores de iniciativa e momento que são cruciais durante a partida.

Você usa as cartas para andar os marcadores ou para realizar as ações.

Tudo organizado os jogadores compram sua mão inicial de cartas e alternadamente vão jogá-las até que não tenham mais cartas e uma nova rodada comece.

As cartas podem ser usadas de duas formas distintas, usando seu valor ou a ação descrita nelas.

Ao usar o valor mostrado na carta o jogador vai mover os marcadores de iniciativa ou momento na sua direção para que o "cabo de guerra" penda para o seu lado.

Já as ações são bem interessantes podendo trazer evidências, colocando fotos de possíveis informantes no tabuleiro central, fazendo movimentações nos marcadores. Só que os jogadores precisam ficar muito atentos a essas ações, pois apesar de serem fortes as melhores cartas são de uso único, diminuindo assim o leque de possibilidades durante a partida.

Um "cabo de guerra" é travado para trazer conseguir marcadores e evidências.

Uma vez que as cartas de cada jogador acabe vamos ver para onde estão os marcadores, quem tiver do seu lado a iniciativa fica com ela para a próxima rodada, no caso do marcador de momento ele vai para uma carta, pelos jornalistas acabam disparando boas ações já para o Nixon é uma das condições de vitória.

Além dos marcadores temos as fichas de evidências em três cores, caso o estejam do lado do presidente Nixon elas entram fechadas no tabuleiro dificultando o caminho que leva até ele já no lado dos jornalistas você vai criando esse caminho dos informantes até Nixon para poder vencer a partida.

Conforme o jogo avança evidências vão ligar ou atrapalhar as investigações à Nixon.

O jogo termina exatamente quando uma das condições é alcançada, para os jornalistas quando conseguimos ligar dois informantes à Nixon e no caso do presidente ele vence ao colocar o quinto marcador de momento em sua ficha ou se não houverem mais fichas a serem repostas para uma nova rodada.

Watergate é um jogo tenso onde o movimento do adversário precisa ter sempre uma resposta a altura e conforme o jogo avança com o fim se aproximando qualquer descuido pode fazer com que o jogo vire para o seu adversário.

Totalmente bem amarrado ao tema saber mais da história dos acontecimentos de Watergate vai tornar o jogo ainda mais legal, por isso fizemos uma postagem conjunta com o Jogada Histórica para deixar a brincadeira ainda melhor e fazer com que as partidas fiquem ainda mais imersivas.

No final ou Nixon é desmascarado (e renuncia) ou ele consegue terminar seu mandato.