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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Voyages

 
 
Em Voyages os jogadores são navegadores correndo atrás de fama e para consegui-la precisam desbravar ilhas, fazer comércio e até enfrentar bestas temíveis.

O jogo usa uma folha impressa com o mapa e três dados, a rodada consiste em rolar os três dados e aí os jogadores vão decidir o que fazer com eles.

Você rola três dados que definem pra onde você vai e qual tarefa fazer.

Dois desses dados obrigatoriamente serão usados para definir a direção e a quantidade de casas que o navio irá se mover, o terceiro dado é utilizado na área de tarefas que ao serem completas te darão coisas legais e até mesmo uma das estrelas que são perseguidas pelos jogadores.

No mapa temos também áreas com ações que você pode realizar ao terminar o seu movimento em cima de determinados ícones, você pode conseguir mais marinheiros (que são usados para ajudar nos valores dos dados e na luta contra inimigos), pegar cargas para vender nas colônias, visitar ilhas ou enfrentar o temível.

Quanto mais longe você conseguir explorar, mais coisas boas você vai conseguir ir coletando para a pontuação final, mas você precisa ficar ligado pois assim que o primeiro jogador conseguir a sua terceira estrela uma última rodada é jogada e os pontos são contados para definir o vencedor.

As tarefas vão te dando coisas bacanas, até uma das estrelas.

O jogo saiu via financiamento coletivo e conseguiu mais de 52k Libras e com isso saiu com dois mapas além do mapa básico e nesses novos mapas temos novos desafios como recifes de corais que atrapalham a navegação no Marauder's Reef e várias criaturas lendárias no Cold Dark Depths.

Voyages é o primeiro jogo da Postmark Games, uma nova editora que vai apostar nos jogos print and play vindos de campanhas pela Kickstarter para as mesas do mundo afora, e se olharmos o sucesso dessa primeira empreitada acho que teremos uma editora bem sólida em pouco tempo.

Na versão solo, você tem 16 rodadas para conseguir 3 estrelas... É tenso!
 
 

terça-feira, 2 de junho de 2020

TOP Print and Play da Pandemia


Desde o início da convocação para quarentena em meados de março, que editoras e designers tem se prontificado a municiar os jogadores com presentinhos para que fiquemos em casa em segurança e aproveitando (de alguma forma) esse tempo para jogar.

Com versões solo, regras inéditas e até jogos totalmente novos, temos um monte de boas opções para os que tem impressoras disponíveis em casa.

Eu estava para fazer esta postagem já há algum tempo, mas fui deixando passar e acabou que o Rafael Arruda do canal Batendo de KINA (do Ludopedia) fez dois compilados excelentes, que eu vou deixar o link no final da postagem.

Versão solo do Miss Liz.

Então para não perder a viagem, vou fazer um TOP com o material que eu já imprimi e que realmente valem à pena se você tem uma impressora, papel e possivelmente os jogos base necessários.

ATOL
Jordy Adan


Esse foi um dos primeiros que eu vi saírem, é a foto que ilustra a nossa chamada, e é um flip-and-write muito divertido do mesmo autor do consagrado Cartógrafos, e tem a vantagem de ser um jogo "stand alone", então você não precisa de mais nada além do material impresso.

OS INCRÍVEIS PARQUES DE MISS LIZ - SOLO
Diego de Moraes

Para a versão solo do Miss Liz você vai precisar imprimir uma páginazinha frente e verso só, mas obviamente precisará do jogo base, mas tendo esses componentes, ele ficou uma versão muito gostosinha de jogar e vale a impressão (para dar aquela valorizada no produto brazuca).

Esse é surpreendente! 7 Wonders Solo.

7 WONDERS DU... OPS, SOLO
Bruno Cathala / Antoine Bauza

Outra versão solo surpreendente é essa do 7 Wonders utilizando o Duel como base.

Aqui temos uma disputa contra líderes que já vem com algumas vantagens, tem custo de compra zerado, e a forma com que o AI do jogo vai comprando as cartas é brilhante, é impressionante como esses dois autores conseguem de forma simples fazer uma versão irada do jogo.

CATAN #FICA EM CASA
Klaus e Benjamin Teuber

Nesse print and play você vai ter dois novos tiles de terreno que substituirão o deserto e o terreno onde cair o valor 12 no setup, e durante o jogo não temos mais o ladrão como estamos acostumados, numa "vibe" de todos se ajudando, quando o 7 é rolado todos vão ganhar produtos por estarem perto dos novos hexágonos.

Dois novos hexágonos para o Catan.

ROLLING REALMS
Jamey Stegmaier

Por último um roll and write do designer consagrado de jogos como Scythe e Euphoria, nesse temos vários "mundos" que serão preenchidos com as rolagens feitas por dois dados, cada um dos mundos tem uma forma diferente de ser preenchido e o mais legal aqui é perceber que todos tem nomes dos jogos da Stonemaier Games e a forma que vamos preencher esses mundinhos remete ao jogo em questão.

Como falei anteriormente, esses foram só alguns exemplos das coisas que eu já imprimi, mas aconselho irem nos links do Batendo de Kina (Lista 1 e Lista 2), pois lá tem muito mais coisa (coisas que eu ainda nem tinha visto) e que podem interessar muito aos jogadores.

E enquanto não podemos voltar a nos encontrar (e não se enganem, ainda não podemos), vão imprimindo, e lembrem-se FIQUEM SEGUROS EM CASA!

https://www.acessoriosbg.com.br/&utm_source=eaitemjogo

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Crop Rotation


Lançado inicialmente como print-and-play pelo Eduardo Guerra, Crop Rotation é um jogo de reconhecimento de padrões onde precisamos "plantar" milho, feijão e soja de forma a cumprir objetivos e ganhar o jogo.

No início de jogo decidimos se vamos querer uma partida mais controlada (com a utilização do rondel), ou algo mais aleatório (usando o dado), uma vez decidido as regras são super simples.

Na sua rodada o jogador da vez vê qual a vantagem que ele vai ter, e além disso planta um dos três grãos do jogo.

 Na versão print-and-play apenas a versão competitiva e com os dados.

As vantagens te ajudam a na colocação e arrumação dos padrões. Três dos seis espaços você usa para colocar um grão à mais, com a mão de obra você pode trocar uma ficha que já esteja no tabuleiro, com a queimada você retira uma ficha do tabuleiro e com investimento você escolhe qualquer uma das outras cinco opções.

Na versão competitiva ganha o jogador que cumprir uma quantidade de objetivos conforme a quantidade de jogadores, e você vai pegando e gastando cartas de objetivo durante a partida (mas nunca pode ficar sem cartas na mão).

 Na versão da Legião Jogos, o rodel dando mais controle ao jogo.

Uma das diferenças mais legais entre a versão print-and-play e a versão lançada pela Legião Jogos, são as opções de jogo solo e cooperativo.

Nessas opções temos o dadinho que vai colocar a praga de gafanhotos no tabuleiro, que entram na rolagem de dado junto à rolagem de plantio e tornam o jogo bem apertado e difícil.

O Crop Rotation é um joguinho simples, redondinho e agora com uma produção bem caprichada lançada durante o Dirvesão Offline de São Paulo e já está chegando nas lojas.

E na versão solo/cooperativo, os malditos gafanhotos!

sexta-feira, 30 de março de 2018

Gaslands


Imaginem um jogo em mundo pós-apocalíptico estilo Mad Max com corridas mortais entre escuderias patrocinadas por pessoas loucas e sedentas por sangue e gasolina.

Agora imaginem que esse jogo tem mecânicas simples, super similares ao X-Wing : Miniature Game só que com a vantagem de que os veículos e upgrades e até mesmo as réguas de medição podem ser impressas na sua casa e que você só precisa de uma área de jogo e carrinhos hot wheels... bem, assim é Gaslands.

Criado por Mike Hutchinson, no jogo somos essas escuderias que disputamos corridas, lutamos até a morte contra outros carrinhos entre outras formas de jogo, mas basicamente, são times que disputam entre si quem tem a melhor equipe.

 No começo, nada de violência, mas isso não dura muito.

As regras, apesar de terem um livreto de mais de 60 páginas, são relativamente simples. Cada rodada passa por cada marcha do carro, desde a 1º até a 6º, em cada uma delas temos 3 etapas distintas para cada carrinho ativado : a fase de movimento, a fase de ataque e a fase de "wipeout".

Na fase de movimento, você ativa um dos seus carrinhos da marcha corrente, escolhe uma das réguas que funcionem para aquela marcha, decide se rola os dados de especiais do jogo, resolve o que tem que resolver na rolagem e leva o seu carrinho ao final da régua.

Os dados especiais tem 4 faces distintas, 3 que fazem com que você mude marchas ou possa retirar danos e efeitos, 1 face com o símbolo de perigo, 1 com o "cavalinho de pau" e 1 com uma escorregadinha.

 Os dados especiais você já consegue encontrar na Game Maker.

A quantidade de dados que você pode rolar, depende exclusivamente do seu carro, e você pode querer ou não fazer essa checagem, mas as vezes é a única forma de passar uma marcha ou tirar danos em excesso do seu carro.

As réguas são muito bacanas, temos linhas retas, curvas fechadas e zigue-zagues, e a velocidade com que o seu carro está é extremamente importante para saber se você vai usar a régua de uma forma que te dê vantagem ou te penalize de alguma forma.

 Aquela escorregada proposital para se posicionar melhor.

Fora que tem réguas que você só consegue usar com marchas altas ou baixas, e que se você não tiver essa sacada pode estar comprometendo a forma como seu carrinho vai entrar nos portões ou se ele vai conseguir evitar uma colisão ou não.

Passada a fase de movimento, temos os ataques, e cada carrinho tem uma quantidade de tripulantes armados e perigosos que vão fazer de tudo para detonar os adversários.

O bacana do sistema de combate do Gaslands é que ele é muito simples, você vai verificar quantos D6 precisa rolar de acordo com a sua arma, para valores 4+ você consegue um hit (6+ é um acerto crítico e tira 2 hits), o jogador se defende jogando a quantidade de D6's igual a marcha em que ele está, só que ao contrário dos acertos, as defesas só funcionam com 6+. Simples e eficiente.

Por último a fase de wipeout.

 Aprovado pelo piloto mais novo aqui de casa.

Cada carrinho aguenta até 6 marcadores de perigo, a cada vez que subimos ou descemos uma marcha, usamos uma régua no limite ou rolamos a face de perigo no dado, vamos acumulando esses marcadores, se na fase de wipeout o carrinho ativado tiver 6 ou mais marcadores ele vai fazer uma checagem de "flip", se passar, vida que segue, se falhar ele roda pela pista, o jogador adversário escolhe a orientação que ele vai ficar e volta pra 1ª marcha.

Depois dessas três fase, começamos tudo de novo com a próxima marcha e o jogo segue assim até que um dos objetivos (seja destruir amiguinhos, ganhar votos da audiência ou cruzar a linha final) seja alcançado.

Gaslands é uma daquelas ideias brilhantes, aposto que o autor tem filhos que tinham MILHÕES de carrinhos de bobeira e tirar uma sacada dessas era muito boa para fazer com que ele desse uma utilidade para eles, e ainda pusesse pra fora aquele lado "Mister Maker" para pode customizar os bichinhos para que eles ficassem iguais aos carrinhos do Mad Max.

 Poucas informações e tudo se resolve no jogo.

E a grande sacada é que pra isso ele vende o PDF do manual (atulamente só em inglês, mas já tem editora brazuca querendo trazer ele pra cá), e todo o resto fica por conta da imaginação e da mão de obra de comunidades (como a Gaslands Brasil) ou de empresas afim de trazer kits dos dados, mats e réguas (como a Game Maker) e para isso ele só pede em troca que as pessoas participem do Patreon deles, o Friend of Gaslands.

Enfim, se você curte X-Wing, Mad Max e tem um monte de carrinhos em casa (ou ainda não tem mas agora vai acabar comprando), esse jogo é para você e para toda sua família (meu filho se amarrou pra caramba e virou fã do jogo).

E que vença o melhor (nesse caso, não fui eu).

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Dissecando a caixa de apresentação da Game Maker


Com o crescimento dos jogos autorais aqui no Brasil, ficou cada vez mais necessário a produção de protótipos de qualidade, e para os autores era difícil tentar concentrar todas as necessidades em um único fornecedor, foi pensando nisso que os amigos da The Game Maker começaram em 2014/2015 uma gráfica rápida especializada em protótipos e jogos "on demand".

Hoje eles já são uma referência, sendo usados inclusive por editoras como a Red Box e a Ace Studios para que seus protótipos rodem os eventos para que mais jogadores possam jogá-los tendo a sensação de um produto praticamente pronto.

 Punch, corte laser e dados personalidos
do jogo Era dos Piratas.

Agora no início de 2018 a Game Maker teve a grande sacada de criar uma caixa de apresentação para colocar todos os seus projetos on demand que já estavam na rua, para passar aos canais geradores de conteúdo, para que nós pudéssemos mostrar a qualidade e a diversidade do material da empresa e para que também pudéssemos conhecer jogos de autores que já estão aí na estrada como o Eduardo Guerra e o Sanderson Virgulino.

Dos seis jogos apresentados na caixa, só havíamos jogado o Unfairy, do Guilherme Marques, os outros cinco estamos colocando na mesa e vamos falar de todos eles durante as próximas semanas, mas nessa postagem vamos no concentrar apenas no material da Game Maker.

 Dados gravados e muitas cartinhas no Futcards.

O que fica mais evidente no trabalho dos caras, é que eles tentam trazer para os projetos todo o cuidado de quem acima de tudo, conhece como o público é exigente até mesmo em jogo não produzidos em larga escala.

O trabalho de impressão nos componentes, os cortes laser, as impressões de cartas e tabuleiros é de qualidade muito boa para cima, alguns detalhes em acabamento talvez façam que os projetos não fiquem 100%, mas são realmente coisas pequenas que só olhos mais atentos vão observar.

 O Rasher tem tabuleiro modular e uns carrinhos bacanudos.

Outra coisa que eles estão começando a fazer é justamente esse trabalho on demand, que deixa de ser só um protótipo ou dois, para um projeto em maior quantidade, apesar disso encarecer o produto final,  torna viável projetos que ainda não fecharam com editoras.

O Márcio e o Luciano tem uma visão muito inteligente de mercado, chegaram quando ninguém estava comprando a ideia de ser uma gráfica de jogos de tabuleiro e estão crescendo, e para nós que conhecemos os caras e sabemos o quão sérios eles são, fica o nosso desejo de que eles cresçam mesmo até se tornarem uma gráfica de grande escala especializada em jogos de tabuleiro!

Impressão com cores vivas e cartas bem acabadas no Unfairy.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Game Maker : Realizando seus projetos

Corte laser para o meeple que você procura.

Já falei muito por aqui sobre protótipos, projetos print and play, e a galera sempre me pergunta como montar, onde imprimir, e isso sempre foi uma coisa complicada, pois na maioria das vezes o povo que trabalha em gráficas rápidas não tem muito do "know-how" dos tabuleiros.

Foi pensando nisso que uma galera aqui do Rio, que já trabalhava em gráfica rápida, se juntou e criou a Game Maker.

Trazendo como diferencial o conhecimento dos componentes, e a necessidade que a galera tem, eles investiram em máquinas de corte, impressoras, e hoje conseguem fazer praticamente todo o material necessário para a confecção de um protótipo, o de um print and play de qualidade.

Hoje eles já fazem praticamente seu jogo todo,
da caixa ao bloquinho de pontuação.

Além disso, eles estão antenados com o mercado, e já organizaram, junto com os amigos da Game of Boards, o primeiro concurso de protótipos aqui no Rio, dando como premiação créditos para serem utilizados na loja.

Como nem tudo são flores, os preços ainda são uma barreira, e as vezes um projeto inteiro acaba ficando caro, mas a galera lá é super gente fina e dá pra ir negociando para que todo mundo fique feliz.

Projeto mais simples, a expansão pnp do Carcassonne : The Castle : Nota 10.

Mas hoje está ficando mais comum empresas como a RedBox (o Tsukiji) ou a Ace (com o Medievalia) fazerem protótipos para rodar nos eventos diretamente com os caras, pois a qualidade de material apresentado salta aos olhos.

A Game Maker ainda está dando os primeiros passos, mas os caras estão aí para ouvir sugestões, críticas e com isso, tentarem ser a primeira gráfica especializada em jogos de tabuleiros e cartas por essas bandas.

Chegando junto aos eventos de protótipos.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Húsz


Último jogo da série de abstratos com dados de RPG (nesse link falo mais dos outros títulos), o Húsz é o mais novo título do amigo Vince Vader e tem na rolagem dos D20 o seu core.

Lembrando visualmente os jogos da série GIPF, nesse nós temos um tabuleiro onde peças pretas e brancas vão entrando para fechar linhas e pontuarem.

Cada quina do hexágono faz referência a 18 números, enquanto o 1 é colocado no centro do tabuleiro e o 20 pode entrar em qualquer uma das quinas.

Versão print and play para experimentar o jogo.

Na sua jogada você rola três D20 e usa um dos valores para colocar/empurrar uma peça da sua cor, caso a linha em questão seja finalizada (todos os espaços preenchidos) faz-se uma pontuação, um ponto por peça de cada cor, caso ela seja fechada completamente pela mesma cor, ganha-se um ponto adicional.

Além dos três dados, temos ainda três marcadores que ao serem gastos, pode-se alterar o valor de um dado para cima ou para baixo e assim ajustar melhor a entrada da sua peça.

Durante a partida, as linhas vão se formando.

Húsz se desenvolve até que todas as linhas sejam preenchidas, e ganha quem tiver mais pontos.

Mais uma vez o Vince fez um jogo consistente e gostoso de jogar, sou fã dessa série de jogos e acho que os amigos deveriam conhecer alguns deles.

O Húsz terá algumas cópias à venda direto com o autor, mas vocês podem baixar todos os elementos e fazer um print-and-play lá no site do Studio Teia de Jogos.

A versão para venda direta com o autor ficou lindona.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Resenha : Fala Dercy!


Criado pelos amigos Eric Tex e Romulo Marques, o Fala Dercy! é um card-game gratuito, com os arquivos disponíveis para download onde você tem que formar palavrões à partir de sílabas disponíveis na sua mão.

Na sua rodada você compra uma carta do deck que vai para sua mão, ou aberta na mesa que obrigatoriamente tem que formar um palavrão.

Cartinhas do Fala Dercy!

No jogo nós temos uma sílaba CUringa, que serve para completar qualquer palavra e não pode terminar com o CUringa na mão, senão você perde pontos.

Outra coisa legal do Fala Dercy! é que se você tem os seus palavrões sujos (com o CUringa à mostra), outro jogador pode limpar seu CUringa e levar o palavrão para a pontuação dele.

Algumas sugestões de palavrões para os amigos.

O jogo termina quando o deck esvazia, todos os jogadores fazem mais uma rodada e contabilizamos os palavrões de cada um, tiramos os pontos do(s) CUringa(s) e das outras cartas da mão, e quem tiver mais pontos ganha!

Fala Dercy! é divertido, rapidinho, GRÁTIS e educativo, afinal com ele você tem a possibilidade de aprender novos palavrões e alguns regionais que você com certeza nunca tinha ouvido antes.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Primeira Rodada : V-Commandos



Depois de uma indicação do amigo Marcelo Bissoli, fui "obrigado" a montar a versão para avaliação do jogo V-Commandos, que está no processo de ser financiado via KickStarter. 

V-Comandos é um jogo cooperativo, com temática de guerra onde os jogadores tem missões à cumprir contra a IA do próprio jogo.

Visão geral do jogo (usando as minis do Memoir'44).

As regras (apesar do manual ainda não estar 100%) são tranquilas de assimilar. No turno dos Commandos, cada soldado tem 3 ações que podem ser usadas na totalidade ou guardadas para o turno seguinte, depois disso entram os soldados inimigos para tentar frustrar as nossas ações.

O bacana são os pequenos diferenciais do jogo. As cartas que regem a rodada, as cartas de reforço que também alteram (com soldados mais ou menos fortes), a movimentação sorrateira dos commandos, são detalhes que deixaram esse joguinho bem bacanas.

Os três Commandos disponíveis na versão print-and-play.

Para quem ficou curioso (e tem disposição), todos os elementos para a versão print-and-play estão disponíveis no link do projeto que vem com uma missão composta de 3 objetivos.

A única coisa desanimadora do jogo é o preço da campanha do KickStarter, mas vou pegar o nível do print-and-play para ter acesso ao jogo completo. E ficar na torcida para que um dia ele pinte em terras brasileiras, tem empresa de olho nesse brinquedo.

Na primeira partida, os Commandos não se deram tão bem!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Resenha : Fields of Gore


Tive a oportunidade de testar o jogo da Riachuelo Games chamado Fields of Gore. Ele é um sistema de jogo que usa miniaturas e cenários pré-montados com objetivos.

Para quem já está familiarizado com esse tipo de jogo, vai ver que no Fields of Gore o conhecimento das regras é fundamental para o bom desenvolvimento da partida, e por ser um jogo de estratégia e visão espacial, se atentar aos detalhes é muito importante.

Mesa pronta para testar o sistema de jogo.

Basicamente temos no turno de jogo, a decisão da iniciativa (qual lado vai começar primeiro), a fase de mover, invocar ou atirar a distância, a fase de combate corpo-a-corpo e uma rolagem final de moral.

A movimentação funciona com as réguas de polegadas e é medir e mover. O combate a distância funciona quase da mesma forma : mediu, está no alcance, pode atacar.

Combate pegando fogo (usando as minis do HeroScape).

Já no combate corpo-a-corpo as miniaturas envolvidas precisam estar com a base encostadas e temos o combate propriamente dito.

O sistema de combate (tanto à distância quanto perto) é interessante, pois após confirmado o acerto ainda temos uma rolagem para definir se aquele acerto causou dano ou não. É tenso, mas como (pelo menos no cenário base) as unidades são fracas, dá uma esperança interessante para os envolvidos no combate.

Depois de testar o sistema, vale comprar as miniaturas exclusivas dele.

Enfim, Fields of Gore está liberado para download gratuito no site da Riachuelo Games e quem curtir o sistema pode dar aquela "bombada" comprando as miniaturas (muito bacanas) e ficando de olho nas novidades que o site vai liberando.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dissecando o Malleus

No final de 2012 o pessoal da Coisinha Verde depois de uma iniciativa de sucesso (o card-game Card Goblins) tentou mais um projeto via financiamento coletivo, o board-game Malleus.

Infelizmente o projeto não conseguiu sair mas isso não impediu os caras de finalizarem o projeto e semana passada eles disponibilizaram o jogo para download.

Todo o material impresso pronto para ir para o acabamento.

Como fã de jogos no estilo dungeon-crawler baixei e montei o Malleus assim que eu pude. Mudei alguma coisa na arte dos tiles e da cidade, mas o material que os caras disponibilizaram está completinho e em menos de 10 páginas impressas você tem o jogo pronto para brincar.

Quanto as regras, é um sistema bem tranquilo de ensinar. Temos quatro personagens com poderes distintos, regras simples de movimentação (até 2 salas por rodada) e um combate baseado em dados também tranquilo.

Os heróis do Malleus enfrentando o Rei Rato na primeira aventura.

Os diferencias do Malleus ficam com a rolagem de dados de destino (que introduzem mais monstros à dungeon e fazem com que eles ataquem os heróis) e os cenários (o primeiro já disponível junto no pacote do download), que tem um esquema que remete aos "livros-jogos" da minha infância.

Eu curti o Malleus, apesar de algumas coisas a serem lapidadas nas regras e nos cenários. Mas no seu propósito de trazer um clima RPG aos tabuleiros ele funciona bem, e é uma excelente opção para quem curti o tipo de jogo (e tem uma impressora por perto).

Uma visão geral da dungeon e da cidade (arte refeita por mim).

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

happy, happy, halloween

Hoje comemora-se o halloween (ou dia das bruxas) nos Estados Unidos, e como consumimos bastante coisa dos caras, não é de se espantar que essa data esteja incorporada também aqui no Brasil.

Polêmicas à parte, o dia das bruxas acaba sendo uma boa oportunidade de juntar a galera e jogar um joguinhos de terror. Por conta disso vou dar aqui algumas dicas de jogos "print-and-play" para você juntar a galera hoje (ou até se divertir sozinho).

Você que achava sua fazenda tranquila, tente o Zumbicola.

1. Zumbicola : Esse é uma expansão que eu criei para o Agricola, onde além de se preocupar em alimentar e aquecer a galera, você ainda tem que tomar cuidado para os zumbis não comerem seus bichos e perturbarem sua fazenda.

2. Zumbi no meu Bolso : O pessoal da falecida revista Strategos em um de seus números encartou esse divertido jogo de zumbi para um jogador e que é fácil de fazer.

Zumbi no meu Bolso, versão pra jogar rapidinho enquanto espera os amigos.

3. Escape of the Dead : Outro mini-game divertido para uma pessoa, esse é um joguinho de combinação de dados bem light, bom para horas vagas do seu dia.

4. Jasper and Zot : Mais um solo, esse lembra bastante o Plants vs. Zombies. Os magos Jasper e Zot tentam proteger sua plantação de abóboras de uma horda zumbi.

Os magos Jasper e Zot tentando proteger suas abóboras.

5. Zombie Plague : Esse vai estar sempre nas listas. Facilmente o melhor print-and-play de zumbi do mercado, com vários cenários cabendo até 6 jogadores, o Zombie Plague é diversão certa.

É isso, agora é preparar a impressora, chamar os amigos (ou não) e se divertir com essa leva de zumbis e bruxos que além de divertidos, são grátis!!!