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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

John Company


Em John Company vamos acompanhar o avanço da Companhia Inglesa na Índia desde seu começo em 1710 (o cenário básico) até seu momento mais tenso em 1813 e nós seremos ambiciosas famílias querendo poder e dinheiro extraído desse cenário.

Cada jogador vai escolher inicialmente uma das seis famílias do jogo e pegar todos os componentes dela, um grande tabuleiro central é colocado na mesa onde temos a trilha de ação, o mapa da Índia, a "sala" do Grande Conselho e alguns espaços importantes do jogo.

O primeiro cenário (são três) parte de 1710 e ainda não conta o monopólio da Companhia na Índia e serve como "introdução" ao jogo, mas não pense aqui que isso é uma redução de peso ou de tempo de jogo, John Company é fácil um dos jogos mais pesados que eu já joguei e ter um cenário mais "tranquilo" é realmente uma boa forma de aprender o jogo.

 
As famílias exercem cargos importantes dentro da Companhia, mas isso é passageiro.

Esse cenário vai ter 5 rodadas, em cada rodada teremos nove fases que são passadas uma a uma com suas consequências geralmente afetando a fase seguinte.

Na fase da família os jogadores vão comprar supérfluos, alistar familiares nas frentes militares, colocar parentes como escrivães nas capitais, comprar navios ou oficinas ou então comprar dívidas da Companhia para garantir cotas dentro do Grande Conselho.

Depois vem a fase de contratação, vale aqui dizer que existe antes da fase da família um momento do jogo onde os familiares vão se aposentando e deixando cargos vagos, então aqui esses cargos vão precisar ser preenchidos e é aqui que começa um dos grandes trunfos do jogo.


As cotas no Conselho da Companhia são muito importantes, assim como um bom lugar para aposentadoria.

John Company é um jogo de política e negociação, trazendo à tona o que tem de mais feio dentro desse universo, aqui vamos usar promissórias para tentar convencer amiguinhos a nos darem cargos, usar influência para que os outros permitam que cargos sejam exercidos por membros da própria família, dinheiro passa de uma mão para outra para beneficiar uma investida bélica ou naval que vá favorecer determinada família, então se você é sensível a esses temas fique longe desse jogo.

Passada a fase de contratações cada cadeira da Companhia vai trabalhar, então os diretores de Comércio e o de Transportes além do Departamento Militar vão trabalhar, os presidentes das capitais na Índia vão fazer comércio ou então empreender investidas militares para abrir novos espaços de comércio "na marra".


Muita coisa acontece na Índia e os jogadores precisam estar sempre ligados.

Então temos os eventos na Índia, essa é outra fase onde o jogo brilha, temos um "deck" onde alguns eventos como revoltas podem acontecer e colocar em risco soberanias, enfraquecer algumas regiões que ficam mais "apetitosas" para futuras incursões mas a Companhia também pode ser bastante afetada e perder espaços onde ela já estava bem adaptada.

Terminada essa fase o Parlamento se reúne para votar alguma lei e aqui mais uma vez há muita negociação, dinheiro pra lá, favores pra cá para que votos sejam computados e quem sabe o disco de Primeiro Ministro mude para a oposição ou se mantenha com a situação.

E assim termina a (longa) rodada e logo começaremos uma nova com o povo se aposentando e começamos tudo de novo até que o jogo termine e vamos definir pontuação de poder de várias formas até que feche um posicionamento que vai ser colocado na trilha de pontuação mesmo e quem tiver a maior pontuação é será a família mais influente do jogo.


Uma das coisas mais legais do jogo é o baralho de resolução das crises na Índia.

Eu não falei mais acima mas John Company usa dados para muitas situações, muitas mesmo, eles são importantes nas horas de incursões militares e também para a aposentadoria dos membros das famílias empregados em cargos da Companhia, e mesmo que tenha uma tabelinha de probabilidades e você possa pagar para aumentar suas chances há sempre a chance de uma rolagem bem ruim, então se você é avesso a dados em euros (principalmente os pesadões) talvez esse não seja o jogo pra você.

Ufa, se você chegou até aqui e me conhece um pouquinho sabe que geralmente quando eu escrevo muito é porque eu gostei muito do jogo, esse é exatamente o caso do John Company. Ele é um daqueles pesadões que você não sente a hora passar, foram quase 4 horas de jogo e acho que quase todos na mesa estavam muito absortos no jogo que é tenso, cheio das negociações e que no final entrega uma experiência muito maneira, já estou doido pra jogar os outros cenários (inclusive o "experiência completa" que segundo consta dura o dobro do tempo do inicial).

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Tulip Bubble


Em 1636 aconteceu na Holanda um fenômeno que afetaria para sempre o mundo dos negócios, considerado o primeiro evento de "bolha" especulativa quando mercadores ficam atraídos por lucros rápidos com a venda dos bulbos de tulipas, mas como todo mundo embarcou nessa acabou que a bolha explodiu e muita gente se viu falida.

Aqui no Tulip Bubble nós somos investidores tentando ter os maiores lucros antes que a bolha estoure e no final quem tiver mais dinheiro é o vencedor.

Num tabuleiro central vamos dispor as cartas de tulipas em três cores diferentes, nele também marcamos as variações no mercado para avaliarmos os preços de compra e venda.


O mercado muda o tempo todo, uma tulipa boa pode dar prejuízo muito rápido.

O jogo vai ter de 7 a 9 rodadas e em cada uma delas temos 4 fases : a fase de evento onde acontecem variações no mercado e é quando pode acontecer o estouro da bolha, depois os jogadores vendem as suas tulipas para o mercado ou para colecionadores para depois gastarem seu rico dinheirinho na fase de compras de novas tulipas e finalmente a fase de limpeza onde ajustamos o mercado e as tulipas mais velhas saem do jogo.

A fase de venda e compra são o coração do jogo, as vendas para o mercado são interessantes mas colocam mais tulipas no jogo o que pode mudar os valores já as vendas aos colecionadores são mais difíceis pois pedem combinações de cartas mas também dão lucros maiores e as tulipas vendidas vão direto para o descarte.

A fase de compras pode ter disputas por determinadas tulipas o que vão gerar leilões que tem um sistema interessante de compensação para os perdedores o que gera uma disputa especulativa para que os perdedores acabem ganhando umas moedinhas à mais.


As vezes você consegue ganhar um trocadinho especulando no leilão.

Explico, o leilão vai acontecer com os jogadores dando seus lances, quando o vencedor do leilão for estipulado você subtrai o valor pago pelo valor de mercado daquela tulipa e essa diferença é dividida entre os jogadores que participaram do leilão.

Como já disse lá no início o jogo segue até que a bolha do mercado estoure e aí o jogador com mais dinheiro é o vencedor ou se em qualquer momento do jogo alguém consiga ter 120 de dinheiro e possa comprar a cobiçada Tulipa Negra.

Tulip Bubble é um jogo leve de mercado, tem a questão da especulação dos leilões e o lance de ficar de olho na variação do mercado que são interessantes mas é um jogo que apesar de bacaninha eu não me vejo jogando muitas vezes.


Será que você consegue juntar dinheiro para a cobiçada Tulipa Negra?
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Star Wars : The Clone Wars (Pandemic System)


É tempo de guerra! O exército de clones da República está em conflito constante contra investidas do exército de droides separatistas e a cada planeta conquistado Conde Dookan se aproxima cada vez mais da vitória.

Com essa premissa e as mecânicas baseadas no sistema Pandemic chega ao Brasil Star Wars - The Clone Wars que leva uma das franquias de jogos de tabuleiro que mais cresceu nos últimos anos a uma galáxia muito, muito distante.

No jogo seremos Jedi que viajarão de planeta em planeta perseguindo exércitos de droides e as naves de bloqueio cumprindo missões importantes até encararmos o nosso maior desafio, um dos quatro grandes vilões que estão presentes na caixa do jogo (a Asajj Ventress, o General Grievous, o temido Darth Maul ou o Conde Dookan).


Os jogadores precisam viajar pelos planetas realizando missões e parando o avanço dos droides.

O tabuleiro principal representa parte da galáxia da franquia Star Wars, vários planetas conhecidos pelos fãs está representado ali, inicialmente os jogadores vão escolher um dos quatro vilões para enfrentar e também a dificuldade da partida (definida no número de missões a serem enfrentadas).

O setup é feito distribuindo droides pelos planetas, posicionando as primeiras duas fichas de missão além dos Jedi e do vilão da partida, então os jogadores receberão cartas de esquadrão que ajudarão durante a partida.

Uma coisa que como fã eu achei muito legal é que apesar das cartas básicas (de clones, blindagem e transporte) terem praticamente o mesmo efeito os autores tiveram o cuidado de nomear cada uma diferentemente fazendo aqui um "fan-service" para quem curte a animação Clone Wars.


As cartas são usadas e viradas e também servem para marcar a força dos cavaleiros Jedi.

Durante a partida os jogadores vão se revezar nos seus turnos que são compostos pela fase de preparação de cartas (onde recuperamos cartas de esquadrão previamente usadas), a fase de ações (onde podemos viajar pelos planetas, atacar os inimigos, comprar novas cartas de esquadrão e realizar as missões), a fase de ativação do vilão e a fase de invasão dos planetas.

Cada vilão tem sua peculiaridade e tentar evitar que eles fiquem próximos das missões ou realizem seus poderes especiais é o que os Jedi precisam ficar ligados, outra coisa que requer atenção é quanto a quantidade de droides nos planetas.


Tomar cuidado com o avanço dos droides é importante para não aumentarmos o nível de ameaça.

Sempre que um planeta tiver 3 droides e precisarmos colocar mais um ali, uma nave de bloqueio entra no lugar dificultando um pouco mais a vida dos nossos heróis, além é claro de aumentar o nível de ameaça que caso chegue ao final faz com que os heróis da República percam o jogo.

A forma de ganhar é realizar todas as missões necessárias para a partida para então ativar o Desfecho do vilão escolhido, que vira então uma "missão final" que precisa ser vencida para que o jogo termine com a vitória dos jogadores.

Star Wars : The Clone Wars captura bem o clima da animação (que como eu já falei, sou fã) e traz para uma mecânica que tem sabido bem se reinventar através dos mais diversos temas e que mostra que tem um potencial enorme para ficar aí no mercado trazendo bons jogos por muito tempo.


Se tudo for bem coordenado a vitória dos heróis da República acaba chegando.
 

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Splendor Duel


Em Splendor Duel a disputa para se tornar o joalheiro mais famoso do reino se resume a dois jogadores, aqui os recursos são mais escassos e as disputas mais acirradas e no final apenas um será o grande vencedor.

O jogo tem muitas referências com a sua versão grande como a disposição das cartas de jóias, mas aqui logo de cara temos o diferencial do mercado onde as fichas de pedras preciosas ficam dispostas em um tabuleiro e além disso temos três pergaminhos de privilégio.

A rodada da partida também é bem similar, na sua vez o jogador tem que realizar uma dentre três ações mandatórias que são pegar até três fichas de pedras preciosas, pegar uma ficha de ouro e reservar umas das cartas de joia ou comprar uma carta de joia.


O mercado de fichas é o grande diferencial dessa versão.

Diferente do jogo maior aqui na hora de comprar as fichas você precisa ir ao tabuleiro central e comprar de uma a três pedras preciosas que estejam adjacentes entre si, mas tem uma coisa pra se ficar ligado, caso você compre três do mesmo tipo ou duas pérolas o seu adversário ganha um pergaminho de privilégio.

Esse pergaminho pode ser usado para pegar uma outra ficha de pedra preciosa no tabuleiro central.

Além das pedras preciosas temos a ficha de ouro, essa não pode ser pega de forma normal no set de até três, é uma ação só para ela mas também te dá o direito de reservar alguma carta de joia que você esteja de olho (ou tentar a sorte com alguma fechada).


Você vai comprar as cartas de joia para conseguir descontos e alguns bônus.

A ação de comprar as cartas de joia é praticamente igual ao Splendor tradicional, mas aqui algumas cartas além do desconto para compras futuras também dão algum bônus para ser usado instantaneamente como pegar alguma ficha do coleguinha, ou pegar uma ficha do tabuleiro central ou até mesmo jogar outro turno.

A partida segue até que uma das três condições de vitória seja alcançada, são elas : 20 pontos no total, 10 pontos em um tipo de pedra preciosa ou 10 coroas e o jogo termina automaticamente quando um deles é alcançado com a vitória de quem fechou a partida.

Eu acho o Splendor normal um jogo ok, bom pra apresentar aos novos jogadores mas nunca me encheu os olhos, mas essa versão para dois jogadores me animou muito, você consegue se programar melhor, pensar melhor as jogadas, o mercado das fichas é muito legal e até a corridinha pra ver quem fecha primeiro deixa o jogo mais tenso, bom demais.


Conforme você vai juntando as cartas, vai ficando mais barato compras futuras.
 

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Flotilla


Testes nucleares no Atol de Bikini causaram um explosão mil vezes maior do que o esperado e o que se seguiu foram tsunamis e terremotos que dizimaram boa parte da população mundial e deixaram continentes submersos e agora o que restou da raça humana se reúne em aglomerados de sucatas para tentarem sobreviver, a essas novas estruturas damos o nome de Flotilla.

Cada jogador é um capitão que tem como missão formar uma tripulação buscando nomes nas guildas que se formaram para conseguir recursos em buscas pelo mar para quem sabe conseguir aumentar a capacidade da sua Flotilla.

O jogo começa em um espaço central de uma Flotilla única, mas cada jogador terá uma peça de partida e uma esquife além de uma tripulação inicial de 6 cartas, as guildas vão oferecer novos tripulantes de quatro guildas que são cartas mais fortes para as ações do jogo.

As guildas fornecem novos tripulantes para ajudar você e sua flotilla.

A rodada é mecanicamente bem simples, você tem as cartas disponíveis na mão, baixa uma delas e realiza a ação correspondente deixando aquela carta no descarte até que use o Capitão para recolher todas as cartas já utilizadas de volta para a sua mão novamente.

As guildas te dão uma orientação sobre as ações, os Oradores são tripulantes que vão te ajudar a conseguir influência nas guildas, os Comerciantes te ajudam na compra e venda de recursos além de novos esquifes e postos avançados, os Fundadores vão te dar tiles para ir avançando em alto mar e ter mais opções de pesquisa de recursos e os Escavadores são os que te dão a possibilidade de conseguir recursos.

Enquanto você estiver no modo submarino, explorar o mar atrás de recursos é ótimo.

Mas o que me deixou bem impressionado no jogo é uma ação que você pode fazer em qualquer momento da partida em transformar o seu jogo do lado submarino (onde você avança com tiles para conseguir recursos) para o lado sideral.

O lado sideral trabalha de forma bem diferente, primeiro que você consegue agora muito mais dinheiro do que os barris de recursos, todo o avanço náutico que você tinha feito vira uma pilha de construção e você passa agora a usar recursos para aumentar a Flotilla.

Isso é muito bacana e o timing dessa virada de jogo é totalmente definido pelo jogador e o mais interessante é que os outros podem continuar sua jornada no lado submarino de boa pois ambos os lados tem formas de pontuação bem boas, então dá pra esperar ou até mesmo abrir mão de ir para o lado sideral (embora valha à pena em algum momento).

Uma vez que os recursos são encontrados, precisam ser levados para o cais.

O jogo avança até que a quantidade de pontos selecionada pelo número de jogadores seja toda exaurida, temos uma rodada final, contamos mais uns pontinhos para recursos e grana não utilizados e perdemos alguns pela toxidade (que você vai recebendo durante o jogo de diversas formas) e quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Flotilla é um jogo muito bom, gosto muito do sistema de deck-building mas com todas as cartas disponíveis para você usar o lance de ficar juntando recurso pra quando virar pro lado sideral já conseguir construir logo é muito legal, enfim é um jogo que teve um lançamento discreto mas que merecia ser melhor explorado.


Quando você achar que é o momento, virar para o lado sideral pode te dar muitos pontos.
 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Descent : Lendas da Escuridão


Descent : Lendas da Escuridão é a terceira "encarnação" de um dos grandes sucessos da Fantasy Flight lá em 2005 e que foi o precursor de praticamente todos os jogos de dungeon crawler da editora (e da concorrência também).

Nele os jogadores são aventureiros que precisam salvar Terrinoth dos perigos que espreitam florestas e masmorras e quem sabe assim trazer paz para o reino.

Causando impacto visual desde sua primeira edição (uma das primeiras da série "coffin box" da editora) essa nova edição também já traz um apelo visual gigantesco desde sua caixa com dois compartimentos (e que mais parece um cubo) e seus componentes lindos que chamam atenção desde as miniaturas até as peças em 3D e seus mapas em vários níveis.

 O aplicativo vai te guiar durante a partida.

Quanto ao jogo pouco mudou em relação as duas versões anteriores, basicamente o que tivemos aqui foi a adição do aplicativo que guia a partida narrando a história e criando os mapas enquanto o cenário se desenvolve.

O que difere esse aplicativo para o os demais (como o Jornadas na Terra Média e o Mansions of Madness) é a parte da narrativa, no Descent eles deram uma caprichada tanto na história quanto nas animações das "cut scenes", além de uma dublagem muito boa na versão nacional.

Sobre o jogo, para quem não conhece nada dos dungeon crawlers da Fantasy Flight, aqui nós temos um jogo cooperativo onde os jogadores escolherão seus personagens que tem habilidades e começam com equipamentos diferentes e que juntos formam um interessante time para enfrentar os perigos de Terrinoth.

Conforme você interage com o cenário, coisas (e inimigos) vão aparecendo.

Durante a partida vamos interagir com pontos de pesquisa e com os objetos de cena para ganharmos itens para nossa jornada e claro teremos as lutas contra criaturas que vão aumentando seu poder de batalha conforme o cenário vai avançando até chegarmos ao chefão final.

As resoluções de testes e combates são feitas através de dados customizados e marcadores de condições e fadiga que ajudam ou atrapalham os jogadores durante a partida.

Uma vez que o cenário é terminado temos que escolher nossos próximos passos no aplicativo para que na próxima partida uma nova aventura se inicie.

Os mapas em vários níveis, as peças 3D e as lindas miniaturas são o grande diferencial.

Descent : Lendas da Escuridão é acima de tudo um jogo delicioso para quem já foi fã de RPG e hoje não tem mais tempo de jogar campanhas, pois apesar de o jogo ser uma campanha de vários cenários, ele funciona bem com partida "one shot" que se resolvem de uma vez.

Essa fórmula da Fantasy Flight de "aplicativo + jogo de descobertas" não poderia ter dado mais certo com tantos frutos excelentes e agora depois de ter jogado todos os já lançados pela editora (Mansions of Madness, Imperial Assault e Jornadas na Terra Média) só fico triste de não grana para poder colecioná-los, pois cada um com seu tema e seu charme fazem deles jogos incríveis.

As animações e narrações do aplicativo também são destaque do jogo.
 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

7 Wonders : Arquitetos


Terceiro jogo base da franquia 7 Wonders, essa versão do jogo segue a mesma linha dos jogos anteriores onde os jogadores compram cartas para realizarem suas ações, mas aqui temos como objetivo a construção das maravilhas e algumas diferenças de regras que tornam o Arquitetos único.

A caixa do jogo já traz o setup praticamente arrumadinho para os jogadores, são 7 caixinhas com as partes das maravilhas além de um deck para cada caixinha, ainda temos uma oitava caixinha com um deck comum aos jogadores e outros marcadores.

Cada jogador escolhe (ou sorteia) então umas das caixinhas e coloca as 5 partes da sua maravilha viradas para o lado em construção à sua frente e entre o deck dessa caixinha é colocado entre você e o jogador a sua esquerda com a face virada para cima.

Essa versão vem com o setup simplificado para o jogo. Foto BGG.

No meio da mesa colocamos o deck comum aos jogadores com a face virada para baixo, os marcadores de conflito, as fichas de progresso e o gato que é um marcador que vai ficar rodando entre os jogadores durante a partida.

Começamos então a partida e o jogador na sua vez escolhe se compra uma carta de um dos decks da esquerda ou da direita (com a face para cima) ou do deck central (virado para baixo) e coloca a carta à sua frente.

Em Arquitetos temos os mesmos 5 tipos de cartas que já estamos acostumados : as cartas cinza de recursos, as cartas amarelas de moeda, as azuis de pontos de vitória, as verdes de progresso e as vermelhas que são as militares.

Você vai comprando cartas para conseguir montar sua maravilha. Foto BGG.

Mas aqui elas funcionam de forma diferente, os recursos serão realmente gastos, cada fase da maravilha vai pedir uma quantidade de recursos iguais ou diferentes e quando você atinge a quantidade solicitada gasta aquelas cartas e vira uma das partes da maravilha para o lado construído.

As cartas azuis além dos pontos dão direito ao gato, que é usado para olhar a carta do topo do deck fechado, as cartas verdes também são usadas para comprar fichas de progresso e são gastas da mesma forma que as de recurso.

As cartas vermelhas além dos escudos também tem desenhadas trombetas, que vão virando as fichas de paz para o lado do conflito, quando todas as fichas estiverem mostrando o lado de conflito os escudos são comparados com os vizinhos e que ganha as batalhas leva fichas de ponto, cartas que tem o símbolo de trombeta são gastas também.

Os conflitos são resolvidos quando todas as fichas viram trombetas. Foto BGG.

Como disse lá em cima, o Arquitetos não tem passagem das Eras, o jogo termina assim que o primeiro jogador termina a sua maravilha, então contam-se os pontos e quem tiver o maior somatório é o vencedor.

Eu achei o 7 Wonders : Arquitetos muito gostoso de jogar, ele tem a praticidade do setup mas com muita gente tende a ser o mais demorado dos três, ele também é mais tranquilo de ensinar do que o classicão e como os outros dois tem espaço para expansões, como fã da franquia é bem provável que ele venha para a coleção. 

Produção muito caprichada que os fãs da franquia vão gostar com certeza. Foto BGG.
 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

TOP3 : H.P. LOVECRAFT

H.P. Lovecraft revolucionou a forma de se escrever contos de terror no início do século XX adicionando elementos de ficção e criando um universo de criaturas inomináveis que fizeram dele um dos grandes mestres do gênero.

O material dos seus trabalhos é um prato cheio para se criar excelentes obras como filmes, séries e nos jogos de tabuleiro não ficam devendo em nada tendo grandes exemplos que vão dos jogos mais simples com o tema colado "com cuspe" mas também épicos cuja a imersão são tão importantes quanto as mecânicas envolvidas.

O desespero da corrida contra o tempo em
Eldritch Horror. Foto BGG.

Hoje vamos elencar alguns exemplos de grandes jogos que trazem para as nossas mesas os mitos de Lovecraft e que levam seus fãs as beiras da loucura.

Eldritch Horror foi um dos primeiros jogos com a temática dos Mitos de Lovecraft que eu joguei, isso lá em 2016 e nele os investigadores viajam o mundo tentando fechar os portais que farão com que as dimensões colidam e o Ancião da vez desperte e chegue ao nosso mundo para destruí-lo.

Esse jogo é um dos mais clássicos com o tema e já tem um monte de expansões super bacanas que tornam a jogabilidade imensa e sempre trazendo algum elemento diferente ao jogo.

Se Eldritch foi um dos primeiros, Pandemic : Reino de Cthulhu foi o mais recente jogo que eu joguei com essa temática, e apesar do plot semelhante ao jogo anteriormente citado são duas experiências completamente diferentes e que valem muito a pena.

Reino de Cthulhu combina bem os Mitos de Lovecraft
com as mecânicas do Pandemic. Foto BGG.

Em Reino de Cthulhu também estamos na corrida contra o tempo para fechar os portais que trarão o terrível Cthulhu para o nosso mundo, mas além de nos preocuparmos com os portais ainda precisamos evitar a proliferação de adoradores e de shoggoths.

A implementação das mecânicas do Pandemic ao tema foi surpreendentemente boa, e pra mim que não sou tão fã do jogo base do qual foi adaptado, essa versão me fez curtir muito o jogo e veio direto para o TOP3 sobre o tema.

Mas nenhum deles conseguiu destronar um dos meus jogos preferidos de terror de todos os tempos, o grandioso Mansions of Madness em que à cada partida definimos um cenário e devemos investigar localidades para desvendar o mistério em questão.

O grande lance aqui é que tanto o aplicativo que auxilia no jogo, traz uma ambientação absurdamente imersiva, com textos complementares e musiquinhas que fazem com que você entre totalmente no mundo insano do H.P. Lovecraft.

Mansions of Madness é uma experiência
que todo fã de terror tinha que conhecer. Foto BGG.

Além disso o apelo visual dos componentes, tanto os cenários quanto as miniaturas, fazem do Mansions um jogo indispensável para quem gosta do gênero e principalmente para os fãs do autor.

Como "Menção Honrosa" eu cito o divertido Elder Sign, que apesar de ser o mais leve de todos os jogados e de ter o tema mais solto em relação ao outros jogos, tem seu valor e mesmo que seja um festival de rolagem de dados cumpre bem o papel de trazer para a mesa os Mitos de Lovecraft.

Mesmo sendo o mais simples entre todos
vale a menção ao divertido Elder Sign. Foto BGG.

terça-feira, 2 de junho de 2020

TOP Print and Play da Pandemia


Desde o início da convocação para quarentena em meados de março, que editoras e designers tem se prontificado a municiar os jogadores com presentinhos para que fiquemos em casa em segurança e aproveitando (de alguma forma) esse tempo para jogar.

Com versões solo, regras inéditas e até jogos totalmente novos, temos um monte de boas opções para os que tem impressoras disponíveis em casa.

Eu estava para fazer esta postagem já há algum tempo, mas fui deixando passar e acabou que o Rafael Arruda do canal Batendo de KINA (do Ludopedia) fez dois compilados excelentes, que eu vou deixar o link no final da postagem.

Versão solo do Miss Liz.

Então para não perder a viagem, vou fazer um TOP com o material que eu já imprimi e que realmente valem à pena se você tem uma impressora, papel e possivelmente os jogos base necessários.

ATOL
Jordy Adan


Esse foi um dos primeiros que eu vi saírem, é a foto que ilustra a nossa chamada, e é um flip-and-write muito divertido do mesmo autor do consagrado Cartógrafos, e tem a vantagem de ser um jogo "stand alone", então você não precisa de mais nada além do material impresso.

OS INCRÍVEIS PARQUES DE MISS LIZ - SOLO
Diego de Moraes

Para a versão solo do Miss Liz você vai precisar imprimir uma páginazinha frente e verso só, mas obviamente precisará do jogo base, mas tendo esses componentes, ele ficou uma versão muito gostosinha de jogar e vale a impressão (para dar aquela valorizada no produto brazuca).

Esse é surpreendente! 7 Wonders Solo.

7 WONDERS DU... OPS, SOLO
Bruno Cathala / Antoine Bauza

Outra versão solo surpreendente é essa do 7 Wonders utilizando o Duel como base.

Aqui temos uma disputa contra líderes que já vem com algumas vantagens, tem custo de compra zerado, e a forma com que o AI do jogo vai comprando as cartas é brilhante, é impressionante como esses dois autores conseguem de forma simples fazer uma versão irada do jogo.

CATAN #FICA EM CASA
Klaus e Benjamin Teuber

Nesse print and play você vai ter dois novos tiles de terreno que substituirão o deserto e o terreno onde cair o valor 12 no setup, e durante o jogo não temos mais o ladrão como estamos acostumados, numa "vibe" de todos se ajudando, quando o 7 é rolado todos vão ganhar produtos por estarem perto dos novos hexágonos.

Dois novos hexágonos para o Catan.

ROLLING REALMS
Jamey Stegmaier

Por último um roll and write do designer consagrado de jogos como Scythe e Euphoria, nesse temos vários "mundos" que serão preenchidos com as rolagens feitas por dois dados, cada um dos mundos tem uma forma diferente de ser preenchido e o mais legal aqui é perceber que todos tem nomes dos jogos da Stonemaier Games e a forma que vamos preencher esses mundinhos remete ao jogo em questão.

Como falei anteriormente, esses foram só alguns exemplos das coisas que eu já imprimi, mas aconselho irem nos links do Batendo de Kina (Lista 1 e Lista 2), pois lá tem muito mais coisa (coisas que eu ainda nem tinha visto) e que podem interessar muito aos jogadores.

E enquanto não podemos voltar a nos encontrar (e não se enganem, ainda não podemos), vão imprimindo, e lembrem-se FIQUEM SEGUROS EM CASA!

https://www.acessoriosbg.com.br/&utm_source=eaitemjogo