segunda-feira, 19 de junho de 2023

Ludens Spirit no Diversão Offline


Essa semana será dedicada as editoras que fizeram ativações comigo durante o Diversão Offline, vamos falar do que eles apresentaram durante a feira e das novidades que chegarão na TGM, na Copag e começando hoje pela Ludens Spirit.

Contando com um estande de mais de 100m² a Ludens Spirit veio esse ano para mostrar todo o seu potencial no desenvolvimento e produção de jogos para o mercado nacional, com um espaço onde a Ludeka pode colocar suas pecinhas todas à mostra, a Ludens Lab que estava com vários projetos de desenvolvimentos junto aos autores e claro o próprio selo Ludens Spirit com seus jogos já lançados e também projetos que chegarão ao mercado.

Mas vamos começar falando da principal surpresa que foi o lançamento da plataforma Meeple Starter, que será uma plataforma de financiamento coletivo voltada exclusivamente para jogos de tabuleiro com algumas vantagens em relação às plataformas já existentes.


Com o estande sempre cheio o destaque era o lançamento da Meeple Starter.

Hoje você tem taxas que passam de 10% para os projetos, no Meeple Starter serão apenas 5% e ainda a possibilidade de assessoria da Ludens Spirit em relação a desenvolvimento do jogo, da campanha entre outras coisas, mas sendo isso um adicional que a pessoa pode ou não utilizar.

O primeiro jogo a sair já usando a Meeple Starter será O Vale dos Monstros II do Marcos Macri que sai com o selo MS Jogos em parceria com a nova plataforma (você verá resenha desse jogo em breve).

Na parte de lançamentos tive a oportunidade de conhecer a próxima caixa da família Abstratus, na Abstratus Pop teremos novas cartas, novas formas mas o grande diferencial são cartas que podem ser usadas nas rodadas para dar mais interação entre os jogadores.


A nova caixa da família Abstratus traz mais interação entre os jogadores.

Elas servem para pegar peças dos oponentes, deixar que eles usem determinada forma entre outras e por ser uma nova caixa base traz todo um novo potencial a esses jogos que deram uma revolucionada muito maneira nos jogos tipo "Imagem & Ação".

A área Ludens Lab estava também super agitada com autores desafiando o público a mexerem em regras de jogos que já foram lançados além do desafio Master Game Chef onde os participantes receberam um caixa com componentes e deveriam em algumas horas montar um jogo do zero.

O estande e as ações da Ludens estavam cheios o tempo todo e foram um sucesso mostrando que a editora está cada vez mais consolidada como uma das grandes em qualidade de produção e mostrando que ainda vai crescer mais com a chegada da plataforma de financiamento.


O desafios da Ludens Lab foram muito bacanas e chamaram a atenção.
 

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Hierarquia : Egito


Antes de falarmos sobre o jogo vale dar uma contextualizada em como chegamos ao Hierarquia : Egito, projeto do Ricardo Mesquita e que está em fase de "protótipo arrumadinho" já se encaminhando para em breve tentar a sorte no mercado.

Quando começamos os projetos de ações dentro do Diversão Offline, o Ricardo foi o primeiro cara a comprar nossa ideia, ele contratou a mim, ao After Match e as meninas do Rainbow Meeple para ficarmos no estande deles apresentando, jogando e trocando ideia sobre o Hierarquia.

Mas o que seria o jogo? Quando vimos na Ludopedia um jogo de 5 a 10 pessoas, sem nenhuma imagem ou informação confesso que fiquei assustado, mas já no espírito "push your luck" embarcamos nessa e fomos positivamente surpreendidos por um jogo bem bacana.


Dependendo da sua mão, você aposta se ganha de 0 a 3 vazas na rodada.

Hierarquia : Egito é um jogo de vaza que tem 5 rodadas onde os jogadores precisam, depois de olhar as 3 cartas da mão, apostar em quantas vazas ganharão em cada rodada, caso você acerte a aposta ganha pontos de sarcófago, caso erre a quantidade de sarcófagos apostados vai para a pirâmide.

As cartas representam personagens do antigo Egito e vão do número 1 o povo até o número 15 representado pelo Faraó e o jogo seria uma vaza basicona assim caso o Ricardo não tivesse a grande sacada de colocar as pragas bíblicas como eventos que entram no jogo e mudam a cara da rodada.


As pragas vão dar um "twist" bem interessante ao jogo.

Por exemplo quando aparece a Chuva de Pedras os personagens das cartas que estão em terreno aberto são descartadas antes de começarem as vazas ou a Infestação de Piolhos que mostra aos adversários as cartas com personagens careca.

Essa sacada faz com que o jogo tenha pelo menos duas rodadas quebrando a regra básica e dando uma mexida bastante legal às partidas dando também rejogabilidade já que são 10 cartas e normalmente apenas duas vão entrar.

Quando alguém perde todos os seus sarcófagos ele sai do jogo, mas para consertar isso (que geralmente é uma reclamação em jogos) o autor coloca a ficha da múmia e o jogador pode retornar pra rodada em que ele puxar essa ficha e quem sabe até conseguir ganhar a partida.


Um livreto com a história de cada personagem virá junto com o jogo.

Ao final da quinta rodada os jogadores contam seus sarcófagos e quem conseguiu a maior quantidade é o vencedor.

Uma coisa muito legal no Hierarquia foi toda a pesquisa sobre o tema e o período histórico, inclusive a caixa do protótipo acompanha um livreto feito pelo professor Bruno Varcaro trazendo textos sobre cada um dos personagens que aparece no jogo.

O jogo está bem adiantado em matéria de regras e funciona super bem com as quantidades sugeridas (acho que rodaria até com 3 ou 4 jogadores), o Ricardo escutou bem as sugestões que foram dadas, acho que agora é dar uma ajustada em alguns detalhes e em breve o jogo já pode ir pro mercado.


Seus pontos serão os sarcófagos que ficarem fora da pirâmide.
 

terça-feira, 13 de junho de 2023

Diversão Offline 2023


E no último fim de semana aconteceu a 8ª edição do Diversão Offline, evento que transformou São Paulo no ponto de encontro dos tabuleiros no Brasil e trouxe além dos jogos, editoras e atrações internacionais amigos que a gente acaba encontrando só nesses dias.

Com início oficial já na quinta-feira, o "pré-DOff" foi um encontro com os produtores de conteúdo que aconteceu na Ludus e durou praticamente o dia todo com várias palestras e a participação mais que especial do Tom Vasel falando um pouco da (larga) experiência dele falando sobre jogos.

Na sexta-feira outro encontro no "quartel general" da Galápagos Jogos onde vimos em primeira mão a edição do Frosthaven que está lindo e é um monstrão que chega ao Brasil em 2024, mas além dele pudemos saber dos planos da empresa para o resto do ano.


Tom Vasel falando para os produtores de conteúdo na Ludus.

Aí finalmente chegou o primeiro dia do evento, o grande medo em relação ao ano passado era já nessas primeiras horas, pois em 2023 a fila que se formou na entrada foi bizarra e houve muita reclamação sobre isso durante e depois do DOff, mas esse ano a organização mandou super bem, houveram pontos onde se podia pegar o passaporte antes da entrada e no dia a coisa fluiu muito de forma que todos conseguiram entrar rápido e aproveitar ao máximo o evento.

O novo espaço 2000m² maior que o ano passado atendeu bem aos estandes que estavam amplos, com muitas mesas para jogar e apresentar os jogos, espaços novos como o de pintura de miniaturas estavam irados e com o público prestando atenção em cada centímetro do evento e foi impressionante ver que TODOS os espaços estavam com gente, desde o mais humilde espacinho até os mega estandes.


Geral no "quartel general" da Galápagos no pré-DOff

Outra reclamação que foi atendida prontamente pela organização foi a área de alimentação que estava gigante esse ano e mesmo nas horas de pico tinham opções sem fila ou com filas menores, mas como as coisas podem sempre melhorar vale dar mais atenção ao número de mesas para o ano que vem, espaço tem para colocar mais.

As editoras também capricharam esse ano, uma mais bonita que a outra, mesmo os estandes pequenos tinham atrações para chamar atenção (como os chocomeeples da LudoCafé Editora) e também os autores que fizeram ações especiais para o evento (aqui o destaque para o coletivo de criadores da Fiat Ludens que distribuiu sua primeira tiragem dos jogos na caixa de fósforo).

Mas o que todos estavam ansiosos foi pela presença do grande Dr. Reiner Knizia e amigos NADA podia nos preparar para ver uma pessoa tão simpática e atenciosa como ele, mesmo que quem já teve a oportunidade de conhecê-lo lá fora tenha dito o quanto ele gente boa o que ele fez aqui no DOff foi fora da curva.


Dr. Knizia que estava soltinho na feira e ainda resolveu dar uma palhinha no Prêmio Ludopedia.

Inicialmente ele só estaria no evento no domingo, mas ele fez questão de quebrar a organização e ir no sábado ao evento, e como qualquer mortal ficou passeando pelas ruas do evento parando, tirando fotos, distribuindo sua moedinha e dando autógrafos para todos que fossem falar com ele.

Pra mim que comecei a brincar desses jogos lá em 2004 eu nunca, nem nos meus sonhos mais maneiros em relação ao hobby podia esperar isso, Dr. Knizia é um cara que mora no panteão das pessoas fora de série e mesmo que eu imaginasse uma vinda ao Brasil seria quase numa redoma com as pessoas acenando ao longe, nunca o que vi esse fim de semana.


As editoras capricharam nos seus estandes que estavam sempre cheios.

Vocês devem ter percebido que eu falei pouquíssimo dos jogos da feira, por mais incrível que possa parecer, para mim no Diversão Offline os jogos ficam em segundo plano (e olha que nesse ano eu joguei bem mais do que eu costumo jogar), estar ali constatando que todo o esforço de anos de divulgação, de correria, de mostrar jogos de falar sobre eles valeu à pena.

Eu fico realmente impressionado no tamanho que o hobby está e de como ele ainda pode crescer, muita gente chegando ali pela primeira vez e se encantando, pessoas que nem sabiam quem era o coroinha de gravata borboleta, mas que possivelmente compraram um jogo dele no evento, foi louco.

É isso, mais uma vez fica esse relato mais emocionado do que esclarecedor sobre o evento, ainda com a adrenalina alta pensando em tudo que aconteceu, só queria deixar aqui meu agradecimento a todos que pararam pra falar comigo e disseram que gostam do que eu faço, vocês não tem ideia de como isso é importante pra mim, só me dá vontade de continuar a fazer mais e nas próximas semanas vai ter muito conteúdo ainda sobre os jogos do DOff e sobre detalhes do evento.


Tudo "culpa" dessa figura que mesmo trabalhando a 1000 por hora tá sempre com esse sorrisão no rosto. Fernandinha é demais.

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Marvel United : Gold / Blue Team


Chegando em duas caixinhas as novas expansões do Marvel United se completam e trazem um novo modo de jogar, as partidas em equipes onde enfrentar o vilão da vez é importante, mas se sair melhor do que a outra equipe é que vai garantir a sua vitória.

A Blue Team e a Gold Team são duas caixas que trazem 4 novos locais, 4 novos heróis e um novo vilão em cada uma delas, mas o que já mostra a sua diferença em relação a expansão anterior são as bases plásticas em duas cores.


Times são separados para enfrentar o mesmo vilão.

Nesse novo modo de jogo os jogadores se dividem em dois times de 2 ou 3 heróis, ao invés de usarmos as cartas de missão normais cada time terá suas três missões a serem cumpridas e precisam ser realizadas separadamente.

No enredo do jogo, o vilão vai demorar mais para agir pois ele espera as três cartas de ambos os times mas nessa nova regra os times podem se atacar (mas nunca nocautear o herói do outro time).

Se os jogadores acharem que dessa forma o vilão demora mais para agir tem o Desafio do Vilão Acelerado que é uma regra que faz com que as ações vilanescas aconteçam após 2 cartas de cada time e quando o vilão se encontrar sob pressão passe a agir depois de uma carta de cada time.


As missões agora precisam ser vencidas separadamente por cada equipe.

Após a equipe completar a segunda missão (como de costume) ela pode começar a causar dano ao vilão, quando ele for derrotado a equipe que causou a maior quantidade de dano é a vencedora.

A Blue Team traz como vilão o Sr. Sinistro e seus heróis são Vampira, Psylocke, Jubileu e Gambit. Já na caixa da Gold Team temos o Sebastian Shaw como vilão e Bishop, Homem de Gelo, Colossus e Arcanjo.


Uma vez que o vilão é derrotado, quem causou mais dano é a equipe vencedora.
 

segunda-feira, 29 de maio de 2023

My City : Roll & Write


Em My City : Roll & Write os jogadores vão competir entre si para conseguirem planejar a sua cidade de forma a aproveitar bem as árvores e tirar as pedras do caminho isso tudo numa crescente que faz cada partida ter um tempero diferente.

O jogo é composto de 12 cenários divididos em 4 capítulos que fazem com que cada partida ganhe elementos novos que vão acrescendo o nível de dificuldade e também a diversão do jogo.

Inicialmente a gente aprende o básico do jogo que é na rodada lançar os três dados de construção, combinar os dois azuis pelo semi círculo deles para fazer a forma que vai ser desenhada no tabuleiro dos jogadores e o dado branco que indica um dos três preenchimentos das construções.


Você une os dados azuis para formar o padrão a ser desenhado e o branco qual o preenchimento.
 
 
Você é livre pra construir seu primeiro prédio em qualquer lugar do tabuleiro (exceto rios e montanhas) mas os prédios posteriores só poderão ser construídos adjacentes a construções anteriores.

Na folhinha de construção os jogadores encontram árvores e pedras que darão pontos positivos se permanecerem visíveis até o final do jogo (as árvores) ou lhes tirarão pontos (as pedras).

Conforme o jogo avança você começa a ficar com dificuldades para encaixar novos prédios então você tem a possibilidade de encerrar o jogo ou marcar os espaços que contam as vezes que você "passou" sem marcar nenhum prédio no jogo.


Quando você não conseguir construir pode "passar" ou terminar a partida.

Se você optar por encerrar a partida então contabiliza os pontos conforme a pontuação do cenário, mas basicamente você ganha pontos por árvores, perde pontos por pedras, vezes que passou e espaços não preenchidos, então marca esses pontos para somar aos dos próximos cenários até fechar o capítulo quem tiver a maior pontuação é o vencedor.

Conforme os capítulos avançam novos desafios entram, como as igrejas que são uns prédios pré-definidos, começar o jogo por determinado ponto do tabuleiro, recolher as sacolas de dinheiro ou tomar conta dos bandidos.

My City Roll & Write é muito gostoso de jogar, muito rapidinho e mais um jogo bem bacana do mestre Reiner Knizia que inclusive vai estar na edição desse ano do Diversão Offline passando também no estande da Devir.


Ao final de dos Cenários você contabiliza a pontuação do Capítulo.
 

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Star Wars : The Deckbuilding Game


Em Star Wars : The Deckbuilding Game dois jogadores lutam com Rebeldes ou Império pela ordem da galáxia defendendo suas bases com naves e se utilizando da Força junto com os personagens clássicos dessa franquia tão querida.

Cada jogador vai escolher no início da partida um dos lados (Rebelde ou Império) para então pegar o seu deck inicial e suas bases colocando a base inicial por cima das outras.

Depois embaralhamos o deck principal que será composto de cartas Rebeldes, cartas Imperiais e Mercenários em que abrimos 6 para um mercado principal que vai fazer com que seu deck pessoal vá ficando cada vez mais poderoso conforme você vai comprando novas cartas.


O mercado e a trilha da Força são elementos importantes do jogo.

Além das cartas temos também a trilha da Força que começa inicialmente mais forte do lado Rebelde mas devido a ações das cartas vai alternar bastante durante a partida e é importante para ativar determinadas ações além de garantir um recurso extra na hora de comprar cartas.

O turno do Star Wars Deckbuilding é bem parecido com a maioria dos jogos com essa mecânica, você tem 5 cartas na mão e vai utilizá-las para comprar novas cartas ou atacar a base adversária ou cartas na trilha de compra.

Os jogadores podem comprar na trilha de compra cartas da sua facção ou mercenários, essas cartas vão para o descarte para posteriormente virem pra sua mão para serem utilizadas.


As cartas que vem na sua mão ditam as ações no seu turno.

O diferencial aqui é que você pode atacar as cartas adversárias, isso faz com que o outro lado não consiga comprar determinada carta e ainda te garante uma recompensa legal para usar no seu turno.

O objetivo do jogo é destruir 3 bases adversárias, para isso você vai usar cartas com força de ataque para infringir dano à elas, a primeira base é fraquinha mas à partir da segunda elas tem mais pontos de vida e também poderes especiais que serão usados. 


Você tem cartas Rebeldes ou Imperiais que podem ser compradas ou atacadas.

Na trilha de compra além de personagens e naves básicas também estão as Naves Capitais que ajudam na defesa das bases sofrendo os danos antes que eles cheguem a elas.

Assim que um dos lados destruir a terceira base adversária a partida termina com a vitória de quem destruiu as três primeiro.

Star Wars Deckbuilding Game é bacana, tem uma pegada bem similar ao Star Realms (que é um jogo que eu adoro), mas ainda tem coisas para se ajustar pois rola de o mercado favorecer muito um dos lados e isso prejudicar na hora de você montar seu deck, mas é um daqueles jogos que já nasceram com cara de que vão ter várias expansões, então tem espaço pra crescer.


Mas o objetivo é tentar atacar as bases adversárias que podem ser defendidas por Naves Capitais.
 

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Marvel Champions : The Card Game


Marvel Champions : The Card Game
é um jogo de cartas onde os jogadores precisam juntos derrotar um inimigo em comum que precisa completar seu plano maléfico (tradução pessoal pra "scheme") ou derrotar todos os heróis.

Cada jogador inicialmente escolhe um dos heróis e recebe seu baralho com cartas de poder, aliados, uma carta que tem o herói na sua forma "a paisana" ou uniformizado e dentro desse deck também existe uma carta que é colocada no baralho do inimigo.

Um grande vilão é escolhido para ser derrotado na partida, seu baralho é arrumado com as cartas retiradas dos decks dos heróis e embaralhada tudo junto para o setup do vilão estar completo.


Uma vez escolhido o vilão, todos precisam juntos derrotá-lo.

A partir do jogador inicial cada herói terá a oportunidade de fazer suas ações então o acontece o turno do vilão que vai pra cima dos jogadores, ao final do seu ataque o marcador de primeiro jogador anda e uma nova rodada começa até que os heróis derrotem o vilão ou até que o vilão vença o jogo.

A utilização das cartas no Marvel Champions é que é o grande barato do jogo, na sua vez você pode fazer várias ações, mas o custo da carta baixada precisa ser pago com outras cartas, então das cartas que você comprou inicialmente (isso varia um pouco de herói para herói) você precisa pensar bem no que vai ser mais útil naquela rodada pois não dá pra fazer tudo que se quer.

Outra coisa muito legal é que existem ações que você só pode baixar se estiver uniformizado e outras que só serão ativadas pelo seu alter-ego e esses dois lados do seu personagem também tem características diferentes, então as vezes é melhor deixar o Peter Parker brincar do que chamar o Homem Aranha pro jogo.


Você usa cartas para "pagar" o custo de outras cartas.

As cartas tem um monte de referências aos quadrinhos (como era de se imaginar), então no baralho do "teioso" por exemplo você vai encontrar a Tia May ajudando ao Peter recuperar hit-points e vai encontrar aliados como a Gata Negra e o Demolidor.

O turno do vilão é bem tenso, primeiro você vai colocando fichas de ameaças na carta de plano maléfico dele, depois o vilão vai atacar cada um dos personagens na mesa.


O seu herói pode estar uniformizado ou "a paisana", e isso influi no jogo.

Aqui mais uma sacadinha legal da carta "alter-ego/herói", dependendo do lado que você terminou seu turno o ataque vai te tirar pontos de vida e você pode (ou não) defendê-lo (no lado herói) ou então fichas de ameaças são colocadas na carta de Plano (lado altar-ego).

Como os pontos de vida dos jogadores não são uma enormidade, saber trabalhar bem com essa virada de cartas ao final do turno é legal para poder se recuperar e partir pro ataque depois.

Mas se você acha que o turno do vilão acaba aí, está enganado, depois desse ataque são abertas cartas de encontros para cada jogador que podem trazer novos planos, podem ser as cartas de obrigação do herói ou minions que ficam perturbando.


Quanto mais fichas de ameaça, mais perto da vitória estará o vilão.

Como falei lá em cima o jogo vai nessa pegada até que o vilão derrote todos os heróis ou cumpra seu Plano Maléfico ou até que os heróis derrotem o vilão zerando seus pontos de vida.

Marvel Champions entra como um dos melhores jogos com a "grife" Marvel, ele é tenso, difícil e inteligente e como todos os jogos da Fantasy Flight tem uma produção super maneira e dezenas de expansões (grandes e pequenas) e é um daqueles jogos que a gente espera que cheguem em algum momento no Brasil.


Aquela produção caprichada padrão Fantasy Flight.